terça-feira, novembro 01, 2022

Jornais europeus repercutem vitória de Lula




Mídia do continente destaca o triunfo apertado do candidato petista e os desafios que ele terá para governar. Silêncio de Bolsonaro também é tema.

Veículos de imprensa de vários países da Europa repercutiram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição brasileira, realizado neste domingo (30/10). A imprensa destacou o triunfo apertado de Lula, que obteve 50,9% dos votos, contra 49,1% do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Alemanha

O portal alemão Tagesschau, por exemplo, destaca o retorno de Lula ao cargo que ocupou entre 2003 e 2010, quando, escreve o jornal, programas sociais retiraram milhões de pessoas da pobreza, ao mesmo tempo que o nome de Lula esteve ligado a escândalos de corrupção.

O Tagesschau também noticiou os cumprimentos enviados pelo chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, que, no Twitter, disse que está ansioso para trabalhar em conjunto com Lula, principalmente em questões comerciais e de proteção climática.

E reproduz ainda a fala da ministra do Exterior, Annalena Baerbock, que disse que a eleição no Brasil teve vários vencedores, sendo a democracia o maior deles. Ela também falou que eleições "transparentes e justas" como a brasileira são importantes para a confiança na democracia e no Estado democrático de direito.

A revista alemã Der Spiegel estampa uma reportagem com o título Triunfo do conciliador, destacando que, ainda que muitos tivessem pensado que a carreira política de Lula havia terminado, após sua prisão, em 2018, ele retornará para ser presidente mais uma vez. A revista também aborda que "tarefas pesadas" aguardam o futuro mandatário, e o fato de o presidente derrotado Bolsonaro não ter imediatamente se manifestado.

O Süddeutsche Zeitung reservou uma área só para a eleição brasileira em seu site, destacando principalmente o "estrondoso silêncio" de Bolsonaro, mas também a emoção dos brasileiros com a vitória, sob o título Um novo capítulo na história do Brasil.

Em um texto de opinião sobre a eleição, intitulado Os problemas começam agora, o jornal escreve: "Lula tem tarefas difíceis pela frente. Uma profunda divisão atravessa o país – tão grande que não está claro se pontes podem ser construídas."

Reino Unido e Irlanda

A eleição brasileira foi manchete do site do britânico The Guardian, que mostrou a festa dos eleitores de Lula na Av. Paulista, em São Paulo, e também destacou a demora para Bolsonaro se manifestar sobre a eleição. O veículo exibiu ainda uma reportagem intitulada Lula: a ascensão e queda e a nova ascensão do presidente eleito do Brasil.

Lula e a eleição brasileira foram também os principais destaques da newsletter desta segunda-feira do Guardian, que questiona: "O que a vitória de Lula significa para o futuro do Brasil?". E escreve sobre cinco tópicos: democracia, meio ambiente, economia, direitos civis e se haverá algum golpe por parte de Bolsonaro.

Na Irlanda, o Irish Times também colocou a eleição brasileira como principal assunto do dia. O veículo diz que, apesar da vitória apertada, não tardou para que líderes mundiais parabenizassem Lula. E que o petista deve encarar "'fortes ventos' em uma sociedade politicamente polarizada".

Itália e França

O italiano La Repubblica descreve a noite de domingo como a "noite da libertação": "Grande festa em vermelho na Avenida Paulista na eleição do líder esquerdista para a Presidência [...] uma noite que para muitos marca o fim de um pesadelo".

O francês Le Monde narra a tensão entre partidários de Lula durante a apuração. Mesmo quando Lula virou, disse o jornal, seus apoiadores permaneceram concentrados: "Uma espera longa, ansiosa e silenciosa, que termina com um grito de alegria".

O jornal francês também responde a uma série de perguntas sobre as eleições brasileiras e destaca, por exemplo,  operações feitas pela Polícia Rodoviária Federal, que, segundo denúncias, teriam atrapalhando a votação pelo país, sobretudo no Nordeste: "A PRF e seu diretor geral cometeram um crime eleitoral muito grave no domingo".
 
Espanha e Portugal

O espanhol El País publicou um editorial no qual destaca que Lula derrotou a "ultradireita em um país politicamente fraturado", e que "será crucial um grande acordo entre as forças democráticas": "Lula deverá convencer os brasileiros da necessidade de unir esforços e iniciar uma reconstrução nacional".

Em outro texto, o El País destaca que "Lula ganha, mas a batalha continua", em alusão às possíveis reações de Bolsonaro e a futura convivência no país.

O Diário de Notícias, de Portugal, escreve no título da principal reportagem sobre as eleições brasileiras: "Lula terá mandato difícil e primeiro desafio é o silêncio de Bolsonaro".

