sexta-feira, julho 02, 2021

Educação reforça expectativa de retorno de atividades presenciais ainda em julho


por Francis Juliano / Fernando Duarte

Educação reforça expectativa de retorno de atividades presenciais ainda em julho
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias

Secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues reforça a possibilidade, já antecipada pelo governador Rui Costa, de que as atividades presenciais na rede estadual de ensino sejam retomadas ainda em julho. De acordo com o secretário, a intenção é dar início ao ensino híbrido, com a presença dos estudantes em partes da semana e com a continuação de atividades remotas.

 

"O próprio está com a previsão de, caso os números continuem caindo, ainda em julho quer voltar semipresencial, aquele modelo intermediário, misto. Três dias em casa, três dias na escola. Tempo em casa, tempo em escola. Mas tudo depende desses números dos próximos dias", explicou Rodrigues durante o ato em celebração ao Dois de Julho, nesta sexta-feira (2). Segundo ele, ainda não dá para retomar "a normalidade no conceito do passado". "A intenção nossa, o governador já está anunciando isso, é que, se os números continuarem caindo como estão, a nossa tendência é retornar. Mas ainda é muito prudência. Nós não temos esses dados ainda. A expectativa é que a gente aguarde", aponta.

 

Conforme o secretário, o governo espera o resultado dos festejos juninos nos números da pandemia para delimitar os próximos passos com relação à educação. "Nós já temos uma taxa de ocupação de leitos próxima daquilo que o governador anuncia. Vamos aguardar para ver se na próxima semana a gente tem um resultado que é efeito dos 10 dias de São João. É justamente quando se vence, se tiver de acontecer, deverá ser explicitado nos próximos dias. Aguardando isso, a gente já tem um planejamento", completou.

 

Rodrigues ainda reforçou a necessidade de engajar toda a comunidade escolar para lidar com os novos modelos que devem ser adotados, seja na forma híbrida ou na retomada 100% presencial, que ainda deve demorar a acontecer. "Temos que engajar, chamar os professores e os servidores para fazer uma preparação, fazer uma formação para que o retorno aconteça de uma maneira equilibrada".

 

Apesar da previsão do secretário de Educação, os professores da rede estadual de ensino têm mantido uma postura resistente ao reinício das aulas, ainda que em formato híbrido. Na última quarta (30), o diretor-geral da APLB Sindicato, Rui Oliveira, revelou que a intenção do governo deverá encontrar alguma dificuldade para ser concretizada.

 

De acordo com Oliveira, uma pesquisa interna realizada pela própria APLB consultou 13 mil profissionais em todo o território baiano. Destes, 97% decidiram que só retornarão as aulas presenciais após concluírem o calendário vacinal com a aplicação da segunda dose (lembre aqui).

 

DOIS DE JULHO

Sempre presente na celebração do Dois de Julho, o secretário de Educação repetiu que é importante reconhecer a luta e a história "tão forte que é a do Brasil e da Bahia" para conquistar a independência. "Nós, independente da condição de ser político, com cargo, a gente tem que se manifestar. É claro que com a pandemia com todo cuidado, com todo zelo. Mas nós temos que vir aqui demarcar e reconhecer a luta daqueles que fizeram a história da Bahia e do Brasil", indicou.

Bahia Notícias

Apoiadores do presidente Bolsonaro já se concentram para motociata em Salvador


por Mari Leal / Vitor Castro

Apoiadores do presidente Bolsonaro já se concentram para motociata em Salvador
Foto: Bahia Notícias / Mari Leal

Apesar de ainda não ter se iniciado, quem passa pelas imediações do Dique do Toró, em Nazaré, nesta sexta-feira (2), já vê a concentração para a motociata em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Apesar dele ter anunciado que não virá ao evento, enviou mensagem de apoio aos manifestantes (relembre).

Na concentração, que reúne um número elevado de pessoas, é possível notar que alguns não usam máscaras de proteção contra a Covid-19.  Grande parte dos participantes usa a bandeira do Brasil como referência de apoio ao símbolo de campanha do presidente. 

A motociata, que já ocorreu em outras cidades do país,  é organizada por clubes de motociclistas da Bahia, com adesão de ciclistas e entusiastas de carro, como grupos de veículos antigos e jipeiros. 

