sexta-feira, julho 02, 2021

Lamentar a morte de Lázaro Barbosa é desconhecer a realidade do mundo em que vivemos


Documento policial registra que Lázaro Barbosa foi morto por Vicente Limongi Netto

O mundo é cruel. A realidade assusta. Costuma pregar peças. Sem trégua. Não tenho lugar no coração nem na alma para nutrir pena e consideração a assassinos e estupradores. Graças a Deus a avassaladora pandemia não amoleceu meus neurônios nem abalou meu equilíbrio e isenção.

A hora é de lutar por soluções, leis e mecanismos jurídicos que tragam tranquilidade para a população. Caso contrário, seres desprezíveis como Lazaro Barbosa continuarão soltos e impunes, infernizando a vida de famílias e homens de bem.

LÁZARO BARBOSA – Nessa linha, acabei lendo, perplexo, no Correio Braziliense e alhures, incisivas opiniões lamentando a morte de Lázaro Barbosa. Respeito, mas discordo enfaticamente. A meu ver, ao contrário daqueles que não admitem a forma como chegou ao fim a vida imunda e covarde de Lázaro, julgo perfeitamente natural o desfecho da caçada ao monstro que alguns insistem em chamar de ser humano.

Pimenta nos olhos dos outros é colírio e refresco. Aplaudo os policiais que finalmente deram um basta no assassino. A alegria que mostraram foi compreensiva. Pelo teor de algumas opiniões contrárias, seria melhor que os policiais chorassem e respondessem com flores os tiros disparados por Lazaro.

OPINIÃO ACERTADA – Ilustro meu raciocínio com a opinião do Diretor do Instituto Luiz Gama, pós-doutor pela Universidade de Coimbra em Democracia e Direitos Humanos, Camilo Onoda Caldas (Correio Braziliense – Eixo Capital- 30/6), sobre Lazaro Barbosa, indagado se seria melhor prendê-lo com vida:

“Se ele resistiu à prisão e atacou os policiais, o confronto pode ter sido necessário e a morte, portanto, é uma consequência”, salientou o cientista político.

Espero que a lucidez vença a hipocrisia e a demagogia, evitando que partidos políticos e entidades não apelem ao Vaticano para canonizar Lázaro Barbosa.

MAIS ENERGIA – O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, precisa ser menos benevolente e mais enérgico na condução dos trabalhos. Logo e urgente.  Sob pena de enfraquecer e desmoralizar a CPI e a si próprio. Aziz precisa manter o foco principal da comissão. Investigar e apurar a má gestão do governo na aquisição de vacinas. Deve cortar a palavra de quem deseja tumultuar e atrasar os trabalhos da CPI. 

Graves denúncias de irregularidades e corrupções já foram checadas e constatadas pelos senadores, fazendo com que a maioria da população continue acreditando nos resultados finais da CPI.

Nesse sentido, alguém precisa informar a Omar Aziz as características de ações e atitudes do ex-presidente do Senado, o baiano Antônio Carlos Magalhães.

ORDEM NA CASA – Com o famoso ACM, insolentes e demagogos não se criavam nas sessões plenárias, nas comissões técnicas ou comissões de inquérito, como ocorre hoje com a bolorenta, desprezível e bazofeira tropa sem choque de Bolsonaro, na CPI da Covid. São serviçais sem compostura. 

Com ACM no comando, ninguém não atropelava a fala do senador que estivesse falando. Em plenário ou nas comissões técnicas,o ex-governador e ex-ministro  não permitia o ingresso de  ex-parlamentares, deputados ou senadores que não fossem membros das comissões.

Muito menos discursar para dizer asneiras, como o arrogante senador rei das rachadinhas, Flávio Bolsonaro. Que ainda tem o descaramento de levar deputados serviçais para o plenário da CPI. Acorda, Omar.

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