SALVADOR - Mais de 390 mil pessoas afetadas. Trinta e três mortes diretamente relacionadas com enchentes. Entre desalojados (37.385) e desabrigados (77.580), quase 115 mil pessoas. Os números divulgados pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) ontem mostram como as chuvas do começo de outono no Nordeste estão devastando a região.
Segundo a meteorologista-chefe do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na Bahia, Cláudia Valéria Silva, as chuvas nesta época são comuns na região. "Em geral, o período de chuvas no Nordeste vai de março a julho", explicou. "O que acontece este ano é que as chuvas estão mais fortes do que na média histórica nas áreas mais ao norte da região. Na Bahia, por exemplo, que fica no sul do Nordeste, a precipitação deve se manter dentro das médias históricas."
De acordo com ela, ainda não é possível precisar se as chuvas vão continuar tão intensas até o fim do que os nordestinos chamam de "inverno" - a estação das chuvas. Mas enquanto Bahia, Alagoas e Sergipe enfrentam os problemas registrados anualmente no período de chuvas, como pequenos deslizamentos de terras e pontos isolados de alagamentos e transbordamentos de rios, os demais estados da região contabilizam grandes prejuízos.
Só na Paraíba, 26 pessoas morreram por causa das inundações. Outras mortes ocorreram no Maranhão (quatro), em Pernambuco (duas) e no Ceará (uma). A contabilidade não inclui, porém, mortes decorrentes das chuvas, mas não diretamente relacionadas a ela. Há uma semana, um jovem de 19 anos morreu depois de ser arrastado por um rio que transbordou, no sudoeste baiano, após perder o controle da motocicleta que pilotava.
No total, segundo o Sedec, 227 municípios de seis estados nordestinos estão sofrendo grandes prejuízos por causa das chuvas. São 73 na Paraíba, 35 no Piauí e no Rio Grande do Norte, 31 em Pernambuco, 29 no Maranhão e 24 no Ceará. Por causa dos problemas, o governo potiguar decretou estado de calamidade pública em 33 cidades. No Maranhão, segundo o governo do estado, os desalojados e desabrigados passam dos 33 mil.
O excesso de pontos de alagamento em municípios atingidos por chuvas acarreta no crescimento de doenças diversas. Em Salvador, cidade que sofreu com fortes chuvas no fim de fevereiro e no começo de março, já foram registrados 23 casos de leptospirose este ano. No mesmo período de 2007, foram registrados 13. As secretarias estaduais de saúde temem que outras doenças, como a dengue, tenham crescimento acelerado pelo acúmulo de água.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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