sábado, abril 02, 2022

Uma diferença para a Argentina é que no Brasil ainda existe um passado que não vai passar

Publicado em 1 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Nora Cortinas em ato na Praça de Maio, em Buenos Aires, no Dia da Memória de 2022

As mães da Praça de Maio continuam à procura dos filhos

Bernardo Mello Franco
O Globo

A Argentina parou nesta quinta-feira para celebrar o Dia da Memória. O feriado foi criado há duas décadas. Relembra o golpe de 24 de março de 1976, que instalou uma ditadura militar no país. Com lenços brancos sobre a cabeça, mães e avós de desaparecidos marcharam até a Praça de Maio, no coração de Buenos Aires.

A caminhada começou na antiga Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), centro de torturas no regime militar e que hoje abriga um museu de direitos humanos.

ACERTO DE CONTAS – Os argentinos restauraram a democracia em 1983, mas ainda acertam contas com os responsáveis pelo terrorismo de Estado. Desde que os processos foram retomados, em 2006, a Justiça condenou 1.058 acusados.

Outros 165 foram absolvidos, 964 morreram sem julgamento e 22 estão foragidos, segundo a Procuradoria de Crimes contra a Humanidade.

O réu mais notório foi o ex-ditador Jorge Rafael Videla. Ele confessou ter ordenado a morte de 8 mil pessoas e disse não se arrepender de nada. Perdeu a patente de general e foi condenado à prisão perpétua. Morreu na cadeia aos 87 anos, sentado num vaso sanitário.

OUTRO CAMINHO – Os torturadores argentinos só foram punidos porque a Suprema Corte do país anulou a Lei do Ponto Final, que blindava acusados de torturas, assassinatos e sequestros de bebês.

O Brasil poderia ter seguido o exemplo, mas escolheu outro caminho. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal manteve a validade da Lei da Anistia para agentes da repressão que praticaram crimes de lesa-humanidade.

Defensores da decisão argumentaram, na época, que o país não deveria mexer em feridas cicatrizadas. O relator do caso, ministro Eros Grau, disse que seria impossível “reescrever a História”. Essa tese não resistiu à era Bolsonaro.

REVISIONISMO HISTÓRICO – A impunidade dos torturadores abriu caminho para que um herdeiro dos porões fosse candidato à Presidência. Eleito, ele pôs o governo a serviço do revisionismo histórico.

Os quartéis voltaram a festejar o aniversário do golpe de 1964 — agora rebatizado de “marco para a democracia”. O passado autoritário não passou: debochou das vítimas e se reinstalou no poder.

Neste ambiente, o ministro da Defesa, Braga Netto, sentiu-se à vontade para declarar que não houve ditadura militar. Na Argentina, o general já teria sido varrido da vida pública. No Brasil, deve ser premiado com uma vaga na chapa do presidente à reeleição.

Eduardo Leite intensifica reuniões, marca reunião com Moro, e a terceira via avança…


Traição à vista? Moro e Eduardo Leite marcam encontro após manobra de Doria | Revista Fórum

Sérgio Moro e Eduardo Leite se reúnem de novo neste sábado

Lauriberto Pompeu
Estadão

Os integrantes do PSDB que são contra a pré-candidatura presidencial de João Doria mantêm os planos de forçar o paulista a desistir de disputar o cargo e apresentar Eduardo Leite, recém-saído do governo do Rio Grande do Sul, no lugar como candidato ao Palácio do Planalto. O próprio presidente nacional da legenda, Bruno Araújo, que é coordenador da futura campanha de Doria, já disse a aliados que não tem como agir para impedir os movimentos do gaúcho.

Eduardo Leite já começa as negociações envolvendo a terceira via neste sábado, dia 2, quando vai se reunir com o ex-ministro Sérgio Moro, que decidiu sair do Podemos para ir ao União Brasil e suspender a candidatura presidencial.

ENCONTRO MARCADO – “Encontro com ele amanhã de manhã em São Paulo. Já tínhamos combinado essa conversa antes deste anúncio dele de ontem. Vamos conversar sobre as perspectivas futuras”, disse o gaúcho ao Estadão.

Doria ensaiou desistir de concorrer à Presidência e permanecer no governo de São Paulo, mas recuou e anunciou na tarde de quinta-feira 31, que vai sair do cargo para disputar a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após o presidente do PSDB escrever uma carta garantindo a pré-candidatura do paulista, ele retomou o plano de sair do governo de São Paulo e tentar ser candidato a presidente.

