sábado, outubro 11, 2025

Por que Tarcísio quer copiar o modelo Milei no Brasil?

 

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Sábado, 11 de outubro de 2025

Milei despenca usando cartilha que bolsonarismo quer para o Brasil

Presidente argentino faz show de rock enquanto país enfrenta crise, desemprego e escândalos de corrupção

Javier Milei realmente não tem medo do ridículo. Em meio a uma enorme crise política e econômica do seu país, o presidente argentino achou razoável fazer um mega lançamento do seu livro em um estádio de Buenos Aires, com direito a um show de rock protagonizado por ele mesmo.


Com roupas de couro e um estilo muito roquenroll, como diria Boça, Milei decidiu brincar de estrela do rock enquanto seu governo enfrentava uma série de escândalos de corrupção.


Candidato de Milei desiste após receber US$ 200 mil do narcotráfico


Menos de 24 horas antes, o seu candidato a deputado por Buenos Aires teve que desistir da candidatura depois de não conseguir explicar os 200 mil dólares que recebeu de um empresário ligado ao narcotráfico. Além do principal aliado político de Milei ser acusado de envolvimento com o narcotráfico internacional, uma sequência de outros escândalos ronda a Casa Rosada. 


Primeiro foi o da criptomoeda, um golpe divulgado pelo próprio presidente argentino nas redes sociais. Depois, Karina Milei, irmã do presidente, foi acusada de integrar um esquema milionário de propinas. Nada disso constrangeu Milei, que promoveu uma festa de arromba como se nada estivesse acontecendo. O homem que prometeu passar a motosserra na corrupção agora se vê com a lama até o pescoço. 


O delírio como método da extrema direita


É realmente impressionante a desconexão da extrema direita com a realidade em todos os cantos do mundo infectados por ela. Trump inventou um déficit na balança comercial com o Brasil para justificar um tarifaço. Não importa que isso seja uma mentira que pode ser desmascarada com uma simples pesquisa no Google. Ele mente e dane-se. 


Jair Bolsonaro promoveu motociatas e aglomerações de todo tipo durante a pior pandemia da nossa geração. Dane-se. Eduardo Bolsonaro, como um Napoleão de hospício, anunciou um autoexílio e liderou um plano internacional para derrubar uma ditadura que não existe. 


É o delírio como método. Seria tudo meio cômico se não fosse tão eficiente em cooptar as massas. É um neofascismo surrealista, que cria um mundo paralelo e tenta encaixar o mundo real dentro das suas narrativas fantasiosas na marra. 


O fascismo clássico também continha esses elementos, mas na era digital e da pós-verdade eles foram impulsionados. O show de rock do presidente sobre os escombros da Casa Rosada é um dos exemplos mais emblemáticos do neofascismo surrealista dos nossos tempos.

Bolsonaristas aplaudem enquanto Argentina colapsa


Enquanto a Argentina colapsa, os bolsonaristas seguem aplaudindo Milei no mundo invertido. O general Pazuello, o ministro da Saúde que deixou faltar oxigênio nos hospitais em Manaus no auge da pandemia, ficou encantado em ver o presidente argentino suando no palco.  “VALE CONFERIR", gritou nas redes sociais em uma publicação de um vídeo com trecho do show do presidente argentino.


“Prestando homenagem a Charlie Kirk, Jair Bolsonaro, Miguel Uribe Turbay e Alberto Nisman, Milei emocionou milhares de fãs no lançamento do seu novo livro ‘A Construção do Milagre’. E para fechar com chave de ouro, subiu ao palco e cantou ‘Libre’, clássico de Nino Bravo, arrancando aplausos e emoção do público. Golaço.”


Tudo na Argentina está piorando. A popularidade do governo desabou e o país está à beira de um colapso social. Uma comitiva do presidente foi apedrejada em Buenos Aires. Mas para o bolsonarismo, Milei está marcando golaço atrás de golaço. 


A cartilha ultraliberal: superávit fiscal às custas dos pobres


A extrema direita brasileira considera o projeto econômico argentino um modelo a ser seguido. O principal argumento é a de que a inflação foi controlada e o governo tem registrado superávit fiscal. De fato, a inflação caiu e a inflação galopante foi contida. Mas a que custo? A resposta é simples: às custas do povo mais pobre. 