"Consciente dos desafios que enfrentará a partir de 1 de janeiro de 2023, quando irá regressar ao Palácio do Planalto, Lula reconheceu no seu discurso após a vitória que governará 'numa situação muito difícil'", escreve o jornal português.

O Diário de Notícias também diz que "desde o início do funcionamento das urnas eletrônicas nas eleições presidenciais, em 1998, é a primeira vez que um candidato derrotado não fez declarações públicas após o resultado".

Holanda e Bélgica

O discurso de Lula e a eleição brasileira são o principal destaque da editoria de Mundo do jornal holandês Het Parool, sob o título Lula prega "paz e unidade" em um Brasil dividido, e Bolsonaro ainda não admitiu a derrota.

O veículo cita ainda que, em seu discurso de vitória, o petista disse que vai governar não apenas para o povo que votou nele, mas sim para "todos os 215 milhões de brasileiros".

Na Bélgica, o Brussels Times define a vitória de Lula como "alívio europeu, apesar de grandes diferenças de política externa" entre a União Europeia (UE) e o Brasil. "O alívio foi palpável entre quase todos líderes da UE, com muitos declarando suas esperanças de renovar a cooperação para enfrentar os desafios comuns, tanto econômicos quanto ambientais."

O jornal belga também destaca que "especialistas e ativistas climáticos enfatizaram repetidamente a importância de uma vitória de Lula, com muitos avisos de que outro mandato presidencial de Bolsonaro amaeaçaria colocar o mundo em ciclos de aquecimento irreversível".

Por outro, lembra a rusga entre a UE e Lula por causa da guerra na Ucrânia: "Em maio, Lula provocou a indignação de muitos líderes ocidentais quando sugeriu que a Ucrânia era igualmente culpada pela invasão russa".

Deutsche Welle

Soraya Thronicke diz que Bolsonaro foi o grande cabo eleitoral de Lula




Senadora Soraya Thronicke criticou postura de aliados do governo

Senadora do União Brasil apontou "fanatismo" e "arrogância" no lado governista como motivos para vitória do petista

A senadora Soraya Thronicke (União-MS), que foi candidata a presidente no primeiro turno das eleições de 2022, criticou Jair Bolsonaro (PL), de quem foi aliada no passado, dizendo que a "arrogância" e o "fanatismo" de seu grupo geraram a derrota eleitoral para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Eu sei que é chato dizer isso, mas... eu avisei! Arrogância, idolatria, fanatismo, cegueira, traição e indiferença se converteram no resultado das urnas", disse a senadora nas rede sociais.

Ela ainda apontou que os erros do governo foram responsáveis pela vitória do petista. "Bolsonaro não é o que pregava. Aceitar e agradecer os eleitores que ele enganou é o mínimo que o cabo eleitoral de Lula deve fazer", completou Soraya.

Após ficar em quinto no primeiro turno, Soraya Thronicke decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos. Ela, inclusive, viajou no dia da votação para não precisar votar e vai justificar o voto.

O Tempo

A hora da verdade para as contas públicas



Os sinais sobre política fiscal do presidente eleito serão decisivos nas próximas semanas

Por Sergio Lamucci (foto)

Passada a eleição, o momento das promessas mirabolantes ficou para trás. Em 2023, o próximo presidente vai enfrentar um cenário complexo. A economia brasileira deverá perder fôlego, pela combinação do efeito do forte ciclo de alta de juros e da desaceleração - ou recessão - global. Com isso, o PIB tende a avançar entre 0,5% e 1% no ano que vem, depois de crescer entre 2,5% e 3% neste ano. Para lidar com esse ambiente mais hostil e de expansão mais fraca da arrecadação, será fundamental definir com clareza como será a condução das contas públicas. Os sinais emitidos nas próximas semanas já serão importantes para reduzir ou ampliar as incertezas em relação à política fiscal. O novo governo terá de definir o tamanho da licença para gastos extras em 2023 e o desenho da nova regra fiscal, que deverá substituir ou remendar o teto de gastos.

Em 2022, os números da dívida e do déficit público se mostram consideravelmente melhores do que o projetado na virada do ano. A inflação alta, os preços de commodities em níveis de elevados e o crescimento mais forte da economia do que o previsto contribuíram para os dados fiscais mais favoráveis. A dívida bruta, que fechou 2021 em 80,3% do PIB, deve terminar neste ano em 78% do PIB, estima a Tendências Consultoria. O resultado primário (que exclui gastos com juros) deve atingir em 2022 um superávit de 1,1% do PIB nas contas da consultoria, melhor que o 0,7% do PIB do ano passado.