CARTA DE BRUNO – Mesmo assim, a ala do partido opositora de Doria diz que a carta é uma “bobagem” e que nem o próprio presidente da legenda acredita nela. A avaliação é que ela foi escrita para garantir que o vice Rodrigo Garcia (PSDB) assumisse o comando do Palácio dos Bandeirantes.

Ao ameaçar permanecer como governador, João Doria deixou a candidatura de Garcia em risco porque tirou dele a oportunidade de assumir o Bandeirantes e ter o comando da máquina durante o período eleitoral. Críticos de Doria dizem que ele fez uma chantagem para ter uma sinalização da direção nacional a favor de sua candidatura presidencial.

A estratégia foi considerada errática pelo comando do partido e irritou Araújo, que já vinha resistindo a vir a público para conter o movimento de Leite e reforçar apoio a Doria. Com a ação do governador paulista, o presidente do partido liberou o ex-governador gaúcho de construir com outros partidos uma eventual candidatura presidencial.

DISSE LEITE – Na quinta-feira, ao transmitir o cargo de governador do Rio Grande do Sul para Ranolfo Vieira (PSDB), seu vice, Leite fez um discurso sinalizando manter a intenção ser candidato a presidente.

“Eu não saio, eu me apresento. Me apresento para cumprir meu papel como cidadão, como representante de uma nação que não se conforma como uma armadilha política que se montou contra o próprio Brasil”, afirmou o gaúcho, acrescentando:

“Eu me apresento com ânsia de futuro, com desejo de mudança, disposto a trabalhar politicamente de forma determinada em torno de uma agenda que ofereça as melhores perspectivas para todos.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Há muita especulação, muita conversa fiada. Em nenhum momento de seu discurso, Eduardo Leite afirmou que continua candidato à Presidência. Quem sabe ele pretenda ser vice-presidente na chapa de Sérgio Moro, para ganhar visibilidade nacional e concorrer em 2026? Tudo é possível, porém só saberemos ao certo mais para a frente, quando ficar definida a candidatura única que é negociada hoje por União Brasil, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos e PDT, com apoio do candidato do partido Novo, Felipe d’Avila. Até lá, tudo é apenas folclore, no dizer do grande jornalista Sebastião Nery. (C.N.)

Decisão torta de Doria e saída temporária de Moro visam unificação da terceira via

Publicado em 2 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Terceira Via

Charge do Duke (O Tempo)

Igor Gielow
Folha

A jogada torta de João Doria e a desistência temporária de Sergio Moro de sua postulação presidencial deram à terceira via a busca de uma alternativa ao duopólio dos líderes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto, num dia bem mais animado do que suas intenções de voto até aqui.

A manobra de Doria para tentar subjugar o PSDB, que não o aceita como presidenciável, acabou com o tucano voltando à estaca zero, retomando os planos originais de deixar o Governo de São Paulo para Rodrigo Garcia tentar a reeleição em outubro, sem necessariamente apaziguar o partido.

MUITA CONFUSÃO – Saem machucados do episódio Doria, o que sobra do PSDB e o próprio Rodrigo, que agora terá de convencer aliados de outras siglas de que os contratos firmados para a confecção de uma ampla aliança nos últimos meses são para valer.

O paulista trucou, como se diz no carteado: ameaçou ficar no cargo e desistir de tentar o Planalto. Por óbvio, tudo pode ter sido uma grande simulação, mas a crispação dos atores ao longo da madrugada e manhã desta quinta sugerem que a crise foi real. Doria foi duramente pressionado por aliados por sua decisão da véspera.

Eles dizem que Doria queria uma aclamação por parte do PSDB, mas não só isso. No plano original, a carta de reafirmação do resultado das prévias em que vencera Eduardo Leite (RS) em novembro pelo presidente da sigla, Bruno Araújo, seria engordada por um apoio mais ou menos explícito do MDB e do União Brasil — esta última sigla já reforçada pelo agora ex-presidenciável Sergio Moro.

