quinta-feira, julho 28, 2022

Faltam apenas oito dias para o prazo final, e até agora Simone Tebet e Ciro Gomes não se uniram

Publicado em 28 de julho de 2022 por Tribuna da Internet

Nada mais cretino e mais cretinizante do... Nelson Rodrigues - PensadorCarlos Newton

A política brasileira parece o Teatro do Absurdo, que se dedica a expressar a falta de sentido da condição humana e a inadequação da abordagem racional para que sejam entendidas determinadas situações.

Estamos diante de uma eleição absolutamente inédita, em que se defrontam duas lideranças de desmoralizantes biografias, ambas repelidas pela chamada maioria silenciosa, assim definida pelo político americano Richard Nixon como a faixa do eleitorado que não se envolve, mas pode decidir as eleições.

Na verdade, tanto o ex-presidente Lula da Silva quanto o atual presidente Jair Bolsonaro são representantes de um passado negativo que a maioria silenciosa há tempos procura sepultar, mas não consegue.

MEMÓRIAS DA REVOLUÇÃO – Lula e Bolsonaro representam páginas amareladas da chamada Revolução de 1964, um movimento que nasceu civil/militar para evitar conflitos de classe no Brasil, mas logo se tornou apenas militar e permaneceu inconstitucionalmente no poder por 21 anos.

Como capitão rebelde, inconsequente e ignorante, Bolsonaro jamais poderia representar os militares, mas o destino assim quis, para tentar repetir a História como uma farsa, como diria Karl Marx.

E Lula, que diz representar os trabalhadores, tem a biografia manchada pelos anos de serviço ao regime militar, como informante do então superintendente da Polícia Federal em São, delegado Romeu Tuma, conforme relatos do empresário Mário Garnero e de Tuma Júnior, também delegado federal. Ou seja, nem Lula nem Bolsonaro conseguem representar os trabalhadores e os militares.

E OS OUTROS – Parece inacreditável que a política brasileira não ofereça uma terceira alternativa, mas é exatamente isso que está acontecendo. Na repescagem da representatividade dos doze candidatos, sobraram apenas dois – Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB, PSDB e Cidadania).

Se juntarem as forças e formarem uma chapa, os dois tem chances de chegar ao segundo turno, com apoio da maioria silenciosa. Mas faltam apenas oito dias para se encerrar o prazo fatal das convenções, e os dois permanecem imóveis. Nem Ciro nem Simone tomam a iniciativa de abrir negociações diretas. Comportam-se como se tivessem condições individuais de vencer, uma bela Piada do Ano.

Se formarem uma chapa, farão uma campanha linda e arrebatadora. Sozinhos, não conseguem entusiasmar os próprios seguidores, muito menos a maioria silenciosa.

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P.S.
 – Se os eleitores tiverem mesmo de escolher entre Lula e Bolsonaro, estará confirmada a previsão de Nelson Rodrigues – “Os idiotas vão tomar conta do Brasil; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”. Ah, Nelson Rodrigues, que falta você nos faz, em meio a essa turba que não consegue identificar nem mesmo o óbvio ululante. (C.N.)

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