terça-feira, outubro 07, 2025

Sucessão à direita: Tarcísio tira o pé da corrida e projeta Ratinho Júnior contra Lula

Publicado em 7 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

O Orçamento e a Realidade: Por Que a Moto Festa de Jeremoabo Não Aconteceu em 2025?



O Orçamento e a Realidade: Por Que a Moto Festa de Jeremoabo Não Aconteceu em 2025?

Há dias, a questão da não realização da Moto Festa em 2025 pairava no ar, e o principal ponto de interrogação era o motivo. Ao que tudo indica, a resposta reside no fator mais básico de qualquer administração: o orçamento.

É notório que a situação financeira do município de Jeremoabo exige cautela. Embora a Moto Festa seja um evento importante para a cidade, especialmente em tempos de finanças saudáveis, um evento dessa magnitude exige não apenas gastos com atrações, mas também um investimento significativo em infraestrutura e segurança.

A surpresa veio de um entrevistado ligado ao evento, que alegou que nos anos anteriores – este seria o sexto – nunca foi preciso apresentar um orçamento formal. Essa afirmação levanta sérias preocupações. A gestão anterior pode ter operado sob uma filosofia de "gestão faz de conta", onde a falta de controle e a ausência de planejamento orçamentário eram a norma.

Um prefeito responsável, como Tista de Deda, não pode simplesmente ignorar a realidade financeira. Lançar um evento de grande porte sem um orçamento claro é um ato de irresponsabilidade com o dinheiro público. Além do custo direto da festa, a segurança robusta e a infraestrutura adequada para receber milhares de visitantes são fatores inegociáveis.

A decisão de não realizar a Moto Festa em 2025, embora possa gerar frustração, é um sinal de que a atual gestão prioriza o controle financeiro e o planejamento sobre o risco de endividar o município.



União de governadores da direita esfria em meio a incerteza de Bolsonaro

 Foto: Aluísio Eduardo/Instagram/Arquivo

Reunião de governadores de direita em Brasília; a partir da esq., Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC), Ratinho Jr (PR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Wilson Lima (AM), Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ) e Ronaldo Caiado (GO)07 de outubro de 2025 | 13:18

União de governadores da direita esfria em meio a incerteza de Bolsonaro

brasil

Ensaiada dois meses atrás, a iniciativa de governadores de direita em busca de unidade contra a gestão Lula (PT), incluindo a realização de reuniões periódicas, perdeu fôlego diante de rachas no segmento, da desconfiança do clã Bolsonaro e da relutância do ex-presidente em indicar um sucessor para 2026.

Nesse intervalo, Lula recuperou parte de sua popularidade, saiu da defensiva na relação com o Congresso e viu as ruas ocupadas por manifestantes de esquerda contrários à anistia a Jair Bolsonaro (PL) e à PEC da Blindagem, em uma mobilização inédita desde as eleições de 2022.

A tentativa de união na direita ainda esbarrou em disputas internas, como a exposta na recente troca de ataques envolvendo o governador de Goias, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

A reunião dos governadores que mirou uma articulação conjunta ocorreu em 7 de agosto, poucos dias após a prisão domiciliar do ex-presidente e antes da condenação dele no STF (Supremo Tribunal Federal). A ideia envolvia ainda reunir presidentes de partido de centro e direita já na semana seguinte, o que também não aconteceu.

Participantes dessas conversas atribuem o esfriamento à incerteza de Bolsonaro quanto ao futuro político e a outras pautas que tomaram o noticiário, como o projeto que concede anistia aos condenados nos ataques golpistas, inclusive Bolsonaro, a PEC da Blindagem e a ampliação da isenção do IR (Imposto de Renda).

Além disso, apontam que a aproximação de Donald Trump com Lula reduziu a pressão sobre o petista, desanimando parte da oposição, já desconfortável com a associação do tarifaço ao Brasil ao deputado Eduardo Bolsonaro.

As críticas ao STF, presentes no encontro às vésperas do julgamento da trama golpista, também foram perdendo espaço para essas outras pautas.

Dentre os participantes do primeiro encontro, na casa do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), havia quatro cotados à candidatura presidencial: Caiado, Ratinho Jr (PSD), do Paraná, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

À época, o governador de São Paulo ainda era o nome mais forte para herdar o espólio de Bolsonaro, apesar de nunca tenha assumido isso publicamente.

O movimento da direita se repetiu em um jantar da federação União Progressista, em 20 de agosto, com presença também de Zema e Caiado e no qual Tarcísio fez um discurso em defesa do padrinho político e do projeto de lei da anistia. A articulação do jantar fez com que os governistas perdessem o controle da CPI mista do INSS.

Mas, nas semanas seguintes, Tarcísio freou a ofensiva presidencial diante da resistência de filhos de Bolsonaro, enquanto Ratinho Jr. (PSD) ganhou força como um plano B e buscou contato com políticos e empresários paulistas para se viabilizar como alternativa.

