domingo, dezembro 01, 2024

Bolsonaro, golpista? Não é novidade para quem lembra como ele agia…

Publicado em 1 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

A ilustração de Adams Carvalho, publicada na Folha de São Paulo no dia 01 de Dezembro de 2024, mostra o desenho do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma polêmica entrevista ao Programa Câmara Aberta, da Band, nos anos 90.

Ilustração de Adams Carvalho (Folha)

Antonio Prata
Folha

Imagina só. É uma história bem doida, tá? Super inverossímil, mas façamos esse exercício mental. Um capitão do exército, insatisfeito com o salário, faz um plano para explodir quartéis e o fornecimento de água de uma das maiores cidades do país. O plano é descoberto.

Sai na Veja: um “croqui feito a mão pelo próprio Bolsonaro que mostrava a adutora de Guandu, que abastece o Rio de Janeiro, e o rabisco de uma carga de dinamite detonável por intermédio de um mecanismo elétrico”.

NA RESERVA – Imagina que, apesar disso, no Exército – essa instituição que se diz tão ciosa da ordem e da disciplina – o terrorista é absolvido e colocado na reserva. Continua a receber seu salário pago por mim, por você, por sua tia-avó dura que não consegue viver da aposentadoria e pelo resto da população brasileira. Inimaginável né?

Daí, só por um exercício (ou delírio?) mental, imagina que, com esse currículo, o cara concorre a vereador pelo RJ. É eleito. Depois vira deputado federal. Imagina esse cara, a vida toda, dando entrevistas elogiando a ditadura militar. Ou melhor, emendando: “O erro da ditadura foi torturar e não matar”.

Imagina ele dizendo na TV que tinha que assassinar 30 mil pra resolver o Brasil. Sobre a milícia: “Enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo”.

HOMENAGEM – Como certas doenças são hereditárias, o filho Flávio Bolsonaro, em 9 de setembro de 2005, concedeu a Adriano da Nóbrega, miliciano, guarda-costas de bicheiro e assassino de aluguel (vejam “Vale o escrito”) a maior condecoração do Poder Legislativo fluminense, a Medalha Tiradentes. O condecorado estava então na cadeia, por homicídio.

Ao presidente da OAB, que teve o pai “desaparecido” na ditadura, Bolsonaro disse: “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele”. Outro “desaparecimento” sobre o qual Bolsonaro pode saber detalhes é o de Rubens Paiva (assistam a “Ainda estou aqui”).

Em 2014, um busto do Rubens Paiva foi colocado na Câmara. Bolsonaro, diante de toda a família da vítima, simulou uma cusparada na estátua. Repito. Bolsonaro simulou uma cusparada na estátua de uma pessoa assassinada pela ditadura, diante dos filhos e da viúva.

BRILHANTE USTRA – Dois anos depois, no impeachment da Dilma (não importa o que você ache do governo ou do impeachment da Dilma) dedicou seu voto ao torturador dela e de muitos outros. “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”. Já tinha dito antes: “Pau-de-arara funciona. Sou favorável à tortura, tu sabe disso”.

Agora, imagina esse sujeito se candidatar a presidente do Brasil. Daí, imagina ele ganhar. Imagina ele enchendo o governo de militares. Imagina ele passando quatro anos falando que as eleições são fraudadas.

Imagina que nos setes de setembro ele faça comícios antidemocráticos e bote uns tanques fumacentos para desfilar por Brasília. Imagina que ele diga que só sai do poder preso ou morto.

O QUE IRIA FAZER? – Pois, tendo imaginado isso tudo, o que vocês imaginam que essa flor de ser humano iria fazer ao perder as eleições?

  1. A) Passar a faixa democraticamente ao vencedor?
  2. B) Mexer mundos e fundos para dar um golpe de estado e fugir pra Disney?

Se as questões da Fuvest fossem tão fáceis, teríamos 100% da população brasileira cursando universidade a partir de janeiro de 2025.

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PS. –
 Bolsonaro é covarde e obviamente vai fugir. Prendam logo. (A.P.)


