A prisão de um filho e de um sobrinho pela Polícia Federal (PF) segunda-feira não foi a primeira vez em que o governador de Rondônia, Ivo Cassol, se viu envolvido numa investigação sobre corrupção. Eleito governador em 2002 pelo PSDB, Cassol foi reeleito pelo PPS em 2006 com 54,1% dos votos em meio aos efeitos de outra ação da PF envolvendo pessoas próximas a ele.
Na Operação Dominó, mais de 20 pessoas ligadas aos Três Poderes de Rondônia foram presas sob acusação de integrar um esquema de corrupção. Entre elas, estava o então candidato a vice na chapa de Cassol, o ex-chefe da Casa Civil Carlos Magno, que renunciou para não atrapalhar a campanha do governador.
Filho de uma família de políticos do interior de Rondônia, Ivo Narciso Cassol, de 49 anos, tem também um irmão na política: César Cassol, deputado estadual. Oriunda de Santa Catarina, a família controla o Grupo Cassol, que tem quatro unidades geradoras de hidreletricidade na Região Norte.
Depois da reeleição, Cassol correu o risco de perder o cargo com a denúncia de compra de votos, em agosto, feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele e o senador Expedito Júnior (PR-RO) teriam se beneficiado de um esquema de cabos eleitorais que teria pagado R$ 100 a mil eleitores.
Com base em escutas, o procurador sustentou que Cassol sabia do esquema, mas ele negou. O caso foi desmembrado e o processo dele enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na Corte já tramitava outra ação fruto de denúncia do Ministério Público (MP), que identificou irregularidades na passagem de Cassol pela prefeitura de Rolim de Moura (RO), entre 1998 e 2002. Segundo o MP, ele teria favorecido empresas em licitações públicas com a ajuda de assessores que levou para o governo estadual.
Em nenhum dos casos há condenação definitiva da Justiça. O governador nem sempre figurou como vilão nos escândalos. Em maio de 2005, ele se saiu como mocinho ao gravar com uma câmera escondida pedidos de propina feitos por deputados estaduais que lhe faziam dura oposição na Assembléia Legislativa.
Ele era ameaçado de impeachment pelos deputados se não aceitasse as condições que impunham. Na fita, pelo menos dez deputados pedem mesadas e favores e citam outros colegas como integrantes do esquema. A gravação foi entregue por Cassol à TV Globo, que a veiculou no "Fantástico".
Na gravação, uma deputada chega a insinuar que o governador também "está levando o seu" e argumenta para que ele aceite: "Você não vai consertar o mundo". Mais tarde, em nova troca de papéis, outras fitas sobre o episódio descobertas pela PF indicaram que Cassol havia feito propostas aos deputados antes de sofrer deles a tentativa de extorsão. O governador negou as acusações.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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