quarta-feira, março 27, 2024

Sessão da Câmara é encerrada após bate boca generalizado sobre assassinato Marielle




Oposicionistas acusam governistas de tentarem vincular crime a Bolsonaro

Por João RosaLuciana Amaral

A sessão do plenário da Câmara dos Deputados desta terça-feira (26) foi encerrada após uma confusão generalizada entre os parlamentares da Casa que discutiam os últimos desdobramentos do caso do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

A confusão aconteceu após o deputado Éder Mauro (PL-PA) subir à tribuna e realizar um discurso provocando os governistas, ligando o assassinato de Marielle à esquerda.

Além das falas, Mauro levantou um cartaz com a foto do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de ser um dos mandantes do assassinato, vestindo uma camisa com a estampa “Dilma 13”, uma referência a ex-presidente Dilma Rousseff.

“Onde é que os comunistas vão enfiar a língua deles com essa notícia da prisão de quem mandou matar Marielle? Comunistas, está aqui quem mandou matar Marielle. O que vocês vão fazer agora? Vocês terão que arrumar outro defunto para atribuir a Bolsonaro”, afirmou Éder Mauro, levantando a fotografia.

Após as declarações de Éder Mauro, deputados da base governista reagiram e foi possível escutar a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) gritando “respeite a Marielle”.

O deputado Delegado Caveira (PL-PA) estava no plenário e exibiu a mesma fotografia na frente de deputados da base aliada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gesto irritou os governistas.

Um dos vice-líderes do governo na Câmara, o deputado Alencar Santana (PT-SP) rasgou o cartaz. À CNN, Santana afirmou que se trata de uma “acusação infundada”. Depois de rasgar o cartaz, ele foi empurrado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).

O tumulto foi tão grande que o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), que presidia a sessão, decidiu encerrar os trabalhos.

Votação sobre prisão de Brazão adiada

Nesta terça, um pedido de vista – mais tempo para análise – adiou a votação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre a prisão do deputado Brazão. Durante a sessão do colegiado, o deputado Darci de Matos (PSD-SC), relator do caso, defendeu que o colega siga preso.

“Considerando presentes os requisitos constitucionais do flagrante e da inafiançabilidade, além de estar adequadamente fundamentada, meu voto é pela preservação da eficácia da decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, referendada, à unanimidade, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal”, diz o relatório.

Após a leitura do relatório, porém, os deputados Gilson Marques (Novo-SC), Fausto Pinato (PP-SP) e Roberto Duarte (Republicanos-AC) pediram vista do caso, ou seja, mais tempo para discutir a matéria.

O prazo de vista na CCJ é de duas sessões plenárias da Câmara. Por conta do feriado de Páscoa, porém, o caso pode ficar para as próximas semanas.

CNN

Em destaque

Cemitério Jardim da Saudade inaugura Espaço de Reflexão com celebração ecumênica em Salvador

                                          Foto Divulgação Cemitério Jardim da Saudade inaugura Espaço de Reflexão com celebração ecumênica ...

Mais visitadas