domingo, janeiro 11, 2026

A esquerda morreu — e só a justiça tributária pode ressuscitá-la, diz Jessé Souza



Educação em Jeremoabo: entre o discurso fácil da oposição e a dura realidade da reconstrução



Educação em Jeremoabo: entre o discurso fácil da oposição e a dura realidade da reconstrução

A oposição em Jeremoabo tem repetido, quase como um mantra, a palavra “planejamento” para tentar sustentar a narrativa de uma suposta falência da educação municipal. No entanto, quem acompanha minimamente a realidade administrativa do município sabe que o debate é muito mais profundo e exige responsabilidade, memória e, sobretudo, honestidade intelectual.

Em entrevista concedida a uma rádio local, o atual secretário municipal de Educação deixou claro que planejamento, por si só, não resolve o caos herdado. Planejar é essencial, sim, mas quando se assume uma pasta devastada pela incompetência administrativa e por indícios graves de corrupção, o caminho natural não é apenas planejar — é replanejar constantemente, ajustando rotas, corrigindo distorções e reconstruindo praticamente do zero, sempre com transparência e responsabilidade pública.

O cenário encontrado pela atual gestão é alarmante. Basta citar um fato emblemático: computadores da rede municipal simplesmente desapareceram, sem qualquer explicação plausível. Trata-se de um patrimônio público que sumiu, deixando prejuízo direto à educação e à sociedade. Diante da gravidade, não seria exagero afirmar que o caso merecia, inclusive, o registro de um Boletim de Ocorrência, para que as autoridades competentes apurem responsabilidades.

Além disso, até a presente data, a equipe da Secretaria de Educação ainda trabalha para regularizar a inadimplência deixada pela gestão anterior. Dívidas acumuladas, compromissos ignorados e obrigações legais descumpridas criaram um efeito cascata que atinge desde fornecedores até programas essenciais. Não se trata de incompetência atual, mas de herança administrativa maldita, que insiste em cobrar seu preço.

No que diz respeito ao atraso de pagamentos, a verdade precisa ser dita: parte significativa do problema decorre do processo de regularização do CredBahia, situação também herdada e que exige trâmites burocráticos e legais, não soluções improvisadas ou “no grito”, como a oposição parece sugerir.

O transporte escolar é outro exemplo claro da irresponsabilidade passada. A atual gestão encontrou ônibus em condições precárias, exigindo manutenção imediata para garantir segurança aos alunos. Nenhum gestor sério colocaria crianças em risco apenas para manter aparências políticas. A paralisação momentânea e os ajustes foram necessários e responsáveis.

Some-se a isso o impacto da Portaria nº 605 do MEC, que prejudicou diretamente Jeremoabo. Mais uma vez, a raiz do problema está na incompetência da gestão anterior, que não cumpriu requisitos, não alimentou sistemas corretamente e não zelou pelos interesses do município, resultando em perda de recursos e dificuldades adicionais.

Apesar desse cenário adverso — marcado pela redução de repasses, escolas sucateadas e ausência total de organização administrativa — a gestão do prefeito Tista de Deda, em parceria com o secretário de Educação, vem fazendo tudo o que está ao seu alcance para reconstruir a educação de Jeremoabo. Trata-se de um trabalho silencioso, técnico e árduo, que não se resolve com discursos vazios nem com críticas oportunistas.

Falar é fácil. Difícil é encarar a realidade dos fatos, reconhecer os erros do passado e ter coragem política para consertar o que foi destruído. A reconstrução da educação exige tempo, seriedade e compromisso com o futuro — valores que, finalmente, voltam a fazer parte da agenda pública de Jeremoabo.

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Campanha defende 'Congresso amigo do povo' nas eleições deste ano

 

Campanha defende 'Congresso amigo do povo' nas eleições deste ano

Por Danielle Brant, Folhpress

11/01/2026 às 17:08

Foto: Claudius Ceccon/Acervo pessoal

Imagem de Campanha defende 'Congresso amigo do povo' nas eleições deste ano

Arte feita por Claudius Ceccon para a campanha suprapartidária 'Congresso amigo do povo'

Parlamentares e integrantes da sociedade civil lançam nesta segunda-feira (12) uma campanha nas redes sociais para chamar a atenção para a importância das eleições para deputado federal e senador em outubro.

A iniciativa batizada de "Congresso amigo do povo" conta com o apoio de deputados federais de diferentes partidos, como Luiza Erundina (PSOL-SP), Patrus Ananias (PT-MG) e Pedro Campos (PSB-PE).

"É preciso ter um Congresso mais qualificado, de melhor nível que o atual. O Parlamento é um fator de progresso ou retrocesso. Temos que lembrar que a eleição não é só para presidente da República e governador, diz o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos articuladores do movimento.

