sexta-feira, janeiro 16, 2026

Cunhado de Vorcaro, Zettel foi sócio de parentes de Toffoli em resort no Paraná, afirma jornal

 

Cunhado de Vorcaro, Zettel foi sócio de parentes de Toffoli em resort no Paraná, afirma jornal

Outro lado: defesa de Zettel afirma que ele tem atividades empresariais conhecidas e lícitas

Por Lucas Marchesini/Folhapress

16/01/2026 às 20:00

Foto: Reprodução

Imagem de Cunhado de Vorcaro, Zettel foi sócio de parentes de Toffoli em resort no Paraná, afirma jornal

O Tayayá Aquaparque, resort de luxo em Ribeirão Claro (PR)

O cunhado de Daniel Vorcaro, o advogado e pastor Fabiano Zettel, foi sócio dos irmãos do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. A conexão entre o resort e a teia fraudulenta de fundos de Vorcaro através do fundo Arleen foi revelada pelo jornal Folha de São Paulo. A informação de que Zettel é cotista do fundo foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Entre 2021 e 2025, os irmãos de Toffoli dividiram o controle do Tayayá com o fundo de investimentos Arleen. Zettel por sua vez era o cotista do Arleen por meio de um outro fundo, o Leal.

Procurado, Vorcaro disse não ter conhecimento a respeito dos negócios dos fundos. Ele afirmou que "nunca foi cotista ou participou de sua gestão, administração ou decisões de investimento".

"O sr. Vorcaro não tem nem nunca teve informação ou participação em negócios relacionados ao resort ou quaisquer outros investimentos realizados por esses veículos. A defesa permanece colaborando com as autoridades e reitera que associações entre essas estruturas e o Sr. Vorcaro não correspondem à realidade", acrescentou, em nota, a assessoria do banqueiro.

A defesa de Zettel afirmou que ele tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master.

Além da participação indireta no Tayayá, o Leal possuía outros investimentos ligados a Vorcaro, de acordo com o último balanço do fundo disponível na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de junho de 2024.

Através de um fundo chamado B10, ele tinha ações das empresas Flytour e Befly, ambas ligadas e de Belo Horizonte, cidade de Vorcaro.

O site da Flytour aponta que, em 2020, a empresa passou para as mãos de Vorcaro e de um sócio.

Vorcaro afirmou que a Befly "foi cliente do Banco Master e recebeu investimentos da sua holding, sem qualquer vínculo com as operações mencionadas dos fundos".

O atual proprietário do Tayayá é Paulo Humberto Barbosa, que entrou no negócio em fevereiro de 2025. Ele já advogou para a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Barbosa comprou a participação no Tayayá que pertencia à Maridt, empresa de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF. Na época, o negócio foi estimado em R$ 3,5 milhões.

O primo do ministro do Supremo Mario Umberto Degani seguiu no negócio até setembro de 2025, quando também vendeu a sua parte para Paulo Humberto Barbosa.

A Polícia Federal e o BC (Banco Central) apuram se o Master usava uma rede de fundos, hospedada na Reag, para inflar o patrimônio artificialmente.

Esses recursos se originariam em empréstimos simulados do Master para empresas que, em vez de usar o dinheiro, aplicavam nesses fundos, que por sua vez produziam uma valorização acelerada —e muitas vezes sem comprovação— dos ativos. A suspeita é que o dinheiro desviado do Master irrigava o que os investigadores chamam de "laranjas do Vorcaro".

Depois da revelação da Folha sobre a ligação entre os fundos de Vorcaro e o ministro Toffoli, o magistrado autorizou uma operação que prendeu temporariamente Zettel enquanto ele tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes.

Decisões do ministro sobre a operação causaram estranheza, como a determinação de que as provas coletadas deveriam ficar guardadas e lacradas no STF. Primeiro, ele decidiu que somente a PGR (Procuradoria-Geral da República) poderia ter acesso ao material. Em seguida, recuou ao permitir que peritos da PF pudessem analisar as provas.

Politica Livre

É preciso lembrar: Bolsonaro colhe o que desesperadamente plantou


BOLSONARO NA CADEIA!