Bahia Notícias

Apoiadora de Bolsonaro, deputada Talita Oliveira participa de motociata

 

por Mari Leal / Vitor Castro

Apoiadora de Bolsonaro, deputada Talita Oliveira participa de motociata
Foto: Bahia Notícias / Mari Leal

O ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que acontece nesta sexta-feira (2),  sairá da Dique do Tororó, em Nazaré, com destino ao Parque dos Ventos, na Boca do Rio. Apoiadora do presidente e presente na manifestação, a deputada estadual Talita Oliveira (PSL) disse que a motociata é uma prova do crescimento da popularidade de Bolsonaro. 

A deputada reiterou a importância da manifestação e, perguntada sobre a queda de popularidade de Bolsonaro, Oliveira discordou. "Para fatos não há como negar isso daqui. São pessoas que vêm  voluntariamente por apoio ao Brasil, são patriotas. Acho que aqui está a resposta do tamanho que o presidente cresce porque as pessoas são patriotas e querem um Brasil melhor. Essa é a melhor resposta aqui na Bahia", disse. 

Os manifestantes partem do Dique do Tororó, passam pela avenida Bonocô em direção ao Iguatemi e depois seguem em direção ao Parque dos Ventos, onde uma concentração reunirá os apoiadores.  "Estou como apoiadora e patriota, apoio a liberdade. Hoje é um dia importante da independência, vim como patriota. Essa é uma força tarefa de todos nós", finalizou Talita.

Bahia Notícias

Lamentar a morte de Lázaro Barbosa é desconhecer a realidade do mundo em que vivemos


Documento policial registra que Lázaro Barbosa foi morto por Vicente Limongi Netto

O mundo é cruel. A realidade assusta. Costuma pregar peças. Sem trégua. Não tenho lugar no coração nem na alma para nutrir pena e consideração a assassinos e estupradores. Graças a Deus a avassaladora pandemia não amoleceu meus neurônios nem abalou meu equilíbrio e isenção.

A hora é de lutar por soluções, leis e mecanismos jurídicos que tragam tranquilidade para a população. Caso contrário, seres desprezíveis como Lazaro Barbosa continuarão soltos e impunes, infernizando a vida de famílias e homens de bem.

LÁZARO BARBOSA – Nessa linha, acabei lendo, perplexo, no Correio Braziliense e alhures, incisivas opiniões lamentando a morte de Lázaro Barbosa. Respeito, mas discordo enfaticamente. A meu ver, ao contrário daqueles que não admitem a forma como chegou ao fim a vida imunda e covarde de Lázaro, julgo perfeitamente natural o desfecho da caçada ao monstro que alguns insistem em chamar de ser humano.

Pimenta nos olhos dos outros é colírio e refresco. Aplaudo os policiais que finalmente deram um basta no assassino. A alegria que mostraram foi compreensiva. Pelo teor de algumas opiniões contrárias, seria melhor que os policiais chorassem e respondessem com flores os tiros disparados por Lazaro.

OPINIÃO ACERTADA – Ilustro meu raciocínio com a opinião do Diretor do Instituto Luiz Gama, pós-doutor pela Universidade de Coimbra em Democracia e Direitos Humanos, Camilo Onoda Caldas (Correio Braziliense – Eixo Capital- 30/6), sobre Lazaro Barbosa, indagado se seria melhor prendê-lo com vida:

“Se ele resistiu à prisão e atacou os policiais, o confronto pode ter sido necessário e a morte, portanto, é uma consequência”, salientou o cientista político.

Espero que a lucidez vença a hipocrisia e a demagogia, evitando que partidos políticos e entidades não apelem ao Vaticano para canonizar Lázaro Barbosa.

MAIS ENERGIA – O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, precisa ser menos benevolente e mais enérgico na condução dos trabalhos. Logo e urgente.  Sob pena de enfraquecer e desmoralizar a CPI e a si próprio. Aziz precisa manter o foco principal da comissão. Investigar e apurar a má gestão do governo na aquisição de vacinas. Deve cortar a palavra de quem deseja tumultuar e atrasar os trabalhos da CPI. 

Graves denúncias de irregularidades e corrupções já foram checadas e constatadas pelos senadores, fazendo com que a maioria da população continue acreditando nos resultados finais da CPI.

Nesse sentido, alguém precisa informar a Omar Aziz as características de ações e atitudes do ex-presidente do Senado, o baiano Antônio Carlos Magalhães.

ORDEM NA CASA – Com o famoso ACM, insolentes e demagogos não se criavam nas sessões plenárias, nas comissões técnicas ou comissões de inquérito, como ocorre hoje com a bolorenta, desprezível e bazofeira tropa sem choque de Bolsonaro, na CPI da Covid. São serviçais sem compostura. 

