sábado, agosto 02, 2025

Morre José Roberto Guzzo, jornalista e colunista do ‘Estadão’

 

Foto: Arquivo pessoal
Conhecido como J. R. Guzzo, jornalista sofreu infarto na manhã deste sábado (2/8) e não resistiu02 de agosto de 2025 | 09:45

Morre José Roberto Guzzo, jornalista e colunista do ‘Estadão’

brasil

O jornalista e colunista do Estadão José Roberto Guzzo morreu na manhã deste sábado, 2, aos 82 anos. Guzzo foi vítima de um infarto. A informação é da revista Oeste, da qual ele é um dos fundadores.

Guzzo iniciou sua carreira como repórter do jornal Última Hora de São Paulo, em 1961. Cinco anos depois, foi trabalhar no Jornal da Tarde, que acabara de ser lançado pelo Grupo Estado, do qual foi correspondente em Paris.

Foi na Editora Abril, porém, que Guzzo trabalhou a maior parte da carreira. Em 1968, fez parte da equipe fundadora da Veja, como editor de Internacional, e depois foi correspondente em Nova York. Cobriu a guerra do Vietnã e acompanhou a visita pioneira do então presidente americano, Richard Nixon, à China, em 1972. Foi o único jornalista brasileiro presente ao encontro de Nixon com o líder chinês Mao Tsé-Tung.

Em 1976, aos 32 anos, Guzzo assumiu a direção da Veja, que ocupou até 1991. Neste período, a publicação saiu do vermelho e sua circulação passou de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo, atrás apenas das americanas Time e Newsweek e da alemã Der Spiegel. Por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, ganhou o apelido de “mão peluda” na redação.

Em 1988, passou a acumular a direção da Veja com o cargo de diretor-geral da Exame, encarregado de reinventar a revista. Deixou a Veja em 1991, encerrando um ciclo na revista. Depois de um ano sabático, voltou à ativa, dedicando-se exclusivamente à Exame, primeiro como diretor editorial e depois como publisher. Nos 11 anos em que esteve à frente da revista, transformou-a na publicação mais rentável, em termos relativos, da Abril.

Estadão Conteúdo

Anistia por 8/1 é rejeitada por 55% e aprovada por 35%, aponta Datafolha

 Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

01 de agosto de 2025 | 19:00

Anistia por 8/1 é rejeitada por 55% e aprovada por 35%, aponta Datafolha

brasil

A anistia aos perpetradores dos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos três Poderes foram vandalizadas por bolsonaristas que se opunham à posse de Lula (PT), é rejeitada por 55% dos brasileiros. Outros 35%, por sua vez, aprovam a ideia.

É o que mostra a quarta rodada sobre o tema feita por pesquisadores do Datafolha, na terça (29) e na quarta-feira (30). Ela ouviu 2.004 pessoas e tem margem de erro de dois pontos para mais ou menos, indicando estabilidade de cenário ante o registrado em abril passado.

Ali, 56% eram contra e 37% a favor da anistia, numa mudança ante o patamar registrado nas duas aferições de 2024. Em março do ano passado, os números eram 63% e 31%, respectivamente, e em dezembro, 62% e 33%.

A queda entre os contrários à anistia, ainda que eles ainda sejam majoritários, acompanhou a intensa campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele protagonizou atos de rua cada vez menores pedindo anistia aos seus apoiadores no 8 de Janeiro e patrocinou uma tentativa de emplacar o tema no Congresso, de olho na própria pele.

Bolsonaro está usando tornozeleira eletrônica e vive sob restrições depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, identificou o risco de ele deixar o Brasil antes de ser julgado pela trama golpista de 2022 —processo que engloba fatos anteriores ao 8 de Janeiro, mas no qual o evento aparece como desaguadouro.

Se for condenado, como o mundo político e a comunidade jurídica acreditam, o ex-presidente pode pegar de 12 a 43 anos de cadeia, restando saber se irá para a prisão domiciliar devido à idade de 70 anos e seus problemas de saúde.

Na rodada passada, havia também o impacto do caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. Ela foi presa por participar dos atos golpistas e concentrações anteriores, mas ganhou notoriedade por ter pintado com batom a expressão “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao Supremo.

A frase foi empregada pelo hoje presidente do STF Luís Roberto Barroso contra manifestantes que o criticaram em Nova York após a derrota de Bolsonaro para Lula (PT) em 2022. Ao todo, a corte condenou ao menos 480 réus em mais de 1.500 ações penais, com 155 presos.

Agora, a disputa de Bolsonaro foi elevada a crise internacional, com o apoio dado a ele pelo aliado americano Donald Trump. A má repercussão do episódio praticamente enterrou de vez as chances de a anistia prosperar no Congresso.

