quarta-feira, abril 02, 2025

Compre agora e só pague após o São João’: Feirão de seminovos chega à 25ª edição com proposta imperdível

O evento cheio de grandes oportunidades é promovido pela Assoveba entre sexta (4) e domingo (6) no estacionamento do Assaí, na Avenida Paralela, em Salvador

O Feirão Duelo dos Seminovos chega à sua 25ª edição neste fim de semana, mantendo a tradição de grandes ofertas e condições especiais que prometem driblar a última alta na taxa de juros promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Promovido pela Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba), o primeiro evento de 2025 acontece nesta sexta (4), sábado (5) e domingo (6), reunindo 32 lojas no estacionamento do Assaí da Avenida Paralela, em Salvador. Uma novidade desta edição é a inclusão da venda de motos 0Km e seminovas no estande da loja Ares Motos, que estreia no Feirão Duelo dos Seminovos.

De acordo com os organizadores, os clientes podem escolher o melhor dia e horário, neste fim de semana, para avaliar com calma a compra do novo veículo, que pode ser levado para casa a partir de R$ 27.900. O evento é plural e garante opções de qualidade para todos os gostos e “bolsos”, como os seminovos Premium que podem chegar a até R$ 300 mil. 

O Banco BV, parceiro oficial do evento, estará presente durante os três dias com um plantão de crédito para análise e aprovação imediata. Conforme a avaliação de cadastro de cada cliente, a companhia oferece financiamento com zero de entrada, parcelamento em até 60 meses e taxas especiais a partir de 1,19% ao mês, a mesma praticada em dezembro de 2024. Com base no perfil de quem compra, também é possível pagar a primeira parcela apenas em julho de 2025, após o São João. Além do financiamento tradicional, outras modalidades de pagamento estarão disponíveis, como o uso de cartas contempladas de consórcios, parcelamento da entrada ou do valor total no cartão de crédito e as opções de troca e pagamento à vista

.O Duelo dos Seminovos é a principal marca da Assoveba, que garante a realização de negócios seguros, com padrão de qualidade reconhecido em todo o estado. O comercio, os negócios, acontecem em meio a um ambiente leve e divertido, com programação especial para crianças e muita música ao som de DJ.

A expectativa para esta primeira edição de 2025 é extremamente otimista. O presidente da Assoveba, Ari Pinheiro Junior, destaca que, baseado no crescimento de 21,3% nas vendas de veículos no estado da Bahia nos dois primeiros meses do ano, atingindo 43 mil unidades comercializadas em janeiro e fevereiro, o Duelo dos Seminovos 25 promete ser um sucesso absoluto.

Além disso, ele ressalta que o evento vai muito além de preços e condições vantajosas: "Oferecemos uma experiência positiva para toda a família, com muita animação e atividades para o entretenimento das crianças. Nesta edição, teremos um parque infantil inflável para os pequenos que vierem com seus familiares visitar o feirão. Cada entrega de carro é um momento de magia e vibração, com sonhos sendo realizados e metas alcançadas. É isso que torna o Duelo dos Seminovos um evento tão especial”.

Cleiton Ramos, organizador do Feirão Duelo dos Seminovos e representante da agência Pé-Quente Publicidade, ressalta o crescimento contínuo do evento e a experiência diferenciada proporcionada aos visitantes: "O Duelo dos Seminovos vem numa crescente constante. A cada edição, alcançamos números cada vez mais expressivos. No ano passado, batemos todos os recordes de vendas e registramos o recorde nacional em volume de financiamentos em uma das edições. Em 2024, tivemos um resultado extraordinário, com cerca de 1.200 carros vendidos nas quatro edições do evento. Tudo isso é fruto da consistência da marca Duelo dos Seminovos e da confiança da chancela Assoveba, já reconhecidas pelos consumidores”.

