sábado, outubro 25, 2025

Pode ficar certo de que vai ter uma solução, afirma Lula sobre aceno de Trump a retirar tarifas

 

Pode ficar certo de que vai ter uma solução, afirma Lula sobre aceno de Trump a retirar tarifas

Brasileiro disse não haver exigências de ambos os lados; americano afirmou que pode baixar tarifas em 'circunstâncias certas'

Por Daniella Almeida/Folhapress

25/10/2025 às 15:15

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Foto: Ricardo Stuckert/PR | O presidente Lula

Após o presidente americano, Donald Trump, condicionar a suspensão de tarifas ao Brasil a "circunstâncias certas", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que não há exigências prévias de nenhum dos lados.

"Espero que ‘role’. Eu vim aqui e estou à disposição para que a gente possa encontrar uma solução", disse Lula a jornalistas em frente ao hotel que hospeda a comitiva brasileira na Malásia.

"Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução", completou o presidente.

Mais cedo, Trump disse que irá reduzir as tarifas sobre o Brasil "sob as circunstâncias certas, com certeza", quando questionados por jornalistas ao embarcar no avião Air Force One, para a Malásia.

Além disso, o republicano confirmou que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). "Acho que vamos nos encontrar novamente. Nós nos encontraremos brevemente nas Nações Unidas".

Os dois mandatários estão no país asiático para participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Aos jornalistas, Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

"Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda."

Lula também falou sobre o seu aniversário, nesta segunda (27). Questionado se convidaria Trump para o bolo, o presidente respondeu: "acho que ele pode comer um pedacinho".

A expectativa de Lula para a primeira reunião bilateral com Trump é de conseguir convencer o americano a pausar o tarifaço aplicado contra o Brasil enquanto os dois países negociam os termos de um acordo bilateral.

Ao longo da última semana, negociadores brasileiros mantiveram conversas informais com responsáveis por questões comerciais dos EUA, em que os americanos apontaram as suas prioridades nas negociações: conseguir acesso ao mercado de etanol no Brasil e discutir a regulamentação de big techs, incluindo moderação de conteúdo.

Politica Livre


Busca sobre ‘empréstimo para reforma’ cresce 90% no Google e reforça aposta eleitoral de Lula

 

Busca sobre ‘empréstimo para reforma’ cresce 90% no Google e reforça aposta eleitoral de Lula

Governo, que anunciou R$ 40 bilhões em crédito para reformas, pretende aumentar a popularidade na classe média e ampliar arrecadação de impostos

Por Eduardo Barretto/Estadão

25/10/2025 às 16:00

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Lançamento do programa Reforma Casa Brasil

As buscas no Google sobre “empréstimos para reforma” cresceram 90% na última semana no País, em meio ao lançamento do programa do governo Lula que oferece R$ 40 bilhões em crédito para reformas de casas. Os dados constam de um levantamento do Google Trends obtido pela Coluna do Estadão.

No último mês, a pesquisa no Google por “empréstimo para reforma” teve a maior alta dentro do tema “empréstimo para...”. A constatação animou governistas em duas frentes que podem ter impacto direto para as eleições de 2026, afirmam interlocutores palacianos.

O primeiro fator é que o tema tem apelo popular, atrai a classe média e pode impactar positivamente nas pesquisas de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O segundo é que o programa pode aquecer a economia, o que também termina por impactar no cenário eleitoral do ano que vem.

Estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), antecipado com exclusividade para o Broadcast, mostra que o programa Reforma Casa Brasil tem potencial para adicionar R$ 52,9 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, a arrecadação de impostos pela demanda gerada pela medida pode aumentar em quase R$ 20 bilhões.

A um ano da eleição presidencial de 2026, o Reforma Casa Brasil é uma das apostas de Lula para manter o aumento na popularidade. O programa soma-se ao Gás do Povo, à isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com salário de até R$ 5 mil e à isenção da conta de luz para famílias de baixa renda.

