quinta-feira, novembro 27, 2025

Cassação de Ramagem vira teste de força entre Câmara e Supremo



A Festa Literária da Região Cacaueira, movimenta a cidade de Itabuna, no Sul da Bahia.

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                        Foto: Fernanda Carvalho / Divulgação




FLICACAU



Com o tema, “A Mãe Terra não para de mandar sinais”, inicia a primeira roda de conversa, hoje, com Jorge Araújo e Arnaldo Antunes. A programação segue até sábado (29).

Na sua edição de estreia, a Festa Literária da Região Cacaueira (Flicacau) desembarca no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, nesta quinta-feira (27), a partir das 14h, e segue até sábado (29). Num gesto multifacetado de reverência ao bioma-coração da civilização grapiúna, a Mata Atlântica, o evento convida o público do sul da Bahia e visitantes para uma imersão no tema Verde que te quero livro: contando a história da mata que nos sustenta.

Ao longo dos três dias, a Flicacau terá mesas de discussão, intervenções que mesclam teatro, dança, contação de história e shows musicais. Pensado com detalhe pelo time de curadoras, formado por Dinalva Melo, Camila Gusmão, Rita Argollo, Bárbara Falcón e Bruna Setenta, e a jornalista Vanessa Dantas, uma das organizadoras e mediadoras do evento.

Todos os cinco espaços do evento - Jorge Amado, Estação Juventuves, Flicauzinha, Bahia Literária e Casa dos Autores Baianos(as) – Com entrada franca indicação etária livre, a FLICACAU tem acessibilidade com rampas e intérpretes de Libras posicionados para a plateia. Produtores estarão presentes para orientar e acompanhar pessoas com deficiência.

A Flicacau firmou parceria com a Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), que fará o serviço de coleta seletiva, ajudando o evento a reduzir seu impacto ambiental e a fomentar uma atividade que dá sustento a dezenas de famílias em Itabuna.

Outro compromisso da Festa Literária da Região Cacaueira é com a promoção de debates urgentes sobre conservação ambiental, afirmação de identidades dissidentes, lutas dos povos originários e minorias políticas, reconhecimento de saberes ancestrais e inserção das infâncias e juventudes no mundo da literatura.

O evento também é um espaço de colaboração com os coletivos e editoras independentes que fazem a literatura produzida na Bahia viajar Brasil afora: Editora Tertúlias, Editora Teatro Popular de Ilhéus, Editora Via Litterarum, Vixe Bahia Literária e Editora Mondrongo.

A Flicacau tem patrocínio do Governo do Estado. É contemplada também pelo Projeto Bahia Literária, iniciativa da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (SecultBA), e da Secretaria Estadual de Educação (SEC). Conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SEDUC) e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC). A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.



Abaixo, segue a programação completa.

ESPAÇO JORGE AMADO

27/11 – Quinta-feira

14h – Fanfarra

14h30- Lançamento do livro “Pequenos Autores Grapiúnas” com os alunos da rede municipal de ensino de Itabuna.

17h - Receptivo - Cortejo do Espetáculo: CABRUCA

18h - Ato de Abertura Oficial da FLICACAU

19h- Roda de Conversa sobre “A Mãe Terra não para de mandar sinais” com Jorge Araújo e Arnaldo Antunes. Mediação: Daniel Thame

20h30 - Trio Jazz – Sabará

21h20 – Juacy Ypsilone e Banda (FOYER)

28/11 – Sexta-feira

17h - Roda de conversa sobre “Fogo, mata e água: queimando para além das palavras” com Wesley Correia e a atração internacional Arelis Uribe. Mediação: Aracelly Romão

19 h – Bate papo sobre a “A lavoura cacaueira: criadora de riquezas, histórias, e preservação”, com Ruy Póvoas, Moema Midlej e Nilton Cruz. Mediação: Vanessa Dantas

29/11 – Sábado

11h - Narrativas de uma cozinha afetiva com Bela Gil e Paloma Jorge Amado. Mediação: Elisa Oliveira

14h - Roda de Conversa sobre “Experiências de bem viver: quando o chamado vem dos livros” com Kaká Werá e Adroaldo Almeida. Mediação: Samuel Guimarães

