Na semana passada, nossa reportagem revelou que a Prefeitura de São Paulo pagou até 8 vezes mais caro por frascos de canabidiol. Enquanto o valor de mercado fica entre R$ 426 e R$ 931, a gestão Ricardo Nunes (MDB) desembolsou até R$ 1,9 mil por unidade.
Mesmo assim, a empresa Velox Transportes de Produtos e Serviços, escolhida pela gestão Ricardo Nunes, venceu a licitação sendo uma empresa de logística e ainda tendo o maior preço entre as nove concorrentes. As demais foram desclassificadas por uma exigência incomum: o medicamento deveria conter vitamina E e ômega 3, algo que não tem comprovação científica de benefício, segundo especialistas ouvidos pela Pública.
O resultado do nosso trabalho veio rápido.
No dia seguinte à publicação, a vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP) usou a reportagem da Pública para entrar com uma denúncia no Ministério Público, pedindo investigação sobre o possível superfaturamento na compra.
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