segunda-feira, janeiro 05, 2026

Pressionado por direita e esquerda, Hugo Motta vira alvo de ofensiva digital

 



Ano eleitoral esvazia Esplanada e leva ministros de Lula à debandada

 

Maioria dos chefes de ministérios deixará cargo até abril

Roseann Kennedy
Estadão

Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas. Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

DISPUTA PELO SENADO – Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal. Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.


Vorcaro montou um lobby fabuloso e tenta recuperar o Banco Master

 


Há imagens íntimas de políticos e membros do judiciário no celular de Daniel Vorcaro, afirma pré-candidato

Lobby de Vorcaro desafia o Banco Central e a Polícia Federal

Carlos Newton

Até os leitores mais distraídos já perceberam que está em curso um poderosíssimo lobby para tirar da liquidação o combalido Banco Master. A estratégia visa a transformar em “vítima” o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, para desmoralizar o trabalho dos especialistas do Banco Central e dos delegados e agentes da Polícia Federal.

O plano inclui, ainda, uma limpeza na imagem do ministro Alexandre de Moraes, que teria defendido causa nobre ao pressionar o Banco Central para impedir a liquidação do Master.

APENAS HEROISMO – Nessa nova narrativa, o relator do Inquérito do Fim do Mundo não teria visado ao lucro ao se intrometer nos assuntos de sua esposa. Pelo contrário, estaria movido por seu costumeiro e renomado “heroísmo”, para encontrar uma “solução de mercado” que evitasse prejuízos a investidores.

É claro que o lobby está fadado ao insucesso, trata-se de um sonho louco, praticamente impossível de ser concretizado, mas Vorcaro já mostrou ao mercado que é um criminoso de extraordinária audácia e não desiste nunca.

Preso e usando tornozeleira em São Paulo, longe de sua mansão de 7,5 mil metros em Brasília, onde recebia autoridades e políticos, entre eles o próprio ministro Moraes, o dono do Master é hoje incansável na armação do esquema de sua volta gloriosa.

NO SUBMUNDO – Dinheiro não falta a Vorcaro. Conhece como ninguém o submundo de Brasília e já colocou em sua folha de pagamento muitas autoridades e jornalistas de destaque, para espalhar a narrativa de que houve irregularidades no Banco Central.

Além de acusar o BC de haver impedido “uma solução de mercado”, sem sequer examinar a misteriosa proposta que teria sido feita, Vorcaro tenta repetir o golpe que destruiu a Lava Jato e hoje fortalece novamente os agentes da corrupção.

Desta vez, como não existem os hackers nem as gravações que destruíram o trabalho saneador de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, o banqueiro Vorcaro espalha que o BC fez exatamente a mesma coisa contra ele, ao agir em conluio com a Polícia Federal e com a 10ª Vara Federal do DF, que conduzia o inquérito da Operação Compliance Zero.

TRÍPLICE ALIANÇA – Como se vê, a narrativa é de que teria ocorrido uma tríplice aliança, destinada a liquidar propositadamente o Master e a mandar prender Vorcaro junto com o então presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, seu cúmplice na bilionária negociata dos títulos falsos.

A última tentativa de Vorcaro, na undécima hora, foi comunicar ao BC a “possibilidade” de venda do Banco Master para o Grupo Fictor, e disse que viajaria naquela mesma noite para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para assinar o contrato e anunciar a operação com os investidores estrangeiros que integrariam o novo bloco acionário.

Disse ainda que protocolaria os documentos da transferência de controle junto ao Banco Central naquele mesmo dia, e que esperava anunciar a venda de outras duas empresas do grupo: a Will Financeira e o Banco Master de Investimentos.

PIADA DO ANO – A fantasiosa versão de Vorcaro não tinha a menor solidez é foi desmentida pelo próprio grupo Fictor, ao anunciar a compra do Master, em 17 de novembro.

“A aquisição do Banco Master, liderada pela Fictor Holding Financeira, acompanhada de um aporte de R$ 3 bilhões, marcou a entrada definitiva do grupo no sistema bancário brasileiro”, disse a financeira, um dos braços do grupo, que também atua nos setores de alimentos e infraestrutura, mas administra um conjunto de ativos de apenas US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,33 bilhões, na cotação atual)

Para os especialistas do Banco Central, o grupo Fictor não tem a menor condição de resolver o grave rombo do Master, que se calcula chegar a R$ 40 bilhões.

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P.S.
 – Bem, este é um pequeno resumo da bagunça que o banqueiro falido Daniel Vorcaro tenta fazer, manejando um lobby que chega às raias do ridículo. Se ele acha que o apoio ocasional de Dias Toffoli e outras autoridades será suficiente para desmoralizar o Banco Central e a Polícia Federal, certamente precisa de tratamento especializado e de reabilitação, mas na cadeia isso non ecziste, como diria Padre Quevedo
(C.N.)

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domingo, janeiro 04, 2026

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