quarta-feira, outubro 29, 2025

Crise no Rio força reunião de emergência: governo transfere presos e envia ministros ao estado



Bolsonarismo cobra Tarcísio por omissão diante de Trump e teme avanço diplomático de Lula

Publicado em 29 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Tarcísio não demonstrou interesse em atuar nessa frente

Bela Megale
O Globo

Aliados de Jair Bolsonaro passaram a criticar Tarcísio de Freitas por não atuar na construção de uma relação direta com a gestão Donald Trump. Há algumas semanas, o governador foi aconselhado a buscar contato com o presidente dos Estados Unidos por meio de empresários que teriam trânsito junto ao governo americano.

Segundo aliados do ex-presidente, Tarcísio não demonstrou interesse em atuar nessa frente e sinalizou que sua prioridade é cuidar dos temas ligados ao estado de São Paulo. A possibilidade de entrar em rota de colisão com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também não teria animado o governador, segundo pessoas próximas à família do capitão reformado.

“VENCEDORES” – A leitura dos bolsonaristas é que a esquerda e Lula saem “vencedores” com a crescente aproximação e troca de acenos entre Lula e Trump — por mais que o discurso público do grupo, especialmente do clã Bolsonaro, siga em direção oposta.

A avaliação é que Tarcísio poderia fazer uma espécie de contraponto a Lula se conseguisse abrir um canal direto com a gestão Trump. Para os bolsonaristas, se o governador pretende se cacifar como opção para disputar a Presidência contra o petista em 2026, será necessário atuar nesse segmento internacional. Tarcísio, no entanto, segue afirmando que seu plano é concorrer à reeleição ao governo de São Paulo.

Trump arma ofensiva diplomática na Ásia e tenta equilibrar poder entre China e América Latina


Trump tem em sua agenda um encontro decisivo com Xi Jinping

Pedro do Coutto

Após o encontro cordial com o presidente Lula da Silva na Malásia, Donald Trump segue ampliando sua estratégia global de reaproximação comercial. O presidente norte-americano tem agora em sua agenda um encontro decisivo com Xi Jinping, na China, onde pretende firmar acordos que possam redefinir a balança de poder econômico entre Washington e Pequim.

Segundo fontes diplomáticas, Trump oferecerá isenções tarifárias a países do Sudeste Asiático — entre eles Tailândia, Vietnã, Camboja e a própria Malásia — numa clara tentativa de reforçar a presença dos Estados Unidos na região e conter a influência crescente da China sobre seus vizinhos.

“NEGOCIADOR GLOBAL” – O movimento é típico do estilo político de Trump: pragmático, transacional e fortemente voltado à imagem de “negociador global”. A visita à Ásia acontece em meio a uma série de reviravoltas na política comercial americana, que nos últimos meses impôs e agora revisa tarifas com objetivos de pressão diplomática.

A nova rodada de viagens presidenciais tem um duplo propósito — reposicionar os Estados Unidos como centro das cadeias produtivas globais e reconstruir pontes com parceiros estratégicos afetados por medidas protecionistas anteriores.

A China, por sua vez, teria aceitado um acordo parcial envolvendo o mercado da soja, um dos pontos de maior atrito entre as duas potências. Para Trump, a concessão chinesa representa uma vitória simbólica: ela sinaliza que Pequim está disposta a flexibilizar barreiras em troca de estabilidade e previsibilidade no comércio bilateral. Esse gesto também tem impacto direto sobre o Brasil, já que o país é um dos maiores exportadores de soja para o mercado chinês e pode ver o equilíbrio global desse setor se modificar.

APROXIMAÇÕES – A ofensiva asiática de Trump é parte de um jogo mais amplo de aproximações simultâneas. Ao estender a mão a Lula da Silva e acenar positivamente à China, o presidente norte-americano tenta redesenhar um mapa de alianças comerciais que combine política de resultados com pragmatismo geoeconômico.

Em um contexto global de tensões e disputas, Trump aposta em sua capacidade de negociar com todos os lados, mesmo com líderes ideologicamente opostos, para consolidar um novo eixo de influência baseado em vantagens econômicas e parcerias seletivas.