Apuração de trama golpista consolida prisão preventiva como método de Moraes

 

Apuração de trama golpista consolida prisão preventiva como método de Moraes

Por Mateus Vargas e Marcelo Rocha | Folhapress

Apuração de trama golpista consolida prisão preventiva como método de Moraes
Foto: STF

Apurações que atingem Jair Bolsonaro (PL) e seu entorno, como as que envolvem a fraude da carteira de vacinação do ex-presidente e a trama golpista de 2022, têm sido marcadas por prisões preventivas decretadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Neste mês, quatro militares e um policial federal foram presos preventivamente sob a suspeita de planejar um golpe de Estado que incluiria matar Lula (PT), o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e Moraes, à época então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

Com essas decisões, Moraes já determinou ao menos 64 ordens desse tipo desde 2020, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.
 

As 64 prisões preventivas determinadas por Moraes, e contabilizadas pela reportagem, não levam em conta os casos relacionados aos participantes das invasões dos prédios dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
 

Além da trama golpista e da suposta fraude no cartão de vacinação, foram consideradas decisões em apurações que envolvem a atuação de uma milícia digital para atacar as instituições, os atos antidemocráticos e sobre o uso político da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) -o que ficou conhecido como "Abin paralela".
 

O Código de Processo Penal afirma que esse tipo de prisão pode ser decretada no meio de uma investigação "como garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova de existência do crime e indícios suficientes da autoria".
 

Especialistas afirmam que a prisão preventiva é ação cautelar mais grave possível durante a investigação e só deve ser adotada quando ficar comprovado que são insuficientes outras opções, como a proibição de deixar determinado local ou de se comunicar com suspeitos.
 

Procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, o ministro não se manifestou sobre o assunto.
 

A PGR (Procuradoria-Geral da República) tem concordado com as prisões preventivas até aqui decretadas por Moraes nestes inquéritos.
 

Presidente do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), Renato Vieira afirma que a prisão preventiva não pode ser vista como "antecipação da pena" e, para se fazer uso do instrumento, é necessário observar a "contemporaneidade" dos motivos que levaram à ela -destacando que é uma medida excepcional.
 

Vieira afirma que é questionável, por exemplo, que se aplique o requisito na investigação sobre a trama golpista de 2022. "Agora a ordem pública está controlada", diz.
 

Nas cinco prisões mais recentes contra investigados na trama golpista, a Polícia Federal apontou que eles poderiam atrapalhar a investigação ou a ordem pública por causa do "perfil e gravidade" de suas ações.
 

Os investigadores afirmaram ainda que o grupo utilizou táticas para apagar ou cifrar documentos durante a tentativa de impedir a posse de Lula. Ao aceitar o pedido de prisão preventiva, Moraes disse que a PF "demonstrou a presença dos requisitos necessários e suficientes".
 

Um dos presos na operação da última semana, o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira já havia sido alvo de uma medida cautelar em fevereiro.
 

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, também foi alvo de duas ordens de prisão preventiva decretadas por Moraes.
 

A primeira, em maio de 2023, sob a suspeita de fraude no cartão de vacinação -a PF apontou risco de "reiteração criminosa" e também que ele poderia dificultar o "bom andamento da instrução criminal".
 

O militar, peça chave nas apurações contra Bolsonaro, incluindo a trama golpista, foi solto em setembro do mesmo ano, após assinar acordo de delação premiada.
 

Cid voltou a ser preso em 2024. Ficou pouco mais de um mês atrás das grades após revelação de áudios com críticas dele à condução do acordo de delação firmado com a Polícia Federal.
 

Houve situações em que a medida cautelar perdurou por mais de um ano.
 

Esse foi o caso do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques do 8 de janeiro. Naime ficou 15 meses na cadeia.
 

Alvo de inquérito sobre uso da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para favorecer eleitores de Bolsonaro nas eleições de 2022, o ex-diretor-geral do órgão Silvinei Vasques passou um ano preso preventivamente.
 

Ao revogar a prisão, Moraes disse que as razões iniciais para a restrição da liberdade de Silvinei já não se aplicavam mais. A principal delas era o entendimento de que ele poderia representar um risco à investigação.
 

A prisão de Silvinei era questionada por seus advogados porque a PF nem sequer havia concluído a investigação e indiciado o ex-diretor. Mantê-lo na Papuda por um ano, na visão da defesa, seria uma antecipação de uma pena para uma pessoa que não foi denunciada.
 

