Rodrigo Gouvêa (PRP) teve a prisão preventiva decretada e cumprida na tarde desta terça-feira (13) em Londrina. Ele ainda é investigado por ser suspeito de cobrar propina para aprovar um projeto
O vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) foi preso na tarde desta terça-feira (13) em Londrina. Ele foi levado para a sede do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O promotor Cláudio Esteves confirmou ao JL a prisão do vereador, que foi preso com base nas denúncias de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete – o que ele nega.
De acordo com o despacho da juíza que autorizou a prisão do vereador, Carla Pedalino, da 4ª Vara Criminal, Gouvêa foi preso para não atrapalhar a investigação processual nem a ordem pública. Ele foi preso por peculato, no início da tarde, enquanto estava no trânsito, na Rua Benjamin Constant.
Segundo o Ministério Público (MP), o vereador teria dividido salários com uma suposta funcionária fantasma, Maria Aparecida Vieira. Seria uma forma de “pagar por serviços eleitorais prestados por ela”, já que Maria não prestava os serviços para os quais foi contratada. A suposta funcionária fantasma recebia perto de R$ 2 mil.
O vereador não esteve presente na sessão desta terça-feira da Câmara de Vereadores. De acordo com informações da Rádio Paiquerê AM, o vereador foi preso na casa do pai dele, por policiais do serviço reservado da Polícia Militar (PM) e por integrantes do serviço reservado do Gaeco.
Suspeitas
O vereador também está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) por suspeita de cobrar propina para votar leis. Ele já foi denunciado por corrupção passiva em setembro, pelo Ministério Público de Londrina, que também pediu o afastamento dele sob o argumento de que o vereador pode atrapalhar a investigação.
O Conselho de Ética do diretório estadual do Partido Republicano Progressista PRP decidiu, no dia 8 de outubro, expulsar o vereador londrinense Rodrigo Gouvêa. Ele respondia um processo por infidelidade partidária porque apoiou o prefeito Barbosa Neto (PDT), no chamado terceiro turno das eleições municipais, enquanto a coligação do partido estava apoiando o candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB).
Fonte: Gazeta do Povo/Jornal de Londrina
quarta-feira, outubro 14, 2009
Burrice continuada
Carlos Chagas
Não dá para calar, ainda que todo ano aconteça o estupro de sempre, levando muita gente a relaxar, mesmo não gozando. Mais uma vez, à meia-noite do próximo domingo, os relógios precisarão ser adiantados em uma hora, em nome desse abominável horário de verão. Ninguém foi consultado. Qualquer que seja o governo, todos os governantes lançam-se ao roubo de uma hora de sono dos cidadãos, em metade do Brasil. No Norte e no Nordeste, que reagiram, os ponteiros ficarão onde estão, mas nos estados mais populosos, não tem remédio. Quem for trabalhar, da segunda-feira em diante, acordará antes do sol. Os estudantes irão para o colégio sonolentos e aproveitarão a primeira aula para tirar a diferença.
Tudo se faz automaticamente, sem discussão nem ponderações, porque a moda é essa, há décadas. O pretexto continua de economizar energia à noite, sem que os tecnocratas se dignem calcular quantas lâmpadas precisarão ser acesas pelas madrugadas. Sem falar na alegria dos assaltantes próximos dos pontos de ônibus ou das estações do metrô, nas grandes cidades.
Falta cidadania, do Centro-Oeste para baixo, capaz de levar o contribuinte a insurgir-se e não adiantar o relógio. Como também a mídia carece de coragem para deixar a programação de rádio e televisão nos horários anteriores. Da mesma forma as empresas de transporte aéreo, rodoviário e ferroviário. Se elas ignorassem o decreto presidencial, demonstrariam que o governo pode muito, mas não pode tudo.
Alguns privilegiados, daqueles que moram à beira-mar, alegarão estar chegando em casa uma hora mais cedo, prontos para ir à praia. A maioria, porém, reclamará do jantar antecipado.
Na fronteira de Minas e do Espírito Santo com a Bahia, será o caos para quem mora num estado e trabalha no outro. A opção será ficar pronto para o batente e atravessar a rua ou a ponte às sete horas e verificar que do outro lado ainda são seis horas. Ou, ao contrário, chegar uma hora atrasado. Sem esquecer a volta.
