Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realiza na manhã desta segunda-feira (10) uma operação que investiga agentes públicos e médicos, em organização criminosa que cobrava indevidamente de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 44 mandados de busca e apreensão expedidos pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Paraná. A ação faz parte da Operação Mustela.
As prisões temporárias foram determinadas contra dois médicos, assessores, secretárias e intermediadores, um deles vereador em Bandeirantes.
Os mandados de busca são cumpridos em dez cidades (Curitiba, Campo Largo, Marechal Cândido Rondon, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Telêmaco Borba, Bandeirantes, Campo Magro, Colombo e Siqueira Campos), atingindo o gabinete do deputado estadual Ademir Bier (PSB).
As investigações foram iniciadas há cerca de 18 meses na Promotoria de Justiça de Campo Largo.
Agentes do Gaeco cumprem mandados de busca e apreensão na sede da Alep nesta segunda-feira – Foto Banda B
Bier não foi reeleito nas últimas eleições. Agentes do Gaeco chegaram ao prédio por volta das 7 horas. Não se sabe qual seria o envolvimento do deputado no esquema.
Também há mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Hospital São Lucas, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A operação do Gaeco foi batizada de “Mustela” na relação ao gênero de mamíferos que inclui animais conhecidos como furões.
Mais informações serão repassadas em entrevista coletiva nesta segunda-feira
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