O advogado Enzo Fachini afirma que a prisão preventiva "exige critérios rígidos e claros para sua aplicação" e está condicionada a critérios estabelecidos em lei, como "quando houver indícios de que o investigado representa risco concreto de reiteração delitiva ou perturbação à ordem".
 

Acacio Miranda, doutor em direito constitucional e mestre em direito penal internacional pela Universidade de Granada (Espanha), também afirma que a prisão preventiva deve ser exceção.
 

Ele avalia que a Justiça tem sido influenciada pelo "fator midiático" e "polarização" ao adotar prisões preventivas. "Isso está acontecendo agora, mas vimos no mensalão, na Lava Jato", diz.
 

Renato Vieira, do IBCCrim, também manifestou preocupação com o uso da delação premiada "como abreviação das investigações" e forma de antecipar a soltura. "Não é um vício do Moraes, do Sergio Moro. É uma patologia que vem de longa data."
 

Moro foi criticado quando era juiz por, nas investigações da Lava Jato, manter longas prisões que acabavam forçando acordos de delação premiada.
 

Outro efeito preocupante apontado por ele é que as decisões vindas do STF balizam a forma de atuação de juízes de instâncias inferiores.
 

Miranda vai na mesma linha. "Infelizmente essas decisões midiáticas mais notórias, elas acabam criando jurisprudência para que os juízes de piso se sintam estimulados a fazerem o mesmo", afirma.
 

ALVOS DE PRISÕES PREVENTIVAS
 

**Anderson Torres (4 meses preso)**
 

Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Torres foi preso em janeiro de 2023 ao desembarcar de viagem aos EUA sob a suspeita de omissão nos atos do dia 8. No início de maio daquele ano, Moraes revogou a ordem.
 

**Jorge Eduardo Naime Barreto (15 meses preso)**
 

O coronel da PM do DF teve a prisão preventiva decretada por Moraes no início de fevereiro de 2023. Naime era o chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques do 8 de janeiro. A ordem foi revogada em maio deste ano.
 

**Mauro Cid (5 meses preso)**
 

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi preso em maio de 2023 durante operação da PF no âmbito da investigação sobre a falsificação do cartão de vacinação do ex-presidente e de outras pessoas. Foi solto em setembro, mas retornou à cadeia neste ano após a revelação de áudios com críticas do militar à condução de seu acordo de delação premiada.
 

**Silvinei Vasques (12 meses preso)**
 

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal na gestão Bolsonaro foi preso em agosto de 2023 sob a suspeita de uso irregular da máquina pública para interferir nas eleições de 2022, impedindo ou dificultando o trânsito de eleitores. A soltura ocorreu na véspera de a ordem judicial completar um ano.
 

**Filipe Martins (6 meses preso)**
 

O ex-assessor especial de Bolsonaro na Presidência foi preso em fevereiro de 2024, suspeito de envolvimento na tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder. No relatório final da apuração, Martins é apontado como integrante do "núcleo jurídico". Foi libertado em agosto.

Reclamações na Black Friday batem recorde em 2024, diz Reclame Aqui

 

Reclamações na Black Friday batem recorde em 2024, diz Reclame Aqui
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A plataforma Reclame Aqui registrou recorde de reclamações de consumidores durante a Black Friday deste ano. No total, foram cerca de 14,1 mil queixas, que vão de propaganda enganosa a problemas na finalização da compra.
 

Até então, o maior patamar de reclamações havia sido observado em 2023, quando o site contabilizou pouco mais de 12,1 mil queixas.
 

"A maioria das empresas, mesmo que tenham recebido um volume acima da média de reclamações, tem boas reputações, o que é reconhecido pelos consumidores. Agora é importante acompanhar como essas empresas irão tratar essas insatisfações", afirma em nota o cofundador do Reclame Aqui, Felipe Paniago.
 

Segundo a plataforma, o tipo de empresa que recebe as queixas dos consumidores tem se tornado cada vez mais diverso, para além do varejo tradicional. Entre as 50 marcas mais reclamadas, há companhias de alimentos, supermercados, fast food, moda e farmacêuticos, afirma o site.
 

Do total de reclamações deste ano, a maior parte estava relacionada a atraso na entrega (17,41%), seguida de propaganda enganosa (16,98%), produto não recebido (15,27%), estorno do valor pago (10,42%) e problemas na finalização da compra (4,19%).
 

SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR
 

Pela legislação brasileira, as empresas devem manter um canal de comunicação direto, gratuito e ininterrupto com os consumidores. As bases dessa diretriz foram lançadas em 1990, quando o CDC passou a vigorar. Contudo, apenas em 2008 o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) passou a ser obrigatório.
 

Em 2022, um decreto regulamentou o funcionamento dos SACs. Esses serviços devem ser acessíveis e divulgados pelas empresas em seus sites e materiais impressos entregues ao consumidor. As reclamações podem ser registradas inicialmente por esse meio.
 

Outros canais de registro de ocorrência tendem a perguntar se a reclamação já foi registrada no SAC antes de receberem as denúncias dos consumidores.
 

CONSUMIDOR.GOV.BR
 

A Senacon oferece um serviço online dedicado exclusivamente a receber reclamações e cobrar respostas de empresas. O site Consumidor.gov.br pode ser acessado gratuitamente, e as queixas dos consumidores podem ser registradas em três etapas: acessar o Gov.br, identificar a empresa e registrar a reclamação.
 

PROCONS
 

Após o registro das reclamações, os Procons apuram e podem autuar e multar as empresas denunciadas.
 

Cada estado tem seus próprios canais, que podem variar de postos presenciais a endereços de email. O número telefônico 151 é um SUP (Serviço de Utilidade Pública) de abrangência nacional e conecta os consumidores aos órgãos de recebimento da denúncia. O Procon de São Paulo, por exemplo, mantém diversos meios de comunicação com consumidores.
 

 

Acarajé em Salvador: Saiba onde experimentar o sabor mais tradicional da Bahia na capital

 

Acarajé em Salvador: Saiba onde experimentar o sabor mais tradicional da Bahia na capital
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O acarajé, símbolo da culinária baiana e da cultura afro-brasileira, é muito mais do que um simples prato típico: ele representa história, religiosidade e tradição. Reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil, essa iguaria de feijão-fradinho frita no azeite de dendê é um dos principais pratos da gastronomia do estado. Além da técnica apurada, o segredo para um bom acarajé está na escolha de ingredientes de qualidade, no equilíbrio perfeito entre vatapá, caruru e batata camarão seco. 
 

O momento de experimentar o tradicional acarajé de Salvador é um dos mais aguardados por turistas de todos os cantos do mundo quando visitam a capital. Pensando nisso, o BN Hall preparou uma seleção de lugares para provar o bolinho frito nos principais tabuleiros da cidade.

 

ACARAJÉ DA CIRA - ITAPUÃ E RIO VERMELHO 
Com décadas de tradição, o Acarajé da Cira é uma referência obrigatória. Seja na praia de Itapuã ou no Rio Vermelho, o tabuleiro de Cira é famoso pela crocância do bolinho e o recheio generoso de vatapá, caruru, camarão e pimenta. A simpatia no atendimento é um bônus que encanta os frequentadores.

 

ACARAJÉ DA DINHA - RIO VERMELHO 
No coração do Rio Vermelho, o acarajé da Dinha é um dos mais icônicos da cidade. Frequentado por artistas, turistas e moradores, o local é conhecido tanto pelo sabor diferenciado, quanto pelo ambiente descontraído, que é um verdadeiro ponto de encontro boêmio.

 

ACARAJÉ DA CHICA -  AVENIDA MANOEL DIAS DA SILVA
Com mais de 50 anos de tradição, o Acarajé da Chica é um ponto obrigatório para quem visita a capital baiana. Sob o comando de Maria Nilza dos Santos, nora da falecida Dona Chica, o famoso tabuleiro encanta frequentadores com o sabor inigualável e a simpatia no atendimento.  

 

ACARAJÉ DA BIA -  CIDADE JARDIM, PATAMARES E HORTO FLORESTAL
O tabuleiro da Bia se destaca pela excelência do acarajé e pelo ambiente acolhedor. O sabor irresistível dos bolinhos, aliado ao preparo artesanal, transforma o local em um verdadeiro tesouro da gastronomia baiana.

 

ACARAJÉ DA REGINA - BOCA DO RIO 
Na Boca do Rio, Regina se destaca pela constância na qualidade do seu acarajé. O tabuleiro é elogiado pelo cuidado no preparo e pela harmonia dos sabores, além de oferecer um atendimento sempre acolhedor.