Com ACM no comando, ninguém não atropelava a fala do senador que estivesse falando. Em plenário ou nas comissões técnicas,o ex-governador e ex-ministro  não permitia o ingresso de  ex-parlamentares, deputados ou senadores que não fossem membros das comissões.

Muito menos discursar para dizer asneiras, como o arrogante senador rei das rachadinhas, Flávio Bolsonaro. Que ainda tem o descaramento de levar deputados serviçais para o plenário da CPI. Acorda, Omar.

Bolsonaro tenta manter na Saúde o esquema corrupto do Centrão, mas está muito difícil

Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro como 'boneco' do Centrão

Charge do João Bosco (O Liberal)

Carlos Newton

Um dos grandes mistérios que desafiam a CPI da Covid é identificar o mencionado “grupo” que domina os bastidores do Ministério da Saúde, agora com apoio de militares contratados para importantes cargos e que acabaram também se corrompendo. Se ouvirem as pessoas certas e conduzirem as investigações para as diretorias que realizam compras de equipamentos e remédios, os membros da CPI vão chegar a resultados surpreendentes.

Um dos detalhes mais importantes é que o esquema de corrupção existe desde sempre, não há nada de novo no front ocidental, diria o escritor Erick Maria Remarque. A corrupção na Saúde é apenas uma tradição que passa de um governo para o outro, para controlar uma dos maiores sangradores de recursos públicos – as verbas bilionárias do Sistema Unificado de Saúde.

NAS MÃOS DO CENTRÃO -No caso atual, o esquema vinha sendo controlado pelo Centrão desde o governo Michel Temer, quando o deputado paranaense Ricardo Barros foi nomeado ministro da Saúde, como representante do PP na parte que cabia ao Centrão no latifúndio da coligação governista.

Com a vitória de Jair Bolsonaro em 2018, o ministério acabou sendo transferido para outro partido do Centrão, o DEM. Para ministro, foi indicado o ex-deputado federal Henrique Mandetta, de Minas, que nomeou como seu assessor direto outro ex-deputado de seu partido, José Carlos Aleluia, da Bahia.

Ricardo Barros, que se tornou líder do atual governo, não aceitou ser afastado do esquema e se integrou ao grupo, que ganhou reforço com a nomeação de outro ex-deputado do DEM, Abelardo Lupion, herdeiro político de Moyses Lupion, duas vezes governador e que se notabilizou como o maior corrupto do regime militar, em plano superior a Paulo Maluf.

MANDETTA DEMITIDO – Abelardo Lupion, que era assessor da Casa Civil na gestão de Onyx Lorenzoni, aceitou o cargo de diretor do Ministério da Saúde e completou o “grupo”. Com a demissão de Henrique Mandetta, que vinha ganhando protagonismo, e a desistência do substituto Nelson Teich, então chegaram os militares.

A grande surpresa foi que, ao invés de erradicar os núcleos de corrupção e moralizar o Ministério para combater a pandemia, os militares fizeram exatamente o contrário e se adaptaram ao esquema.

Albergado agora no terceiro andar do Planalto, o ex-ministro Eduardo Pazzuelo segue manchando sua biografia. Devia ir logo para reserva e se defender na Justiça. Sabe que jamais será preso, porque não há mais prisão após segunda instância e os processos acabam prescrevendo. A impunidade é garantida, general, pode vestir o pijama, porque o senhor será uma ausência que preenche uma lacuna. Ninguém notará sua falta, nem mesmo Bolsonaro, o velho companheiro na Escola de Paraquedismo.

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P.S. –
 Pazuello é um general que perdeu completamente a dignidade. A manifestação que encaminhou segunda-feira à Procuradoria, no âmbito da notícia-crime contra Bolsonaro, é um primor de desfaçatez. Disse que tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto ele adotaram providências para apurar possíveis irregularidades no caso Covaxin, mas não encontraram. No documento, ele mesmo relatou que Bolsonaro lhe passou a denúncia dia 22 de março. Ou seja, confessou não ter apurado nada, pois foi demitido no dia seguinte, 23 de março. Pazuello está emporcalhando a farda. Deveria ser preso, a bem do serviço público, para evitar que continue manchando o nome do Exército Brasileiro. (C.N.)

Se Bolsonaro sofrer impeachment, Lula não se elege e estará politicamente morto

Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amarildo (Arquivo Google)

Carlos Marchi
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Há dois partidos que hoje são vigorosamente contra o impeachment de Bolsonaro. Um é o PFB (o Partido da Família Bolsonaro). O outro é o PT.

Se o impeachment vier e Bolsonaro ficar fora da eleição, Lula está morto politicamente.