O governo reduziu drasticamente os gastos públicos — leia-se educação, saúde, aposentadoria, etc — e sufocou a população que mais depende dos serviços públicos. Bom, sabemos que esse custo é um mero detalhe para os ultraliberais que enxergam a vida a partir de uma planilha do Excel. 


Mas não são apenas os bolsonaristas que tapam o sol com a peneira. Todos os devotos de Paulo Guedes, incluindo os que se julgam de uma direita moderada, verdadeiramente liberal, também olham com bons olhos o que acontece na Argentina. 


MBL e Tarcísio querem modelo Milei para o Brasil


A turma do MBL, por exemplo, que acabou de criar um partido, trata Milei como um herói que está “salvando a Argentina", como escreveram há menos de um ano. 


Em fevereiro do ano passado, o grupelho ficou abobado com o fato de Milei ter viajado para o Vaticano em avião comercial: “Certas atitudes importam. Milei sabe que seu país está quebrado e precisa economizar: viaja de avião comercial. Lula e Janja sabem que o Brasil está quebrado com déficit de 230 bilhões, mas gastam mais 14 milhões na internet para o avião. E o povo que pague tudo”. 


Agora estamos diante do seguinte cenário: o Brasil com déficit fiscal, mas com queda de desemprego e aumento da renda; enquanto a Argentina ostenta superávit fiscal, mas sofre com alta de desemprego e queda brutal da renda. A popularidade do governo brasileiro sobe, enquanto a do argentino despenca. A tara pelo superávit fiscal é apenas mais um sonho delirante. 


Há pouco mais de quatro meses, em um evento promovido pelo Banco Safra, o presidenciável bolsonarista Tarcísio de Freitas falou o que os banqueiros queriam ouvir e exaltou os cortes drásticos que Milei fez nos gastos públicos: “Se você me perguntasse há um ano se seria possível o Milei cortar 5% do PIB de gasto público em um ano, eu diria que não é possível, mas foi”, afirmou. 


Para não deixar dúvidas, Tarcísio concluiu que Milei está mostrando “o caminho que a gente tem de adotar”. A Argentina de hoje é o que Tarcísio quer ver no Brasil de amanhã. 


Paulo Guedes errou todas as previsões


Vale lembrar também da previsão do então ministro da Economia Paulo Guedes para o Brasil caso o modelo econômico de Lula fosse implantado: “Para virar a Argentina, seis meses; para virar Venezuela, um ano e meio. Se fizer errado, vai rápido.” 


Bom, não viramos nem Argentina nem Venezuela e absolutamente todos os índices econômicos melhoraram após a saída de Guedes. “Ah, mas e o superávit fiscal…?", seguem perguntando os doidinhos.


O fato é que o modelo que os bolsonaristas e os devotos do ultraliberalismo querem para o Brasil foi cumprido à risca pelo governo argentino. A motosserra dos gastos funcionou do jeitinho que eles sonham. 


Milhares de funcionários públicos foram demitidos e muitos cortes no orçamento foram feitos para atingir o tão sonhado superávit fiscal. Todas as ações de Milei na economia seguiram rigorosamente a cartilha que essa gente defende para o Brasil. O resultado está aí. Haja show de rock para tentar maquiar a realidade!

NÃO DEIXE DE LER

A Pública denunciou e a Justiça vai investigar

 

Na semana passada, nossa reportagem revelou que a Prefeitura de São Paulo pagou até 8 vezes mais caro por frascos de canabidiol. Enquanto o valor de mercado fica entre R$ 426 e R$ 931, a gestão Ricardo Nunes (MDB) desembolsou até R$ 1,9 mil por unidade.

Mesmo assim, a empresa Velox Transportes de Produtos e Serviços, escolhida pela gestão Ricardo Nunes, venceu a licitação sendo uma empresa de logística e ainda tendo o maior preço entre as nove concorrentes. As demais foram desclassificadas por uma exigência incomum: o medicamento deveria conter vitamina E e ômega 3, algo que não tem comprovação científica de benefício, segundo especialistas ouvidos pela Pública.


O resultado do nosso trabalho veio rápido.


No dia seguinte à publicação, a vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) usou a reportagem da Pública para entrar com uma denúncia no Ministério Público, pedindo investigação sobre o possível superfaturamento na compra. 

É isso que acontece quando o jornalismo faz o que deve ser feito — fiscaliza, denuncia e gera mudanças reais.

