terça-feira, novembro 03, 2020

Seja com Biden ou Trump, confira as possíveis consequências para a economia brasileira

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US election 2020: Press, social media blocking serious charges against Joe  Biden: Donald Trump

Para os candidatos, a América Latina não é prioridade

Luiz Guilherme Gerbelli
Do G1

Com Joe Biden ou Donald Trump no comando dos Estados Unidos, o Brasil terá de lidar com obstáculos na relação comercial com norte-americanos. Uma eventual presidência do democrata deve aumentar a pressão com a condução da política ambiental brasileira, enquanto a reeleição do republicano mantém o viés protecionista da economia dos EUA.

Ao longo da campanha, os dois candidatos foram pouco detalhistas nas propostas de comércio exterior com a América Latina. O foco esteve na China e na União Europeia, o que indica, segundo analistas, que qualquer mudança no comércio com o Brasil não deve ocorrer tão cedo.

AMÉRICA LATINA – “A primeira observação é que a América Latina como um todo não é um tema central para a política externa norte-americana”, diz Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. “Muito provavelmente o Brasil será um tema secundário e corre o risco de ficar dominado pela questão ambiental.”

Hoje, os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Entre janeiro e setembro deste ano, a corrente de comércio (soma de importação e exportação) com os norte-americanos somou US$ 44,6 bilhões. Com o chineses, a corrente chegou a US$ 73,4 bilhões.

Líder nas pesquisas eleitorais, Biden já citou o elevado desmatamento da Amazônia num debate com Trump e disse que o Brasil pode enfrentar “consequências econômicas” se os índices de perdas florestais não forem revertidos.

AMAZÔNIA – O aumento do desmatamento no Brasil já está no radar de outros país há algum tempo. O parlamento europeu, por exemplo, indicou que o acordo com o Mercosul – que levou 20 anos para ser assinado – não deve ser ratificado se o governo brasileiro não promover mudanças na sua política ambiental.

“Diferente do Trump, com o Biden (na presidência), eu acho que haverá um efeito importante na área ambiental, vai haver uma coordenação da Europa e dos EUA para fazer pressão sobre o Brasil”, diz Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004.

Nesse cenário da eleição de Biden, em que a pauta ambiental deve ganhar força, os produtos brasileiros podem sofrer algum tipo de dificuldade para entrar no mercado norte-americano e os possíveis acordos comerciais devem emperrar.

BOICOTE AMBIENTAL – “Democratas em Washington – na Casa Branca e no Congresso – provavelmente questionariam as políticas do Brasil no meio ambiente (…) e podem se recusar a assinar acordos comerciais com administração Bolsonaro”, escreveram os economistas do banco BNP Paribas Marcelo Carvalho e Luiz Eduardo Peixoto.

Com Trump, as relações de maior protecionismo devem continuar, mas ainda não é possível saber se haverá uma subida de patamar.

Neste primeiro mandato, o atual presidente norte-americano abriu uma guerra comercial com a China e aumentou as tarifas de importações de aço e alumínio, o que afetou produtores brasileiros.

DÉFICIT COMERCIAL – As medidas mais protecionistas no comércio internacional vieram dentro de uma política que Trump chamou de “America First” (América Primeiro, em tradução livre). Na campanha de 2016, ele prometeu reduzir o déficit comercial do país.

O republicano também afastou a economia norte-americana de entidades e negociações multilaterais ao esvaziar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e tirar os EUA do Tratado de Associação Transpacífico (TPP).

“O Trump já falou muita coisa, de acirramento. Se ele continuar nesse tom, o que se espera é um cenário internacional mais conflituoso”, afirma Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

DISPUTA PELO 5G – A implementação da tecnologia de quinta geração (5G) no Brasil também deve ser afetada a depender do resultado eleitoral norte-americano.

Na guerra comercial entre Estados Unidos e China, o 5G se tornou mais uma batalha. Os dois países disputam qual nação vai ter a influência no mundo da implantação da nova tecnologia.

Num sinal claro dessa guerra tecnológica, a empresa chinesa Huawei, que detém a patentes no 5G, enfrenta restrições nos Estados Unidos. A companhia é acusada de manter relações com o Partido Comunista Chinês. Em julho, o Reino Unido excluiu a Huawei de sua rede 5G. No Brasil, o leilão de 5G foi adiado para 2021 por causa da pandemia do coronavírus.