Em suma, o horário de verão é um esbulho que não nos cansaremos de denunciar, como vimos fazendo há tempos. Ao menos, para demonstrar que estão quebrando nosso relógio biológico, reduzindo durante muitos dias a capacidade de trabalho e a produtividade de uns, bem como o aproveitamento escolar de outros. Tudo para, em fevereiro, depois de estarmos acostumados ao novo horário, atrasarmos os relógios…
De três, só passam dois…
No Ceará, três fortes candidatos disputam as duas vagas de senador: Eunício Oliveira, do PMDB, prestes a se tornar presidente nacional do partido; Tasso Jereissati, do DEM, que já presidiu, ex-governador, líder nas pesquisas, com 70% das preferências; e José Pimentel, pelo PT, todo-poderoso ministro da Previdência Social, apoiado pelo presidente Lula.
O diabo, para os três, é que só na equação só cabem dois. Se o palácio do Planalto esmera-se na tentativa de derrotar Tasso, também é verdade que o PMDB exige respeito, para apoiar Dilma Rousseff no plano federal. E o PT não quer saber de nada, apenas de eleger Pimentel.
A situação é inusitada para qualquer composição imaginada. Eunício e Tasso formariam uma dupla de peso, mas Eunício e Pimentel, também. No primeiro caso, porém, ficaria em risco a aliança dos companheiros com maior partido nacional. No outro, os votos poderiam desfazer quaisquer arranjos de cúpula.
E um acordo Tasso-Pimentel, estaria fora de propósito? É bom lembrar que Hitler e Stalin celebraram surpreendente pacto, no início da Segunda Guerra Mundial…Oposição a mais empregos
Com um viés de indignação, certos jornais divulgam que de 2003 até hoje o governo criou 57 mil vagas em suas estruturas, sendo 26 mil só este ano. A notícia é transmitida como se tratasse de um novo surto de gripe suína ou epidemia de dengue. Com críticas e protestos pelos gastos públicos decorrentes de tantas nomeações.
É preciso acabar com o farisaísmo. Entre tantos desacertos, o governo Lula acerta quando abre novos postos de trabalho no serviço público. Primeiro por demonstrar não serem assim tão fantásticas as estatísticas e a propaganda relativa ao fim do desemprego. Estivesse a iniciativa privada contratando tanto quando apregoam e, aí sim, seriam desnecessários os empregos públicos.
Depois, porque as denúncias permanentes de ineficiência, lentidão e burocracia na máquina estatal só poderiam ser corrigidas com o aproveitamento de mais gente qualificada. Quando isso acontece, as elites protestam. Quem não tem trabalho que se dane, parecem sustentar em seus editoriais e reportagens.
Submergir ou ascender
Divide-se a cúpula do PT: uns sustentam que Dilma Rousseff deve livrar-se o mais breve possível dos encargos da Casa Civil e lançar-se de corpo inteiro na campanha presidencial, até aproveitando para descolar-se um pouquinho do presidente Lula. São os que duvidam da transferência de popularidade e de votos.
Outros, porém, defendem estratégia oposta. A candidata deveria aproveitar o quanto puder sua condição de principal auxiliar do presidente da República, estando presente em cada momento das atividades do Lula, colada nele para angariar votos e popularidade.
Os companheiros sabem que as decisões são tomadas a quilômetros de distância de suas salas de reunião, centralizadas no principal gabinete do palácio do Planalto, mas insistem em dar palpites. Estariam os dois grupos apenas prevenindo um possível malogro da candidatura oficial? Afinal, nada tiveram com a indicação de Dilma. Deveriam, mesmo, é ficar quietos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Não dá para calar, ainda que todo ano aconteça o estupro de sempre, levando muita gente a relaxar, mesmo não gozando. Mais uma vez, à meia-noite do próximo domingo, os relógios precisarão ser adiantados em uma hora, em nome desse abominável horário de verão. Ninguém foi consultado. Qualquer que seja o governo, todos os governantes lançam-se ao roubo de uma hora de sono dos cidadãos, em metade do Brasil. No Norte e no Nordeste, que reagiram, os ponteiros ficarão onde estão, mas nos estados mais populosos, não tem remédio. Quem for trabalhar, da segunda-feira em diante, acordará antes do sol. Os estudantes irão para o colégio sonolentos e aproveitarão a primeira aula para tirar a diferença.
Tudo se faz automaticamente, sem discussão nem ponderações, porque a moda é essa, há décadas. O pretexto continua de economizar energia à noite, sem que os tecnocratas se dignem calcular quantas lâmpadas precisarão ser acesas pelas madrugadas. Sem falar na alegria dos assaltantes próximos dos pontos de ônibus ou das estações do metrô, nas grandes cidades.