 

ACARAJÉ DA IVONE - FEDERAÇÃO
Para quem busca uma experiência mais local e autêntica, o Acarajé da Ivone, situado na Federação, é uma escolha certeira. O sabor do bolinho é fiel às tradições, e o ambiente mais tranquilo agrada quem procura por outro roteiro além dos pontos turísticos.

 

ACARAJÉ DA TÂNIA - LARGO DO FAROL DA BARRA 
No Largo do Farol da Barra, o acarajé de Dona Tânia serve um dos bolinhos mais requisitados de Salvador. Além de saboroso, o produto se destaca pela preocupação com detalhes sanitários, sendo ganhador do selo ISO 9001, uma característica que garante ainda mais confiança aos clientes.

 

ACARAJÉ DÁRIA E LAURA - PITUBA 
As baianas Dária e Laura têm ponto fixo na Pituba, e conquistam os paladares com acarajés que se destacam pelo frescor dos ingredientes. A relação próxima entre as baianas e os clientes é um diferencial.

 

ACARAJÉ DA MEIRE - BROTAS 
O tabuleiro da Meire fica localizado em Brotas e é um ponto muito procurado pelos moradores locais. O sabor autêntico e o preparo artesanal fazem toda a diferença, tornando o local um verdadeiro tesouro gastronômico.

 

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Apuração de trama golpista consolida prisão preventiva como método de Moraes

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/TSE

Alexandre de Moraes30 de novembro de 2024 | 14:06

Apuração de trama golpista consolida prisão preventiva como método de Moraes

brasil

Apurações que atingem Jair Bolsonaro (PL) e seu entorno, como as que envolvem a fraude da carteira de vacinação do ex-presidente e a trama golpista de 2022, têm sido marcadas por prisões preventivas decretadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Neste mês, quatro militares e um policial federal foram presos preventivamente sob a suspeita de planejar um golpe de Estado que incluiria matar Lula (PT), o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e Moraes, à época então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com essas decisões, Moraes já determinou ao menos 64 ordens desse tipo desde 2020, segundo levantamento da Folha.

As 64 prisões preventivas determinadas por Moraes, e contabilizadas pela Folha, não levam em conta os casos relacionados aos participantes das invasões dos prédios dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Além da trama golpista e da suposta fraude no cartão de vacinação, foram consideradas decisões em apurações que envolvem a atuação de uma milícia digital para atacar as instituições, os atos antidemocráticos e sobre o uso político da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) —o que ficou conhecido como “Abin paralela”.

O Código de Processo Penal afirma que esse tipo de prisão pode ser decretada no meio de uma investigação “como garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova de existência do crime e indícios suficientes da autoria”.

Especialistas afirmam que a prisão preventiva é ação cautelar mais grave possível durante a investigação e só deve ser adotada quando ficar comprovado que são insuficientes outras opções, como a proibição de deixar determinado local ou de se comunicar com suspeitos.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do STF, o ministro não se manifestou sobre o assunto.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) tem concordado com as prisões preventivas até aqui decretadas por Moraes nesses inquéritos.

Presidente do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), Renato Vieira afirma que a prisão preventiva não pode ser vista como “antecipação da pena” e, para se fazer uso do instrumento, é necessário observar a “contemporaneidade” dos motivos que levaram a ela —destacando que é uma medida excepcional.

Vieira afirma que é questionável, por exemplo, que se aplique o requisito na investigação sobre a trama golpista de 2022. “Agora a ordem pública está controlada”, diz.

Nas cinco prisões mais recentes contra investigados na trama golpista, a Polícia Federal apontou que eles poderiam atrapalhar a investigação ou a ordem pública por causa do “perfil e gravidade” de suas ações.

Os investigadores afirmaram ainda que o grupo utilizou táticas para apagar ou cifrar documentos durante a tentativa de impedir a posse de Lula. Ao aceitar o pedido de prisão preventiva, Moraes disse que a PF “demonstrou a presença dos requisitos necessários e suficientes”.

Um dos presos na operação da última semana, o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira já havia sido alvo de uma medida cautelar em fevereiro.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, também foi alvo de duas ordens de prisão preventiva decretadas por Moraes.

A primeira, em maio de 2023, sob a suspeita de fraude no cartão de vacinação —a PF apontou risco de “reiteração criminosa” e também que ele poderia dificultar o “bom andamento da instrução criminal”.