Em 2023, porém, a situação deve voltar a piorar. “O caráter cíclico da arrecadação, que desde o início da retomada pós-pandemia nos rendeu cofres mais cheios, perderá tração com a previsão mais contida de crescimento doméstico e global”, escreve a economista Juliana Damasceno, da Tendências. “Além disso, manobras patrocinadas pelo governo para adiantar dividendos terão contrapartida negativa no próximo exercício. A acomodação dos preços das commodities, assim como da inflação doméstica, impede, por sua vez, os impulsos nominais observados ao longo deste ano”, diz ela. Índices de preços elevados inflam o PIB em termos nominais, e commodities mais caras engordam as receitas.

Juliana observa que “a sustentação da inflação acima da meta perseguida pelo BC exigirá juros altos por mais tempo, aumentando o fardo de gerar e carregar mais dívida”. A Tendências, por exemplo, prevê que os juros reais (descontada a inflação) ficarão em 7,8% em 2023, acima dos 6,5% de 2022. Com isso, o setor público terá despesas financeiras maiores no ano que vem.

A esse quadro mais adverso, os candidatos, por meio das promessas, “contrataram um passivo difícil de ser administrado, reforçando as perspectivas desfavoráveis para o déficit e a dívida pública de 2023”, diz Juliana. Para o ano que vem, a consultoria projeta que o déficit primário do setor público consolidado ficará em 1,4% do PIB, mas Juliana afirma que o número pode ser pior, chegando a 2% do PIB, porque há riscos fiscais que podem se concretizar e não estão incluídos por ora nas previsões da Tendências. No mapeamento de Juliana, o impacto no resultado primário de perda de receita para o governo federal pode chegar a R$ 122,6 bilhões, considerando aí R$ 11,2 bilhões da manutenção do corte de 35% do IPI; R$ 52,9 bilhões da manutenção em zero dos tributos federais sobre os combustíveis; R$ 27,2 bilhões de desonerações gerais e setoriais; e R$ 31,3 bilhões da correção da tabela do Imposto de Renda (IR), levando em conta a inflação acumulada no governo de Jair Bolsonaro.

No caso dos aumentos de gastos, o efeito sobre as contas da União pode ser de R$ 157,7 bilhões, dos quais R$ 52 bilhões referentes à continuidade do Auxílio Brasil em R$ 600; R$ 51,2 bilhões de quitação de precatórios a pagar; R$ 17,7 bilhões, se houver um reajuste linear de 15% para os servidores federais; e R$ 36,8 bilhões, se as despesas discricionárias do Executivo forem corrigidas em termos reais (atualizando pela inflação). Somando despesas e receitas, um total de R$ 280,3 bilhões, ou 2,7% do PIB. O número pode ser eventualmente maior, devido a algumas promessas ainda mais generosas feitas antes da votação de ontem.

Caberá ao próximo governo “a difícil missão de acomodar mais gastos enquanto reconstrói uma âncora fiscal crível e executável”, como resume Juliana. A nova regra, lembra ela, terá de ser devidamente calibrada para garantir o equilíbrio das contas públicas ao longo do tempo, indicando uma trajetória sustentável da dívida pública.

Na campanha, houve promessas generosas, de correções expressivas da tabela do IR a benefícios adicionais no Auxílio Brasil. “Um reajuste aos servidores federais depois de três anos de congelamento e a recomposição das despesas discricionárias para manter o funcionamento da máquina pública são outros, mas não os únicos, fatores de pressão”, diz a economista da Tendências. “Lidar com a conta extra bilionária para os próximos anos requer responsabilidade fiscal, conjugada a rigor técnico e capacidade de negociação política inéditos.”

A economista também ressalta que, “após um ano marcado por variados estímulos fiscais, junto a um forte ciclo de aperto monetário em curso, realinhar as políticas fiscal e monetária também será prioridade”. Para que os juros não fiquem altos por muito tempo, é necessário que não haja uma expansão fiscal exagerada. Juliana aponta ainda outra “armadilha a ser desarmada”: como resolver a questão das emendas de relator, que formam o chamado orçamento secreto. “Diante da dificuldade em operar o presidencialismo de coalizão, o orçamento secreto ganhou o espaço que hoje falta para inúmeros programas e condicionou a agenda econômica a repasses sem transparência, racionalidade, urgência e efetividade”, diz ela. “Com a composição de Congresso eleita no primeiro turno, a capacidade do próximo governo de barrar desatinos fiscais e tocar qualquer reforma dependerá mais que nunca de uma revisão desse clientelismo que capturou boa parte da já pequena margem discricionária disponível - menos de 7% dos gastos totais propostos para 2023”, afirma Juliana, referindo-se à pequena parcela do Orçamento sobre o qual o governo tem controle.

