segunda-feira, junho 30, 2025

Para enfrentar Bolsonaro, Lula manda o PT apoiar a anistia ao 08/01


Charge da Semana - Anistia • atualidade

Charge do Fred Ozanan (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Novos ventos, fortes e sombrios, vindos do Congresso. Ameaçando chuvas, trovoadas, relâmpagos e granizo, são esperados em direção ao Palácio do Planalto. Desta feita o perigo é mais grave do que a derrota do IOF. Opositores do PT e Lula pretendem aprovar logo a anistia.

Ampla e irrestrita. Beneficiando, inclusive, o ex-presidente Bolsonaro, que deixaria de ser inelegível. Será a chamada agonia do desespero para petistas. A não ser que ministros do STF ligados ao governo perfilem-se, ajoelhados, mais uma vez, com os interesses do governo de plantão, cortando as asas, em definitivo, de Bolsonaro. O Brasil já teve judiciário melhor, mais isento e mais respeitado.

OUTROS ASSUNTOS -Com profundo nojo e desprezo, estou entre os 58% dos brasileiros envergonhados com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o Datafolha.

Uma boa notícia o MPF inocentou vereador de Santa Catarina, que em janeiro chamou Lula de ladrão, em solenidade no legislativo. O pedido para condenar o vereador foi do Partido dos Trabalhadores.

A decisão alegra a alma de milhões de brasileiros e cria jurisprudência que, seguramente, incentivará novos elogio e declarações de amor profundo para Lula. O MPF alegou que as liberdade de expressão beneficia o vereador e que o pedido para condenar o acusado deveria ter sido encaminhado ao Ministério da Justiça.

TROFÉU DA BAJULAÇÃO –   O simpático Júnior aniversariando nos Estados Unidos, cobrindo a Copa do Mundo de Clubes. O “maestro” global recebeu fartas e telúricas demonstrações de puxa-saquismo. Declarações piegas foram demoradas. Colossal coral de idolatria.  Ego de Junior, que foi apenas um bom jogador, maestro jamais, está nas alturas. Palmas para o “maestro”.

Governo Lula usa cargos em conselhos para agradar o PT e os partidos aliados


O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ( PT) durante  cerimônia  com presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre

Motta e Alcolumbre ganharam cargos para distribuir

Gustavo Côrtes
Estadão

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva utiliza cargos em conselhos de empresas estatais para prestigiar sua base no Congresso. Figuras ligadas aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, foram contempladas na distribuição desses postos, que, além de influência na gestão dos negócios, rendem remunerações adicionais ao salário – os chamados jetons.

O Planalto diz que as nomeações seguem exigências da Lei das Estatais e passam por avaliação dos comitês de elegibilidade das empresas que verificam a conformidade dos processos de indicação. A reportagem também procurou os parlamentares e seus auxiliares por meio das assessorias de imprensa, mas não obteve resposta.

323 CONSELHEIROS – Conforme revelou o Estadão, há 323 aliados do petista indicados para colegiados de empresas públicas ou privadas. Em alguns casos, as nomeações ignoram critérios de formação técnica e experiência profissional condizente com os ramos de atuação das companhias.

A lista de beneficiados inclui não só ministros, dirigentes petistas e servidores comissionados, mas também pessoas ligadas a parlamentares com influência sobre a pauta do Legislativo.

Assistente técnico no gabinete de Motta desde fevereiro, Marcone dos Santos é membro do conselho fiscal da Infraero, responsável pela operação e pelo aprimoramento da infraestrutura dos aeroportos do País. Ligado ao Republicanos, sua indicação partiu do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, de quem foi assessor quando o chefe da pasta exercia mandato na Câmara. Santos também passou pelo gabinete do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE).

MAIS NOMEAÇÕES – Mariangela Fialek, assessora da Presidência da Câmara, é conselheira da Brasilcap, uma subsidiária do Banco do Brasil que atua na emissão de títulos de capitalização. Ela é ligada ao antecessor de Motta, o deputado Arthur Lira (PP-AL), e foi mantida no cargo após a troca de comando na Casa.

Fialek – ou Tuca, como é chamada por aliados – é uma figura conhecida nos corredores do Congresso. Na condição de auxiliar de Lira e assessora da Liderança do PP, foi uma das principais articuladoras da distribuição de emendas entre deputados e teve atuação destacada no orçamento secreto.