Quais são as cinco perguntas relacionadas à reforma de casa mais buscadas no Google por brasileiros

  1. Quanto custa uma reforma de casa?
  2. Como reformar o banheiro sem quebrar?
  3. Como declarar reforma de imóvel no imposto de renda?
  4. Como fazer reforma de casa gastando pouco?
  5. Pode usar o FGTS para reformar casa?

Reforma Casa Brasil tem meta inicial de 1,5 milhão de financiamentos

Na última segunda-feira, 20, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, voltado principalmente à classe média, que oferece crédito habitacional para solucionar problemas estruturais e ampliar residências em todas as cidades do País.

A meta inicial é de 1,5 milhão de contratações. O financiamento será feito pela Caixa e pode ser solicitado pelo aplicativo do banco estatal a partir do próximo dia 3.

Para uma renda familiar mensal até R$ 3,2 mil, os juros serão de 1,17%; para renda familiar de R$ 3,2 mil a R$ 9,6 mil, os juros serão de 1,95%; e para rendas familiares superiores a R$ 9,6 mil, as taxas variam, mas não passarão de 1,95%.

O caso Lula e a polêmica sobre os “traficantes vítimas dos usuários”


Flávio Bolsonaro cede em pontos da anistia para viabilizar projeto que beneficia o pai

Publicado em 25 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Flávio defendia uma “anistia ampla, geral e irrestrita”

Gabriel Sabóia
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sinalizou a possibilidade de abrir mão da anistia para determinados crimes relacionados aos atos do 8 de janeiro, com o objetivo de viabilizar a aprovação do projeto de lei da Dosimetria, em tramitação na Câmara dos Deputados, e que poderia beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pressão dos bolsonaristas para avançar com a proposta, relatada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), aumentou desde a última quarta-feira, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou o acórdão do julgamento que condenou o ex-presidente.

PRAZO – A partir da publicação, abre-se o prazo de cinco dias para a apresentação de recursos pelas defesas. Uma série de resistências na Câmara e no Senado vem travando o andamento, no entanto.

Até então, Flávio defendia uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para todos os condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos. Agora, afirma que a estratégia do PL considera a possibilidade de recuar em relação a alguns pontos, como a anistia de crimes específicos.

— Faremos emendas com base em um texto que consideramos justo. Vamos esperar o que será apresentado, mas já temos nossa estratégia pronta de defender a anistia ampla. Podemos, tendo isso em mente, negociar penas por depredação de patrimônio que podem não ser anistiadas, desde que individualizadas. Podemos negociar as penas de quem tentou explodir caminhões de combustível no aeroporto também, não concordamos com isso. Mas queremos que o projeto deixe claro que não existem crimes de tentativa de golpe de Estado — afirmou o senador.

ANISTIA – No mês passado, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou ao O Globo que o partido trabalhava por uma anistia que alcançasse Jair Bolsonaro. À época, estabeleceu o prazo de um mês para a resolução do tema no Congresso, diante do receio de que o ex-presidente tivesse de cumprir pena em regime fechado. O prazo, no entanto, já se esgotou.

Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em 11 de setembro, a 27 anos e três meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado. Outros sete réus foram considerados culpados, com penas entre dois e 26 anos de reclusão.

Com a publicação do acórdão, começaram a valer os prazos para apresentação de recursos. Para embargos de declaração — utilizados para apontar contradições, omissões ou obscuridades — o prazo é de cinco dias. Também é possível apresentar embargos infringentes, destinados a tentar reverter o resultado do julgamento, no prazo de 15 dias. Contudo, o entendimento do STF é de que esse recurso só cabe quando houver ao menos dois votos pela absolvição. No caso de Bolsonaro e da maioria dos réus, apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esse pessoal é de uma burrice teratológica. O jurista carioca Jorge Béja (jurista, mesmo, reconhecido consensualmente) já explicou que não pode haver projeto de lei sobre dosimetria. Se quiserem modificar a exclusividade do presidente da República na comutação de pena, terão de apresentar emenda constitucional, que exige quórum de três quintos. Qualquer projeto de lei será inconstitucional. Mas quem se interessa? (C.N.)