O ponto, como afirma a economista, é que não há mais espaço para desancoragem de expectativas combinada com expansão fiscal. “Fugir de uma reorientação clara e crível para a condução das contas públicas condenará o próximo governo, já de início, a outra crise econômica e a uma instabilidade política nada desprezível.” O resultado, diz Juliana, levaria a um equilíbrio ruim, marcado por dívida fora de controle, juros altos, inflação resistente e crescimento baixo.

Valor Econômico

Descoberto maior asteroide potencialmente perigoso em oito anos




Um dos asteroides tem o maior efeito relativístico conhecido até agora.

Assassinos de planetas

Observações durante uma estreita janela de 10 minutos, antes do crepúsculo, permitiram aos astrônomos detectar três asteroides próximos da Terra (OPTs) escondidos pelo brilho do Sol.

Esses OPTs fazem parte de uma população difícil de visualizar porque eles se escondem dentro das órbitas da Terra e de Vênus, uma região notoriamente difícil de ser observada porque os telescópios precisam ficar apontados contra o brilho do Sol.

Aproveitando condições de observação muito breves, mas em um dia particularmente favorável, durante o crepúsculo, os astrônomos encontraram um trio deles nunca antes visto.

Um dos asteroides é o maior objeto potencialmente perigoso para a Terra descoberto nos últimos oito anos. Com 1,5 quilômetro de diâmetro, o agora batizado 2022 AP7e tem uma órbita que pode um dia colocá-lo no caminho da Terra, com um risco de choque.

Os outros asteroides, chamados 2021 LJ4 e 2021 PH27, têm órbitas que os mantêm completamente no interior da órbita da Terra, onde não representam nenhum perigo.

"Nossa pesquisa crepuscular está vasculhando a área dentro das órbitas da Terra e Vênus em busca de asteroides," disse Scott Sheppard, membro da equipe. "Até agora encontramos dois grandes asteroides próximos da Terra, com cerca de 1 quilômetro de diâmetro, um tamanho que chamamos de assassinos de planetas. Apenas cerca de 25 asteroides com órbitas completamente dentro da órbita da Terra foram descobertos até hoje devido à dificuldade de observar perto do brilho do Sol."

Precessão

Outro detalhe interessante é que o 2021 PH27 é o asteroide conhecido mais próximo do Sol. Com isso, eles tem os maiores efeitos da Relatividade Geral de qualquer objeto em nosso Sistema Solar e, durante sua órbita, sua superfície fica quente o suficiente para derreter chumbo.

A Teoria Geral da Relatividade de Einstein explica como objetos massivos distorcem o tecido do espaço-tempo e como isso influencia o movimento dos objetos no Universo. Em nosso Sistema Solar, essa influência pode ser medida diretamente como, por exemplo, a precessão da órbita do planeta Mercúrio, que não pode ser explicada com precisão usando apenas a física newtoniana.

Como o asteroide está tão perto do campo gravitacional do Sol, ele sofre efeitos relativísticos, que são vistos em um ligeiro desvio angular em sua órbita ao longo do tempo - este é o movimento chamado precessão.

Encontrar asteroides no interior do Sistema Solar é um desafio observacional. Os astrônomos têm apenas duas breves janelas de 10 minutos a cada noite para examinar esta área. Além disso, essas observações estão muito próximas do horizonte, o que significa que é preciso observar através de uma espessa camada da atmosfera da Terra, que pode borrar e distorcer as observações dos asteroides, tipicamente muito pequenos e pouco brilhantes.

A descoberta anunciada agora foi feita por uma equipe internacional usando a DECam (Dark Energy Camera) montada no telescópio Véctor Blanco, em Cerro Tololo, no Chile.

Inovação Tecnológica

Torres: Acabo de determinar reforço de efetivo para normalização nas rodovias




O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, disse na noite desta segunda-feira, 31, ter determinado um reforço do efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para normalizar o fluxo nas rodovias do País.

"Situação das paralisações nas estradas sendo monitorada minuto a minuto pela PRF. Acabo de determinar um reforço de efetivo, e de meios de apoio, a todas as ações possíveis para normalização do fluxo nas rodovias, com a brevidade que a situação requer", escreveu o ministro, em sua conta oficial no Twitter.

O boletim mais recente da PRF informava que o total de interdições e bloqueios em rodovias federais subiu de 236 às 18h15 para 321 às 20h33. Todas as unidades da Federação registram ocorrências, sendo o Rio Grande do Sul o líder de casos (47).

Desde a noite de ontem, após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL), manifestantes interditam rodovias pelo País. Eles pedem a intervenção do Exército. Há registro de envolvimento de caminhoneiros e produtores rurais nos atos, mas são majoritariamente organizados por "populares", segundo a PRF.