Reprodução do Instagram


Vicente Limongi Netto

Horrível precisar sair dos meus afazeres para voltar a falar da melancólica figura de Bolsonaro. O ex-presidente golpista colhe o que miseravelmente plantou. Doente, preso e condenado que virou porta-estandarte de cretinos e demagogos engomados.

Sonham com votos das carpideiras nas eleições. São pingentes fantasiados de indignados e enfurecidos com os dramas e saúde debilitada do ex-presidente. Se fazem de piedosos e preocupados.  Conversa fiada. Deveriam pegar duro nos problemas que realmente importam ao Brasil e aos brasileiros. Foram eleitos com esta finalidade. 

MULHER DE FIBRA – A boa coluna do Estadão (15/01), editada por Roseann Kennedy, anuncia que Roseana Sarney tentará novo mandato de senadora.

Força, energia, vontade de vive são características de vida da deputada, ex-governadora do Maranhão e ex-senadora. Jamais se entrega ao desânimo.

No momento, Roseana passa por rigoroso tratamento de saúde, em São Paulo, mas já preparando sua campanha eleitoral. 

Tratado do Alto-Mar entra em vigor amanhã e inaugura nova era na proteção dos oceanos



Acordo internacional ratificado pelo Brasil cria marco legal para proteger a biodiversidade em águas internacionais, que cobrem cerca de dois terços do planeta.
 

Neste sábado (17/1), o Tratado do Alto-Mar, formalmente conhecido como Acordo sobre a Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional (BBNJ, na sigla em inglês), entra oficialmente em vigor. Esse acordo internacional de caráter vinculante estabelece, pela primeira vez, um marco que busca proteger e garantir o uso sustentável da biodiversidade marinha em águas internacionais que cobrem aproximadamente dois terços do oceano.

Para isso, o Tratado estabelece um órgão de governança e um processo legal para a criação de áreas marinhas protegidas no alto-mar. Até o momento, 82 países já o ratificaram e, com sua entrada em vigor, passa a gerar obrigações legais de implementação para os Estados signatários. No caso do Brasil, sua ratificação ocorreu em novembro do ano passado durante a COP30, realizada em Belém (PA).
 

Para o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni, isso abre caminho para garantir que a proteção da biodiversidade em águas internacionais aconteça de modo mais concreto.
 

O BBNJ inaugura uma nova era de governança dos oceanos, ao transformar compromisso político em obrigação legal. Estamos falando da proteção de ecossistemas que garantem o equilíbrio climático e a vida no planeta. Agora, os países precisam demonstrar liderança e agir com a ambição que a crise da biodiversidade exige. No Brasil, a Oceana teve papel fundamental para sua ratificação e segue comprometida em aprovar políticas públicas que protejam os nossos oceanos e garantam a segurança alimentar para milhões de pessoas”, ressaltou o oceanólogo.
 

Internacionalmente, a Oceana no Chile trabalha para a criação da primeira Área Marinha Protegida no alto-mar sob a égide do Tratado. Trata-se das cadeias de montanhas subaquáticas de Salas y Gómez e de Nazca, considerada uma área prioritária para conservação, que abrange cerca de 2.900 quilômetros quadrados e onde vivem 170 novas espécies marinhas. 

 

A Oceana é a maior organização sem fins lucrativos dedicada exclusivamente à conservação dos oceanos. Com base na ciência, trabalhamos para recuperar a abundância dos oceanos e garantir a saúde da biodiversidade marinha por meio de mudanças nas políticas públicas de países que controlam mais de um quarto da pesca mundial. Nossas campanhas apresentam resultados efetivos, explícitos em mais de 325 vitórias contra a sobrepesca, a destruição de habitats, a poluição por petróleo e plástico e a perda de espécies ameaçadas, como tartarugas, baleias e tubarões. Um oceano saudável pode oferecer uma refeição saudável de pescados a 1 bilhão de pessoas todos os dias, para sempre. Juntos, podemos proteger os oceanos e ajudar a alimentar o mundo. Saiba mais em brasil.oceana.org.    