17h – Roda de Conversa sobre “Renascer nas Terras do Sem Fim” com Luciany Aparecida e Isabel Fillardis. Mediação: Tcharly Briglia

19h - Roda de Conversa sobre “Tenda dos milagres: quem vai adiar o fim do mundo?” com Auritha Tabajata e Ane Pataxó. Mediação: Leila Raposo

ESTAÇÃO JUVENTUDES

28/11 – Sexta-feira

09h - Bate-papo sobre “Suspense Verde: o futuro da vida em jogo” com Raphael Montes. Mediação: Marina Maria

11h - Bate-papo sobre “O que plantam as palavras?” com Camila Apresentação e Deco Lipe. Mediação: Rafael Gama

14h – Bate-papo sobre “Utopia originária: a necessidade de novos paradigmas” com Glicéria Tupinambá e Ezequiel Vitor Tuxá. Mediação: Randra Kevelyn

16h – Bate-papo sobre “Juventude em verde e prosa” com ISABELA FREITAS. Mediação: Erik Sales, Raianne Farias e Jorge Almeida

29/11 – Sábado

10h – Sarau Sementes Jovens com Anna Monteiro, Felipe Ferreira Oliveira, Letícia Lima e Adriel Lohhan. Mediação: Profa. Neriane Ferreira

16h - Bate-papo sobre "Palavra é semente, livro é fruto", com Ian Fraser, Samira Soares e Gabriel Nascimento

FLICAUZINHA

28/11 – Sexta-feira

09h- Bate-papo sobre o incentivo à leitura com as influenciadoras Kysha e Mine

10h – Atividade de contação da história interativa “Peixe Vivo” com Will Soares

14h - Bate- Papo sobre o Livro ''Tonico Descobre que é de Todo Lugar'' com Malu Santos

15h - Contação de História do Livro ''A Mãe da Mata'' com Maickson Pavulagem

29/11 – Sábado

09h- Contação de história do livro ''A última gota'' com Emília Nuñez

10h - Bate-Papo sobre'' O Sítio da Tia Naná'' Com Anderson Shon

14h- Contação de história com Poranga Tupinambá de Olivença

15h - Contação de História do Livro ''No Sítio do Vovô Dandi '' com Ana Fátima

ESPAÇO BAHIA LITERÁRIA

27/11 – Quinta-feira

14h às 16h- Visitação - Espaço Bahia Literária e Cantinho da Leitura (FPC)

15h30 - Quiz literário - Leve e leia – Fundação Pedro Calmon

28/11 – Sexta-feira

09h - Apresentações dos Projetos Artísticos e Culturais da Rede Estadual da Bahia – Secretaria da Educação - NTE 05 Litoral Sul

11h30 – Quiz literário - Leve e leia - Fundação Pedro Calmon

14h - Apresentação de Projetos Artísticos e Culturais da Rede Estadual da Bahia – Secretaria da Educação - NTE 05 Litoral Sul.

15h30 – Oficina de Teatro com Raí Santana

16h30 - Quiz literário - Leve e leia – Fundação Pedro Calmon

29/11 – Sábado

09h - Apresentação de Projetos Artísticos e Culturais da Rede Estadual da Bahia – Secretaria da Educação - NTE 05 Litoral Sul.

10h20 - Oficina: Aldravias Universo Cachoeira com Maria Rita Prudente

Objetivo: Despertar o gosto pela poesia genuína, utilizando as Aldravias como provocação e encantamento.

11h30 - Quiz literário - Leve e leia – Fundação Pedro Calmon

14h - Oficina: Muntu e os símbolos adinkras com Elisa Oliveira

Promove a valorização da cultura africana por meio dos símbolos adinkra, incentivando a criatividade e a expressão pessoal a partir de textos do livro Muntu: meninas negras e suas histórias de potência.