O presidente dos Estados Unidos puniu o Brasil com tarifas de importações mais altas do que as impostas ao resto do mundo, chegando a 50% apesar de exceções importantes a alguns setores, alegando que o país persegue o ex-mandatário.

Além disso, Trump aplicou medidas contra Moraes, que foram da perda do visto americano à inclusão numa lista de sanções econômicas destinadas a violadores de direitos humanos, terroristas e corruptos, algo que ainda deve ser judicializado.

Inelegível até 2030 por sua campanha contra o sistema eleitoral em 2022, Bolsonaro ainda conta com a vitória de algum aliado na eleição presidencial do ano que vem. Pré-candidatos como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) já disseram que iriam anistiá-lo se eleitos, mas essa hipótese iria bater de frente com a jurisprudência do Supremo para casos de tentativa de golpe.


TJ-BA tem o 5º pior desempenho em meta de zerar processos antigos, mostra levantamento do CNJ

 Foto: Divulgação

Tribunal de Justiça da Bahia01 de agosto de 2025 | 20:15

TJ-BA tem o 5º pior desempenho em meta de zerar processos antigos, mostra levantamento do CNJ

exclusivas

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) apresentou o quinto pior desempenho entre todos os tribunais do país no primeiro semestre deste ano no atendimento à meta de zerar processos pendentes de análise há 15 anos ou mais.

De acordo com a plataforma de acompanhamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre janeiro e junho, a Corte baiana só apreciou 20,2% dos itens antigos pretendidos para este ano, o que representa 10 mil processos resolvidos, diante do universo de 51 mil passivos.

O desempenho da Bahia só não foi pior que o verificado nos tribunais de São Paulo (TJ-SP, 11,4%), Rio Grande do Sul (TJ-RS, 11,2%), Paraná (TJ-PR, 7,1%) e Rio de Janeiro (TJ-RJ, 5,9%).

No levantamento nacional, apenas tribunais de sete estados atingiram pelo menos 50% da meta: Roraima (TJ-RR, 71,4%), Distrito Federal (TJ-DF, 66,7%), Amapá (TJ-AP, 61,5%), Goiás (TJ-GO, 57,8%), Mato Grosso (TJ-MT, 55,7%), Rondônia (TJ-RO, 50,5%) e Pará TJ-PA (50,5%).

Em 2024, no consolidado do ano inteiro, o TJ-BA também não conseguiu alcançar a meta estabelecida com a mesma finalidade.

Os dados do CNJ mostram que o tribunal baiano julgou apenas 31,3% do volume esperado, mantendo-se entre os mesmos cinco estados que agora, parcialmente em 2025, repetem a performance aquém da meta: TJ-SP (23,9%), TJ-RS (16,3%), TJ-PR (15,8%) e TJ-RJ (14,3%).

Naquele ano, quem mais se aproximou do cumprimento foi TJ-RR, com 98,4%, seguido pelo TJ-DF (89,1%); TJ-RO (80,1%); TJ-AP (79,6%); e TJ-AC (78,7%).

Em outra ponta, 13 tribunais não chegaram, sequer, à marca de 50%.

Política Livre

Trump acordou o Brasil da fantasia do isolamento e caímos num pesadelo

Publicado em 2 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Um homem com cabelo loiro e terno escuro está falando em um microfone, apontando com a mão direita. Ao fundo, há uma bandeira dos Estados Unidos e uma pintura. Um outro homem está visível atrás dele, observando.

Trump desfez o sonho de não-alinhamento do Brasil

Vinicius Torres Freire
Folha

A agressão do governo de Donald Trump contra o Brasil parece nos ter acordado de um sonho tranquilo. Isto é, da fantasia de que o país fazia tempo não corria grandes riscos de sofrer ataques diretos no jogo bruto da política mundial (como em 1964).

Sujeitos às idas e vindas da economia mundial e a ações e derivas dos países dominantes, sempre estivemos levados pelas correntes de geoconomia e geopolítica, de um modo inadvertido, para ser gentil.

VOLTAREMOS A SONHAR – A dúvida agora é saber se vamos voltar a dormir, se é que Trump e outros fatores de conflito mundial não vão nos deixar insones. Vamos ter de pensar naquele clichê, na nossa “inserção mundial”.

Temos de pensá-lo agora em marcha forçada, em situação mais perigosa, em um mundo em rápida degradação no que diz às relações políticas, de força bruta, talvez guerra, e de racionalidade econômica alguma.

Uma medida da nossa posição na economia mundial pode ser a do total das exportações brasileiras nas exportações mundiais. É medida precária, limitada, mas serve para estas curtas e modestas colunas de jornal.