O militar, peça-chave nas apurações contra Bolsonaro, incluindo a trama golpista, foi solto em setembro do mesmo ano, após assinar acordo de delação premiada.

Cid voltou a ser preso em 2024. Ficou pouco mais de um mês atrás das grades após revelação de áudios com críticas dele à condução do acordo de delação firmado com a Polícia Federal.

Houve situações em que a medida cautelar perdurou por mais de um ano.

Esse foi o caso do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime Barreto, então chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques do 8 de janeiro. Naime ficou 15 meses na cadeia.

Alvo de inquérito sobre uso da PRF (Polícia Rodoviária Federal) para favorecer eleitores de Bolsonaro nas eleições de 2022, o ex-diretor-geral do órgão Silvinei Vasques passou um ano preso preventivamente.

Ao revogar a prisão, Moraes disse que as razões iniciais para a restrição da liberdade de Silvinei já não se aplicavam mais. A principal delas era o entendimento de que ele poderia representar um risco à investigação.

A prisão de Silvinei era questionada por seus advogados porque a PF nem sequer havia concluído a investigação e indiciado o ex-diretor. Mantê-lo na Papuda por um ano, na visão da defesa, seria uma antecipação de uma pena para uma pessoa que não foi denunciada.

O advogado Enzo Fachini afirma que a prisão preventiva “exige critérios rígidos e claros para sua aplicação” e está condicionada a situações estabelecidas em lei, como “quando houver indícios de que o investigado representa risco concreto de reiteração delitiva ou perturbação à ordem”.

Acacio Miranda, doutor em direito constitucional e mestre em direito penal internacional pela Universidade de Granada (Espanha), também afirma que a prisão preventiva deve ser exceção.

Ele avalia que a Justiça tem sido influenciada pelo “fator midiático” e “polarização” ao adotar prisões preventivas. “Isso está acontecendo agora, mas vimos no mensalão, na Lava Jato”, diz.

Renato Vieira, do IBCCrim, também manifestou preocupação com o uso da delação premiada “como abreviação das investigações” e forma de antecipar a soltura. “Não é um vício do Moraes, do Sergio Moro. É uma patologia que vem de longa data.”

Moro foi criticado quando era juiz por, nas investigações da Lava Jato, manter longas prisões que acabavam forçando acordos de delação premiada.

Outro efeito preocupante apontado por ele é que as decisões vindas do STF balizam a forma de atuação de juízes de instâncias inferiores.

Miranda vai na mesma linha. “Infelizmente, essas decisões midiáticas mais notórias acabam criando jurisprudência para que os juízes de piso se sintam estimulados a fazerem o mesmo”, afirma.

Alvos de prisões preventivas
Anderson Torres (4 meses preso)
Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Torres foi preso em janeiro de 2023 ao desembarcar de viagem aos EUA sob a suspeita de omissão nos atos do dia 8. No início de maio daquele ano, Moraes revogou a ordem.

Jorge Eduardo Naime Barreto (15 meses preso)
O coronel da PM do DF teve a prisão preventiva decretada por Moraes no início de fevereiro de 2023. Naime era o chefe do setor responsável por elaborar o plano de segurança na capital federal para evitar os ataques do 8 de janeiro. A ordem foi revogada em maio deste ano.

Mauro Cid (5 meses preso)
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi preso em maio de 2023 durante operação da PF no âmbito da investigação sobre a falsificação do cartão de vacinação do ex-presidente e de outras pessoas. Foi solto em setembro, mas retornou à cadeia neste ano após a revelação de áudios com críticas do militar à condução de seu acordo de delação premiada.

Silvinei Vasques (12 meses preso)
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal na gestão Bolsonaro foi preso em agosto de 2023 sob a suspeita de uso irregular da máquina pública para interferir nas eleições de 2022, impedindo ou dificultando o trânsito de eleitores. A soltura ocorreu na véspera de a ordem judicial completar um ano.

Filipe Martins (6 meses preso)
O ex-assessor especial de Bolsonaro na Presidência foi preso em fevereiro de 2024, suspeito de envolvimento na tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder. No relatório final da apuração, Martins é apontado como integrante do “núcleo jurídico”. Foi libertado em agosto.

Mateus Vargas e Marcelo Rocha/FolhapressPoliticaLivre

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