Estadão / Dinheiro Rural

PRF: Pontos de interdições ou manifestações em rodovias sobem de 236 a 321

 




A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que os pontos de interdições, bloqueios ou manifestações em rodovias do País subiram de 236 às 18h15 para 321 às 20h33. Todas as unidades da Federação registram ocorrências, sendo o Rio Grande do Sul o líder de casos (47). As informações foram publicadas na conta oficial do Twitter da PRF.

Mais cedo, a PRF informou que adota providências para o retorno da normalidade do fluxo desde o início das interdições. Ao todo, 75 manifestações foram desfeitas.

Desde a noite de ontem, após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL), manifestantes interditam rodovias pelo País. Eles pedem a intervenção do Exército. Há registro de envolvimento de caminhoneiros e produtores rurais nos atos, mas são majoritariamente organizados por "populares", segundo a PRF.

Estadão / Dinheiro Rural

***

Protestos de caminhoneiros atrapalham trânsito em 20 estados

Protestos de caminhoneiros em diversos estados brasileiros, alguns iniciados na noite de domingo (30), atrapalharam o trânsito nas rodovias e levaram ao atraso de viagens de ônibus. Muitos passageiros foram pegos de surpresa no meio do caminho, o que fez dobrar o tempo de algumas viagens. Os manifestantes – que protestam contra o resultado das eleições - fecharam, total ou parcialmente, as estradas, usando os próprios veículos como bloqueio ou ateando fogo em pneus e outros materiais.

Em praticamente todos os casos houve intervenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tentativa de desobstruir as pistas em diálogo com os manifestantes, muitas vezes sem sucesso. No meio da tarde desta segunda-feira (31), um grupo tentou parar a Ponte Rio-Niterói, mas foi logo contido pela Polícia Militar (PM), que liberou o trânsito.

Segundo balanço parcial da PRF, divulgado no início da noite, houve bloqueios em pelo menos 20 estados. Entre os que tiveram maior número de casos, Santa Catarina registrou 42 bloqueios, Mato Grosso do Sul, 32 interdições, Paraná teve 18 interdições e 6 bloqueios, Pará teve 17 interdições, mesmo número de Rondônia. Goiás registrou 10 interdições, Rio de Janeiro, 9 interdições, São Paulo teve 7 bloqueios. De acordo com a PRF, 75 manifestações foram desfeitas

Viagens suspensas

Na Rodoviária do Rio de Janeiro, segundo a porta-voz Beatriz Lima, houve uma queda de 80% no movimento de embarques rumo a São Paulo, que num dia normal é cerca de 2,5 mil pessoas. As empresas que fazem a rota decidiram suspender as viagens e estão remarcando sem custo os bilhetes.

“A venda de bilhetes rodoviários do Rio de Janeiro em direção a São Paulo e regiões que utilizam a Via Dutra em seu trajeto estão suspensas, hoje, pelas empresas de ônibus regulares que estão monitorando a situação. Os passageiros devem procurar as centrais de atendimento das viações para remarcação das passagens sem custo. Lembramos que as demais linhas seguem normais e que os serviços do terminal continuam funcionando 24h”, se pronunciou em nota a porta-voz.

Justiça Federal

Em uma ação movida pela empresa K-Infra Rodovia do Aço, permissionária da Rodovia BR-393, no Rio de Janeiro, o juiz federal Iorio Siqueira D´Alessandri Forti acolheu ação de interdito proibitório, determinando que caminhoneiros ou pessoas se abstenham de fechar total ou parcialmente a BR-393. Ele ordenou também a remoção de pessoas ou veículos, bem como a identificação dos responsáveis, impondo multa de R$ 5 mil para cada pessoa, por hora de interrupção.

A decisão diz respeito unicamente à rodovia em questão e não afeta as demais estradas do estado ou do país.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Missão internacional atesta confiabilidade das eleições brasileiras




A missão internacional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) concluiu que as eleições brasileiras ocorreram de forma segura e confiável. A conclusão do grupo está em relatório preliminar de avaliação do pleito, divulgado hoje (31). 

De acordo com a entidade, a votação por meio da urna eletrônica é “confiável e credível” e permitiu a contagem célere dos votos. Segundo a CPLP, não há reclamações suscetíveis para colocar em dúvida a transparência do processo de votação. 

Durante o pleito, os fiscais da entidade percorreram diversas seções eleitorais e confirmaram que a votação ocorreu sem interferências. Para a missão, as eleições ocorreram de acordo com os padrões internacionais e em conformidade com os procedimentos legais do país. 