SUBINDO, DEVAGAR – Considere-se a participação brasileira nas exportações do mundo de 1982, desde quando há dados melhores, a 2001, quando a China entrava na Organização Mundial de Comércio e crescia como nunca se viu na história. Foi em média de 1,06% do total.

Nas duas décadas seguintes, ficou em torno de 1,2%. De 2022 a 2024, pós-pandemia, a participação brasileira foi para os picos da série, para 1,44%.

As exportações brasileiras aumentaram por causa da ascensão da China. O aumento da oferta de produtos foi possível por causa de vantagens típicas do país, desenvolvidas por meio de pesquisa científica e tecnológica —trata-se do tão sabido e excelente caso da Embrapa; depois, da Petrobras.

DEPENDÊNCIA MÚTUA – De início, entre 1990 e 2000, a participação brasileira fica estagnada também porque o comércio internacional crescia em ritmo muito maior do que o do PIB mundial: 2,3 vezes. Perdemos esse bonde. Na década seguinte, essa relação cai para perto de 1,5, mas ainda é forte. De 2011 a 2023, o comércio cresce menos do que o PIB mundial: 0,9.

Tamanho não é o único documento do comércio. Nesse período de liberalização e expansão comercial, houve deslocamento de produção para a Ásia e desenvolvimento maior das tais “cadeias globais de valor”. Isto é, fazer um produto depende da importação de insumos, partes, peças e serviços de vários lugares do mundo.

No Brasil, um exemplo raro disso é o da Embraer, de início também desenvolvida por investimento em formação e ciência.

PERDEMOS O BONDE – E daí? Perdemos o bonde do aumento do comércio em um período regido por regras multilaterais. Perdemos o bonde da integração nas tais “cadeias de valor” por sermos uma economia fechada; não investimos o bastante em pesquisa (gastamos em subsídios).

Hipóteses de industrialização ou fomento de atividades de produtividade mais alta não foram aproveitadas, um dos fatores da “reprimarização” da pauta de exportações e da baixa da indústria no PIB. Vamos para um mundo sob risco de guerra, de nacionalismo econômico, de política econômica internacional orientada por motivos de segurança. Perdemos oportunidades, mas isso é custo afundado.

O que fazer, além das fantasias, como participar da coalizão para desbancar o dólar ou de abrir sem mais a economia, ou de ideias lunáticas como largar nossa produção de commodities? O que vamos ser agora que precisamos crescer?

O tarifaço de Trump e a reação brasileira: Entre improviso e o desafio da soberania

Publicado em 2 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Pedro do Coutto

A imposição de tarifas comerciais elevadas contra produtos brasileiros pelo presidente norte-americano Donald Trump acendeu uma luz vermelha no governo brasileiro. Com forte impacto sobre setores estratégicos da economia — como o agronegócio, a siderurgia e a indústria de base —, o tarifaço não é apenas um gesto isolado de política econômica dos Estados Unidos. Ele representa uma inflexão no relacionamento comercial entre os dois países e evidencia, sobretudo, o grau de vulnerabilidade da política externa e comercial do Brasil frente a ações unilaterais vindas de Washington.

O governo Lula, ao que tudo indica, está ciente da gravidade da situação. No entanto, a resposta brasileira tem sido marcada por improvisações, com foco em medidas emergenciais, em vez de uma estratégia de longo prazo. Entre as alternativas em discussão, está o uso de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para sustentar o capital de giro de empresas exportadoras que serão diretamente afetadas pela perda de competitividade. Em outras palavras, a ideia é compensar, com dinheiro público, a queda das receitas causadas pelas tarifas americanas.

LONGO PRAZO – A proposta, embora bem-intencionada no curto prazo, levanta sérias questões. Primeiro, porque substitui receitas privadas — fruto de exportações — por gastos públicos. Segundo, porque se trata de uma medida episódica, insustentável ao longo do tempo.

O tarifaço é permanente. O aporte do BNDES, por sua vez, é um movimento único, pontual. Não se pode esperar que o banco estatal injete capital nas empresas brasileiras a cada novo gesto de protecionismo internacional. Isso comprometeria os fundamentos fiscais do país, além de gerar uma distorção perigosa: o Brasil assumiria os prejuízos impostos por decisões políticas de outra nação.

Por trás dessa reação apressada, está uma contradição estrutural: o Brasil ainda é demasiadamente dependente de poucos parceiros comerciais, e os Estados Unidos ocupam lugar central nesse cenário. A falta de uma estratégia eficaz de diversificação de mercados deixa o país exposto a riscos externos que poderiam ser mitigados.