 

Mais informações: Maiara Dourado: mdourado@oceana.org/(19) 99836-9049

 

Aliados veem “vitória parcial” e mantêm pressão por prisão domiciliar de Bolsonaro

 

Moraes manda apurar quem revelou contrato de R$ 129 milhões da mulher


Moraes foi descuidado, para se dizer o mínimo

Wálter Maierovitch
UOL

O ministro Alexandre de Moraes — sem corar, pois tem interesse na determinação que tomou — quer cabeças rolando na Receita e na agência de inteligência financeira conhecida por Coaf. A apuração requisitada por Moraes à polícia judiciária objetiva identificar os autores de supostos vazamentos criminosos de dados sigilosos.

Trocado em miúdos: em nome da Justiça, que tem por meta não deixar impunes os crimes e não punir inocentes, Moraes quer identificar e, evidentemente, punir os responsáveis por terem pego a sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com a boca na botija.

ATUAÇÃO LEGÍTIMA – Os dados foram descobertos, em atuação legítima, com amparo constitucional, pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo. Ela revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, receberia R$ 129,6 milhões até o início de 2027.

Frise-se, a jornalista não violou nenhum sigilo. Apenas informou, depois de verificar a veracidade do material que lhe chegou. Não houve, por parte de Malu Gaspar, cometimento de crimes.

VIDA SOCIAL – Lauro Jardim chegou a divulgar a presença de Moraes num banquete na suntuosa mansão de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, no final de 2024, mas sem a presença da esposa, Viviane.

Também houve a informação, por Malu Gaspar e a colunista o UOL Daniela Lima, de encontro de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A situação precária do banco Master teria surgido na conversa. Moraes, em nota, sustentou ter conversado apenas sobre as consequências da Lei Magnitsky.

O escritório Barci de Moraes Associados, segundo levantou o jornal Estado de S.Paulo, teve um aumento significativo no número de clientes depois da posse de Moares no STF.

RÉGIA REMUNERAÇÃO – O contrato com dados vazados estabelecia régia remuneração ao escritório da esposa de Moraes, que deveria prestar serviços a cobrir todas as instâncias judiciárias (inclusive o STF) e órgãos da administração pública, direta ou indireta.

O interesse e consequente parcialidade de Moraes são evidentes. O ministro do STF usa o poder do seu cargo em interesse próprio e o camufla como obrigatoriedade de denunciar algo.

A requisição de Moraes tem odor de vingança. Mais ainda, volta-se ao tempo do “você sabe com quem está mexendo?”. Passa a intenção de mostrar musculatura para constranger jornalistas.

SESSÃO REPRISE – E não é a primeira vez: Moraes repete, com relação ao dever de imparcialidade, o grotesco espetáculo no aeroporto romano de Fiumicino.

À época, o ministro movimentou mundos e fundos, sempre no interesse próprio, mas mascarado como uma ofensa à Justiça. Até imagens foram apagadas do original sobre uma falsa agressão ao filho de Moraes.

Diz a lei processual caber ao juiz, no processo onde atua, comunicar ao Ministério Público e à polícia judiciária fatos com suspeita de ilicitude criminal. Moraes não atua no caso Vorcaro. A informatio delicti (notícia de um crime), pelo vazamento de informações sigilosas, era providência que competia à sua esposa, que ficou sob exposição. E também ao Ministério Público e à polícia.

FORA DA LEI – Portanto, não era legítimo, constitucionalmente, Moraes exigir apurações, no interesse familiar. Como ensinou o saudoso constitucionalista e processualista Piero Calamandrei, um dos pais da Constituição italiana de 1948, “se o juiz não tem cuidado, a voz do Direito se esvanece”.

Moraes foi descuidado, para se dizer o mínimo. Cada vez fica mais evidente a necessidade de um código de conduta ética para ministros do STF, com poder sancionatório por órgão competente e de verdadeiro controle externo. Não se está a defender a não apuração de ilícitos criminais. Ressalte-se, apenas, o abuso de poder, em caso de visível interesse do ministro requisitante do inquérito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sensacional o artigo de Wálter Maierovitch, um jurista de verdade, com notório saber e reputação ilibada. (C.N.)