Para continuar existindo, Lula precisa desesperadamente manter Jair Bolsonaro como presidente e candidato à reeleição.

Os dois campeões de rejeição só sobrevivem um contra o outro, um alimentando o outro, um emulando o outro. Só sobrevivem no quadro da polarização entre os extremos.

Isoladamente, um ou outro perdem para qualquer candidato.

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OBS:
 Depois de publicar este post dei-me conta de que meu amigo Edilson Martins escreveu muito parecido. E Chico Caruso e Amarildo publicaram charges maravilhosas(C.M.)

(artigo enviado por José Carlos Werneck)

Governistas mobilizam-se contra Dominguetti, mas evitam contestar a denúncia


Senadores governistas chegaram a pedir a prisão de Dominguetti

Pedro do Coutto

Os senadores do bloco do governo, presentes na sessão de ontem na CPI da Pandemia, mobilizaram-se e partiram para o ataque contra o denunciante Luiz Paulo Dominguetti, buscando desacreditar o seu relato e levantando uma série de fatos negativos sobre o integrante da Polícia Militar de Minas Gerais.

Foi colocada a questão sobre quais motivos ele não formalizou a denúncia à PMMG e deixou para revelá-la na entrevista de terça-feira desta semana na Folha de São Paulo. A ofensiva do governo, sem dúvida, abalou a presença de Dominguetti na CPI, mas não o conteúdo da proposta, segundo ele apresentada pelo então diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, na base de US$ 1 de propina para cada dose de vacina negociada

COMISSÃO – O preço da unidade estava em US$ 15, muito superior ao dos demais laboratórios fabricantes. A proposta foi considerada como um exagero na medida em que prometia um fornecimento de 400 milhões de doses da Astrazeneca para o Ministério da Saúde. A comissão seria assim, de acordo com Luiz Paulo Dominguetti, de US$ 400 milhões.

Despertou perplexidade toda a negociação e os seus aspectos. A acusação contra Ferreira Dias permaneceu na atmosfera de Brasília porque em momento algum os apoiadores do governo Bolsonaro contestaram o conteúdo da denúncia do intermediário Dominguetti. Assim, a crise permanece.

Senadores governistas chegaram a pedir a prisão de Dominguetti, mas o presidente da CPI, senador Omar Aziz, não acolheu a proposta. Promoverá na próxima semana uma acareação entre os personagens citados no relato de ontem.

PRODUTO INTERNO BRUTO – Eis aí uma questão a ser explicada pelo IBGE e pela Fundação Getúlio Vargas. Como pode haver perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto este ano na escala de 3% a 4%, se a taxa de desemprego ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril, de acordo com reportagem de Carolina Nalin e Alex Braga, O Globo ?

São milhares de brasileiros e brasileiras lutando sem conseguir retornar ao mercado de trabalho. Fica evidente que os que conseguirem se empregar encontrarão salários muito menores do que a média que encontrariam se a situação entre demanda e oferta fosse de equilíbrio. Além disso, os repórteres, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, revelaram que a mão-de-obra desperdiçada no Brasil chega a 33,2 milhões de pessoas, uma elevação de 2,7% no último trimestre.

Não faz sentido, na minha opinião, projetar um crescimento do PIB numa escala muito superior à taxa demográfica se o desemprego continua subindo e sufocando grandes parcelas da população.  O IBGE e a FGV fariam um trabalho bastante útil à sociedade analisando o processo que coloca em posições antagônicas a previsão de crescimento do PIB e o número de desempregados no Brasil.


Rolo compressor para blindar Bolsonaro na Covaxin ainda não deu o menor resultado

 Publicado em 2 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

A Pista

Charge do Miguel Paiva (Arquivo Google)

Merval Pereira
O Globo

O superpedido de impeachment, entregue ontem por um grupo suprapartidário de parlamentares, não terá o condão de convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas coloca mais pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro. As manifestações de rua devem recrudescer à medida que a CPI da Covid for evoluindo.

O silêncio comprometedor do empresário Carlos Wizard na CPI demonstra que ele tem muito o que esconder. A permissão do Supremo para que ficasse calado se referia às perguntas que pudessem fazê-lo incriminar-se. Como se recusou a responder a todas as perguntas, vê-se que qualquer passo em falso poderia tê-lo prejudicado.

ALENCAR SE ACHANDO – (Um parêntese para chamar a atenção, mais uma vez, para a atitude arrogante e prepotente do senador Otto Alencar, que exorbita de seus poderes de xerife na CPI. A possibilidade, embora remota, de vir a ser aventado como candidato à Presidência da República por seu sucesso midiático parece que lhe subiu à cabeça).