FRAGILIDADE – Com mais alternativas de exportação, os impactos de medidas protecionistas vindas de Washington seriam diluídos. Mas o que se vê, infelizmente, é uma insistente fragilidade no comércio exterior brasileiro, que segue refém de velhas rotas e de relações assimétricas.

O comportamento errático de Donald Trump, por sua vez, já é conhecido no cenário global. Desde seu primeiro mandato, o magnata republicano vem utilizando o protecionismo como instrumento político, não apenas econômico. Tarifas, barreiras, boicotes e sanções são aplicados com o objetivo de fortalecer sua imagem de líder nacionalista e intransigente.

No caso brasileiro, não é diferente. Ao anunciar tarifas contra produtos brasileiros, Trump não busca apenas equilibrar a balança comercial — ele busca palco. Quer provocar reações, gerar controvérsia e aparecer nos noticiários como o presidente que “não abaixa a cabeça para ninguém”.

AUMENTO DE PREÇOS  – Mas enquanto Trump faz política para sua base eleitoral, o Brasil colhe prejuízos. A elevação de tarifas significa aumento de preços para os consumidores americanos, sim, mas principalmente significa redução do volume exportado pelos produtores brasileiros. Com isso, perdem as empresas, perdem os trabalhadores, perde o Estado — que vê sua arrecadação encolher. E perde o país, que se vê acuado diante de uma medida que poderia ser enfrentada com mais vigor diplomático e mais preparo técnico.

O episódio evidencia um ponto sensível: o Brasil carece de uma política comercial robusta, ativa, propositiva e menos dependente de improvisos. É urgente que o país invista na ampliação de seus acordos bilaterais e multilaterais, estreite relações com mercados da Ásia, África e América Latina e diversifique sua pauta exportadora. Além disso, é preciso modernizar as estruturas de defesa comercial, capacitar empresas para atuar em mercados internacionais mais sofisticados e aumentar a presença do país em fóruns globais de negociação, como a OMC.

POSTURA SOBERANA – Do ponto de vista diplomático, o governo brasileiro precisa atuar com mais firmeza e clareza. A política externa não pode ser apenas reativa. É necessário recuperar uma postura soberana, assertiva e estratégica. O Itamaraty, que por décadas foi referência em atuação técnica e respeitada no mundo, precisa reassumir protagonismo no debate internacional, em vez de correr atrás dos danos causados por gestos impulsivos de outras lideranças.

O tarifaço imposto por Trump não é apenas um entrave econômico — é um alerta geopolítico. Mostra que o mundo está cada vez mais volátil e que a dependência excessiva de um único parceiro pode custar caro. A resposta brasileira precisa ir além do paliativo. É hora de planejar o futuro com menos dependência, mais estratégia e mais coragem. Porque soberania não se sustenta com empréstimos emergenciais. Sustenta-se com visão, preparo e liderança.


Lula agora tem condições de criar uma frente ampla pró-soberania

Publicado em 2 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

O Brasil negociará como país soberano, diz Lula no New York Times | Agência  Brasil

Brasil negocia como país soberano, disse Lula ao NYT

Josias de Souza
do UOL

Na política, a diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limites. Segundo o Datafolha, quase nove em cada dez brasileiros (89%) avaliam que o tarifaço de Trump trará algum prejuízo para a economia brasileira. Para 77% o impacto negativo afetará as finanças pessoais.

Quer dizer: a pesquisa indica que, se a estupidez matasse, os políticos que defendem as sanções de Trump contra as exportações do Brasil teriam que colocar pontes de safena no cérebro. Mais da metade dos eleitores (57%) considera que o presidente americano erra ao pedir que a Justiça interrompa o julgamento de Bolsonaro.

DIZ A PESQUISA – A um ano e três meses da eleição presidencial, usar os dados da pesquisa para decifrar as urnas seria um exercício de quiromancia.

Mas fechar os olhos para os sinais de fumaça emitidos pelo Datafolha seria um desserviço à audiência.

Em 2018, o antipetismo soprou os ventos que formaram a onda que elegeu Bolsonaro. Decorridos quatro anos, a precariedade de Bolsonaro fez surgir o fator democrático que impulsionou em 2022 a vitória de Lula por pequena margem.

FRENTE-AMPLA – O tarifaço de Trump fornece pano para que Lula restaure a frente ampla que ele negligencia desde que tomou posse. Sai o risco à democracia.

Entra a ameaça à soberania. Se for bem-sucedido na troca, pode seduzir novamente o eleitor minoritário de centro que definiu a sucessão passada.

Para impedir o movimento, a direita precisaria se endireitar. Acorrentar-se a Bolsonaro não parece boa ideia. A essa altura, quem mata o tempo comete suicídio.

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