domingo, dezembro 09, 2018

“Correio da Manhã”, a história de um grande jornal, contada pelas fotografias


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Foto de Osmar Gallo, destaque na exposição do “Correio”
Pedro do Coutto
Ontem, com um almoço no tradicional Bar Brasil, na Lapa, realizou-se mais um encontro dos que trabalharam no “Correio da Manhã”, jornal que marcou época no país, por sua independência e qualidade. São dois almoços por ano organizados por Luis Carlos de Souza e Bertoldo Monteiro.
Na sequência desses encontros que se prolongam no tempo, o de ontem incluiu a apresentação de fotografias da equipe liderada por Erno Schneider e integrada por Osmar Gallo, Luiz Pinto, Fernando Pimentel, Milton Santos e muitos outros, que retrataram acontecimentos que tiveram palco na cidade do Rio de janeiro. A edição da memória fotográfica foi dirigida pela pesquisadora Maria do Carmo Rainho.
CENTRO CULTURAL – A exposição encontra-se instalada no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal. Importante o trabalho que percorre episódios que tiveram palco ao longo dos anos.
O Correio da Manhã nasceu em 1901 e morreu em 1974. Ao longo do tempo, documentou acontecimentos especialmente durante a ditadura militar. As imagens, assim, incorporam-se à história daquele que foi, no passado, o jornal de maior peso político no país.
No almoço estiveram presentes, Ruy Castro, Fuad Atala, Bertoldo Monteiro, Luis Carlos Souza, Idalício Oliveira Filho, além de muitos outros jornalistas e fotógrafos que produziram as fotos que se encontram expostas na Caixa, como Erno Schneider e Alcyr Cavalcanti. Participou também um dos editores do jornal, Pery Cotta.  Estiveram presentes também do almoço o editor aqui da TI, Carlos Newton e sua mulher, Jussara Martins, que trabalhou no antigo prédio da rua Gomes Freire.
HERÓI DA RESISTÊNCIA – O Correio da Manhã se foi, o prédio continua testemunhando as épocas que se sucedem e ocupado por setores da Justiça estadual. O Correio da Manhã é o único jornal que reúne em almoços semestrais os que lá trabalharam e testemunharam sua presença marcante na imprensa e sua queda provocada por administrações que não tinham nenhum afeto pelo que ele representou e testemunhou.
Enfrentou duras lutas e seus editoriais escritos por homens como Otto Maria Carpeaux, Franklin de Oliveira e o embaixador Alvaro Lins. Ruy Castro comentou que pelo que produzia no Correio da Manhã, a casa de José Lino Grunewald reuniu importantes personagens da vida cultural. Ruy Castro sugeriu que o apartamento da Avenida Henrique Dodsworth seja objeto de um registro histórico.
EDITORIALISTAS –  Vale a pena percorrer as imagens que, além de otimamente feitas, refletem bem o passado que se torna cada vez mais remoto, sustentado pelo vento que amplia distâncias entre os acontecimentos. Assim, muitos jornalistas que lá trabalharam se foram com o vento e deixaram suas contribuições tanto para a cultura quanto para a política.
Os editorialistas, de todos os jornais, para serem enaltecidos eram personagens de Dumas pai. Espadachins da cultura, prontos sempre para confrontar com o poder e com os poderosos.
Esses espadachins, creio, ficam para sempre na história não só do jornal mas de todo o país.

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