sexta-feira, março 22, 2024

Piada do Ano! Diretor da PF processa Cid ao invés de conferir as gravações

Publicado em 22 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Andrei Passos é confirmado para a chefia da PF e associações esperam que corporação volte a atuar como órgão de Estado - Brasil 247

Andrei Passos pediu imediatamente a abertura de inquértto

Míriam Leitão
O Globo.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, me informou que fez uma representação contra Mauro Cid no Supremo Tribunal Federal (STF) por ele ter dito que foi forçado a falar o que está dizendo na delação. A representação foi feita na noite de quinta-feira, logo após a divulgação dos áudios de uma conversa de Cid com um amigo pela “Veja”.

– Vimos com gravidade o que as falas acusam. Representamos ao STF para que ele esclareça, já que somos levianamente acusados. Ninguém acusará a PF e o STF dessa forma, e ficará incólume –  diz Rodrigues.

ÁUDIOS COMPROMETEDORES – A “Veja” trouxe áudios de uma conversa de Mauro Cid com um amigo em que ele diz que está sendo forçado a dizer que o que está falando, e no qual faz acusações à Polícia Federal e até ao ministro Alexandre de Moraes.

Em um dos trechos, ele fala: “O Alexandre de Moraes é a lei. Ele prende, ele solta quando ele quiser, como ele quiser. Com Ministério Público, sem Ministério Público, com acusação, sem acusação”.

Em um outro trecho, Cid diz que houve um encontro de Moraes com o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eu falei daquele encontro do Alexandre de Moraes com o presidente, eles ficaram desconcertados, desconcertados. Eu falei: ‘Quer que eu fale?’.”

JOGO DUPLO – O fato é que os áudios mostram que Mauro Cid tentou negar o que já disse e tentou fazer um jogo duplo. Ele levantou três afirmações muito graves à Polícia Federal. E, ao mesmo tempo, tudo o que ele falou acabou sendo corroborado pelos fatos. Porque, como se sabe, a delação não é a prova, é o caminho para encontrar a prova e ela só se sustenta se tiver elementos que confirmem aquela fala.

No caso, por exemplo, das vacinas que ele foi indiciado, há provas concretas de fraude e adulteração como uma declaração falsa de vacinação em seu benefício, do ex-presidente Bolsonaro e da filha do presidente.

O que Cid falou se comprovou também pelos depoimentos dos outros que estão sendo ouvidos. Agora ele tem que explicar porque deu essa versão tão torta e tão cheia de acusações contra a Polícia Federal e até contra o ministro Alexandre de Moraes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Miriam Leitão, que foi torturada quando era presa política na ditadura militar e estava grávida, apressadamente toma as dores da Polícia Federal. Com todo respeito a seu enorme prestígio de jornalista, Miriam Leitão melhor faria se permanecesse neutra e exigisse os áudios completos dos depoimentos, para saber se Mauro Cid estava mentindo ou não. Quanto ao diretor da Policia Federal, Andrei Passos, também deu mancada. Ao invés de representar contra o réu, deveria liberar as gravações da íntegra dos depoimentos, o que automaticamente aconteceria, caso estivéssemos numa verdadeira democracia(C.N.)


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