Falta cidadania, do Centro-Oeste para baixo, capaz de levar o contribuinte a insurgir-se e não adiantar o relógio. Como também a mídia carece de coragem para deixar a programação de rádio e televisão nos horários anteriores. Da mesma forma as empresas de transporte aéreo, rodoviário e ferroviário. Se elas ignorassem o decreto presidencial, demonstrariam que o governo pode muito, mas não pode tudo.
Alguns privilegiados, daqueles que moram à beira-mar, alegarão estar chegando em casa uma hora mais cedo, prontos para ir à praia. A maioria, porém, reclamará do jantar antecipado.
Na fronteira de Minas e do Espírito Santo com a Bahia, será o caos para quem mora num estado e trabalha no outro. A opção será ficar pronto para o batente e atravessar a rua ou a ponte às sete horas e verificar que do outro lado ainda são seis horas. Ou, ao contrário, chegar uma hora atrasado. Sem esquecer a volta.
Em suma, o horário de verão é um esbulho que não nos cansaremos de denunciar, como vimos fazendo há tempos. Ao menos, para demonstrar que estão quebrando nosso relógio biológico, reduzindo durante muitos dias a capacidade de trabalho e a produtividade de uns, bem como o aproveitamento escolar de outros. Tudo para, em fevereiro, depois de estarmos acostumados ao novo horário, atrasarmos os relógios…
De três, só passam dois…
No Ceará, três fortes candidatos disputam as duas vagas de senador: Eunício Oliveira, do PMDB, prestes a se tornar presidente nacional do partido; Tasso Jereissati, do DEM, que já presidiu, ex-governador, líder nas pesquisas, com 70% das preferências; e José Pimentel, pelo PT, todo-poderoso ministro da Previdência Social, apoiado pelo presidente Lula.
O diabo, para os três, é que só na equação só cabem dois. Se o palácio do Planalto esmera-se na tentativa de derrotar Tasso, também é verdade que o PMDB exige respeito, para apoiar Dilma Rousseff no plano federal. E o PT não quer saber de nada, apenas de eleger Pimentel.
A situação é inusitada para qualquer composição imaginada. Eunício e Tasso formariam uma dupla de peso, mas Eunício e Pimentel, também. No primeiro caso, porém, ficaria em risco a aliança dos companheiros com maior partido nacional. No outro, os votos poderiam desfazer quaisquer arranjos de cúpula.
E um acordo Tasso-Pimentel, estaria fora de propósito? É bom lembrar que Hitler e Stalin celebraram surpreendente pacto, no início da Segunda Guerra Mundial…Oposição a mais empregos
Com um viés de indignação, certos jornais divulgam que de 2003 até hoje o governo criou 57 mil vagas em suas estruturas, sendo 26 mil só este ano. A notícia é transmitida como se tratasse de um novo surto de gripe suína ou epidemia de dengue. Com críticas e protestos pelos gastos públicos decorrentes de tantas nomeações.
É preciso acabar com o farisaísmo. Entre tantos desacertos, o governo Lula acerta quando abre novos postos de trabalho no serviço público. Primeiro por demonstrar não serem assim tão fantásticas as estatísticas e a propaganda relativa ao fim do desemprego. Estivesse a iniciativa privada contratando tanto quando apregoam e, aí sim, seriam desnecessários os empregos públicos.
Depois, porque as denúncias permanentes de ineficiência, lentidão e burocracia na máquina estatal só poderiam ser corrigidas com o aproveitamento de mais gente qualificada. Quando isso acontece, as elites protestam. Quem não tem trabalho que se dane, parecem sustentar em seus editoriais e reportagens.
Submergir ou ascender
Divide-se a cúpula do PT: uns sustentam que Dilma Rousseff deve livrar-se o mais breve possível dos encargos da Casa Civil e lançar-se de corpo inteiro na campanha presidencial, até aproveitando para descolar-se um pouquinho do presidente Lula. São os que duvidam da transferência de popularidade e de votos.
Outros, porém, defendem estratégia oposta. A candidata deveria aproveitar o quanto puder sua condição de principal auxiliar do presidente da República, estando presente em cada momento das atividades do Lula, colada nele para angariar votos e popularidade.