Lula na frente, oposição fragmentada e o desafio de unir a direita

 


Lula segue favorito para as eleições 2026

Pedro do Coutto

A mais recente pesquisa do Instituto Quaest, divulgada em reportagem de Caio Sartori e Rafaela Gama em O Globo, ajuda a iluminar, com razoável nitidez, o cenário que começa a se desenhar para a sucessão presidencial. O presidente Lula da Silva segue na dianteira, liderando as intenções de voto tanto no primeiro quanto em eventuais cenários de segundo turno. Não se trata apenas de vantagem numérica, mas de uma posição política consolidada: Lula aparece como o nome mais reconhecido, mais testado eleitoralmente e, sobretudo, aquele que reúne hoje as melhores condições objetivas para disputar a própria reeleição.

No campo da oposição, o dado mais relevante talvez não seja apenas quem aparece em segundo lugar, mas a fragilidade estrutural do conjunto. Flávio Bolsonaro desponta como o nome mais competitivo entre os adversários do presidente, superando outros postulantes ligados ao bolsonarismo ou à direita tradicional. Ainda assim, a distância que o separa de Lula permanece significativa.

MARGEM CONFORTÁVEL – Em cenários simulados, o presidente vence Flávio Bolsonaro com margem confortável, algo em torno de 36% a 23%, enquanto os demais candidatos aparecem com índices ainda mais modestos. Governadores frequentemente citados como alternativas, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema ou Eduardo Leite, não conseguem romper a barreira da baixa projeção nacional, ficando presos a percentuais que, isoladamente, não sustentam uma candidatura presidencial viável.

Há, além disso, um elemento institucional que pesa contra a oposição: o calendário. A Constituição impõe a desincompatibilização dos governadores seis meses antes da eleição, o que significa que qualquer projeto presidencial exigiria renúncia antecipada, risco político e reorganização dos estados. Até agora, nenhum desses atores demonstrou disposição clara para esse movimento.

Tarcísio de Freitas, por exemplo, já sinalizou que não pretende disputar a Presidência, o que torna irrelevantes, do ponto de vista prático, as simulações que o incluem na corrida. O mesmo vale para outros governadores, mais inclinados a preservar seus projetos locais ou a mirar o Senado e a Câmara dos Deputados como caminhos mais seguros para manter capital político.

ALIANÇAS – Nesse contexto, a hipótese frequentemente levantada de uma união absoluta da oposição em torno de Flávio Bolsonaro parece mais teórica do que real. No papel, alianças se desenham com facilidade; na prática, ambições pessoais, divergências regionais e disputas partidárias tornam improvável uma convergência plena.

A transferência automática de votos — como se eleitorado fosse patrimônio negociável — raramente se confirma nas urnas. Cada estado tem sua própria dinâmica, seus próprios conflitos e seus próprios interesses, o que dificulta a construção de um palanque nacional coeso contra um presidente que dispõe da visibilidade, da máquina administrativa e do poder de agenda inerentes ao cargo.

CONTEXTO POLÍTICO – Tudo isso contribui para reforçar a posição de Lula. Não apenas pelos números frios das pesquisas, mas pelo contexto político que os envolve. O presidente tende, como ocorre historicamente com ocupantes do Planalto, a crescer ao longo do processo eleitoral, seja pelo uso estratégico das políticas públicas, seja pela capacidade de dialogar com diferentes segmentos sociais.

As pesquisas sucessivas, consideradas confiáveis quando comparadas a pleitos anteriores, indicam uma estabilidade favorável ao governo, ao mesmo tempo em que expõem a dificuldade da oposição em apresentar um projeto alternativo claro, competitivo e unificado.

FAVORITISMO – Ainda assim, o quadro não está fechado. Campanhas são organismos vivos, sujeitos a crises, rearranjos e mudanças de humor do eleitorado. O que os dados atuais sugerem, contudo, é que Lula entra no jogo como franco favorito, enquanto seus adversários seguem presos a um dilema: disputar entre si ou tentar, sem garantia de sucesso, uma unidade tardia.

Se nada mudar de forma substantiva, a vantagem do presidente tende não apenas a se manter, mas a se ampliar — e a possibilidade de uma vitória já no primeiro turno, hoje ainda hipótese, passa a integrar com mais seriedade o horizonte político brasileiro.

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