Impacto econômico local

Com o compromisso social da Assoveba de promover a sociedade local a partir de suas ações comerciais, além de beneficiar os consumidores, o evento traz impactos diretos para a economia baiana. Cada edição movimenta cerca de R$ 500 mil em transferências de propriedades, sem contar o crescimento nas vendas de acessórios, seguros, serviços de despachantes e a geração de receita tributária municipal e estadual. 

São mais de 300 pessoas contratadas temporariamente, seja para atuar na segurança patrimonial, montagem dos stands, decoração, animação, vendas e ofertas de serviços ao longo do evento.

Mais informações em www.assoveba.com.br

SERVIÇO:

O quê: Feirão “Duelo dos Seminovos 25” 

Quando: sexta-feira (4) e sábado (5), das 8h às 19h; e domingo (6), das 8h às 18h

Onde: estacionamento do Assaí da Avenida Paralela, em Salvador

Quanto: Acesso Gratuito

Informações: www.assoveba.com.br e @assoveba



Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

terça-feira, abril 01, 2025

Prefeito Tista de Deda assegura a distribuição de Peixe da Semana Santa para Famílias Carentes.

 


 Jeremoabo: Tradição e Solidariedade na Semana Santa

O atual chefe do executivo de Jeremoabo, Tista de Deda (PSD), anunciou à equipe do blogdedemontalvao que a prefeitura dará continuidade à costumeira distribuição de peixes durante a Semana Santa. A iniciativa, que se tornou um marco na cidade desde os mandatos do saudoso prefeito João Ferreira e do estimado vereador Badé, tem como objetivo assegurar que as famílias em situação de vulnerabilidade social tenham acesso a uma refeição especial neste período significativo.

O peixe, além de ser um símbolo pascal, representa uma tradição gastronômica arraigada em diversas cidades brasileiras. O prefeito Tista de Deda ressaltou que a entrega do alimento é um compromisso da administração municipal com o bem-estar da população, e que a logística de distribuição será mantida para garantir que cada família necessitada receba o peixe na Sexta-Feira Santa.

"Estamos empenhados em proporcionar uma Páscoa digna e feliz para todos os habitantes de Jeremoabo. Nossa gestão tem se dedicado diariamente a resolver os problemas do município e a conquistar grandes obras. No entanto, consideramos fundamental, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, buscar alternativas para atender às famílias mais carentes de nossa cidade", afirmou o prefeito Tista de Deda.

A data e os detalhes da entrega serão divulgados em breve por meio dos canais oficiais de comunicação da prefeitura. Os moradores podem acompanhar as informações atualizadas sobre a ação e outras iniciativas da administração municipal.

Senador democrata protesta contra políticas de Trump em discurso que passa de 20 horas

 Foto: Reprodução/TV do Senado dos EUA

O senador democrata Cory Booker, de Nova Jersey, em discurso histórico de ao menos 20h de duração no Senado dos EUA01 de abril de 2025 | 18:00

Senador democrata protesta contra políticas de Trump em discurso que passa de 20 horas

mundo

Um senador democrata começou na noite de segunda-feira (31) um discurso inflamado contra as “ações inconstitucionais” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais de 20 horas depois, na tarde desta terça-feira (1º), ele ainda não terminou sua fala (assista ao vivo abaixo).

Para manter a vez da fala, Cory Booker, 55, nem sequer pôde ir ao banheiro desde que começou a discursar. A fala de Booker não impede que o Partido Republicano, majoritário no Senado, realize votações, mas pode servir de exemplo para os democratas, cuja oposição ao governo Trump tem sido morna na maioria das frentes.

Como seu discurso não ocorre durante a votação de um projeto de lei, tecnicamente não se trata de um boicote ou obstrução. Mas é a primeira vez durante o mandato de Trump que os democratas bloqueiam de alguma forma o Senado.

O discurso de Booker já é, até o momento, o quinto mais longo da história do Senado dos EUA feito por um só parlamentar —houve casos com maior duração em que senadores se revezaram para bloquear alguma votação. A fala individual mais extensa foi de Strom Thurmond, com 24 horas e 18 minutos, em 1957, contra a Lei dos Direitos Civis; depois aparecem Alfonse D’Amato, com pouco mais de 23 horas, em 1986; Wayne Morse, com uma obstrução de 22 horas e 26 minutos, em 1953; e Ted Cruz, que discursou por 21 horas e 19 minutos, em 2013, em oposição à lei federal conhecida como Obamacare, que instituiu mudanças no sistema de saúde nacional.