15h30 - Quiz literário - Leve e leia – Fundação Pedro Calmon

ESPAÇO CASA DOS/DAS AUTORES E AUTORAS BAIANAS

27/11 – Quinta-feira

16h - Mesa Temática – Direito de Família na Perspectiva da Desigualdade de Gênero
Sob a coordenação do Instituto Daz Mariaxs
Mediação: Carolina Braulio de Carvalho Sá

28/11- Sexta-feira

9h - Lançamento Coletivo – Livros dos Autores Selecionados pelo Edital FLICACAU 2025

14h - Roda de conversa – Literatura Grapiúna
Encontro com os membros da Academia de Letras de Itabuna (ALITA) para uma reflexão sobre a Literatura Grapiúna, suas origens, autores e influências regionais.

Participam: Raquel Rocha, Rafael Gama, Sione Porto, Wilson Caitano, Ruy Póvoas, Janete Ruiz e Silmara Oliveira.
Mediação: Raquel Rocha

16h - Lançamento de livro Compendio Biográfico Patronos da Academia de Letras de Itabuna ALITA

Apresentação da obra por Raquel Rocha e Gustavo Carvalho (Coordenadores)

17h - Palestra – “Neurofloresta: o que a mente planta, o corpo floresce” com a Psicóloga Lilia Viana

29/11 - Sábado

09h - Roda de conversa com membros da Academia de Letras de Ilhéus (ALI)
Um encontro dedicado à literatura ilheense, suas vozes e expressões contemporâneas.

Participam: Ruy Póvoas, Elisa Oliveira, Tica Simões e Luh Oliveira.

Mediação: Prof. Josevandro Nascimento

10h30 - Roda de Conversa – Educação Ambiental nos Currículos das Escolas da Bahia com o Conselheiro Marcelo Rocha e os Professores Reginaldo Moreira Santos e Fábio Ferraz, da rede municipal de ensino de Itabuna.
Coordenação: Conselho Estadual de Educação da Bahia.

14h - Academia Grapiúna de Letras de Itabuna (AGRAL):
Uma conversa com Luiz Cláudio Zumaeta sobre “A cidade submersa entre os frutos de ouro”

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

28/11- Sexta–feira

Programação Infantil

11h e 16h - Pintura facial/ escultura de balões – Tio Rob

Programação Juventude

10h – Oficina de Percussão - Chiquinho (PALCO GRAPIÚNA)

16h - Movimento Hip-hop / Show musical – Todo na Pala (PALCO GRAPIÚNA)

Apresentação de dança: Urbana – Luciano / Contemporâneo – Lis

Programação Adulto

17h e 19h receptivo – Personagens das Histórias de Jorge Amado

20h - Show musical – Lilian e Alex

21h30 - Show musical – Nova Proposta (PALCO GRAPIÚNA)

29/11 – Sábado

Programação Infantil

11h – Espetáculo teatral – "Os Saltimbancos e a Terra encantada" (ESPAÇO FLICAUZINHA)

16h – Show musical – Pirulito e Paçoca (PALCO GRAPIÚNA)

Programação Juventude

09h - Roda de Capoeira – Cordão de Ouro

11h – Show Musical – Chicas e Francisco (PALCO GRAPIÚNA)

Programação Adulto

17h e 19h - Receptivo – Baianas

20h30 – Show musical – Marcelo Ganem (ESPAÇO JORGE AMADO)

21h30 - Banda Forrozão Flor de Jasmin (PALCO GRAPIÚNA).



A realização é da Seneh Comunicação & Projetos.

Assessoria de Imprensa: Thiago Dia

Divulgação: Fábio Costa Pinto / Jornalista Mtb 33.166/RJ



📄 "A Narrativa Do Combate À Corrupção Interpretada Nos Textos Dos Estudantes De Uma Escola Pública" by Valdimir Pereira Reis

 

A Narrativa Do Combate À Corrupção Interpretada Nos Textos Dos Estudantes De Uma Escola Pública
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Author Photo Valdimir Pereira Reis
2020, Práxis Educacional
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ABSTRACT
Resumo: O presente trabalho tem o objetivo analisar a narrativa do combate à corrupção construída e propagada pela grande mídia e interpretada nas produções literárias dos estudantes de uma escola pública no sudoeste baiano, no ano de 2013. Neste estudo, tomou-se como objeto de pesquisa a influência das grandes...
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Vídeo Sobre Teletrabalho em Coronel João Sá Levanta Debate sobre Legalidade e Fiscalização