Voltando ao caso em si, a narrativa desconexa do governo sobre a compra da vacina Covaxin, cujo contrato foi suspenso três meses depois da primeira denúncia de irregularidade (que, segundo a primeira versão, não existia), é a prova evidente de que não há caminho fácil para demonstrar a lisura dos contratos do Ministério da Saúde.

A mais recente denúncia sobre a tentativa de propina na compra de vacina é impressionante. Mais de 250 mil mortes, e um funcionário público negociava US$ 1 por dose de um contrato de compra de 400 milhões de vacinas AstraZeneca. Desta vez, o governo foi rápido, demitiu imediatamente o servidor, diferentemente da primeira denúncia, que até agora tenta negar.

BARROS NÃO SAI – Sinal de que estão querendo se livrar das pessoas que podem trazer mais problemas, mas não conseguem se livrar de outras, como o deputado Ricardo Barros, que já avisou que sabe se defender. O caso é muito mais grave, pois mostra que há uma indústria de propinas para a compra de insumos médicos dentro do Ministério da Saúde, que precisa sofrer uma ampla devassa.

Pelo visto, a passagem do deputado Ricardo Barros por lá deixou rastros difíceis de apagar. Todos os servidores envolvidos nessas falcatruas foram nomeados no tempo dele e, pela denúncia de diversas pessoas, montaram um esquema que viu a chance de ganhar muito dinheiro com a pandemia.

As explicações que o governo vai dando são ridículas, e o papel do senador Fernando Bezerra para defender o presidente é lamentável. Como é possível sustentar uma versão tão frágil quanto a que ele apresentou, e em seguida o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello confirmou?

NÃO HOUVE INVESTIGAÇÃO – Se houve uma investigação, teriam tido tempo para investigar corretamente uma denúncia de fraude num contrato de R$ 1,6 bilhão em tão pouco tempo? Claro que não. Pazuello ficou um dia no cargo depois do suposto pedido do presidente para averiguar, e seu sub, o coronel Elcio Franco, mais três ou quatro. A maior prova é a primeira reação pública do governo, quando o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, chorou, clamou pela justiça divina e disse que o documento apresentado pelo deputado Luis Miranda havia sido falsificado.

Tivesse havido uma investigação, ele saberia que o documento de compra não só não era fraudado, como estava no site do ministério. Além disso, o responsável pela suposta investigação, o coronel Elcio, estava a seu lado e não deu uma palavra sobre essa investigação que ele teria feito, mas que, na verdade, é uma estratégia para tentar evitar que o presidente Bolsonaro seja acusado de prevaricação.

Há um esforço para tirar o presidente da história, mas não há um só documento que prove que a investigação realmente foi pedida e realizada. Diante do que vem sendo revelado, é difícil tirar Bolsonaro disso. Se ele recebeu a denúncia e não fez nada — e, ao contrário, manteve Ricardo Barros na liderança do governo e nomeou a mulher dele para o conselho de Itaipu—, é evidente que, no mínimo, prevaricou.

Um pote da arrecadação que representa o símbolo da corrupção. e a fraude como uma metáfora legal para o comportamento imoral. e Antirrepublicano.

 


Foto Divulgação - Redes Sociais - Qualquer semelhança é mera coincidência.

Assassinaram uma árvores centenária para implantarem nessa encruzilhada um diabólico pote que simboliza muito bem a corrupção implantada no município de Jeremoabo.

Esse pote com a boca aberta para cima, além de tirar a  autoridade dos Agentes de Saúde quando no exercício de sua honesta e competente função fiscalizam as residência na tentativa de eliminar o mosquito da dengue, o prefeito implanta em via pública um criadouro para toda espécie do mosquito.

Com essa imoralidade e via pública o prefeito desmoraliza a Vigilância Sanitária em Jeremoabo, já que estamos diante de um crime contra a saúde pública.

São inúmeros os significados que esse pote simboliza, a exemplo das improbidades com os amarelinhas, simboliza o imoral nepotismo pratica na administração municipal de Jeremoabo, superfaturamento do pescado distribuído na semana Santa, o escândalo do Ticket Combustível,  a impunidade dos Fura- Filas, a fraude  com a Casa de Apoio em Salvador,  o  engodo dos 4000 empregos em véspera de eleições, e outras centenas de improbidades que deixo de citar para não cansar o leitor.

Que a madrugada  de 2 de Julho de 1823, também aconteça na Colônia Jeremoabo para libertar  de governantes inoperantes e improbos.

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