“Levanto-me esta noite porque sinceramente acredito que nosso país está em crise”, disse Booker, legislador por Nova Jersey, no início do discurso. “Estes não são tempos normais nos Estados Unidos”, declarou, com a voz embargada.

Pré-candidato presidencial pelo Partido Democrata em 2020, Booker tomou a palavra pouco depois das 19h locais (20h em Brasília) de segunda-feira. Atravessando a madrugada, atacou as políticas radicais de cortes de gastos de Trump, que levaram Elon Musk, o homem mais rico do mundo e um dos principais conselheiros do presidente, a eliminar programas governamentais sem o consentimento do Congresso.

O senador disse que Trump coloca em perigo a própria democracia americana ao acumular cada vez mais poder. “Americanos de todas as origens passam por dificuldades desnecessárias”, queixou-se. E algumas instituições “que são únicas em nosso país” são atacadas “de maneira imprudente, e eu diria até inconstitucional”.

“Em apenas 71 dias, o presidente dos Estados Unidos causou muitos danos à segurança dos americanos, à estabilidade financeira e às bases da nossa democracia”, argumentou Booker.

Os congressistas democratas, em minoria tanto no Senado quanto na Câmara, buscam uma forma de combater os esforços de Trump para reduzir o tamanho do governo, aumentar as deportações de migrantes e desmontar grande parte das normas políticas do país.

“Este não é um momento partidário, é um momento moral. Não é um momento de esquerda ou direita, é um momento de certo ou errado”, disse Booker. “Como podem concordar em cortar US$ 800 bilhões de Medicaid apenas para cortes de impostos (…) que vão desproporcionalmente para os mais ricos?”, perguntou aos republicanos sobre o seguro de saúde oferecido a milhões de americanos de baixa renda. “Todos temos que nos levantar e dizer não.”

“Só quero te agradecer por manter a vigília por este país a noite toda”, disse o senador Raphael Warnock a Booker no plenário. Ao longo do discurso, ele também recitou poesia, falou de esportes e respondeu a perguntas de seus colegas.

Folhapress

Dino manda estados e municípios prestarem contas de emendas Pix sob pena de brecar execução

Foto: Agência Brasil /Arquivo
O ministro Flávio Dino é o relator de quatro ações que questionam a transparência das emendas parlamentares no Supremo01 de abril de 2025 | 15:29

Dino manda estados e municípios prestarem contas de emendas Pix sob pena de brecar execução

brasil

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (1º) que estados e municípios prestem contas da execução de mais de 6 mil emendas Pix que não tiveram plano de trabalho.

O prazo para a prestação de contas é de 90 dias. Segundo a decisão, a execução das emendas será suspensa por “impedimento de ordem técnica” caso estados e municípios não apresentem as informações solicitadas pelo Supremo.

A decisão se deu após o TCU (Tribunal de Contas da União) enviar na sexta-feira (28) nota técnica ao Supremo com os resultados de um pente-fino realizado nas emendas Pix de 2020 a 2024.

Dino disse que a falta de transparência na execução das emendas —com 6.247 planos de trabalho não cadastrados que somam “dezenas de bilhões [de reais] do orçamento público federal”— demonstra o “nível de desorganização institucional” das emendas Pix.

“Como já demonstrado nestes autos, deveres básicos atinentes ao planejamento, controle, transparência, rastreabilidade e prestação de contas restaram inadimplidos, afrontando preceitos constitucionais e legais”, afirmou o ministro.

As emendas Pix são transferências de recursos feitas por parlamentares que, até 2024, não tinham objeto predeterminado de contratação. O Supremo determinou que cada emenda desse tipo deve ter um plano de trabalho especificando sua execução.