Zema, por sua vez, esteve com Tarcísio na última semana em São Paulo e com Caiado há cerca de um mês em Belo Horizonte. O mineiro dá sua candidatura como certa, seja como representante da direita, seja como nome independente.

À Folha Caiado defendeu haver mais de um nome da direita concorrendo à Presidência no ano que vem. Para ele, um candidato sozinho contra Lula será colocado em uma “máquina de triturar” que ninguém aguenta.

Apesar de os pré-candidatos terem evitado criticar uns aos outros, uma das intenções colocadas no encontro há dois meses, as trocas de farpas dentro da direita dificultaram a ideia de unificação.

Caiado atacou Ciro Nogueira após o parlamentar deixá-lo de fora da lista de presidenciáveis apoiados por Bolsonaro. As siglas dos dois formalizaram uma federação em agosto e no mês passado anunciaram juntos o desembarque do governo Lula.

O presidente do PP citou as opções de Tarcísio e Ratinho Jr. em entrevista ao jornal O Globo. Caiado classificou a fala como desrespeitosa e relembrou a ligação dele com o PT no passado.

Zema tentou esfriar os ânimos e disse que, “na política, meus adversários são Lula e o PT”, “é com eles que a direita deve brigar”.

Não houve avanço no afunilamento de candidaturas, e a família de Bolsonaro se tornou um fator de instabilidade.

Carlos e Eduardo Bolsonaro têm criticado a busca por um sucessor do ex-presidente, que já está inelegível e agora condenado a 27 anos e três meses de prisão.

O deputado está morando nos Estados Unidos e foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob a acusação de articular ações para intervir nos processos do ex-presidente. Mesmo assim, passou a se colocar como uma alternativa à Presidência em 2026.

“Mas tem problema nenhum o Tarcísio ser candidato. Mas por que, se eu sinalizo nesta direção, então eu passo a ser o problema? Por que não me tratam igual ao Ratinho, Caiado e Zema? Deixe o público escolher”, disse a uma seguidora no Instagram, que se dizia bolsonarista e defensora de uma candidatura de Tarcísio. “Agora, querer na maldade da caneta prender, sem justificativa, os Bolsonaros que se dispõem a concorrer para presidente, isso sim deveria causar estranheza”, completou.

Ciro Nogueira conversou no final de agosto com Eduardo por telefone, quando pediu que centrasse a artilharia contra a esquerda.

Ele é um dos principais entusiastas de uma união mais concreta do grupo político e disse, recentemente, que a direita tem falta de bom senso. Acabou se tornando um dos principais alvos do bolsonarismo reticente a candidaturas que não sejam o ex-presidente inelegível.

Marianna Holanda e Bruno Ribeiro, Folhapress

Brasil sob ataque digital: a fraude que ameaça a confiança e a democracia

Publicado em 7 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet


Cabral e Pezão são condenados a devolver mais de R$ 4 bilhões ao Rio

Publicado em 7 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Caso envolve repasses ilegais a empresas em troca de doações

Deu no G1

A Justiça do Rio condenou os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão e ex-secretário Hudson Braga por envolvimento em um esquema de corrupção bilionário relacionado à concessão irregular de incentivos fiscais e ao financiamento ilícito de campanhas eleitorais.

A sentença, proferida pela 15ª Vara de Fazenda Pública da Capital, reconhece que os três cometeram atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e violação aos princípios da administração. Os três podem recorrer.

REPASSES ILEGAIS – O caso envolve repasses ilegais a empresas em troca de doações eleitorais não declaradas, conhecidas como caixas 2 e 3. Cabral foi condenado ao pagamento de mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto Pezão deverá pagar mais de R$ 1,4 bilhão. Hudson Braga, apontado como operador financeiro do grupo, foi condenado a mais de R$ 35 milhões. Todos tiveram os direitos políticos suspensos — Cabral por 10 anos, Pezão por 9 e Braga por 8.

Segundo a decisão, a corrupção se estendeu a diversos programas de fomento e incentivos fiscais do governo estadual, com destaque para os benefícios concedidos ao Grupo Petrópolis, à Fetranspor e ao grupo J&F, conglomerado que controla a JBS.

No caso do Grupo Petrópolis, Pezão foi condenado a devolver R$ 1,374 bilhão por ter aprovado um financiamento irregular via FUNDES, em troca de doações eleitorais feitas ilicitamente pela Odebrecht. Já no esquema da Fetranspor, Cabral deverá pagar R$ 2,5 bilhões em razão da renúncia fiscal e de multas. Além disso, ambos foram condenados por receber propina disfarçada de doações da Odebrecht, o que resultou em multa adicional de R$ 15,6 milhões para cada um.

INDENIZAÇÃO –  Pezão ainda deverá pagar R$ 15 milhões por vantagens indevidas ligadas ao grupo J&F, e Cabral, R$ 30 milhões. A sentença também prevê indenização por danos morais coletivos, fixada em R$ 25 milhões para Cabral e R$ 10 milhões para Pezão.