No segundo turno, a CPLP contou com sete observadores, que também fazem parte de órgãos eleitorais de seus países. Os membros são oriundos de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Ao todo, sete missões de Observação Eleitoral (MOEs) internacionais monitoraram a realização do segundo turno das eleições brasileiras. 

Além da CPLP, também participaram membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), Carter Center, Unión Interamericana de Organismos Electorales (Uniore), International Foundation for Electoral Systems (IFES) e da Transparência Eleitoral. 

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Não há solução para a sensação de incerteza e desorientação moderna




A pluralidade de valores aniquilou a ilusão de que haja, como se diz em filosofia moral, 'o bem' buscado de forma unívoca. 

Por Luiz Felipe Pondé (foto)

As eleições de 2022 nunca vão acabar. O Brasil viverá em agonia política de forma permanente, inclusive com a religião entrando na luta pelo espaço político, como a Europa viveu séculos atrás. Religião e ódio sempre foram parceiros na história. Mesmo que esse ódio seja um ódio bem-intencionado.

As eleições, cada vez mais, serão como gladiadores numa arena se matando, enquanto o povo berra à sua volta.

Não vou falar de política hoje. Quero chamar a atenção para uma ideia de um filósofo húngaro-americano, John Kekes, no seu livro "Wisdom" (sabedoria), sem tradução no Brasil. Para pensar a política hoje, e tudo mais, faz-se necessário que reconheçamos as condições que a modernidade nos impõe. Quais são essas condições da modernidade?

A modernidade, cantada em prosa e em verso, é um período histórico —grosso modo, os últimos 300 anos— marcado por uma utopia da vida racional e científica, da gestão política e social dos problemas do mundo, da tentativa de superação das clivagens religiosas dentro do corpo social, da aceleração do tempo nas relações cotidianas devido ao capitalismo e à Revolução Industrial, do domínio da agenda econômica sobre as outras realidades da vida, da crença de que somos indivíduos fazendo escolhas, da saturação da informação nos meios de comunicação —conhecido como "mídias".

Existem também rupturas estéticas que impactam uma elite de ilustrados. Essas rupturas estéticas só aumentam em impacto quando passam à moda, ao design industrial e ao consumo.

Falar de condições da modernidade é apontar como ela condiciona nossa vida. Nossa vida moderna se dá dentro de parâmetros —ou condições— como os descritos acima. Ninguém escapa desses parâmetros. Você pode se dar melhor ou pior dentro do jogo determinado por essas regras, parâmetros ou condições.

Mas há outras. A modernidade gerou uma enorme incerteza na vida. Gerou também uma enorme pluralidade de valores —não gosto muito dessa expressão "valores", que é quase tão vazia quanto "energia", mas vá lá. A pluralidade de valores morais significa que existem tantos valores positivos e negativos quanto os atores sociais quiserem.

Quase um bazar de valores. Valor hoje é coisa de branding e marketing, logo, de consumo. A modernidade também gerou uma utopia de que a vida iria progredir de forma plena —o que não aconteceu, afora os avanços tecnocientíficos e de gestão que geraram contradições éticas e políticas enormes. A tal "ambivalência" de Zygmunt Bauman (1925-2017).

A pluralidade de valores aniquilou por completo a ilusão de que exista, como se diz em filosofia moral, "o bem" a ser buscado de forma unívoca. "Ética", ainda que tenha se transformado num hit de vendas no mundo corporativo, está quase lá, em vacuidade, junto com "energia" e "valores".

Dizer ética hoje é quase dizer nada. Ou é dizer "compliance", que significa evitar passivos trabalhistas de conduta dos colaboradores que atrapalham, por consequência, os negócios e o branding das empresas —e blábláblá.

A pluralidade de valores associada à incerteza —ninguém sabe para onde vai a política, o mercado, a educação, a ciência, as mídias, todos atravessados por essa tal pluralidade— gera um mal-estar específico que nos condiciona de modo disruptivo —isto é, a utopia moderna não se realizou. Esse condicionamento é ansiogênico, o que é bom negócio para o mercado da saúde mental. Gera contencioso, o que é bom para os advogados e os juízes.

Não existe solução para sensação de incerteza moderna. Quem disser o contrário mente. A revista Foreign Affairs, na sua edição de setembro e outubro, trata da "era da incerteza" em geopolítica.

Suspeito de que a modernidade seja um surto psicótico do Homo sapiens que sempre foi monstruosamente contido pelo meio à sua volta e que agora atingiu um nível de potência ativa nunca visto antes. Somos um trem desgovernado em aceleração crescente, se deslocando em direção ao nada, como me disse certa feita o filósofo alemão Peter Sloterdijk, em sua casa, enquanto fumávamos charutos.