Na mesma decisão desta terça, Flávio Dino determinou a suspensão de novos repasses de emendas parlamentares para instituições de ensino superior estaduais e suas Fundações de Apoio dos estados do Acre, de Alagoas, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, de Rondônia e de Sergipe.

Esses oito estados não se manifestaram sobre as novas regras de execução das emendas recebidas no prazo definido pelo Supremo. Em janeiro, Dino determinou que a União e os estados publicassem novas normas e orientações sobre a aplicação das emendas parlamentares federais, por falta de transparência e rastreabilidade.

Os gestores da Bahia, do Espírito Santo, do Goiás, do Pará, do Paraná, do Rio de Janeiro e do Tocantins terão de apresentar informações complementares em 15 dias. Segundo Dino, esses sete estados se manifestaram no processo, mas de forma insuficiente.

Flávio Dino é relator de quatro ações no Supremo que questionam a transparência das emendas parlamentares.

Os processos são motivo de embates entre o Congresso e o Supremo. Foi por meio deles que o tribunal determinou o fim das emendas de relator em 2022 e suspendeu o pagamento de todos os recursos no ano passado.

Cezar Feitosa, Folhapress

PoliticaLivre 


Paraguai convoca embaixador do Brasil por espionagem e diz que ação viola lei internacional

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O embaixador do Paraguai no Brasil, José Antônio Marcondes01 de abril de 2025 | 16:55

Paraguai convoca embaixador do Brasil por espionagem e diz que ação viola lei internacional

mundo

O Paraguai anunciou a convocação do embaixador do Brasil no país, José Antônio Marcondes, para dar explicações a respeito de suposto caso de espionagem realizado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) contra o país vizinho.

“Convocamos o embaixador do Brasil no Paraguai para que ofereça explicações detalhadas sobre a ação de inteligência levada a cabo pelo Brasil mediante a entrega de uma nota oficial para que explique as ações desenvolvidas no marco dessa ordem por parte do governo Brasil”, afirmou o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, em entrevista coletiva nesta terça-feira (1º).

Questionado por jornalistas, o chanceler afirmou que considera a ação uma violação do direito internacional. Nesta segunda (31), o governo paraguaio afirmou não ter indícios de ações brasileiras.

Lezcano disse ainda que as negociações do Anexo C do tratado de Itaipu Binacional ficam suspensas até que o Brasil dê respostas sobre o assunto —há previsão de que ele seja assinado até o fim de maio.

Procurado nesta terça-feira, o Itamaraty não respondeu. A reportagem será atualizada com posicionamento do ministério.

A avaliação de integrantes do governo brasileiro que acompanham as conversas com o Paraguai é que esse movimento é um esforço do governo paraguaio para dar algumas respostas internas diante das revelações. Em alguma medida, o caso é visto como uma brecha para dar uma posição mais favorável ao Paraguai na negociação do tratado.

O caso foi revelado em reportagem do UOL. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nega que a ação tenha ocorrido durante o atual mandato e diz que ela foi autorizada em junho de 2022, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O governo diz ainda que a medida foi tornada sem efeito pelo diretor interino da agência em 27 de março de 2023, “tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato”.

O Itamaraty afirmou na nota desta segunda que “o governo do presidente Lula desmente categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência, noticiada hoje, contra o Paraguai, país-membro do Mercosul com o qual o Brasil mantém relações históricas e uma estreita parceria”.

A pasta também afirmou que o atual diretor-geral da Abin esperava, naquele momento, o processo de aprovação de seu nome no Senado Federal, e que ele só assumiu o cargo em 29 de maio de 2023.

“O governo do presidente Lula reitera seu compromisso com o respeito e o diálogo transparente como elementos fundamentais nas relações diplomáticas com o Paraguai e com todos seus parceiros na região e no mundo”, acrescentou o ministério em declaração.