Racha à direita: Eduardo Bolsonaro chama Cleitinho de “erro” e expõe disputa por 2026


Eduardo Bolsonaro perderá para Lula em 2026, diz Cleitinho

Rafaela Gama
O Globo

O deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que foi “imprudência” dar uma vaga no Congresso ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), após ele ter dito que o filho do ex-presidente perderia para o presidente Lula (PT) em 2026. Em entrevista ao Metrópoles na última quarta-feira, Cleitinho se colocou contrário ao lançamento da candidatura do deputado ao Planalto por ele estar fora do Brasil, avaliando a hipótese como “imprudente”.

Em resposta, Eduardo escreveu em um post no X nesta sexta-feira que “imprudente foi darmos a vaga do Senado para você”, em referência à fala de Cleitinho. “Mas muitos dos nossos erros iremos corrigir”, acrescentou. O comentário, no entanto, também veio após o senador ter dito que “pagou pela gratidão” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apoiando-o em 2022.

GRATIDÃO – “Se eu achar que não tenho os mesmos pensamentos que esse candidato que o Bolsonaro apoiar, eu não preciso apoiar, não. Tenho gratidão com o Bolsonaro. Não é com a família dele, com os apoiadores, não. É com ele. Uma gratidão que eu também já paguei e pago apoiando e votando nele em 2022. Não é porque vai chegar em mim e falar “oh, tem esse candidato aqui que eu vou apoiar” que eu vou apoiar. Se eu não concordar, não vou”, disse.

A fala repercutiu entre perfis bolsonaristas nas redes sociais e foi criticada por apoiadores do ex-presidente, como o blogueiro Allan dos Santos. Já Eduardo repostou em sua conta no X uma publicação de uma seguidora que pedia para eleitores bolsonaristas não votarem naqueles que “não apoiam as ações de Eduardo nos EUA em prol da liberdade”.

Em MG, Cleitinho é cotado para disputar o governo do estado no ano que vem, largando na frente nas pesquisas realizadas até o momento. Na última rodada realizada pela Genial/Quaest em agosto, ele registrou 28% das intenções de voto e ficou 12 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

FORA DO PAÍS – Além do pedido, o post compartilhado por Eduardo também trazia um trecho da entrevista no qual o senador diz que não apoiaria a candidatura do deputado para a Presidência por ele “não estar no Brasil”.

Na ocasião, o senador também apontou preferência pelos nomes dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ratinho Júnior, do Paraná, descartando a candidatura de Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

Após a repercussão do caso, o senador Cleitinho se retratou durante um discurso no plenário do Senado.

PEDIR PERDÃO – “Venho aqui hoje pedir perdão para o nosso querido ex-presidente Bolsonaro. Na minha entrevista, que eu dei sexta-feira agora, tiraram um pouco do contexto, também porque editaram uma parte toda da entrevista. Me equivoquei na hora de falar: eu penso uma coisa, falo outra e falo errado sobre a questão da gratidão. E a minha gratidão ao Bolsonaro, à população brasileira e, em especial, para toda a direita vai ser sempre eterna. Não tem preço que pague, gratidão não tem valor, e eu vou sempre pagar isso”, declarou.

Procurado pelo O Globo sobre a repercussão do caso, o senador afirmou que “é um direito deles fazerem críticas, defendo a liberdade de expressão deles também”. “Cabe a mim, com o tempo, mudar a opinião deles”, acrescentou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Alguém precisa dizer urgentemente aos filhos de Jair Bolsonaro que o Brasil é uma república, e não uma monarquia. Pensam que o poder passa direto de pai para filho, mas isso non ecziste, diria Padre Quevedo. Nenhum deles entende o que é política em país democrático republicano. Quanto à dona Michelle, tem todo direito de querer imitar Isabelita Perón, mas a situação é diferente, porque a mulher do caudilho era vice-presidente, eleita na chapa dele, e assumiu quando ele morreu. E o resultado foi o sangrento golpe militar que destruiu um dos países mais promissores do mundo. Recordar é viver. (C.N.)


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