O PROBLEMA DE MORO – A desistência momentânea de Moro, anunciada pouco antes do pronunciamento de Doria em São Paulo, em outros tempos seria o desenho sonhado pelo tucano para uma aliança de terceira via. O problema do ex-juiz é outro: ele não tem apoio partidário orgânico, seja no nanico Podemos, seja agora no poderoso União. Candidato a deputado, é um puxador formidável de voto, mas poucos no Congresso escondem sua ojeriza a Moro.

Só que não foi bem como o planejado, não menos porque há dois empecilhos à coligação que está sendo formada entre PSDB e os dois partidos: o próprio Doria. O líder de maior densidade do União, ACM Neto, não topa uma chapa com o tucano na cabeça, e o MDB segue reticente, com negociações paralelas inclusive com Leite.

Doria teve de se contentar com a formalidade de Araújo, que por sua vez ajoelhou no milho após dar declarações ambíguas a respeito da ressurreição da candidatura Eduardo Leite operada por Aécio Neves e outros caciques tucanos.

TRAIR E COÇAR… – Se traição é uma palavra tabu no Palácio dos Bandeirantes, por remeter à acusação feita por Geraldo Alckmin ao ex-aliado Doria em 2018, ela permeou todo o processo agora.

De fato, Doria vinha sendo traído pelo PSDB, sigla que tenta dominar, mas na qual nunca foi nunca foi majoritário. Se havia antes uma conspiração, contudo, agora ela deverá ganhar ares de revolta aberta, implodindo os cacos que nunca se juntaram desde que o partido esborrachou-se na campanha presidencial de Alckmin em 2018.

Mas traição também foi a palavra usada por aliados do próprio Doria, que se viram a pé na montagem do acerto da transferência de poder para Rodrigo — ele mesmo, tão traído na concepção do plano que pediu demissão do estratégico cargo de secretário de Governo, uma espécie de “primeiro-ministro” do estado.

DATENA CANDIDATO – Em público, dos aliados apenas José Luiz Datena (União) se manifestou nesses termos. Ele diz que seguirá como candidato ao Senado na chapa de Rodrigo, mas é parece impensável vê-lo pedindo voto para um Doria presidenciável agora.

Aos adversários internos e externos do tucano, restará a comemoração de mais uma trapalhada política percebida do rival. Se é verdade que operaram contra ele, é igualmente fato que Doria cometeu diversos erros, como a tentativa de tomar o controle do PSDB para si, revelada pela Folha no começo do ano passado.

O movimento do tucano, ao afetar a candidatura de Rodrigo em potencial, ameaçou 27 anos de domínio do PSDB em São Paulo. Simbolicamente, as fissuras já haviam sido explicitadas quando Alckmin deixou o partido e rumou para ser o vice de Luiz Inácio Lula da Silva, logo quem, pelo PSB.

COLIGAÇÃO ROBUSTA – Mesmo estando na casa dos 5%, Rodrigo reunia condições para deslanchar sua candidatura: relativamente desconhecido, com baixa rejeição e R$ 50 bilhões em obras para tocar. Tanto foi assim que montou, com apoio central do MDB e do União Brasil, uma coligação robusta.

Se não mantiver o estado, o oblívio desenhado em 2018, quando o PSDB teve menos de 5% dos votos no primeiro turno presidencial, poderá se tornar uma realidade.

Agora, caberá a Doria fazer o que não conseguiu até aqui, que é debelar as resistências de seus correligionários. Se caminhará com Moro, União Brasil e principalmente o MDB, é algo a ver. Fácil, não será.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – João Dória já conseguiu reverter duas situações difíceis e vencer as eleições que disputou, para prefeito e governador de São Paulo. Agora, a barra está bem mais pesada, devido à polarização Lula/Bolsonaro. Por isso, o quadro só vai clarear quando os partidos que negociam a candidatura única chegarem a uma conclusão, o que somente ocorrerá em junho. Até lá, teremos esse tiroteio de informações que não leva a nada, rigorosamente nada. (C.N.)


Ao residir em Aracaju estou conseguindo colher bons frutos.

 

Ao completar 11(onze) que resido em Aracaju, comecei a colher os frutos positivos e gratificantes desse novo lar ao compartilhar com a educação e formação, de dois enteados, que comigo residem no mesmo lar.

Uma enteada Isabela, está prestes a concluir o curso de direito, já o José Arthur, foi aprovado em CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO  - UFS.