 


Nota da Redação Deste Blog : 

Teletrabalho em Coronel João Sá: Entre a Legalidade Duvidosa e o Risco de Fantasmas na Folha

Circula nas redes um vídeo denunciando o suposto teletrabalho na Prefeitura de Coronel João Sá. Diante disso, surge a pergunta inevitável: há base legal para isso?
Sem lei municipal, sem decreto e sem regras claras, teletrabalho não passa de improviso — e improviso, na administração pública, costuma abrir portas perigosas.

Fala-se em produtividade, metas e controle — mas onde estão esses documentos? Quem fiscaliza? Como o contribuinte pode saber se o servidor remoto realmente está trabalhando?

O teletrabalho, se implementado à revelia da lei, vira apenas mais um artifício para acomodar aliados, proteger apadrinhados e — o pior — dar guarida ao velho conhecido da política brasileira: o servidor fantasma.

E não adianta tentar jogar essa questão para debaixo do tapete.
A Câmara de Vereadores tem obrigação de:

  • exigir a legislação específica;

  • conferir quem está em teletrabalho;

  • verificar se as funções permitem essa modalidade;

  • analisar metas e entregas.

O Ministério Público e os Tribunais de Contas, por sua vez, não podem se omitir.

Teletrabalho é ferramenta útil e moderna — mas, mal usada, vira fraude.
Se existe legalidade, que o Executivo prove.
Se há irregularidade, que se puna.

O povo, cansado de práticas nebulosas, não aceita mais desculpas esfarrapadas nem arranjos administrativos travestidos de inovação. 


Brasil gasta R$ 20 bilhões e lidera em supersalários do funcionalismo

Publicado em 27 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Bruno (Arquivo Google)

Adriana Fernandes e Luany Galdeano
Folha

O Brasil aparece em primeiro lugar em ranking que analisou supersalários do funcionalismo em 11 países. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (26), compara a elite do serviço público no Brasil com os profissionais de Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal e Reino Unido. A pesquisa foi realizada pelo Movimento Pessoas à Frente e a República.org, duas instituições da sociedade civil voltadas à valorização do servidor público.

O estudo calcula que o Brasil possui 53,5 mil servidores ativos e inativos que recebem acima do teto constitucional remuneratório, de R$ 46.366,19. Os gastos com esses supersalários chegam a R$ 20 bilhões em um ano, o equivalente a US$ 8 bilhões em PPC (paridade de poder de compra), que compara o poder aquisitivo de diferentes moedas.

COMPARAÇÕES – A cifra é 21 vezes maior do que na Argentina, segundo país da lista que mais gasta com salários extrateto e que conta com 27 mil servidores públicos com supersalários. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com pouco mais de 4.000 servidores acima do teto. Nenhum outro país pesquisado registrou mais do que 2.000 trabalhadores recebendo supersalários. A Alemanha não tem registro de casos.

O estudo considera como supersalários os vencimentos que ultrapassam o limite definido na legislação de cada país. Para os casos em que não há teto na lei, foi considerado como limite o salário recebido pelo presidente ou o primeiro-ministro. No caso do Brasil, o presidente da República também recebe o teto. Os dados são do período entre agosto de 2024 e julho de 2025.

No Brasil, os supersalários são pagos principalmente na magistratura, no Ministério Público e em carreiras como advogados da União e procuradores federais.

MAIS RICOS – O Brasil tem também o maior número de funcionários públicos no top 1% da população mais rica, com renda anual acima de R$ 685 mil, em 2025. São 40 mil servidores que se encaixam nesse grupo. Em seguida, vem a Colômbia, onde apenas 2.774 estão no 1% mais rico.

O levantamento foi feito para subsidiar os parlamentares na decisão sobre a votação de medidas para impedir que os chamados penduricalhos (verbas extras) sejam utilizadas para furar o teto salarial do funcionalismo. A proposta tramita há quase uma década sem sucesso no Congresso por pressão maior do Judiciário.