Os companheiros sabem que as decisões são tomadas a quilômetros de distância de suas salas de reunião, centralizadas no principal gabinete do palácio do Planalto, mas insistem em dar palpites. Estariam os dois grupos apenas prevenindo um possível malogro da candidatura oficial? Afinal, nada tiveram com a indicação de Dilma. Deveriam, mesmo, é ficar quietos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
A campanha descarada
Desta vez, é mesmo para valer: nunca na história deste país, desde a queda do Estado Novo do ditador Getúlio Vargas, passando pelo medíocre mandato do Presidente Dutra, a volta triunfal de Getúlio em 30 de janeiro de 1951 e o seu suicídio na imolação que o salvou da humilhação de depor no Inquérito do Galeão, ao desastrado governo de Café Filho, a eleição de JK com o erro da inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, antes de ficar pronta, dos sete meses do governicho do embirutado Jânio Quadros, a calamitosa incompetência de Jango Goulart e os quase 21 anos da ditadura militar dos cinco generais-presidente passamos pelo vexame que nos impõe o presidente Lula. Repita-se: nunca na história deste país passamos pelo constrangimento de uma campanha eleitoral antecipada pelo governo, com o descaramento do uso e abuso da máquina administrativa e do deboche do presidente Lula com a ministra-candidata Dilma Rousseff correndo o país com o pretexto de uma visita às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da transposição das águas do rio São Francisco para as regiões secas do Nordeste. Ora inundadas pela chuvarada de derruba casas, pontes, barreiras que fecham estradas em péssimo estado de conservação e mais as obras do Minha Casa Minha Vida para a construção de um milhão de residências populares.A ditadura militar não teve limites no uso e abuso da violência. O circo das eleições indiretas por um Congresso de joelhos, desfibrado pelas cassações, os senadores biônicos, os recessos como castigo de menino de escola, a troca dos generais-presidente no quartel, com a articulação do presidente de plantão e a tropa em forma batendo continência.Depois da tragédia da morte do presidente Tancredo Neves,antes de tomar ponto, do seis anos do presidente José Sarney, com o deputado Ulysses Guimarães, presidente da legenda majoritária, criando todos os constrangimentos de dono do governo, da eleição do presidente Fernando Collor de Melo, cassado por denúncia de corrupção e hoje senador eleito por Alagoas e amigo de infância do presidente Lula, do correto governo do presidente Itamar Franco que não influiu na sucessão, quando foi eleito pelo Plano Real o seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que cometeu o erro da ambição da emenda constitucional para criar o segundo mandato, praga mais daninha que a saúva, o presidente Lula bate todos os recordes de desrespeito à Constituição, com o obsceno usa da máquina do governo para eleger a candidata que retirou do bolso do seu elegante colete.O PT, que não foi ouvido e nem palpitou sobre a escolha da Chefe do Gabinete Civil e siquer mereceu a cortesia de indicar um candidato de mentira para salvar as aparências.O maior líder popular do mundo, ungido pelo presidente Barack Obama, dos Estados Unidos e reverenciado por reis, rainha, presidentes, que não cabe em si de vaidade depois da grande vitória com a escolha do Rio para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, convocou a ministra Dilma Rousseff para acompanhá-lo como candidata a sua sucessão num giro eleitoral programado com capricho, com trechos em helicóptero, barca e carro. Um programa e tanto, de encher os olhos e justificar a inveja dos pobres mortais, fregueses do Bolsa-Família, do Bolsa-Escola e demais benemerências oficiais.A visita não vai durar muito para não estafar a comitiva oficial e a candidata. Serão três dias de campanha em tempo integral de amanhã à próxima sexta-feira. O presidente vai vistoriar as obras de transposição do Velho Chico e os eleitores, despejando o verbo nos improvisos em cada parada.A oposição sustentará a fogueira na retaguarda com a prometida série de discursos nas duas Casas do Congresso, que deve reviver os seus dias de tumultos, xingamentos e demais números do espetáculo. Seus olheiros ao longo do percurso foram alertados para acompanhar a caravana eleitoral e enviar informações.E no torneio do cinismo o vencedor até aqui é o líder do PT na Câmara, deputado Candido Vaccarezza (SP) que justificou a indispensável presença da ministra Dilma Rousseff, qualificada como “absolutamente normal, já que ela é a coordenadora do PAC”.Deputado, controle a língua. Elogio demais, enjoa, embrulha o estômago, como doce em calda de batata doce.