O nome da campanha foi pensado como contraponto ao mote "Congresso inimigo do povo", que dominou as redes sociais no ano passado.

A expressão começou a ser usada após o motim bolsonarista contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto, mas acabou ganhando tração na esquerda para criticar o Congresso por pautas como a PEC da blindagem e a anistia aos condenados pelo ataque golpista de 8 de Janeiro.

O cartunista Claudius Ceccon, um dos fundadores de O Pasquim, fez uma arte para ilustrar a iniciativa. Algumas das principais bandeiras do governo Lula (PT) são citadas na peça, como o fim da escala de trabalho 6x1, a taxação dos super-ricos e o combate ao feminicídio.

 Politica Livre

Rombo do Master será “coberto” por fundos estatais de previdência


Banqueiros escancaram cobiça pela Previdência | Sindicato dos Bancários

Charge reproduzida do Arquivo Google

Fábio Pupo
Folha

O governo federal concluiu que estados e municípios serão os responsáveis finais por cobrir rombos em fundos de previdência caso tenham prejuízo em investimentos feitos em títulos vendidos pelo Banco Master. Institutos que pagam aposentadorias a servidores aplicaram ao menos R$ 1,8 bilhão em Letras Financeiras do banco, que teve liquidação decretada há menos de dois meses.

A conclusão está em documento formulado pelo Ministério da Previdência Social em resposta a questionamentos feitos pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), que requisitou informações sobre o caso do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro).

PREJUÍZO DIRETO – A parlamentar perguntou sobre os riscos aos quais o fundo está exposto e sobre uma eventual moratória do banco. De acordo com o Ministério da Previdência, caso faltem recursos nos institutos estatais de previdência para o pagamento das aposentadorias e pensões em decorrência do caso Master, esses valores serão de responsabilidade dos Tesouros dos respectivos entes federativos.

“Com a liquidação do Banco Master realizada pelo Banco Central do Brasil em 18 de novembro de 2025, caso as contribuições do regime ou recursos por ele acumulados venham a se tornar insuficientes, o ente é o responsável por adimplir com essas obrigações”, afirma a pasta.

A interpretação do governo é que não há necessidade imediata de aporte decorrente do caso Master, mas a lei obriga esse repasse caso faltem recursos no futuro.

TÊM DE COBRIR – A lei nº 9.717/1998 estabelece que União, estados, Distrito Federal e os municípios são responsáveis pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do respectivo regime próprio decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários.

Conforme mostrou a Folha, 18 institutos municipais e estaduais investiram em Letras Financeiras do Master nos últimos anos. Entre eles, destacam-se o Rioprevidência, do estado do Rio de Janeiro, com R$ 970 milhões investidos, a Amprev (estado do Amapá), com R$ 400 milhões, e o Iprev de Maceió, com R$ 97 milhões.

Além destas, o instituto de previdência do Amazonas fez “aplicações”, assim como a cidade de São Roque, no interior de São Paulo, com 79 mil habitantes, que “investiu” R$ 93 milhões em Letras Financeiras. 

SEM GARANTIA – Diferentemente dos CDBs, que foram vendidos pelo Master no mercado, as Letras Financeiras não são garantidas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que ressarce investidores ao limite de R$ 250 mil por CPF.

Por isso, os aportes de quase R$ 2 bilhões feitos pelas previdências dos estados e municípios serão contabilizados como dívida durante o processo de liquidação do banco, o que torna a recuperação dos valores incerta.

O governo ressaltou no documento que a União não tem competência legal para intervir na gestão dos fundos nem para punir diretamente gestores locais, e que seu trabalho é limitado à fiscalização do cumprimento das normas gerais.

CONSEQUÊNCIA – A principal sanção disponível é a suspensão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), documento exigido para o recebimento de transferências voluntárias da União e para a contratação de empréstimos com aval federal.

De acordo com o ministério, a ampliação de investimentos em ativos considerados mais arriscados foi identificada ainda em 2024 por meio das análises de risco usadas na supervisão dos regimes previdenciários. 

Ao todo, 29 entes federativos foram selecionados para auditorias por aplicações em Letras Financeiras, seja por meio de intermediários, seja em instituições de menor porte. Dezessete deles tinham investimentos diretos no Banco Master. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se estivéssemos sob a democracia que funciona em nossa matriz U.S.A., essa corja de administradores públicos que “aplicaram” no Master já estariam na cadeia, fazendo delação e apontando os governadores e prefeitos que participaram do butim, como se dizia antigamente. Mas aqui na filial Brazil, não vai acontecer nada a essa gentalha. (C.N.)


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