A Pública não teme investigar quem está no poder. E pra continuar revelando histórias como essa, e provocando mudanças reais, a gente precisa do seu apoio

Quer ver mais denúncias chegando à Justiça? Torne-se um Aliado da Pública hoje mesmo.


Com menos de 1 real por dia, você nos ajuda a seguir fazendo jornalismo que incomoda — e transforma.

Título: Os Pilares Eternos da Vida Digna


Celebramos uma trajetória marcada por sabedoria, ética e dedicação.

Uma justa homenagem pelos 50 anos de advocacia do meu tio e mestre — um exemplo vivo de compromisso com a justiça e com a defesa incansável dos direitos.

A Comenda Barachísio Lisboa simboliza não apenas o reconhecimento por meio século de atuação exemplar, mas também o respeito e a admiração de todos que tiveram o privilégio de aprender e caminhar ao seu lado.

Que essa honraria seja mais uma página de orgulho nessa história de conquistas e legado.

Parabéns, Tio Nando, por ser inspiração, referência e exemplo para tantas gerações de profissionais do Direito. ⚖️💼

Com carinho 

Luísa Montalvão


Nota da Redação Deste Blog - Título: Os Pilares Eternos da Vida Digna

A ética, a honestidade e a sabedoria são pilares que nem o tempo consegue apagar. São valores que resistem às mudanças das gerações, às tentações do poder e às pressões do mundo moderno. Em meio a uma sociedade marcada pela pressa, pelo imediatismo e pela busca incessante por vantagens pessoais, manter-se fiel a esses princípios é um ato de coragem e grandeza moral.

Respeito, honestidade, confiança e lealdade: são esses os fundamentos que sustentam não apenas o caráter de um indivíduo, mas a essência de uma vida verdadeiramente digna. Quando esses valores guiam nossas ações, transformam-se em pontes sólidas que ligam a razão ao coração, o pensamento à prática, o eu ao outro. É nesse equilíbrio que se constrói uma convivência humana baseada na justiça e na harmonia.

A ética é o farol que ilumina nossas decisões, mesmo quando o caminho parece obscuro. A honestidade é o alicerce que mantém de pé a nossa credibilidade, tornando-nos dignos da confiança dos outros. A sabedoria, por sua vez, é o dom que nos permite discernir o certo do errado, o justo do injusto, o efêmero do eterno.

Quem cultiva esses valores compreende que ser íntegro é mais do que uma escolha — é um legado. É deixar marcas que o tempo não apaga, inspirar os que virão depois e provar que, em um mundo de aparências e interesses, ainda há espaço para a verdade e para o bem.

Viver com ética é semear respeito. Agir com honestidade é colher confiança. E caminhar com sabedoria é garantir que o nosso nome, quando o tempo passar, seja lembrado não pelo que possuímos, mas pelo que fomos: seres humanos de valor e de princípios inabaláveis.

Deseja que eu dê um tom mais filosófico, literário ou motivacional a esse artigo? Posso ajustá-lo conforme o estilo que quiser publicar.



Agradecimento  -   Perfeito 😊👍
Em nome de Fernando Montalvão, registro meus sinceros agradecimentos ao prefeito Tista de Deda pela gentileza e atenção demonstradas. Gestos de consideração como este reforçam o valor do respeito mútuo e da boa convivência entre as pessoas de bem.


*José Montalvão _ Funcionário Federal Aposentado Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Gestão Pública, proprietário do Blog-DedeMontalvao - MATRÍCULA   ABI - C-002025

sexta-feira, outubro 10, 2025

Cidade do Pará na ‘lista suja’ do trabalho escravo recebeu R$ 11 milhões em emendas


Charge do Baggi (Arquivo do Google)

Eduardo Barretto
Estadão

A pequena cidade de Placas (PA), incluída na “lista suja” do trabalho escravo, recebeu pelo menos R$ 11,3 milhões de emendas parlamentares entre 2018 e 2024. Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram o crime em 2024 contra três trabalhadores na zona rural da cidade de 19 mil habitantes. A pasta atualizou nesta semana o cadastro de empregadores que submeteram funcionários a condições análogas à escravidão.

Ao longo de seis anos, a cidade obteve emendas de 11 parlamentares paraenses. Seis deles exercem o mandato atualmente: senador Zequinha Marinho (Podemos), senador Jader Barbalho (MDB), deputado José Priante (MDB), deputado Airton Faleiro (PT), deputado Olival Marques (MDB), e deputado Henderson Pinto (MDB).