Portanto, só me resta agradecer a Deus por ter dado paciência e sabedoria a dona Silvaneide, mãe dos dois, por saber conduzir ambos pelo caminho dos bons costumes.

sexta-feira, abril 01, 2022

Dois (02), de abril dia internacional do livro infantil

 


Esta data é destinada ao incentivo e conscientização da importância desde gênero literário para a formação de novos leitores.

Ninguém nasce sendo um leitor. Por isso, o incentivo ao hábito da leitura tem que começar desde os primeiros anos de vida da criança, e a literatura infantil é a porta de entrada para isso.

A literatura infantil também é uma poderosa ferramenta de aprendizado, não apenas a nível de conhecimentos, mas principalmente de valores morais e éticos.

Os brasileiros também comemoram o Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril), homenageando principalmente os grandes autores deste gênero no Brasil. Destacam-se: Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Ziraldo, Ruth Rocha, Maurício de Souza, Cecília Meireles, dentre outros.

Wanderley Barbosa

As autoridades precisam saber que TODAS AS VEZES que agredir um integrante da IMPRENSA, vai ter consequencia


: ESSA HISTORINHA QUE SE SOLIDARIZA, NÃO SERVE PARA NADA. Tem que acionar juridicamente o COMANDO DA PM e processar os policiais.

 Outra coisa é a propria CATEGORIA é conivente/omissa não publica nada, princialmente AS GRANDES REDES DE TV e os colegas de radio.

 As autoridades precisam saber que TODAS AS VEZES que agredir um integrante da IMPRENA, vai ter consequencia, pois nós temos um poder na mão - O MICROFONE. (Wanderley Barbosa).

Se Doria e Moro desistissem, MDB acha que poderia haver crescimento de Simone Tebet

Publicado em 1 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Missão de Simone Tebet é aumentar pesquisas de intenção de voto até abril de 2022 | JPNews Três Lagoas | RCN 67

Será que Simone Tebet conseguiria liderar a terceira via?

Valdo Cruz
G1 Brasília

Diante das notícias sobre a possibilidade de desistência tanto de João Dória como de Sergio Moro da disputa presidencial, a cúpula do MDB julgou que poderia estar sendo construído o cenário ideal para o fortalecimento do nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para ser a candidata à Presidência dos partidos PSDB, União Brasil e MDB.

Os presidentes das três legendas têm mantido conversas para escolher um candidato único para disputar a Presidência da República e tentar quebrar a atual polarização na disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

BAIXA REJEIÇÃO – Na avaliação de lideranças do MDB, a senadora Simone Tebet pode acabar ocupando o espaço de candidatura da terceira via. Ela tem baixa rejeição e seria a única mulher na disputa presidencial.

O governador de São Paulo, João Doria, chegou a comunicar a seu vice, Rodrigo Garcia, que havia desistido de deixar o governo e de disputar a Presidência da República, o que gerou uma crise no PSDB paulista.

Mas aliados de Doria conseguiram convencê-lo a recuar de sua decisão ele mante ve sua promessa de deixar o governo de São Paulo, para liberar o Estado para o vice Rodrigo Garcia, que vai disputar a sucessão paulista.

MORO DESISTIU – Já o pré-candidato do Podemos à Presidência da República, Sergio Moro, decidiu deixar sua legenda e migrar para o União Brasil.

Segundo interlocutores do ex-juiz e do União Brasil, neste primeiro momento Moro iria confirmar a mudança de legenda, mas deixar em aberto qual cargo ele disputará. Mas, nos bastidores, uma ala do partido pretende que ele busque uma vaga na Câmara dos Deputados, para operar como um puxador de votos para a nova legenda.

AINDA HÁ ESPERANÇA? – Nesta sexta-feira, dia 1º, Moro explicou que ainda nutre esperança de ser candidato à Presidência, caso suba nas pesquisas de intenção de voto.

Dentro do União Brasil, as negociações vão em outro sentido. As conversações entre os presidentes do União Brasil, PSDB e MDB é que eles tenham um só candidato a presidente. Os nomes citados são da senadora emedebista Simone Tebet e do tucano Eduardo Leite, que deixou o governo do Rio Grande do Sul.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba! Quer dizer que o União Brasil estaria dando a entender que prefere a candidatura única da terceira via com Simone Tebet ou Eduardo Leite, que até agora não pontuaram mais de 1% em nenhuma pesquisa. Como entrar numa patacoada dessas? 