Folha de São Paulo

Governo Lula deve parar processo de privatização e Petrobras, diz FUP




A Federação Única dos Petroleiros (FUP), como esperado, comemorou a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas teme que até 31 de dezembro o atual governo tome decisões visando a privatização da Petrobras. A expectativa da entidade com o novo governo é que a estatal se torne um vetor de desenvolvimento.

"Até a posse do presidente eleito, em 1º de janeiro de 2023, a categoria petroleira seguirá vigilante em defesa da preservação da Petrobras e demais empresas estatais", afirmou a FUP em nota nesta segunda-feira, 31.

Segundo a entidade, desde o início da gestão Bolsonaro, em janeiro de 2019, foram privatizados 63 ativos da Petrobras, "sem transparência, e a toque de caixa", acusam, temendo que até o final do ano mais vendas sejam realizadas.

"A vitória de Lula mostra que venceram a preservação da democracia e o desejo de desenvolvimento e crescimento econômico do País com inclusão, justiça social, distribuição de renda e integridade do patrimônio nacional", afirmou a FUP.

De acordo com a federação, o processo de privatização está avançando depois que Fernando Antônio Ribeiro Soares foi nomeado para a assessoria do presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, em Brasília. O executivo teria sido cedido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com a missão de preparar a privatização da empresa.

Durante a campanha eleitoral, a FUP contribuiu com sugestões para o programa de governo de Lula, com propostas para o fortalecimento da Petrobras como indutora do desenvolvimento regional e nacional, e uma nova política de preço de combustíveis que leve em conta a condição do Brasil de autossuficiente em petróleo, ou seja, tendo grande parte de seus custos em real.

"A atual política de preço de paridade de importação (PPI), que se baseia nas cotações internacionais do petróleo, na variação do dólar e nos custos de importação, só interessa aos grandes acionistas, majoritariamente estrangeiros, que vêm recebendo dividendos recordes enquanto mais de 30 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar", afirmou na nota o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

Ele lembra que, com o PPI, os preços dos combustíveis no governo Bolsonaro (de 1º de janeiro de 2019 até o momento) atingiram reajustes recordes, nas refinarias. A gasolina subiu 118,3%, o diesel, 165,9%, e o gás de cozinha 96,7%.

Estadão / Dinheiro Rural

China, Rússia e países da América Latina felicitam Lula pela vitória




Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, neste domingo (30), líderes mundiais cumprimentam o candidato vitorioso.

O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou Lula na manhã de hoje (31), segundo a emissora estatal CCTV. "Atribuo grande importância ao desenvolvimento das relações China-Brasil", disse Xi.

"Estou disposto a trabalhar com o presidente eleito Lula, de uma perspectiva estratégica e de longo prazo, para planejar e promover conjuntamente a um novo patamar a parceria estratégica abrangente entre a China e o Brasil, em benefício dos dois países e seus povos."

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também parabenizou o presidente eleito pela conquista de um terceiro mandato. Em nota no site do Kremlin, Putin disse esperar o fortalecimento dos laços Brasil-Rússia e que o resultado da eleição mostra a "alta autoridade política" de Lula.

América Latina

Líderes da América Latina se manifestaram, ainda ontem, cumprimentando o petista. "Viva Lula", tuitou o colombiano Gustavo Petro, que em junho foi eleito o primeiro presidente de esquerda de seu país.

O presidente argentino, Alberto Fernández, disse no Twitter que a “Sua vitória [de Lula] abre um novo tempo para a história da América Latina. Um tempo de esperança e de futuro que começa hoje mesmo".

"Parabéns irmão", escreveu o presidente boliviano, Luis Arce. "Sua vitória fortalece a democracia e a integração na América Latina."

"A democracia venceu hoje no Brasil", disse o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cujos laços com Lula foram frequentemente citados por Bolsonaro para questionar o compromisso do PT com a democracia.

EUA, Canadá e Europa

Ontem, após o resultado oficial, outros líderes mundiais já haviam se manifestado. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cumprimentou a vitória de Lula por meio de nota: "Envio meus cumprimento a Luiz Inácio Lula da Silva em sua eleição para ser o próximo presidente do Brasil por meio de eleições livres, justas e confiáveis. Espero que trabalhemos juntos para continuarmos a cooperação entre os dois países nos meses e anos a seguir". 

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que ambos enfrentarão unidos "muitos desafios comuns".

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau afirmou que "está ansioso para trabalhar" com o futuro presidente: "estou ansioso para trabalhar com @LulaOficial para fortalecer a parceria entre nossos países, entregar resultados para canadenses e brasileiros e avançar em prioridades compartilhadas – como proteger o meio ambiente. Parabéns, Lula!"