OPORTUNIDADE – Para o Brasil, esse novo tabuleiro representa tanto uma oportunidade quanto um desafio. Se Lula souber aproveitar o canal de diálogo aberto na Malásia, poderá garantir espaço para o país em futuras negociações multilaterais e até equilibrar sua posição entre Washington e Pequim.

O fato é que Trump, em seu retorno ao centro do poder mundial, parece disposto a usar a diplomacia econômica como principal arma para reposicionar os Estados Unidos. E cada gesto seu, da América Latina à Ásia, tem o potencial de redefinir a dinâmica comercial global nas próximas décadas.

                                                    Bruna Carvalho - 28/10/2025 08:59




Nove desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) receberam, em setembro, remunerações que ultrapassaram R$ 100 mil, segundo dados do Portal da Transparência do órgão. Os valores, que chegaram a ser três vezes superiores ao teto constitucional de R$ 41 mil, foram pagos sob a justificativa de “direitos eventuais”, indenizações e gratificações.

Entre os magistrados que receberam as maiores quantias estão:

  • Roberto Maynard Frank: R$ 131.081,47
  • Julio Cezar Lemos Travessa: R$ 128.580,62
  • Pilar Celia Tobio de Claro: R$ 128.409,25
  • Paulo Alberto Nunes Chenaud: R$ 126.577,07
  • José Alfredo Cerqueira da Silva: R$ 126.378,68
  • Abelardo Paulo da Matta Neto: R$ 125.740,16
  • João Bosco de Oliveira Seixas: R$ 125.564,20
  • Cynthia Maria Pina Resende: R$ 124.497,14
  • Maurício Kertzman Szporer: R$ 118.822,54

Os valores informados são líquidos, ou seja, correspondem às quantias efetivamente recebidas após descontos.

O teto para remuneração dos desembargadores é calculado com base no subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o artigo 37 da Constituição Federal. Apesar da limitação, brechas legais permitem o acúmulo de vantagens e indenizações, o que viabiliza o pagamento dos chamados “supersalários”.

Foto: TJ-BA/assessoria

PCC e CV. Só vai se falar de crime organizado na eleição

 

Arte: Marcelo Chello

A guerra vivida hoje pela maravilhosa – e falida, nas palavras de seus próprios moradores – cidade do Rio de Janeiro não deixa dúvidas de que a eleição do ano que vem vai ser sobre segurança pública e crime organizado. Medo, pânico, terror. Na operação feita em favelas cariocas para prender criminosos do Comando Vermelho, 64 pessoas morreram. Quatro eram policiais e não se sabe se, entre os outros 60 mortos, havia algum inocente. Mas o que sabemos mesmo é que o caso virou caso de política. Isso, darling, de política, não só de polícia. Mais um caso claro de governadores de direita x governo Lula.

Vem ler tudo o que aconteceu hoje aqui na newsletter mais lida do BRASEW com W.

O governador Cláudio Castro, que é de direita e aliado de Flavitcho Bolsonaro, diante da operação policial mais letal ever de todos os tempos no Rio de Janeiro e que levou à morte de policiais, botou o do governo Lula na reta logo cedo, dizendo que, como nunca recebe ajuda, dessa vez resolveu nem perder tempo. Ele disse que, cada vez que pede algo, recebe um motivo qualquer para não haver colaboração. “Não vamos ficar chorando pelos cantos.”

Em entrevista ao Metrópoles, foi ainda mais enfático:

“Ano passado, o Rio apreendeu 732 fuzis – e o Rio de Janeiro não produz armas. Essas armas estão entrando pelas fronteiras federais. Não há, pelo que a gente tem visto, ações. Elogiei a PF por ter estourado fábrica de fuzis em SP. Mas, mais uma vez: esses fuzis entram pelas estradas federais.”

No X-Twitter, o governador ainda saiu com uma nova: “Não é mais crime comum, é narcoterrorismo.” (Alguém aí lembra quem anda jogando bombas em barcos venezuelanos para combater narcoterrorismo?)