“CRITÉRIOS LEGAIS” – Entre os parlamentares procurados, apenas Marinho respondeu. Afirmou que os repasses “seguem rigorosamente os critérios legais e administrativos”. Leia o comunicado ao fim desta reportagem. A prefeitura de Placas não respondeu.

O Ministério do Trabalho incluiu 159 novos empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo na última segunda-feira, 6, um aumento de 20% em relação ao levantamento anterior. São 101 pessoas e 58 empresas. Ao todo, o cadastro público conta com 691 empregadores.

As fiscalizações de trabalho escravo envolvem, além do Ministério do Trabalho, órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal. Denúncias sigilosas podem ser feitas por meio do Sistema Ipê, do governo federal.

COMUNICADO DO SENADOR ZACA MARINHO:

“Todas as emendas encaminhadas pelo parlamentar para prestação de serviços e aquisição de bens em benefício da população paraense seguem rigorosamente os critérios legais e administrativos exigidos pelo Poder Executivo. No caso específico do município de Placas (PA), com 18.668 habitantes, destaca-se sua alta dependência de transferências externas para manter os serviços básicos. Segundo dados do IBGE, em 2024, 94,79% das receitas municipais vieram de fontes externas, evidenciando a necessidade de apoio financeiro complementar para garantir o atendimento à população.”

Com aval do MP-SP, penduricalhos viram moeda para pagar empréstimos bancários

Publicado em 10 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge reproduzida do Arquivo Google

Bruno Ribeiro
Folha

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) firmou convênio com o Bradesco que permitirá a promotores e procuradores tomar empréstimos bancários descontados diretamente dos chamados penduricalhos — valores extras reconhecidos pela própria instituição como devidos à categoria.

No início do ano, o procurador-geral Paulo Sérgio de Oliveira e Costa reconheceu administrativamente que integrantes do MP-SP tinham direito a receber o equivalente a uma semana extra de salário por mês trabalhado entre 2015 e 2023. O montante pode superar R$ 1 milhão por promotor e beneficia cerca de 1.900 pessoas.

JUSTIFICATIVA – Esses pagamentos adicionais são chamados de “compensação por assunção de acervo”, sob a justificativa de excesso de processos. A prática é respaldada por decisões do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na última semana, Oliveira e Costa divulgou comunicado à categoria informando sobre a assinatura de um convênio com o Bradesco para concessão de adiantamentos de créditos a promotores e procuradores, da ativa ou aposentados, com pagamento consignado nos valores mensais de “créditos reconhecidos em processos administrativos”.

Em nota, o MP-SP afirmou que o acordo “viabiliza as condições técnicas para que os membros da instituição, se desejarem, possam contrair empréstimos com desconto em folha, administrada pelo Bradesco”, sem detalhar taxas ou prazos.

O banco, por sua vez, disse que o contrato “representa um importante acréscimo no escopo” de sua atuação no setor público. A instituição afirma manter mais de 2.000 contratos com órgãos públicos e processar mais de 4 milhões de contas. Segundo nota, o acordo com o MP-SP se deu via licitação.

CONSTRANGIMENTO – A medida gerou constrangimento entre parte dos próprios promotores, que veem benefício excessivo à categoria, que tem função de zelar pelo cumprimento das leis, e questionam quem assumiria as dívidas caso os pagamentos extras sejam suspensos por decisão judicial ou mudança legal.

O anúncio do convênio ocorreu no mesmo dia em que foi protocolada na Câmara a proposta de reforma administrativa, que pretende reduzir os supersalários no serviço público.

Em junho, o fundo especial do MP-SP foi reforçado após acordo de Oliveira e Costa com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que destinou 30% dos valores recuperados em ações contra lavagem de dinheiro à instituição.

AÇÃO NO STF – Em agosto, em meio aos descontentamentos de parte da categoria com os pagamentos excessivos, o promotor aposentado Jairo Edward de Luca ingressou ação no STF pedindo a anulação das normas que abriram brechas para o pagamento dos penduricalhos. Ele tinha R$ 1,3 milhão a receber.

“Tais reflexões exigem análise quanto ao caráter antirrepublicano do benefício, inclusive quando se admite que corresponda a um dia de folga para três dias de trabalho, usualmente vendido porque ninguém pode ou vai querer descansar por tanto tempo sem prejudicar radicalmente a qualidade do serviço público”, disse o promotor, em seu processo.

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