O Brasil não necessita de um submarino nuclear para proteger as riquezas naturais e o território contra a invasão de outros países ou de atentados terroristas, conforme defendeu na quinta-feira, feriado do Dia da Proclamação da República, o ministro de Defesa, Nelson Jobim. A avaliação é de especialistas em política internacional que participaram ontem de um seminário sobre segurança, realizado no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio.
Foi neste evento que Jobim falou sobre a necessidade de o País aumentar a capacidade de defesa, principalmente após a descoberta de uma reserva gigante de petróleo e gás na Bacia de Santos.
"Eu creio que não, necessariamente, a militarização ou a aquisição de armamentos serão a garantia de defesa dos recursos naturais do Brasil. Creio que deveriam ser criados outros sistemas", afirmou a diretora-executiva do Instituto Venezuelano de Estudos Sociais e Políticos (Invesp), Francine Jácome, durante a 4ª Conferência do Forte de Copacabana: Segurança internacional, um diálogo Europa-América do Sul.
Pare Francine, melhor seria se o Brasil criasse meios pacíficos para defender as riquezas naturais, como a cooperação internacional que possa criar mecanismos de confiança mútua, ou até mesmo o estabelecimento de zonas de paz. "Outro elemento importante são mecanismos de inteligência", acrescentou.
Ela lembrou que, na Venezuela, país rico em reservas de petróleo, a defesa das riquezas naturais tem sido usada pelo governo como meio de legitimar o aumento do poderio de defesa, com a compra de aviões e de cem mil fuzis, anunciada, recentemente, pelo presidente Hugo Chávez. "Na Venezuela, uma das razões básicas para criar a guarda territorial é, exatamente, a defesa das reservas de petróleo", disse.
Já o diretor da Associação para Políticas Públicas de Buenos Aires Diego Fleitas, o Brasil não necessita de um submarino nuclear para proteger as reservas de petróleo. "Para defender os recursos na costa brasileira, em princípio não há necessidade de um submarino nuclear", disse. De acordo com Fleitas, o submarino nuclear é estratégico para nações que queiram revidar o ataque de uma potência, ou até mesmo atacar, por causa do poder de alcance de grandes distâncias.
"Para defender algo que esteja a 400 quilômetros da costa, você não necessita de submarino nuclear. O mais importante é um projeto estratégico sem foco expansionista", afirma.
"O ministro Jobim usou o momento de sua fala para exercer um pouco uma questão mais política. Ele não falou ali como expert, mas como político", disse o diretor do Centro de Estudos das Américas (CEA), da Universidade Cândido Mendes, Clóvis Brigagão. Segundo Brigagão, "é ingenuidade" afirmar que um país como o Brasil precisa de apenas um submarino, seja ele nuclear, ou não, para defender o território e o Oceano Atlântico.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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