Segundo o chanceler paraguaio, o governo de seu país não tinha nenhuma informação a respeito da suposta espionagem. A partir do comunicado brasileiro, no entanto, Assunção determinou as medidas a serem tomadas. “Aqui não estamos considerando se esses eventos se produziram entre os governos anteriores do Brasil e do Paraguai, mas que é uma ação de um país contra o outro, e então tomamos todas as medidas necessárias para resguardar os altos interesses do Paraguai”, disse Lezcano nesta terça.

De acordo com a reportagem do UOL, o planejamento da operação de espionagem teve início durante o governo Bolsonaro, mas a ação teria sido executada com a autorização do atual diretor da Abin de Lula, Luiz Fernando Corrêa.

A reportagem também afirma que agentes invadiram computadores para obter informações sigilosas relacionadas à negociação de tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu, que é objeto de disputa comercial entre os dois países há muitos anos.

Ainda segundo o texto do UOL, a ação aconteceu meses antes de o governo brasileiro fechar um novo acordo sobre os valores pagos ao Paraguai por energia vendida ao Brasil, em maio de 2024. A Polícia Federal apura agora se a operação teve caráter ilegal.

A operação teria sido descrita em depoimento prestado à PF por um servidor da Abin que participou diretamente do caso. A ação teria resultado na captura de dados de diversos alvos ligados à cúpula do país vizinho.

Guilherme Botacini/Folhapress

Governo de Trump está afundando os Estados Unidos e o resto do mundo

Publicado em 1 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um homem sentado à mesa no Salão Oval, segurando um documento assinado. Ele tem cabelo loiro e está vestido com um terno escuro. Ao fundo, há uma cortina dourada e bandeiras dos Estados Unidos. Um segundo homem, de terno claro, está em pé ao lado, observando. Na mesa, há um telefone e uma folha de papel.

Trump prometeu divulgar o tarifaço nesta quarta-feira

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Ninguém sabe o que virá neste “Dia da Libertação”, ou seja, o pacotaço tarifário de Trump a ser anunciado nesta quarta-feira. Provavelmente nem ele. O Brasil estará no meio? Pode ser. Pode ser tudo um grande blefe que resulte em uma ou outra tarifa simbólica? Também pode.

Tudo indica, contudo, que as tarifas não sejam mero blefe ou estratégia de negociação, e sim uma real política econômica, que cumpre dois objetivos. O primeiro objetivo das tarifas é aumentar a arrecadação federal, que precisará ser compensada dados os enormes cortes de impostos prometidos por Trump.

ABISMO FISCAL – Peter Navarro, o assessor de comércio e indústria, alega que as tarifas sobre automóveis vão arrecadar US$ 100 bilhões por ano e as restantes tarifas outros US$ 600 bilhões. Sem elas, o governo cairá no abismo fiscal.

O segundo objetivo é gerar empregos na indústria americana, reduzindo importações e estimulando a produção dentro dos EUA.

Um objetivo conflitua com o outro. Se a indústria americana substituir os bens antes importados, isso reduzirá a importação, e a arrecadação das tarifas irá cair. De resto, americanos e cidadãos de outros países enfrentarão preços mais altos e menor crescimento.

RECESSÃO RECORDE – O banco Goldman Sachs aumentou a probabilidade de uma recessão americana nos próximos 12 meses de 20% para 35%. A confusão e o amadorismo com que tudo no governo é feito também cobram um preço. Ninguém ousa investir num contexto tão imprevisível.

Quem dera fossem só as tarifas. Trump diz querer transformar o Canadá em estado americano. Voltou a sugerir que pode usar força militar contra a Dinamarca para anexar a Groenlândia. Aí sim, só pode ser blefe; mesmo assim, corrói as relações.

Seus assessores chamam a Europa de “aproveitadora” e “patética” num chat vazado por pura incompetência. Como manter laços com um presidente assim?

CAOS E HOSTILIDADE – A vitória de Trump parecia uma bênção para a direita do mundo todo, inclusive a brasileira. Agora já não é tão simples.

O governo está tão caótico e tão desnecessariamente hostil que causa embaraço em seus aliados internacionais. Se o presidente americano taxa suas empresas e insulta seu país, a proximidade com ele fica tóxica.