DIZ BOLSONARO – Por ora, Bolsonaro tem dito que caberá a ele próprio a decisão sobre a implementação da internet móvel 5G no Brasil, o que pode indicar uma preferência para os Estados Unidos no caso de uma vitória de Trump, de quem Bolsonaro se diz aliado. Segundo Bolsonaro, não vai ter “ninguém dando palpite” na definição da tecnologia.

“Se o Trump ganhar, a pressão para que o Brasil fique ao lado dos americanos pode aumentar”, diz Barbosa. “Com Biden, os grupos internos, as empresas que querem que o país tenha uma posição independente, vão se fortalecer. É capaz de o Brasil não excluir a empresa chinesa da licitação do 5G.”

Em outubro, o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EximBank) e o Ministério da Economia assinaram um acordo que prevê US$ 1 bilhão para financiar diversos projetos no Brasil, incluindo os do 5G.

MERCADO FINANCEIRO – No mercado financeiro, a leitura dos agentes é que a disputa presidencial deve ser vencida pelo democrata. “O cenário mais provável é uma vitória do Biden, sem contestação”, afirma o economista-chefe da Mauá Capital, Alexandre Ázara.

Os investidores, no entanto, também se debruçam na eleição para o Senado norte-americano. Uma larga vitória dos democratas na casa pode indicar que o partido vai ter força para aprovar várias medidas de estímulos fiscais, o que pode piorar as contas públicas do país.

Nesse quadro, para conter a inflação estimulada pela piora fiscal, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) pode ser obrigado a subir os juros, o que afetaria economias emergentes, como a brasileira. Hoje, os juros estão na faixa entre 0% e 0,25%.

Alcolumbre quer mudar regimento para ser reeleito em ‘teste de popularidade’ no Senado


OI ZUM-ZUM-ZUM, TÁ FALTANDO UM – Contra o Vento

Charge do Glauco (Arquivo Google)

Julia Lindner e Carolina Brígido
O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pretende viabilizar a sua candidatura à reeleição por um mecanismo que exigirá um ‘teste do apoio’ a seu nome no plenário da Casa. A expectativa de seus aliados é que até o fim do ano o Supremo Tribunal Federal (STF) se manifeste sobre o tema — e trate o assunto como interna corporis”.

Após isso, o próximo passo seria mudar o regimento da Casa, o que depende de maioria simples, algo mais fácil de conseguir que alterar a Constituição. O impasse deixou a disputa em compasso de espera.

NAS MÃOS DE GILMAR – No STF, há expectativa de que no próximo mês o caso seja liberado para a pauta pelo ministro Gilmar Mendes, relator da ação do PTB que tenta barrar qualquer possibilidade de reeleição nas Mesas do Congresso, inclusive em legislaturas diferentes, permitida hoje. Na avaliação de senadores, a decisão antes do recesso do Judiciário servirá para “serenar os ânimos” no Parlamento. Caberá ao presidente da Corte, Luiz Fux, porém, definir essa data.

Segundo técnicos do Legislativo, apenas a posição do STF de que o assunto deve ser resolvido interna corporis não é suficiente. Os técnicos avaliam ser crucial conhecer os fundamentos da decisão, para saber como será a leitura dos ministros sobre o artigo 57 da Constituição, que diz ser “vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição” das Casas Legislativas.

Mas se confirmando que o assunto cabe à Casa, a escolha por mudar o regimento é preferida porque a outra hipótese — de a Mesa apenas aceitar a candidatura do atual presidente — é tida como passível de contestação judicial.

APOIO PARA REELEIÇÃO – No Senado, líderes ouvidos pelo GLOBO avaliam que Davi Alcolumbre já tem apoio suficiente para conquistar a reeleição com esse teste em plenário. Além do próprio partido, o DEM, ele já recebeu apoio de parlamentares de PP, PT, PL, PDT e MDB. Alguns desses partidos foram adversários no último pleito.

Em uma sessão em setembro, o líder do PT, Rogério Carvalho (SE), disse que se “tiver a oportunidade” daria seu voto “com muito gosto”. Também no plenário, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) declarou apoio, assim como o líder do PDT, Weverton Rocha (MA). Embora a posição do governo seja de discrição, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), já indicou apoio em entrevista ao GLOBO.

O impasse sobre a reeleição de Alcolumbre travou a disputa, já que é consenso entre os parlamentares da necessidade de esperar o Supremo. Enquanto isso, poucas candidaturas foram lançadas. Apenas Major Olímpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (SD-GO) pleiteiam o posto abertamente — ambos com poucas chances.

GANHANDO APOIO – O MDB, maior sigla da Casa, já deixou claro que apoiará Alcolumbre caso ele consiga viabilizar a sua candidatura. Do contrário, terá um candidato próprio. Dirigentes do partido garantem que possuem “bons quadros” para a eleição, como Eduardo Braga (AM) e Eduardo Gomes (TO). Derrotado em 2019, Renan Calheiros (AL) se aproximou do presidente da Casa.

Apesar do favoritismo de Alcolumbre, caso possa disputar, alguns senadores prometem resistência. Eles exigem que, para mudar a regra, seria necessário também alterar a Constituição, o que exigiria dois terços de votos na Câmara e no Senado em duas votações, algo de difícil execução antes do pleito.

“Obviamente, uma decisão do Supremo de que é ato interna corporis vai exigir do Senado mudar o regimento e a Constituição Federal, esse é o meu posicionamento” — reforçou a senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

RASGAR A CONSTITUIÇÃO – Membro do grupo independente “Muda, Senado”, Alessandro Vieira (Cidadania-SE) vai na mesma direção de Simone Tebet: “Mesmo aqueles ministros (do STF) mais excêntricos… É muito difícil você rasgar a Constituição. A Constituição é literal nesse ponto, então não tem como você dizer que isso pode ser mudado por regimento.

Autora da PEC que permite a reeleição, a senadora Rose de Freitas (Sem partido-ES), acredita que não há clima para votar a proposta agora. Na visão dela, há outras matérias econômicas relevantes que ainda não foram apreciadas e devem ter prioridade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Davi Alcolumbre é a maior demonstração de que a Nova Política é uma balela. O senador do Amapá é alvo de três ações eleitorais no TSE e de dois inquéritos criminais no Supremo envolvendo fraudes contábeis na campanha de 2014. Nessas condições, jamais poderia estar presidindo o Senado e o Supremo. É o típico representante da Vella Política, que tanto mal tem feito ao país. (C.N.)

segunda-feira, novembro 02, 2020

Maia rompe com o governo e afirma que não permitirá que os tetos de gastos sejam descumpridos


Rodrigo Maia está mais forte do que imaginávamos", dizem assessores de Bolsonaro

Rodrigo Maia tenta evitar que haja nova crise econômica

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mandou um recado para o governo. Disse que não pautará prorrogação do decreto de calamidade pública ou da Emenda Constitucional do Orçamento de Guerra, que deu poderes ao Executivo para burlar a regra de outro e o teto de gastos. Para o parlamentar, a base do governo obstrui a votação na Câmara para tentar esvaziar a pauta e sua presidência, mesmo que isso prejudique matérias de interesse do próprio Executivo. “Quem precisa da pauta da Câmara é o governo e a sociedade”, disparou o deputado.

“Se querem esvaziar a pauta que eu faço, está resolvido. Nenhum dos dois assuntos (decreto de calamidade ou Emenda Constitucional do Orçamento de Guerra) será pautado na Câmara até 1º de fevereiro. O governo esqueça isso”, descartou o presidente da Câmara.

SEM “JEITINHO” – “Aqueles que sonham com o jeitinho na solução do teto, aproveitem a partir do dia 2 ou 3 de fevereiro com o novo presidente da Câmara, que tenha coragem de ser responsável por uma profunda crise econômica e social no país”, acrescentou Rodrigo Maia, sobre a importância do cumprimento da Lei do Teto de Gastos e da Regra de Ouro, que limita gastos governamentais .

“Não haverá prorrogação da emenda constitucional do Orçamento da Guerra, que sou primeiro signatário, e não haverá hipótese nenhuma de votação de mensagem prorrogando o estado de calamidade”, disse.

Entre os projetos de interesse do governo que travaram com a obstrução na pauta da Câmara, estão medidas provisórias e o Projeto de Lei Complementar 159/2020, que transfere lucros cambiais semestrais do Banco Central (BC) para o Tesouro Nacional durante a pandemia de coronavírus.

ESVAZIAMENTO DA GESTÃO – Rodrigo Maia disse ter lido notícias de que a estratégia do governo era não deixar a pauta da Câmara andar, para esvaziar sua gestão, E acrescentou: ”Quem está se esvaziando é o governo. Quem vai explodir se a pauta não andar, não é meu mandato, que acaba dia 1º de fevereiro. Quem explode é o governo”, disparou.

“Tem muitas questões importantes que precisam vir à pauta que precisam ser votados. MPs vão perder a validade, e não vai ter tempo de votar, por falta de prioridade do governo. Acho que a contaminação de uma matéria no Congresso na pauta da Câmara é ruim”, completou

Maia alertou que a inflação está saindo de controle e que a taxa de juros subiu no longo prazo. “O governo teve que encurtar 65% do que renovou de dívida para abril do próximo ano. Tem uma pressão enorme para o 1º quadrimestre com renovação de dívida. Então, quem está desorganizando com essas obstruções na Câmara e lentidão na PEC Emergencial é o governo. E quem vai pagar a conta é o Brasil. O país paga a conta. Recorde no desemprego. A pauta da Câmara está à disposição para resolver problemas polêmicos, difíceis”, garantiu.

DEIXAR O DESGASTE – “Talvez, eu, que não sou da base do governo, fosse mais fácil não tratar de PEC Emergencial. Deixar o desgaste com o governo. Mas tenho responsabilidade com a Câmara e com o país. Jurei respeitar a Constituição quando assumi mais um mandato como presidente da Casa, e tenho a responsabilidade de alertar e ajudar, como ajudei e comandei em um primeiro momento com o Paulo Guedes, a aprovação da reforma da Previdência. A pauta da Câmara não funcionar prejudica o Brasil e o governo, que tem cada vez menos espaço para resolver os problemas”, avisou.

Tentar resolver os problemas econômicos do país furando o teto de gastos, segundo Maia, significará a explosão da taxa de juros e o encurtamento da dívida pública, o que provocaria uma recessão ainda maior.

“A conta chega. Chegou para a Dilma. A Dilma aprovou projetos muito populares. O Fies saiu de R$ 1 bilhão para R$ 13 bi. A conta veio em 2015 com uma recessão de dois anos, profunda. A conta chega para quem sinaliza que não vai respeitar o equilíbrio fiscal, a trajetória da dívida pública”, insistiu.

ESTÁ À DISPOSIÇÃO – Maia falou sobre a pauta da Câmara e as dificuldades com o governo durante uma live do Valor. Disse que tem alertado e se colocado à disposição, inclusive, do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC emergencial, para participar do anúncio do texto.

“Não haverá prorrogação de estado de calamidade e nem da emenda constitucional. O governo precisa organizar as contas. Nós fizemos uma emenda e demos um prazo final para a execução dessas políticas com recurso extraordinário. O erro que não cometemos hoje, cometemos em 2008 e 2009. Fizemos bons projetos, boas políticas para enfrentar aquela crise, mas não colocamos prazo de vencimento. Foram aumentando as despesas públicas ao longo dos anos. O grande mérito do parlamento, a emenda tem prazo e deu segurança para o investidor”, afirmou.

“Como a pauta é minha, esvaziada ou não, estou colocando mais dois temas que não serão votados. Precisamos ter responsabilidade, que significa cortar gastos mal alocados. A sociedade já paga 35% do PIB das riquezas em carga tributária. Ninguém aguenta mais pagar tantos impostos. Então, a solução é cortar no músculo. Vai doer. Mas vai doer menos que o gasto fora do teto, que já vimos para onde foi a taxa de juros, desemprego e recessão no governo Dilma”, comparou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 –  Em tradução simultânea, Maia rompeu com o governo para evitar a irresponsabilidade de permitir que o governo descumpra as regras constitucionais, como é o sonho de consumo da gestão Bolsonaro. (C.N.)

Ações no TSE e Supremo miram contas de Alcolumbre, que responde a inquéritos sobre fraudes

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Novo presidente do Senado é investigado em dois inquéritos no STF -  03/02/2019 - Poder - Folha

Davi Alcolumbre já responde a três ações e dois inquéritos

Deu no Correio do Povo
Agência Estado

Alvo de três ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo supostas fraudes na campanha de 2014, o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), usou empresas da família e do contador e presidente do comitê financeiro do partido para justificar gastos de R$ 763 mil que estão sob suspeita, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

Em novembro passado, a ministra Rosa Weber, do STF, negou pedido de arquivamento da investigação feito pelo senador e autorizou a quebra de sigilo bancário do contador da campanha de Davi, Rynaldo Gomes, e de sua empresa, a R.A.M. Gomes. Gomes recebeu R$ 478 mil da candidatura do senador e do comitê do DEM – as contabilidades de ambos são controladas por ele. Os inquéritos estão em segredo de Justiça.

NOTAS FRIAS – Gomes é peça central tanto nas ações no TSE, que pedem a cassação de mandato de Davi por abuso de poder econômico, quanto nos inquéritos no STF, que investigam suposto crime de falsidade ideológica. Ele é acusado de ter usado cinco notas frias no valor de R$ 157 mil em nome da empresa L.L.S. Morais-ME na prestação de contas da campanha de Davi e de ter falsificado documento da Prefeitura de Macapá para tentar regularizar a contabilidade.

Uma quebra de sigilo parcial feita ainda durante investigação no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) constatou que R$ 34 mil referentes a serviços prestados pela L.L.S. foram transferidos para a conta bancária de Gomes. A apuração teve origem em três ações eleitorais movidas pelo ex-senador Gilvam Borges (MDB-AP) – aliado de José Sarney e derrotado por Davi -, pela coligação e partido dele.

TRÊS RECURSOS – O TRE-AP indeferiu o pedido de cassação de mandato em 2016 entendendo que a participação ou ciência de Davi sobre a fraude não foi comprovada e determinou que o crime de falsidade ideológica fosse apurado em uma ação penal, aberta naquele ano. Três recursos foram apresentados ao TSE e estão desde agosto do ano passado no gabinete do ministro Edson Fachin.

Em abril do ano passado, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, defendeu em três pareceres a cassação do mandato de Davi e dos dois suplentes – um deles, Josiel Alcolumbre, é irmão do senador.

O procurador afirmou que “restou comprovada a contaminação da campanha eleitoral” de Davi pelas “ações ilícitas em tratativa”. E, segundo ele, é “impossível desvincular” dos candidatos a figura de Gomes, contador responsável pela prestação de contas, fornecedor de campanha e presidente do comitê financeiro do DEM.

EMPRESA DE PARENTES – Além das ações envolvendo o contador, também são alvo de questionamento no TSE pagamentos de R$ 285 mil com “combustíveis e lubrificantes” feitos pela campanha de Davi e pelo comitê do DEM para a Salomão Alcolumbre & Cia Ltda., que pertence a uma tia e primos do senador.

Só a campanha de Davi em 2014 declarou ter gasto R$ 135 mil com gasolina em postos da família para 20 veículos. O valor é maior do que os gastos com combustível de todos os outros nove candidatos ao Senado juntos. Com a quantia seria possível encher o tanque de 1 mil carros, fazer 140 viagens de ida e volta entre Macapá e Brasília ou completar quase 17 voltas na Terra.

Dona de uma rede de postos em Macapá, a empresa Salomão Alcolumbre aparece como fornecedora de campanha em 2014 de outros 40 candidatos e três comitês ou diretórios partidários. Os gastos de Davi e de outros dois parentes candidatos naquele pleito, porém, representam mais da metade dos R$ 551,5 mil que a empresa da família recebeu naquela eleição.

NINGUÉM RESPONDE – O jornal tentou por quatro dias falar com Marina Alcolumbre, uma das proprietárias da rede de postos. Davi emprega em seu escritório político em Macapá a mulher de um dos primos herdeiros da empresa. Na sexta-feira, a reportagem não localizou Vânia Alcolumbre por telefone em seu local de trabalho.

A assessoria do presidente do Senado não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem até a conclusão desta edição. Davi tem afirmado que a prestação de contas foi aprovada pelo TRE do Amapá e que “está convicto de que, ao final das apurações, restarão todas as alegações esclarecidas e devidamente dirimidas”.

Na disputa pela presidência da Casa, ele usou o discurso da renovação na política, se contrapondo ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). Rynaldo Gomes não foi localizado. A R.A.M. Gomes e a L.L.S. Morais estão inativas, segundo a Receita Federal.

EMISSORA DE TV – As supostas irregularidades na campanha de 2014 do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também envolvem duas emissoras de TV da família do senador no Amapá, que teriam produzido, segundo ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), material de campanha clandestino e nota fiscal para prestação de contas com data posterior ao término da eleição.

A ação movida pelo diretório estadual do MDB contra Alcolumbre acusa a campanha do senador de apresentar uma nota de R$ 2,5 mil emitida pela empresa TV Amazônia Ltda.-ME, afiliada da TV Band no Amapá e dirigida pelo irmão e suplente de Davi no Senado, Josiel Alcolumbre, para compra de diversos materiais gráficos. Além da nota fiscal ter data posterior à da eleição, o que é vedado pela lei eleitoral, o cheque de R$ 2,5 mil que deveria ter sido pago à empresa de Josiel foi descontado em espécie pelo contador da campanha, Rynaldo Gomes, que já é investigado pela suspeita de usar notas frias e receber recursos de outros fornecedores.

PEDIDO DE CASSAÇÃO – Em parecer pela cassação de Davi, em 2018, o vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques Medeiros, afirma que o fato “confirma” que foram usados na prestação de contas do senador “expedientes com vistas a ocultar o real destino dos valores movimentados na campanha e impedir ou, no mínimo, dificultar o controle a ser realizado pela Justiça Eleitoral, corroborando a conclusão pela necessária cassação dos mandatos pela prática de fraude e abuso de poder econômico”.

A ação movida contra o presidente do Senado afirma ainda que outra empresa da família, a TV Amazônia Ltda. – EPP, que é afiliada do SBT no Amapá e pertence a José Alcolumbre, tio do senador, encomendou em uma gráfica ao menos R$ 5,9 mil em material clandestino.

A campanha de Davi ao Senado em 2014 custou R$ 2 milhões e teve entre seus financiadores as empresas JBS, com doação de R$ 138 mil, e Odebrecht, com R$ 100 mil. Ele não foi delatado pelos executivos da empreiteira e não é investigado pela Lava Jato, mas seu nome aparece na lista fornecida ao Ministério Público Federal por Joesley Batista, da JBS, dos supostos beneficiários de propinas “disfarçadas” de doações.

Manda esse prefeito se mandar

Ontem ficou provado que o hospital de Jeremoabo não é o que propalam.

 



Por: Marcelo do Sindicato



DESCANSE EM PAZ AMIGA LIDIANE, QUE DEUS NOSSO PAI CELESTIAL EM SUA IMFINITA BOMDADE POSSA LHE ACOLHER NO REINO DA GLORIA !!!!
Em nossa cultura o homem se afasta de assuntos que o angustia, entre eles o da morte . Em sua tentativa de não sofrer deixa de viver com intensidade, nega a morte por assim não abandonar a angústia de sua existência.
O luto de um jeito ou de outro é um processo que está na vida de todos nós, mais de fato só existe quando há um vínculo, um amor que tenha sido rompido.
Trata-se de uma experiência pessoal e única - que deve ser respeitado o tempo de superação de cada um.
A pessoa que se foi torna-se aquela que é capaz de fazer o enlutado feliz e infeliz ao mesmo tempo.
O meu coração chora de tristeza pela sua partida querida "LIDIANE". Obrigado por você ter sempre cuidado bem de minha casa, das minhas roupas e em algumas vezes das obrigações domésticas da casa de minha mãe.
Sentirei muito a sua falta e, assim como eu, todas as pessoas que faziam parte do seu convívio.
Foi tudo muito rápido, ninguém esperava que você fosse partir naquele acidente, mais você se foi sem deixar vestígios, deixando apenas um legado muito importante - que foi a sua história de vida humilde e honesta.
O acidente que vitimou "LIDIANE" e mais duas pessoas, foi o mesmo acidente que envolveu na noite de ontem, na BR 110, o deputado Federal Mário Negromonte Júnior (PP) , que é aliado do atual prefeito de Jeremoabo/BA.
O deputado Mário Júnior, segundo informações sofreu - fraturas em seu corpo em decorrência da intensidade da coalizão do seu veículo com o veículo que vitimou as três pessoas mencionadas acima.
Não quero jamais me aproveitar desse momento de dor e tristeza para fazer politicagem, mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: porque que, o deputado Mário Júnior preferiu não ser atendido pela emergência do hospital de Jeremoabo/BA, que ficava a (7 Km) do local do acidente, preferindo assim o mesmo, ser atendido na emergência de um dos hospitais da cidade de Paulo Afonso/BA a mais de (70 Km) do local do referido acidente?
Falaram por diversas vezes nessa campanha eleitoral da reforma e ampliação do hospital de Jeremoabo/BA, que cheguei a pensar por diversas vezes que, aqui nós tínhamos o melhor atendimento da região. Ontem teria sido o dia ideal para provar tudo o que o prefeito e, o próprio Mário Júnior falaram a respeito da evolução da saúde de Jeremoabo/BA.
Pena que o deputado Mário Júnior não teve a coragem de provar o tão comentado atendimento de saúde de hospital de Jeremoabo/BA. Preferindo o mesmo se deslocar rapidamente para cidade de Paulo Afonso/BA em busca de um atendimento de saúde mais seguro e eficaz. Pensem nisso!!!!
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