Os blindados

O governador disse que poderia ter pedido blindados, mas não o fez porque já teria pedido ajuda outras três vezes e sempre recebeu negativas do governo federal. A questão é que, para mandar blindados, teria que haver uma GLO, a famosa. A Garantia da Lei e da Ordem teria que botar as tropas nas ruas do Rio, como já aconteceu há alguns anos (e, a bem da verdade, é que nada resolveu).

A operação foi feita em conjunto com a polícia de Castro e o Ministério Público Estadual para cumprir decisões judiciais para prender bandidos do Comando Vermelho. Os bandidos receberam os policiais com bombas atiradas por drones. Vai vendo, BRASEW. E a população não sabe o que fazer quando acordar nesta quarta-feira. Sobre isso, o governador não explicou nada.

Lula voando

Enquanto tudo isso acontecia, Lula estava preso em voo voltando da Malásia, onde encontrou com Trump. Quem saiu em defesa de seu governo foi o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Lewandas disse que o governador precisa assumir sua responsabilidade e, se ele sentir que não tem condições, tem que jogar a toalha e pedir GLO ou intervenção federal.

Ricardo Nunes em outro país

E, no intervalo do Jornal Nacional, em São Paulo, Ricardo Nunes (o prefeito) fazia propaganda dizendo que a segurança está uma beleza. (E a gente só lendo notícias de bandidos agora invadindo casas dos ricos e fazendo babás de reféns).

Em São Paulo, recentemente, quem teve uma vitória no tema segurança foi o governo federal, na operação contra o PCC na Faria Lima. Apesar de ter tido participação da polícia de Tarcísio, o governo logo conseguiu tomar todos os créditos.

Mas o cenário está traçado. Está mais do que dado que, em 2026, a segurança pública vai ser a pauta do momento.

No Congresso

O governo Lula mandou neste ano projeto de segurança pública para que o governo federal pudesse meio que comandar as polícias (o nome bonito é fazer planejamento integrado). Os governadores estrilaram porque querem continuar mandando nas polícias. Agora, já quase no fim do ano, o governo Lula mandou um projeto de lei antifacções. Será que, com a guerra que o Rio viu acontecer hoje, esses projetos andam?

Esses eu não sei, mas Alcolumbre, nosso Davi, que é a estrela mor do Senado, correu para aprovar o projeto que muda critérios de prisão preventiva. O juiz pode considerar que a pessoa é criminosa e perigosa, mandar prender e mantê-la presa.
E o eleitor? Digamos que agora ficou ruim para o Lula aquela declaração infeliz de que o traficante é vítima do viciado, né?

E agora?

O governo federal anunciou que vários ministros vão para o Rio amanhã fazer reunião com o governo Castro. Houve também a autorização para que presos da chefia do Comando Vermelho sejam transferidos para prisões federais de alta segurança. Vamos ver se a política arrefece e a polícia ganha algum comando para tentar fazer algo.

O Xandão entrou na história

O Conselho Nacional de Direitos Humanos pediu ao Supremo que determine que o governo do Rio mande informações sobre as operações. Recentemente, o Supremo chegou a um acordo na conhecida ADPF das Favelas para exigir que o Estado tome certos cuidados ao fazer operações nessas regiões, para redução da letalidade policial. Aí o conselho, que faz a fiscalização do cumprimento da ADPF, pediu e agora o Xandão mandou a Procuradoria-Geral se pronunciar sobre o caso da megaoperação de hoje.

Vai andar o IR dos R$ 5 mil?

Davi Alcolumbre botou para votação uma proposta para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, para que a mudança do IR de quem ganha até R$ 5 mil possa valer por mais de cinco anos. É um passo importante para que o projeto, que foi aprovado por unanimidade na Câmara e que é promessa de campanha de Lula, possa funcionar. Mas todo mundo ainda está esperando Renanzito Calheiros, que está enrolando.

Senado americano

E não é que o Senado americano aprovou hoje uma resolução bipartidária para anular as tarifas do Trump contra o Brasil? Gente, nem precisava dessa negociação toda com Trump?

E só para terminar, vocês viram que Israel promoveu novos ataques em Gaza?
Não acaba nunca?

Socorro, BRASEW. E, se quiser entrar na comunidade da Tixa no Zap, é só clicar aqui.

Segurança e Crime Organizado

 

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