Isso já está acontecendo no Canadá e deve acontecer também nas direitas nacionalistas europeias. O nacionalismo americano —quem diria!— não se alinha com os nacionalismos de outros países.

HEGEMONIA GLOBAL – Uma coisa é verdade: os EUA não têm mais a hegemonia global inconteste como tiveram nos anos 90 e 00. Recolocar-se no mundo de outra maneira —inclusive exigindo maior presença das potências europeias— é necessário.

Os EUA poderiam ajudar a fortalecer instituições e regras internacionais, que são a base da globalização que garante a prosperidade e a preeminência americanas. Em vez disso, Trump desdenha aliados, rasga acordos e tenta arrancar vantagens na marra, como se isso não afetasse a disposição futura do resto do mundo de cooperar com os EUA.

Você pode fugir da realidade, mas não das consequências de fugir da realidade. A economia pagará um preço. Mas não vai parar. Novos caminhos serão abertos —China, Coreia e Japão voltaram a falar num acordo comercial. O Brasil também busca novos mercados. Quando os EUA voltarem ao jogo da globalização, encontrarão um mundo que depende menos deles. Ao tentar agarrar os frutos que restam da antiga hegemonia, Trump a verá escorrer-lhe pelas mãos.


Jair Bolsonaro tenta usar Tarcísio e boicotá-lo, tudo ao mesmo tempo


Vicente Limongi Netto

Lealdade e gratidão são saudáveis e bem-vindas. Em todas as atividades da vida. Mas em política as nuvens mudam, ensinava Magalhães Pinto. O governador Tarcísio de Freitas não pode aceitar ser eternamente tutelado por Jair Bolsonaro.

O ex-presidente é inelegível até 2030. Enquanto achar que Tarcísio é bom troféu eleitoral para ele, Bolsonaro não larga o governador.  Inacreditável. Tarcisio é governador de São Paulo. Faz boa administração. Governa o Estado mais rico e poderoso do Brasil.

GRANDE FUTURO – Tarcísio é moço. Tem qualidades pessoais e profissionais. Foi eleito com larga vantagem. Tem pela frente amplo leque de opções políticas. Pode ser reeleito governador ou disputar o senado, com boas chances de ser eleito. Ou mesmo a Presidência da República.

Mais cedo ou mais tarde, o Brasil espera que não demore, Tarcísio precisará se livrar das correntes que o prendem ao ex-presidente. Bolsonaro vai levando o governador no bico. Tarcísio fica sem fala. Raramente discorda de alguma decisão ou declaração pública de Bolsonaro.

O governador paulista precisa começar a voar com as próprias asas. Coragem para se libertar dos grilhões do ex-presidente. Bolsonaro sempre com ar pretensioso, economiza elogios ao pupilo: “Tarcísio não é excepcional, apenas bom político como outros”. Eleitores de Tarcísio querem saber até quando o governador aceitará ser tutelado e massa de manobra do ex-presidente inelegível até 2030.

A VOLTA DO GALVÃO  O programinha do chatérrimo Galvão voltou. Com as mesmas doses de pretensão e arrogância do pernóstico apresentador.  Nunca jogou nem bola de gude na vida. Mas se julga sabidão. O último biscoito do pacote. Boquirroto, não deixa ninguém falar. Quando deixa, corta.

O rapaz que falava para dentro, no ESPN, gaguejando pelos poros, Mauro Naves, que era apaniguado do Galvão na Globo, já voltou na Band. Falante e sorridente. Mas não diz coisa com coisa. Outro analista (Deus do céu, perdoe a blasfêmia) é Casagrande. Monumento de imbecilidades.  Convidado bom, que evitou nota zero para insuportável programinha, foi o gentleman Falcão.

Outro desagradável convidado, Ronaldo Fenômeno, que pretendia presidir a CBF, encheu a boca para dizer sandices contra a entidade. Mal perdedor. Cada um dá o que tem. Lição dos antigos.


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