Em 2022, às vésperas da eleição presidencial, era ela quem recebia parlamentares e assessores em uma sala para deliberar sobre a repartição dos recursos para redutos eleitorais.

MESMO ESQUEMA – O perfil dela é similar ao de Ana Paula de Magalhães Albuquerque Lima, chefe de gabinete de Davi Alcolumbre e principal assessora do presidente do Senado em assuntos relacionados ao orçamento público.

Ela integra os conselhos fiscal da Caixa Loterias e de administração da PPSA, estatal constituída para a exploração do pré-sal. A remuneração dos dois cargos rendem R$ 13,7 mil mensais.

No fim do ano passado, um relatório da Polícia Federal sobre supostos desvios de recursos de emendas revelou que empresários investigados repassavam o contato dela entre si. Um deles é Marcos Moura, apelidado de “Rei do Lixo”.

MARIDO DE SENADORA – Outro representante da cota do Congresso é Inácio Melo Neto, presidente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CRPM) e membro do conselho de administração da entidade vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Ele é marido da senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Somam-se a ele ainda o chefe de gabinete do senador Otto Alencar (PSD-BA), Fabio Coutinho, conselheiro de administração da Nuclep, estatal que produz equipamentos para os setores nuclear, de defesa, de óleo e gás, e de energia, e Micheline Xavier Faustino, ex-assessora do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), antecessor de Alcolumbre. Ela integra conselhos da PPSA e da Eletronuclear.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A caixinha inclui, ainda, vários ministros, como Fernando Haddad, que é conselheiro da Itaipu e colocou a mulher como conselheira de outra estatal, além de ser diretora de outra estatal. E os dois ainda têm contracheque da USP. Como dizia Vinicius de Moraes, que maravilha viver. (C.N.)

Demitido do PL após críticas a Michelle, Wajngarten reaparece em ato com Bolsonaro

 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Arquivo

Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo de Jair Bolsonaro (PL)29 de junho de 2025 | 20:01

Demitido do PL após críticas a Michelle, Wajngarten reaparece em ato com Bolsonaro

brasil

Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo de Jair Bolsonaro (PL), esteve presente em manifestação na avenida Paulista, neste domingo (29), em São Paulo.

“Nunca abandonarei o meu grupo político. Mais do que nunca, com essa perseguição desenfreada, injustificada, inadmissível. Quanto mais gente, mais forte e maior o êxito”, afirmou Wajngarten.

“Eleição sem Bolsonaro em 2026 é uma eleição antidemocrática”, prosseguiu.

Foi Wajngarten, inclusive, quem organizou a cobertura da imprensa neste domingo, permitindo o acesso dos jornalistas ao hotel que concentrou Bolsonaro, deputados e governadores que discursaram na avenida Paulista, além do pastor Silas Malafaia.

Tido como braço direito do ex-presidente, Wajngarten foi demitido do PL em maio, após serem divulgadas mensagens dele com críticas a uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro à Presidência da República.

Em mensagens de celular para o tenente-coronel Mauro Cid, Wajngarten uma notícia de que Michelle era cotada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para concorrer à Presidência. Cid responde: “Prefiro o Lula”, com uma gargalhada. Wajngarten concorda e pergunta “em que mundo o Valdemar está vivendo?”.

Anna Virginia Balloussier e Carlos Petrocilo, FolhapressPolitica livre

Disputa em Alagoas ameaça futuro político de Lira e trava nomeação ao STJ

 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Arquivo

Arthur Lira, presidente da Câmara30 de junho de 2025 | 07:00

Disputa em Alagoas ameaça futuro político de Lira e trava nomeação ao STJ

brasil

Até cinco meses atrás um dos personagens mais poderosos da República, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) vê ameaçada a pretensão eleitoral em seu estado, Alagoas, fruto de uma disputa política que vem travando há oito meses a indicação pelo presidente Lula (PT) do próximo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O preenchimento da vaga no tribunal foi, inclusive, um dos temas da conversa entre Lira e Lula no último dia 14, no Palácio da Alvorada.

Adversários do ex-presidente da Câmara afirmam que ele é o responsável por atrasar a indicação da procuradora Maria Marluce Caldas Bezerra, do Ministério Público de Alagoas, até que haja algum acerto sobre a formação das chapas majoritárias no estado em 2026, o que ele nega.