E essa história da nota oficial em que o União Brasil “exige” que Moro se candidate a deputado?  Não será apenas jogo de cena?

Mais ainda, alguém poderia acreditar que o candidato favorito da terceira via, Sérgio Moro, teria desistido da candidatura para dar força aos que mal pontuam nas pesquisas? Será que não desconfiam que Moro está apenas trocando um partido mais fraco por um mais forte? Isso não parece óbvio? (C.N.)

Centrão vive o auge no governo Bolsonaro, mas a situação do bloco não é nada estável

Publicado em 1 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro se entrega de vez ao Centrão - Vermelho

Charge do J.Bosco (O Liberal)

Celso Rocha de Barros
Folha

O Centrão vive uma era mais dourada do que suborno no MEC de Bolsonaro. Saqueiam dinheiro público com o orçamento paralelo, vivem impunemente desde que Jair desmontou as instituições de controle, vendem caro apoio aos candidatos presidenciais. O tanto de azar que o Brasil teve nos últimos anos, eles tiveram de sorte.

Eles parecem achar que isso vai durar para sempre, que a mudança no equilíbrio político é permanente. Já planejam racionalizar a coisa toda inventando um novo sistema, o semipresidencialismo, em que o presidente eleito perderá as funções de chefe de governo. Ficará, apenas, com as funções de chefe de Estado e de otário que vai preso quando a polícia pegar o esquema.

APOIO INFLACIONADO – Também estão vendendo caro os apoios aos candidatos presidenciais. Olham para Lula, Bolsonaro e, com a ajuda de binóculos, para a terceira via, com uma cara de “Dessa vez não vai ser só 10%. Dessa vez eu quero tudo”. Mesmo assim, se eu fosse eles, baixaria minha bola.

O Centrão se consagrou, em primeiro lugar, porque Bolsonaro nunca teve qualquer interesse em governar como presidente normal. Deixou a articulação no Congresso às moscas e rachou o próprio partido.

Você vê que o sujeito não se importa com um problema quando o deixa a cargo do Onyx. Enquanto isso, Bolsonaro tentava articular nos quartéis, imagino que com algum general melhor que o Onyx. Nesse vazio, o Centrão governou.

EFEITO GOLPISMO – Em segundo lugar, o Centrão se fortaleceu porque a oposição não podia denunciar suas manobras com muita veemência sem o risco de fortalecer o golpismo de Bolsonaro. Se fizesse uma passeata com a faixa “Lira ladrão”, Jair diria: “Opa, beleza, então vamos fechar o Congresso e aproveitar o embalo para fuzilar vocês aí da passeata”.

O Centrão chegou ao seu apogeu na antessala do golpe. Não dá para viver eternamente na antessala do golpe. Em algum momento, ou tem golpe ou ninguém acredita mais na ameaça.

Em nenhum desses dois cenários o atual semipresidencialismo da mutreta é sustentável. Se houver golpe, a partir do dia seguinte o orçamento será partilhado por Queiroz entre a turma do Jair. Ser deputado de Congresso fechado não vale nada. Se o risco de golpe passar, a fiscalização democrática sobre o Congresso volta.

SEMIPRESIDENCIALISMO? – Presidentes eleitos democraticamente receberão apoio da sociedade para desafiar o semipresidencialismo da mutreta. Voltará a ser seguro criticar o Congresso. Vocês querem estar com o orçamento secreto na mão quando a transparência voltar?

Por isso, se eu fosse o centrão, faria as duas seguintes coisas. Em primeiro lugar, tentaria organizar uma retirada organizada até uma posição estrategicamente defensável. Organizem-se em partidos grandes e devolvam funcionalidade ao sistema. Voltem a reformar o sistema para que a corrupção diminua, como vocês fizeram em 2017. Aceitem a Quarta-Feira de Cinzas.

Em segundo lugar, não tratem Bolsonaro como um presidente qualquer em busca de reeleição. Esse dinheiro que ele vai lhes pagar em troca de apoio vai ser o último que vocês vão receber. Se Jair for reeleito, vai ter golpe. Apoiem Lula ou articulem outra candidatura. Centrão, meu filho, em uma democracia não dá para fazer o que você anda fazendo. E, sem democracia, ninguém precisa de você.


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