Reuters / Dinheiro Rural

Lula vence eleição e terá de obter força no Congresso - Editorial




Lula terá de delinear, antes da posse, um plano viável de como se movimentar no terreno movediço no Congresso

Por pouco mais de 2,1 milhões de votos à frente do presidente Jair Bolsonaro, na mais apertada eleição desde a redemocratização, o ex-presidente Lula voltará a governar o Brasil. Será missão mais difícil do que quando pisou pela primeira vez no Palácio do Planalto. O resultado final das urnas (50,9% ante 49,1% do rival) acentuou o desenho que as pesquisas eleitorais vinham traçando desde janeiro: o país está politicamente dividido ao meio.

Bolsonaro reduziu a diferença entre ele e Lula de 6,3 milhões de votos para um terço disso. Os três maiores colégios eleitorais, São Paulo, Minas e Rio, serão comandados por aliados. A vitória tranquila de seu ex-ministro Tarcísio de Freitas (55,2% contra 44,7%) no Estado mais rico realçou sua força eleitoral no Sudeste. Mesmo assim, o número de eleitores que viram em sua reeleição uma ameaça maior e urgente à continuidade da democracia, e engrossou o caudal de votos arrastados pelo ex-presidente Lula, foi maior. Está perto do fim o mandato de um dos presidentes mais controversos que o Brasil já teve.

O fato de a ameaça de reeleição de Bolsonaro ter sido rejeitada pelas urnas não torna a tarefa de governar mais fácil a partir de 1º de janeiro. Ao contrário, Lula terá de usar do máximo de sua capacidade, e no menor tempo possível, para agregar lideranças partidárias e apoios parlamentares de todas as forças políticas que possam colaborar para aprovação de um projeto coloque o país na rota do crescimento sustentável.

É importante que, encerrada a eleição, o presidente Jair Bolsonaro promova uma transição transparente, ordeira e pacífica. Há dúvidas sobre isso porque Bolsonaro governou abusando do sigilo, o orçamento secreto do qual se beneficia é o contrário de transparente, e o presidente demonstrou que moderação não é uma de suas qualidades.

Lula tem inegáveis dons para apaziguar ânimos e formar maiorias que permitam governar com alguma serenidade e eficiência. Sua grande capacidade de negociação e articulação revelou-se mais uma vez na forma com que montou, antes do primeiro turno, seu arco de alianças. Com o apoio de líderes tradicionais do MDB, obteve o apoio de que precisava para os palanques do Nordeste, onde garantiu vantagem abissal sobre Bolsonaro. Da mesma forma, candidatos regionais de partidos do Centrão esconderam seu candidato para apoiar Lula onde lhes fosse conveniente.

O presidente eleito terá de encaminhar soluções para intricados desafios antes da posse, o que sugere que terá de fazer uma composição política que se reflita já na formação de seu ministério em um governo que irá, segundo ele, além do PT.

A primeira batalha do novo governo, e uma das mais difíceis, será adequar o orçamento à realidade. Ele envolverá uma nova relação entre o Executivo e o Congresso, depois que Bolsonaro deu autonomia ao Centrão, que garantiu R$ 19,6 bilhões para seu orçamento secreto, enquanto os demais ministérios, especialmente os da área social, sofreram cortes brutais de custeio. O presidente da Câmara, Arthur Lira, quer permanecer no cargo, e disse sem meias palavras que ou há o orçamento com emendas do relator ou então o mensalão, sinalizando que quer manter o avanço já conquistado pelos partidos fisiológicos sobre os cofres públicos.

A definição orçamentária trará também em si a marca da política fiscal que o novo presidente pretende executar. Durante as eleições, soube-se apenas que Lula quer revogar o teto de gastos, que exige emenda constitucional e aprovação de dois terços do Congresso. Além disso, será necessário definir um “estouro” do teto responsável, que abarque só despesas irreversíveis. A principal é a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600, uma promessa de campanha que custa inexistentes R$ 50 bilhões. Abrir mão dos impostos federais sobre combustíveis exigirá outro tanto, e acabar com a desoneração provocará aumento da inflação e manutenção de juros altos por mais tempo.

Antes de pensar nas reformas, e delas quase não se falou na campanha do PT, a missão primeira será atrair apoios no Congresso e influir na direção das duas Casas. Lula, em seus dois mandatos, abraçou as velhas raposas do Centrão, como Valdemar Costa Neto, manteve boas relações com o PSD de Kassab e cacife eleitoral renovado para atrair legendas que apoiam qualquer governo. Com base de 140 deputados, o governo, porém, ficará em córner legislativo. Para fazer diferença nos 100 primeiros dias, terá de delinear antes da posse um plano viável de como se movimentar no terreno movediço no Congresso.

Valor Econômico

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas