sábado, maio 02, 2020
Ministros que não cederem cargos ao centrão serão demitidos, avisa Bolsonaro | Revista Fórum Bolsonaro abriu um balcão de negócios no Planalto e oferece controle de R$ 65,8 bilhões do orçamento a partidos do Centrão em troca de base aliada para combater Rodrigo Maia no Congresso
Hospital de SP aciona Justiça após prefeito de Eunápolis dever parcela de cirurgia

Foto: Rada 64 / Reprodução
Prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PSD) foi processado pelo Hospital do Coração de São Paulo por não ter realizado o pagamento integral de um procedimento realizado na unidade de saúde.
Segundo informações do jornalista João Matheus, do portal Políticos do Sul da Bahia, o político ficou internado entre os dias 21 e 23 de outubro de 2019. Durante o período, ele foi submetido a uma cirurgia e medicado após diagnosticado de angina pectoris, com doença aterosclerótica.
Segundo o processo, sob responsabilidade do juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, do Foro Central Cível de São Paulo, todo o procedimento feito por Robério custou R$ 32.728,10. O prefeito, no entanto, só pagou R$ 15 mil, faltando, do valor total, a quitação de R$ 17.728,10.
“Não restou alternativa à autora senão se socorrer ao Poder Judiciário para receber o valor de R$ 19.103,99, que corresponde ao valor do débito acrescida de correção monetária, juros legais e multa, quantia esta que deverá ser devidamente atualizada até a data do efetivo pagamento”, declarou Fábio Kadi, advogado da Associação Beneficente Síria, instituição responsável pelo Hospital do Coração.
Bahia Notícias
Gestos e palavras de Bolsonaro levam a redução do isolamento social, diz estudo
Sábado, 02 de Maio de 2020 - 07:20
por Fábio Zanini | Folhapress

Foto: Reprodução / O Tempo
Qual o efeito prático sobre o isolamento social a cada vez que Jair Bolsonaro faz um passeio, participa de uma manifestação ou minimiza o risco do coronavírus?
Um grupo de acadêmicos brasileiros tentou medir o impacto concreto de cada batatada do presidente.
O resultado acabou de ser publicado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, onde o pernambucano Tiago Cavalcanti é professor de economia.
Ele e os colegas Daniel da Mata e Nicolás Ajzenman, ambos da Fundação Getulio Vargas, escreveram o paper “More than Words: Leaders’ Speech and Risky Behavior During a Pandemic” (Mais do que Palavras: Discursos de Líderes e Comportamento de Risco durante uma Pandemia”).
A conclusão é que, sim, as palavras de Bolsonaro têm impacto imediato, sobretudo em municípios que foram seu redutos na eleição de 2018.
“Numa situação como a do coronavírus, em que há muitas incertezas e nem todo mundo consegue ter a informação mais exata, a voz de um líder político é muito influente”, disse Cavalcanti à reportagem.
Em termos práticos, o que os pesquisadores fizeram foi estabelecer o cruzamento de dois bancos de dados.
Primeiro, tiveram acesso a informações da empresa pernambucana In Loco, que faz levantamentos de geolocalização com base em 60 milhões de aparelhos celulares em todo o país.
Por meio deste monitoramento, é possível saber se há aglomerações e se as pessoas estão se movimentando ou respeitando as medidas de quarentena, ficando em casa.
Essa é uma tecnologia que muitos governos estão utilizando para medir o distanciamento social, e não envolve o rastreamento de indivíduos, que poderia levantar questionamentos sobre quebra de privacidade. O que se estabelece são padrões de comportamento coletivos.
O outro banco de dados utilizado são os resultados eleitorais de 2018, divididos por municípios. Os autores do estudo separaram as cidades entre bolsonaristas e não-bolsonaristas.
As bolsonaristas foram definidas como aquelas em que o atual presidente teve maioria absoluta dos votos já no primeiro turno. São 1.1910 municípios, ou 34% do universo total.
Além dessas cidades bolsonaristas “puro sangue”, foram incluídas também outras em que o hoje presidente teve resultado melhor do que a votação mediana nos estados.
A conclusão a que o estudo chega é que, em cidades bolsonaristas, o isolamento social cai entre 10% e 20% na comparação com as não-bolsonaristas, após algum gesto tresloucado do presidente.
Duas ocasiões em especial geraram grande mudança: a participação do presidente, no dia 15 de março, em um ato em Brasília, em que cumprimentou apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, e o já tristemente célebre pronunciamento dele em 24 de março em rede nacional, quando chamou a doença de “gripezinha”.
“Antes desses dois eventos, não houve nenhuma tendência diferente entre os municípios pró-Bolsonaro e os outros em termos de isolamento social. Todos caminhavam de forma mais ou menos uniforme. Depois, houve um descolamento”, afirma Cavalcanti.
Os dados foram pesquisados entre os dias 1º de fevereiro, quando a Covid-19 ainda era uma ameaça distante, e 14 de abril, data em que a pandemia já havia se instalado com força por aqui.
O efeito de manifestações e discursos de Bolsonaro costuma durar cerca de uma semana, afirma o estudo. Ele é amplificado em localidades que contam com forte presença de meios de comunicação locais, especialmente sites jornalísticos.
Para chegar à informação mais precisa possível, foi necessário considerar todos os fatores que podem gerar índices maiores ou menores de isolamento social. No jargão técnico, “controlar” esses elementos.
“Há outros fatores que influenciam no distanciamento, como a característico do município, demografia e políticas implementadas pelos governadores”, diz o professor. Descontados todos esses itens, chegou-se à conclusão de que, sim, a postura presidencial conta, e muito.
E este é um fenômeno é global, relata Cavalcanti.
Nos EUA, por exemplo, a defesa feito pelo presidente Donald Trump de que as pessoas injetassem desinfetante para combater a doença, algo que deixou embasbacada a comunidade científica, gerou um aumento de buscas sobre isso no Google.
Um grupo de acadêmicos brasileiros tentou medir o impacto concreto de cada batatada do presidente.
O resultado acabou de ser publicado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, onde o pernambucano Tiago Cavalcanti é professor de economia.
Ele e os colegas Daniel da Mata e Nicolás Ajzenman, ambos da Fundação Getulio Vargas, escreveram o paper “More than Words: Leaders’ Speech and Risky Behavior During a Pandemic” (Mais do que Palavras: Discursos de Líderes e Comportamento de Risco durante uma Pandemia”).
A conclusão é que, sim, as palavras de Bolsonaro têm impacto imediato, sobretudo em municípios que foram seu redutos na eleição de 2018.
“Numa situação como a do coronavírus, em que há muitas incertezas e nem todo mundo consegue ter a informação mais exata, a voz de um líder político é muito influente”, disse Cavalcanti à reportagem.
Em termos práticos, o que os pesquisadores fizeram foi estabelecer o cruzamento de dois bancos de dados.
Primeiro, tiveram acesso a informações da empresa pernambucana In Loco, que faz levantamentos de geolocalização com base em 60 milhões de aparelhos celulares em todo o país.
Por meio deste monitoramento, é possível saber se há aglomerações e se as pessoas estão se movimentando ou respeitando as medidas de quarentena, ficando em casa.
Essa é uma tecnologia que muitos governos estão utilizando para medir o distanciamento social, e não envolve o rastreamento de indivíduos, que poderia levantar questionamentos sobre quebra de privacidade. O que se estabelece são padrões de comportamento coletivos.
O outro banco de dados utilizado são os resultados eleitorais de 2018, divididos por municípios. Os autores do estudo separaram as cidades entre bolsonaristas e não-bolsonaristas.
As bolsonaristas foram definidas como aquelas em que o atual presidente teve maioria absoluta dos votos já no primeiro turno. São 1.1910 municípios, ou 34% do universo total.
Além dessas cidades bolsonaristas “puro sangue”, foram incluídas também outras em que o hoje presidente teve resultado melhor do que a votação mediana nos estados.
A conclusão a que o estudo chega é que, em cidades bolsonaristas, o isolamento social cai entre 10% e 20% na comparação com as não-bolsonaristas, após algum gesto tresloucado do presidente.
Duas ocasiões em especial geraram grande mudança: a participação do presidente, no dia 15 de março, em um ato em Brasília, em que cumprimentou apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, e o já tristemente célebre pronunciamento dele em 24 de março em rede nacional, quando chamou a doença de “gripezinha”.
“Antes desses dois eventos, não houve nenhuma tendência diferente entre os municípios pró-Bolsonaro e os outros em termos de isolamento social. Todos caminhavam de forma mais ou menos uniforme. Depois, houve um descolamento”, afirma Cavalcanti.
Os dados foram pesquisados entre os dias 1º de fevereiro, quando a Covid-19 ainda era uma ameaça distante, e 14 de abril, data em que a pandemia já havia se instalado com força por aqui.
O efeito de manifestações e discursos de Bolsonaro costuma durar cerca de uma semana, afirma o estudo. Ele é amplificado em localidades que contam com forte presença de meios de comunicação locais, especialmente sites jornalísticos.
Para chegar à informação mais precisa possível, foi necessário considerar todos os fatores que podem gerar índices maiores ou menores de isolamento social. No jargão técnico, “controlar” esses elementos.
“Há outros fatores que influenciam no distanciamento, como a característico do município, demografia e políticas implementadas pelos governadores”, diz o professor. Descontados todos esses itens, chegou-se à conclusão de que, sim, a postura presidencial conta, e muito.
E este é um fenômeno é global, relata Cavalcanti.
Nos EUA, por exemplo, a defesa feito pelo presidente Donald Trump de que as pessoas injetassem desinfetante para combater a doença, algo que deixou embasbacada a comunidade científica, gerou um aumento de buscas sobre isso no Google.
Bahia Notícias
Ao sepultar a Nova Política, Bolsonaro parece gritar: “Salvem-me, se puderem!”
Posted on by Tribuna da Internet

Charge do Benett (Folha/UOL)
Araré CarvalhoEstadão
A junção da pandemia com as crises econômica e política, autoimpostas pelo presidente, fez com que a “nova política”, do velho político Jair Bolsonaro, viesse abaixo. Alguns dias atrás, o presidente esteve na manifestação em frente ao QG do Exército, onde anunciou que “não iria negociar nada”. Entretanto, logo depois, Bolsonaro se encontrou com um dos líderes do “centrão”, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL). Em seguida, ainda compartilhou uma “live” na qual o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciava um suposto golpe preparado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Paralelamente, também foram sinalizadas aproximações com o PP, PSD, Republicanos e PL, de Valdemar da Costa Neto. E justamente Lira, Jefferson e Valdemar, figuras da velha política, com “passagem” pelos casos do mensalão e “vítimas” da Operação Lava Jato.
SENSO DE URGÊNCIA – A compra de muitas brigas, principalmente com Rodrigo Maia, a saída de Mandetta e o turbulento pedido de demissão de Moro, tudo isso gerou um certo senso de urgência no chefe do Executivo. E o “não quero negociar nada” desmanchou-se no ar, em função da necessidade de se constituir uma base para impedir um possível processo de impeachment.
Bolsonaro acumula, até a data de hoje, um total de 31 pedidos de impeachment contra ele. A esses pedidos, somam-se a CPI da “Fake News”, que ameaça atingir seus filhos, e o inquérito autorizado pelo ministro Celso de Mello, sobre as denúncias feitas por Moro. Pronto, estão dadas as condições para o presidente esquecer a “nova política” e voltar os olhos para a velha, porém “enxuta”, política.
A investida no centrão também visa dividí-lo para quebrar o poder de Rodrigo Maia, podendo desembocar num possível candidato à presidência da Câmara dos Deputados, apoiado pelo governo, para disputar contra alguma preferência de Maia em fevereiro de 2021.
DISTRIBUIR CARGOS – O presidente da República comprou muitas brigas e queimou rapidamente o seu capital político. A saída de Moro, além de tirar parte da sua base de apoio popular, também deve encarecer a relação com o centrão.
A distribuição de cargos é a condição para a formação dessa base-proteção. Mas, como tudo que deixamos para “comprar” de última hora, sairá mais caro; e pode ser que o presidente “compre”, mas não leve. Parte do centro político não parece estar disposto a embarcar nisso que, para muitos, parece uma furada.
Paulinho da Força (Solidariedade-SP), conhecido pela sua volatilidade ideológica, recusou-se a entrar para a base, ainda que, segundo ele, tenham lhe oferecido a gestão do Porto de Santos.
DEMONIZAÇÃO DOS ACORDOS – Sobre a aproximação com o “centrão”, Bolsonaro afirmou que vai encarar com naturalidade qualquer negociação de cargos na administração pública federal. “Acham que eu tenho controle em tudo o que acontece?”
Realmente, a negociação na política, dentro de limites republicanos, é normal e necessária, há cargos políticos a serem preenchidos, no entanto, o presidente se esquece de que foi ele mesmo quem reforçou a demonização dos acordos. Não que os combinados que estejam em curso sejam os mais republicanos, visto que, aparentemente, o preço da construção da base de apoio sobe na mesma proporção do enfraquecimento do governo. A saída de Moro, sem dúvidas, inflacionou as negociações.
A desconfiança é mútua: da parte de Bolsonaro, por não ver comprometimento dos novos apoiadores; por parte do “centrão”, por ver em Bolsonaro um arrombo de contradições, que gera insegurança.
ELE MESMO DISSE – Em seu próprio discurso durante a posse do novo ministro da Justiça, o presidente falou acerca de respeito e independência entre os três poderes. Paradoxal quando sabemos que, outro dia, ele estava em um carro de som numa manifestação que pedia a volta do AI-5, o fechamento do Congresso e do STJ.
O centrão conta com mais ou menos 160 deputados federais. Estes, somados com a parte dos parlamentares do PSL que ainda apoiam o presidente, e o grupo do MDB, vinculados à bancada do boi, bala e bíblia, onde Bolsonaro ainda tem apoio, resultariam no número necessário para barrar qualquer tentativa de processo de impedimento. Resta-nos conferir se esse casamento se concretiza e o preço da festa.
Gilmar Mendes nega reclamação da PGR e mantém Dario Messer em casa

Messer se encaixa no grupo de risco dos pacientes de coronavírus
Paulo Roberto Netto
Estadão
Estadão
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, rejeitou reclamação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a soltura do ‘doleiro dos doleiros’ Dario Messer, que teve a prisão preventiva convertida em domiciliar devido à pandemia do novo coronavírus.
Na quinta-feira, dia 30, Messer foi denunciado pela Lava Jato Rio por esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro para o ex-governador do Estado, Sérgio Cabral. A defesa rechaçou a acusação e disse que provará a inocência do doleiro caso ele se torne réu.
RISCO – No pedido apresentado ao Supremo, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo afirmou que ‘embora Dario Messer, por possuir 61 anos de idade, integre o grupo de risco em relação ao coronavírus, é igualmente certo que a circunstância de ele estar encarcerado em Bangu 8 e não em sua residência não eleva de modo extraordinário o seu risco de contaminação nem, tampouco, o risco de letalidade na hipótese de ele contrair a doença’.
“Ocorre que, como se sabe, Dário Messer está custodiado em Bangu 8, uma unidade prisional absolutamente atípica para os padrões brasileiros, uma vez que atualmente a sua quantidade de custodiados não preenche sequer a metade da sua lotação”, afirmou Araújo.
A subprocuradora-geral questionava decisões que colocaram Messer em domiciliar alegando que elas teriam violado decisão do ministro Gilmar Mendes, que decretou a avaliação do caso pelo juízo de origem. Messer teve todas as prisões preventivas revistas tanto no âmbito da Câmbio, Desligo, alvo da reclamação no Supremo, quanto na Operação Marataka.
DESINFORMAÇÃO – Em ambos, a soltura foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em um momento do processo, o ministro Reynaldo Fonseca, relator da Marakata, alegou que a subprocuradora-geral cometeu uma ‘desinformação’ atribuída por ele ao ‘excesso de trabalho’ ao questionar a sua decisão no processo, que não tem ligação com a Câmbio, Desligo.
“Como acredito na boa-fé da competente representante do Parquet, atribuo essa desinformação ao excesso de trabalho existente neste sofrido tempo de pandemia”, afirmou o ministro.
LAVA JATO – Nessa quinta, dia 30, a força-tarefa da Lava Jato Rio apresentou denúncia contra Messer por esquema de evasão de divisas e lavagem de US$ 303 mil (cerca de R$ 1,7 milhões) realizado em 2011. O ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, e o ex-presidente do Banco Prosper, Edson Figueiredo Menezes, também foram denunciados.
De acordo com o Ministério Público Federal, recursos obtidos por corrupção e licitações fraudulentas foram movimentados por Messer e Menezes (codinome ‘Gigante’) a serviço de Cabral. O esquema consistiu na compra de US$ 303 mil em vinhos em um leilão internacional para o ex-governador fluminense, cujo valor foi ressarcido pela rede de doleiros de Messer.
A Procuradoria identificou transações de Cabral com o valor equivalente a US$ 303 mil em reais para conta nas Ilhas Cayman administrada pela offshore Remo Investments, de Menezes. O dinheiro foi repassado por intermédio da rede de doleiros de Messer.
GRANDIOSO ESQUEMA – Dario Messer também é investigado na ‘Câmbio, Desligo’ e é réu por crimes contra o sistema financeiro. O MPF acusa o doleiro de constituir um ‘grandioso esquema’ de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de dólar-cabo — operações de compra e venda da moeda estrangeira na qual o doleiro pede ao cliente que deposite o valor em reais em sua conta para transferir, a partir de outra conta no exterior, o valor convertido. O mecanismo burla os controles de fiscalização financeira.
Messer foi posto em regime domiciliar após ter suas prisões preventivas convertidas por decisões judiciais que seguiram a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a liberdade provisória ou prisão domiciliar a presos do grupo de risco do novo coronavírus. Ele estava detido desde julho de 2019, quando foi preso em São Paulo após ficar foragido da Justiça.
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COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ÁTILA MACHADO, QUE DEFENDE DÁRIO MESSER
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ÁTILA MACHADO, QUE DEFENDE DÁRIO MESSER
Os fatos narrados na denúncia não correspondem com a verdade. Se a acusação prosseguir e alcançar a fase de instrução, a Defesa provará de forma cabal a inocência de Dario Messer
Profissionais da Saúde são agredidos por apoiadores de Bolsonaro : “Nós vamos varrer vocês dessa nação”

O mundo todo aplaude os profissionais. No Brasil, eles apanham
Julia Lindner
Estadão
Estadão
O protesto de um grupo de enfermeiros por melhores condições de trabalho e pela manutenção do isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus acabou em confusão após apoiadores do presidente Jair Bolsonaro tentarem interromper o ato e agredir os profissionais. A manifestação ocorreu na manhã desta sexta-feira, 1.º, em Brasília, na Praça dos Três Poderes.
Os enfermeiros fizeram um ato silencioso. Vestidos de jaleco e com máscaras de proteção, eles se posicionaram em fileiras, segurando cruzes e respeitado o distanciamento recomendado de pelo menos um metro entre cada um. Nos cartazes, frases como “enfermagem em luto pelos profissionais vítimas da covid-19. Fique em casa”.
AGRESSÕES – O grupo registrou o momento em que cerca de dez pessoas vestidas de verde e amarelo começam a filmar os profissionais e a agredi-los verbalmente. O grupo fazia parte de outro ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Os enfermeiros foram chamados por eles de “sem vergonha”, “covardes” e “analfabetos funcionais”.
“Vocês vão ser varridos, esquerdopatas. Vocês vão perder. Nós vamos varrer vocês dessa nação”, gritou um homem aos enfermeiros. Depois de alguns minutos, as imagens mostram que o mesmo homem se aproxima de uma enfermeira e se exalta supostamente por causa de um gesto, volta a gritar e a chama de medíocre.
ESCOLTA – Uma outra profissional se coloca entre os dois para proteger a colega. Na imagem, o homem chega a segurar uma das enfermeiras com força, assim como faz com outra pessoas que tentam contê-lo na sequência. Por fim, os enfermeiros tiveram que deixar o local acompanhado de policiais militares.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enquanto o mundo todo aplaude os profissionais da Saúde, no Brasil, parte de um rebanho desgovernado, os agride. Beira ao surrealismo tanta ignorância, tanta violência, tanta falta de afeto. Atacar profissionais que amanhã poderão ser os responsáveis por cuidar dos próprios agressores e de suas famílias é de uma estupidez injustificável. Enquanto o planeta tenta se unir e esquecer as diferenças por algum tempo, aqui elas se acirram e nos envergonham. Deplorável.(Marcelo Copelli)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enquanto o mundo todo aplaude os profissionais da Saúde, no Brasil, parte de um rebanho desgovernado, os agride. Beira ao surrealismo tanta ignorância, tanta violência, tanta falta de afeto. Atacar profissionais que amanhã poderão ser os responsáveis por cuidar dos próprios agressores e de suas famílias é de uma estupidez injustificável. Enquanto o planeta tenta se unir e esquecer as diferenças por algum tempo, aqui elas se acirram e nos envergonham. Deplorável.(Marcelo Copelli)
Mais uma vez, Bolsonaro está mentindo para tentar ocultar seus gravíssimos erros
Carlos Newton
Nascido na Irlanda, em 1872, George Bernard Shaw foi um notável dramaturgo, escritor, ensaísta e jornalista, um dos fundadores da London School of Economics. Em 1925, foi o primeiro vencedor do Nobel de Literatura pelo conjunto da obra, antes de Bob Dylan, em 2016.
Defensor do socialismo, Bernard Shaw não aceitava a exploração dos trabalhadores, defendia direitos iguais para homens e mulheres e reforma agrária.
ENTREVISTA Á BBC – Quando se anunciou que as televisões começariam a usar o videotape, Shaw deu uma entrevista à TV BBC, filmada em 16 mm e som direto Nagra, como as tevês faziam à época.
A declaração do extraordinário pensador causou espanto, porque ele previu que o videotape poderia acabar com a mentira na política. Disse o grande filósofo que os políticos precisariam passar a ter muito cuidado, porque seriam desmentidos pelo videotape.
Jamais esqueci essa entrevista de Shaw e usei a filmagem da BBC em 1974, ao editar um programa na TVE sobre o presidente Richard Nixon, que fora apanhado mentindo sobre o caso Watergate e teve de renunciar.
A HISTÓRIA SE REPETE – Embora o filósofo alemão Karl Marx, que antecedeu Shaw, tenha afirmado que a História só se repete como farsa, tenho cá minhas dúvidas. E a gente vê a História de repetindo agora com Jair Bolsonaro.
Depois que o ministro Alexandre de Moraes mandou suspender a nomeação do delegado Alexandre Ramagem à Direção-Geral da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro passou a dar sucessivas declarações dizendo que iria recorrer da decisão do relator do Supremo.
Mas o novo advogado-geral da União, José Levi, responsável pela defesa de Bolsonaro, deu entrevista dizendo que não iria recorrer, porque o presidente já havia até revogado a nomeação e o delegado Ramagem continuaria na Abin.
BOLSONARO INSISTIU – Estranhamente, Bolsonaro insistiu em dizer que iria recorrer. Os repórteres voltaram a procurar Levi, que duvidou: “O presidente não disse isso”, garantiu.
Acontece que Bolsonaro realmente dissera e continua dizendo que irá recorrer. Questionado sobre o posicionamento do novo chefe da AGU, o presidente afirmou que recorrer é um “dever do órgão”. E completou: “Quem manda sou eu”.
Mas era e é mentira, porque o chefe do governo não vai apresentar recurso. Está apenas tirando uma onda de que é poderoso e pode fazer o Supremo se curvar. Tudo conversa fiada.
BÉJA JÁ EXPLICOU – Conforme o jurista Jorge Béja já explicou repetidas vezes aqui na Tribuna da Internet, Bolsonaro não recorreu nem vai recorrer. Suas palavras são tão vazias quanto a máquina de estocar vento imaginada por Dilma Rousseff.
O Chefe da AGU, José Levi, sabe que é tudo mentira, por isso nem liga para a “ordem” de Bolsonaro. Se perguntarem novamente, dirá que não vai recorrer. Caso a AGU obedecesse ao presidente e apresentasse recurso, o processo seria levado à análise dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. E Bolsonaro receberia condenação por desvio de finalidade e crime contra administração da justiça. E a condenação seria enviada à Câmara, para abertura do processo de impeachment.
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P.S. – Ao revogar a nomeação de Ramagem, o presidente evitou a condenação neste processo, que será arquivado, conforme disse Jorge Béja. Mas acontece que há outra ação em andamento no Supremo, com relatoria de Celso de Mello, e o juiz Moro foi intimado e vai depor neste sábado.
P.S. – Ao revogar a nomeação de Ramagem, o presidente evitou a condenação neste processo, que será arquivado, conforme disse Jorge Béja. Mas acontece que há outra ação em andamento no Supremo, com relatoria de Celso de Mello, e o juiz Moro foi intimado e vai depor neste sábado.
P.S. 2 – Béja diz que não há necessidade de provas, porque Bolsonaro já admitiu, em pronunciamento à nação, seu interesse em receber relatórios da Polícia Federal. Mas o ex-ministro Moro diz que tem mais provas para apresentar.
P.S. 3 – E ainda há pessoas de bem que acreditam em Jair Bolsonaro. (C.N.)
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