O ex-presidente da Câmara tem afirmado a interlocutores que não se opõe à indicação de Marluce e se queixa do que classifica ser uma narrativa falaciosa para enfraquecê-lo.

Lira tem a pretensão de disputar uma das duas vagas ao Senado, mas a lógica desse tipo de eleição em estados do Nordeste exige uma composição política prévia para aumentar as chances de êxito.

Tradicionalmente, os candidatos favoritos contam com apoio de clãs locais e principalmente de prefeitos, que atuam como cabos eleitorais destinados a cabalar o maior número de votos em suas cidades.

O plano A de Lira é concorrer ao Senado tendo como competidor viável apenas Renan Calheiros (MDB), que é seu adversário político e que vai disputar a reeleição. Com isso, a vitória de ambos estaria mais ou menos precificada.

Ocorre que recentes entendimentos entre o clã Calheiros e o prefeito de Maceió, JHC (PL), têm ameaçado esse plano.

De acordo com políticos locais, há a possibilidade de JCH deixar o PL e, em vez de disputar o Governo de Alagoas, como era o previsto, se candidatar ao Senado em dobradinha com Renan, criando obstáculos a Lira.

Se isso se confirmar, a chapa JHC-Renan seria completada pela candidatura ao governo de Renan Filho (MDB), senador licenciado e ministro dos Transportes.

É aí que a indicação da procuradora ao STJ entra.

Marluce é tia de JHC, que trabalha para emplacá-la no tribunal. De acordo com políticos alagoanos, o prefeito teria se comprometido a abandonar o barco de Lira e abrir caminho para Renan Filho na disputa estadual caso Lula confirme a indicação.

Com isso, Lula teria em 2026 um forte palanque em Alagoas, com seu atual ministro dos Transportes disputando o governo estadual, além de uma chapa ao Senado fiel, que incluiria um nome hoje popular em Maceió e que se desgarraria do PL e do bolsonarismo.

O problema, dizem adversários do ex-presidente da Câmara, é Lira.

Aliados do ex-presidente da Câmara afirmam que a equação vendida por JHC, que estaria se comprometendo com os diferentes atores políticos, não para em pé, já que algumas dessas possibilidades vão de encontro ao que teria sido acertado previamente: a candidatura do prefeito ao governo estadual, não o Senado.

A sinalização de aproximação de JHC com Lula é vista com cautela por aliados do presidente, já que o prefeito trocou o PSB pelo PL entre o primeiro e segundo turno das eleições presidenciais de 2022 para apoiar Jair Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa. JHC tem ensaiado há meses deixar o PL, mas até o momento esse movimento não foi concretizado.

Além de ainda manter grande influência no Congresso, tendo emplacado o seu sucessor, Hugo Motta (Republicanos-PB), Lira relata uma das principais propostas de interesse do governo, a que isenta o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

De um lado, o grupo dos Calheiros critica Lira dizendo que ele foi responsável por levar um problema local ao presidente da República. De outro, aliados do ex-presidente da Câmara falam que foi culpa dos Calheiros envolver o petista nessa situação.

Um adversário de Lira diz que a lógica seria Lula atender aos Calheiros, que são seus aliados históricos, diferentemente do ex-presidente da Câmara. E que qualquer movimento diferente disso pode trazer ruídos na relação com essa ala do MDB que apoia o petista.

O motivo da ida de Lira ao Palácio da Alvorada no último dia 14 é fruto de controvérsia, de acordo com versões de pessoas a par do teor das conversas.

Alguns dizem que o ex-presidente pediu para acompanhar Hugo Motta no encontro, em que foi discutido com Lula a crise do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o represamento das emendas parlamentares. Outros afirmam que Lira foi chamado.

Adversários do ex-presidente da Câmara dizem que ele pediu a Lula para não decidir a nomeação para a vaga ao STJ enquanto persistir a falta de acordo para a chapa majoritária em Alagoas em 2026.

Além de Marluce, integram a lista tríplice elaborada pelo STJ Sammy Barbosa Lopes, do Ministério Público do Acre —que também conta com apoios de peso, como o do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell— e Carlos Frederico Santos, do Ministério Público Federal.

Aliados de Lira dizem que o presidente chamou o parlamentar para conversas de temas variados —como já ocorreu em outras ocasiões neste ano— e não com a premissa de falar do cenário em Alagoas. Ao final do encontro, que durou mais de duas horas, teria partido do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), trazer a indicação do STJ à tona.

Rui teria afirmado que eventual indicação de Lula não terá relação com o cenário político, e o petista repetido que não tomará nenhuma decisão sem discutir mais a fundo o tema com Lira.

O ex-presidente da Câmara tem dito a aliados que será candidato ao Senado em qualquer situação. O desejo do parlamentar é lançar um de seus filhos para uma vaga na Câmara.

Ranier Bragon e Victoria Azevedo/FolhapressPolitica Livre

Corregedoria abre sindicância sobre possível superfaturamento em obra do anexo do TJ-BA

 Foto: Divulgação

A licitação estabelecia um teto de R$ 60,2 milhões30 de junho de 2025 | 08:03

Corregedoria abre sindicância sobre possível superfaturamento em obra do anexo do TJ-BA

exclusivas

Uma investigação interna foi iniciada na última semana pela Corregedoria Geral de Justiça da Bahia para apurar possível superfaturamento em obras no prédio anexo do Tribunal de Justiça do Estado (TJ‑BA). O caso envolve um aditivo contratual de R$ 10 milhões, que elevou o valor total do projeto para aproximadamente R$ 68,7 milhões.

A obra, destinada à reforma e ampliação do anexo localizado no Centro Administrativo da Bahia, havia sido inicialmente orçada em mais de R$ 58 milhões. A construtora contratada, Andrade Mendonça, venceu a licitação e, posteriormente, firmou um aditivo que elevou o custo em cerca de 17,7%, acima dos limites previstos originalmente.

O fato ocorreu em setembro de 2019 na gestão de Gesivaldo Brito, conforme matéria publicada no site do TJ-BA (veja aqui).

A licitação estabelecia um teto de R$ 60,2 milhões. O aditivo, aprovado sob a justificativa de ajustes técnicos e ampliação de escopo, incluiu obras no térreo, reforço da estrutura metálica, revestimentos, adequações ao quarto pavimento e abertura de nova via de acesso.

O TJ‑BA justificou na ocasião que tais ajustes são comuns em projetos em execução e que o percentual de aumento permanecia dentro dos parâmetros legais. Alega-se que as alterações visavam garantir a segurança estrutural e a funcionalidade do edifício, com foco no interesse público e nas necessidades do serviço público.

A sindicância aberta pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Roberto Maynard Frank, abrange investigação dos contratos e possíveis atos irregulares cometidos por até cinco servidores do tribunal. A construtora também será convidada a apresentar explicações no prazo de dez dias.

Política Livre

Hugo Motta se reúne com 50 empresários na casa de João Doria em meio à crise com Lula

 Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmra

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados30 de junho de 2025 | 08:17

Hugo Motta se reúne com 50 empresários na casa de João Doria em meio à crise com Lula

brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) se reúne nesta segunda (30) com cinquenta empresários em um jantar na casa do ex-governador de São Paulo João Doria.

O encontro se dará em meio à maior crise já enfrentada por Lula no Congresso Nacional em seu atual mandato, e no momento em que o presidente da República decide partir para o enfrentamento com o Centrão e com grupos econômicos que, na visão dele, rejeitam pagar mais impostos no Brasil.

Nesta semana, o PT lançou uma peça publicitária nas redes afirmando que “é hora de rachar a conta Brasil de forma mais justa: quem tem mais paga mais. Quem tem menos paga menos. E quem é a favor do povo, aprova essa ideia”.

Motta afirmou a interlocutores que o convite de Doria para o jantar foi feito antes do acirramento dos problemas entre ele e o governo.

O encontro, no entanto, está sendo lido como uma demonstração de apoio de empresários da Faria Lima ao presidente da Câmara.

Na semana passada, junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Motta liderou a maior derrota do atual governo no Congresso.

Sem avisar o governo e nem os líderes partidários, Motta pautou a votação sobre os três decretos editados por Lula que aumentavam as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Por 383 votos para a derrubada do texto presidencial e 98 pela manutenção, os decretos foram suspensos.

Com isso, o Congresso retirou do líder petista, segundo cálculos de deputados aliados, cerca de R$ 10 bilhões, impedindo que ele avance em programas sociais e comprometendo sua disputa pela reeleição em 2026.

Lula, como antecipou a coluna, decidiu partir para o enfrentamento contra o Congresso e grupos econômicos representados por deputados no parlamento, abrindo a maior crise que seu governo já enfrentou neste mandato.

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

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