Apesar do apoio popular à restrição, a proposta incluída no texto da reforma administrativa neste ano perdeu força, em meio a uma sucessão de crises políticas. Pesquisa Datafolha, divulgada em julho, mostrou que 83% da população reprovam os supersalários e defendem o resgate da autoridade do teto constitucional.

 

 

No Brasil, quase 11 mil juízes receberam mais de US$ 400 mil, cerca de R$ 1 milhão, no período entre agosto de 2024 e julho de 2025, valor superior ao pago a qualquer magistrado em sete dos outros dez países analisados. Em alguns casos no Brasil, juízes sem cargo de direção receberam mais de US$ 1,3 milhão, impulsionados por pagamentos retroativos.

TOPO DO TOPO – A remuneração inicial de um magistrado brasileiro é a quarta maior entre os países analisados, sendo muito próxima ao salário dos juízes do Reino Unido e inferior apenas ao valor pago nos EUA e no México. No topo dos salários do Judiciário, que não estão vinculados a funções de comando ou a cargos em tribunais superiores, um juiz brasileiro chega a ganhar quatro vezes mais do que ministros das cortes constitucionais da Alemanha, da França, da Argentina e dos Estados Unidos.

“Qualquer reforma do Estado no Brasil deve começar por regular melhor os salários. Em países com bom serviço público, servidores, de qualquer poder ou nível, não podem determinar seus próprios salários e benefícios”, diz Guilherme Cezar Coelho, fundador da República.org.

“Se aumentarmos a amostragem, o custo pode ser ainda bem maior, alcançando, possivelmente, R$ 40 bilhões, que é 40% do déficit fiscal previsto pelo governo neste ano”, alerta.

 

Para Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, os gastos com supersalários reduzem a capacidade de investimento em áreas essenciais. “Quando colocamos o Brasil em comparação com esses dez outros países, vemos que há uma anomalia”, afirma a executiva.

SUPERELITE – O estudo mostrou que os 53,5 mil funcionários que recebem acima do teto remuneratório equivalem a apenas 1,34% de um grupo de 4 milhões de servidores ativos e inativos analisados. Segundo Sergio Reis, autor da pesquisa, a força das remunerações excessivas no Judiciário é maior no Brasil. Esses servidores têm direito a uma série de verbas indenizatórias, como por acúmulo de função e férias não usufruídas, livres de imposto de renda e que podem ultrapassar o teto constitucional, um fenômeno que não existe em outros países.

“No caso dessas elites, a técnica de transformar as parcelas indenizatórias leva a um salário muito próximo entre o líquido e o bruto”, afirma Reis.

Segundo Alketa Peci, professora de administração pública da FGV (Fundação Getulio Vargas), o fato de que há categorias que decidem as próprias regras, como ocorre no âmbito do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), fortalece o corporativismo e interfere no combate aos supersalários.

IRRESPONSABILIDADE – Para ela, o estudo permite entender como esse fenômeno afasta o Brasil sobretudo de países desenvolvidos. “Confundimos autonomia institucional e financeira com a falta de responsabilização. Isso não existe nos países desenvolvidos, que têm consensos sobre o que é considerado razoável.”

O gasto de R$ 20 bilhões em um ano tem como grupo mais beneficiado a magistratura, sendo em torno de 21 mil juízes com remuneração acima do teto constitucional, somando R$ 11,5 bilhões. No Ministério Público, o gasto adicional é de R$ 3,2 bilhões, com 10,3 mil membros acima do limite. No Executivo federal, 12,2 mil servidores estão nessa condição, representando R$ 4,33 bilhões pagos além do teto, concentrados em carreiras como advogados da União.

Para Ana Pessanha, especialista em conhecimento da República.org, as distorções salariais revelam um desequilíbrio estrutural: “A situação brasileira é totalmente bizarra em comparação com esses dez países. E a quantidade de supersalários daqui no Brasil é destoante.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O poder Judiciário, que deveria exigir normas razoáveis e suportáveis, é o primeiro a romper a boca do balão. Como diria Tom Jobim, é a lama, é a lama, é a lama… (C.N.)


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