Trecho da decisão destaca que o esquema de corrupção teve impacto direto nas finanças do estado e nas políticas públicas: “A constatação de reiterado e contínuo ato de corrupção pelos demandados, com vistas à manutenção no Governo do Estado, gerou graves danos de natureza coletiva (…). A desenfreada concessão de benefícios fiscais em desvio de finalidade contribuiu para a grave crise financeira do Estado do Rio de Janeiro”, afirma o juízo.

A ação civil pública foi movida em 2018 pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate à Sonegação Fiscal e aos Ilícitos contra a Ordem Tributária (GAESF/MPRJ). O processo reuniu documentos, depoimentos e colaborações premiadas que apontaram o uso político da política de fomento estadual e abuso de poder nas eleições de 2014.

CONDENAÇÕES – Preso em 2016 na Lava Jato, Sérgio Cabral chegou a ficar seis anos na cadeia por condenações que somavam mais de 400 anos de prisão. Durante o período, Cabral frequentou seis unidades prisionais diferentes, nas cidades do Rio, Niterói e Pinhais, no Paraná.

Ao longo do processo, Cabral chegou a admitir o recebimento de valores indevidos em diversos contratos assinados durante seus dois mandatos como governador, entre 2007 e 2014. Após reviravoltas nos processos, como anulação de condenações pelo juiz Marcelo Bretas, que a Justiça Federal decidiu que não tinha competência para o caso, Cabral deixou a cadeia.

Em dezembro de 2022, o último preso da Lava Jato e réu em 35 ações foi inicialmente para prisão domiciliar em um imóvel da família em Copacabana, Zona Sul do Rio. Meses depois, foi liberado, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Silêncio estratégico: Eduardo Bolsonaro tenta salvar mandato e alianças


Eduardo serenou diante de processo no Conselho de Ética

Malu Gaspar
O Globo

Depois de algumas semanas emendando ataques a lideranças da direita nas redes, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sossegou. Aliados relevantes já contabilizam uma semana sem que o filho 03 do ex-presidente lance nenhum petardo contra o próprio campo político e apontam um motivo: o processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Para esses aliados, Eduardo entrou em uma fase comum a todo deputado que corre risco real de punição no colegiado, falando menos para se preservar. “O Conselho de Ética é a criptonita do deputado. Faz qualquer um ficar quieto”, opina um integrante do Centrão que acompanha bem de perto o caso.

VOTO DO RELATOR – O conselho se reúne nesta quarta-feira (8) para a leitura do relatório e do voto do relator, Delegado Marcelo Freitas (MG), do União Brasil e também bolsonarista. A partir daí, começam a correr os prazos para a discussão do caso, que a depender do andamento pode acabar com uma votação sobre a cassação no plenário da Câmara.

O caso em análise no Conselho de Ética começou com uma representação do PT por quebra de decoro em razão da campanha que ele move contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos, e que resultou no tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros.

Mas existe ainda outra possibilidade de Eduardo perder o mandato, por faltas. Como já informamos, o plano de seus aliados para evitar esse desfecho é conseguir uma suspensão, que também precisa ser aprovada em plenário. E, enquanto isso, esperar que o relator utilize todas as brechas possíveis do regimento para estender o processo por 90 dias. Assim, ele ganharia tempo para salvar o mandato.

APOIO DO CENTRÃO – Em qualquer das alternativas, Eduardo vai precisar do apoio do Centrão, bloco em que se enquadram o presidente do PL, Valdemar Costa Neto – com quem Eduardo trocou petardos publicamente há duas semanas – e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de seguidos ataques de Paulo Figueiredo, parceiro de Eduardo na campanha contra o Supremo e o governo brasileiro nos Estados Unidos.

Eduardo ainda fez ataques diretos ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), sempre cotado como candidato à Presidência no lugar de Jair Bolsonaro em 2026, e à senadora Tereza Cristina (PP-MS), por ter ido aos EUA na comitiva do Senado que foi tentar abrir canais de negociação com o governo Trump.

No final de julho, ainda atacou os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, por se colocarem como candidatos à Presidência pela direita e por criticarem o tarifaço.

RECUO  – Preocupado com o tumulto na direita – e mais especificamente com a polêmica entre Eduardo e Valdemar – o próprio Jair Bolsonaro pediu aliados como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que tentassem demover o filho de continuar avançando contra aliados na direita. Na semana passada, depois de algum esforço inclusive do próprio Valdemar, que declarou à equipe da coluna apoiar Eduardo, os ataques cessaram.

Contra Ciro Nogueira o próprio deputado não disse nada diretamente, mas Figueiredo sim. O senador, porém, declarou em entrevista ao O Globo publicada no domingo que tem conversado com Eduardo com frequência. Segundo interlocutores de Ciro, ele também tem procurado se manter próximo, num misto de gesto de solidariedade e de contenção.

Seja pelos esforços do pai ou pelo Conselho de Ética, o fato é que por enquanto o filho de Bolsonaro está em trégua com a direita e o Centrão. A expectativa agora entre os aliados é de que o silêncio contra seus pares acabe por salvá-lo.


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