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Grupo quer barrar acordo da aposentadoria
Anay Curydo Agora
O substitutivo de projeto de lei que inclui o reajuste acima da inflação para quem ganha mais do que um salário mínimo (R$ 465, hoje) e a criação do fator 85/95 (que pode antecipar a aposentadoria) está sendo barrado por um grupo que é contra o acordo fechado entre o governo e as centrais sindicais em agosto.
Veja o caminho do projeto e tudo o que pode acontecer na edição impressa do Agora, nas bancas nesta quarta-feira, 14 de outubro
Assine o Agora
O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) não aceitam a aprovação do substitutivo do projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS). A proposta original, já aprovada no Senado, incluía o fim do fator previdenciário e o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo para todos os aposentados.
Na semana passada, Faria de Sá fez um pedido à Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara dos Deputados, para que o projeto original fosse enviado para a Comissão de Constituição e Justiça.
De acordo com a comissão de finanças, o relatório com as proposta do acordo foi enviado pelo seu relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), depois do prazo. "Ele [Vargas] não poderia mais ter entregado. Fora do prazo, não tem mais validade", comentou Faria de Sá.
Com isso, o projeto foi para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sem que seu relatório tenha sido votado na comissão anterior (a de finanças e tributação). "O deputado Arnaldo quer que o projeto passe por todas as comissões. Quer inviabilizar a votação do substitutivo", afirmou Vargas.
Segundo Faria de Sá, o objetivo é provar na CCJ que as medidas propostas pelo projeto original são constitucionais. "Nós vamos fazer de tudo para que os projetos de lei do senador Paim sejam votados", disse o presidente da confederação, Warley Martins.
A CCJ afirmou que, até ontem, o projeto aguardava a escolha de um relator, que será feita pelo presidente, deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF). Ainda não há prazo.
Uma alternativa para que o andamento do substitutivo do projeto seja mais rápido é a aprovação do requerimento de urgência enviado à Câmara pelo deputado João Dado (PDT-SP). Caso seja aprovado, o substitutivo vai direto ao plenário, sem ter de passar pela CCJ. "Essa foi e sempre será nossa estratégia. Queremos que o acordo comece a valer em 2010", disse Vargas.
Votações na filaPor enquanto, a pauta de votações da Câmara está trancada por conta de medidas provisórias que ainda não foram votadas. O pedido de urgência só será apreciado depois que a pauta estiver livre.
Depois que o substitutivo chegar ao plenário da Câmara, ele poderá ser aprovado ou não. Se passar, seguirá para o plenário do Senado. Caso seja aprovado lá, o projeto (com as mudanças) irá para sanção. O presidente Lula poderá vetá-lo ou sancioná-lo.
Fonte: Agora
O substitutivo de projeto de lei que inclui o reajuste acima da inflação para quem ganha mais do que um salário mínimo (R$ 465, hoje) e a criação do fator 85/95 (que pode antecipar a aposentadoria) está sendo barrado por um grupo que é contra o acordo fechado entre o governo e as centrais sindicais em agosto.
Veja o caminho do projeto e tudo o que pode acontecer na edição impressa do Agora, nas bancas nesta quarta-feira, 14 de outubro
Assine o Agora
O deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e a Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) não aceitam a aprovação do substitutivo do projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS). A proposta original, já aprovada no Senado, incluía o fim do fator previdenciário e o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo para todos os aposentados.
Na semana passada, Faria de Sá fez um pedido à Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara dos Deputados, para que o projeto original fosse enviado para a Comissão de Constituição e Justiça.
De acordo com a comissão de finanças, o relatório com as proposta do acordo foi enviado pelo seu relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), depois do prazo. "Ele [Vargas] não poderia mais ter entregado. Fora do prazo, não tem mais validade", comentou Faria de Sá.
Com isso, o projeto foi para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sem que seu relatório tenha sido votado na comissão anterior (a de finanças e tributação). "O deputado Arnaldo quer que o projeto passe por todas as comissões. Quer inviabilizar a votação do substitutivo", afirmou Vargas.
Segundo Faria de Sá, o objetivo é provar na CCJ que as medidas propostas pelo projeto original são constitucionais. "Nós vamos fazer de tudo para que os projetos de lei do senador Paim sejam votados", disse o presidente da confederação, Warley Martins.
A CCJ afirmou que, até ontem, o projeto aguardava a escolha de um relator, que será feita pelo presidente, deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF). Ainda não há prazo.
Uma alternativa para que o andamento do substitutivo do projeto seja mais rápido é a aprovação do requerimento de urgência enviado à Câmara pelo deputado João Dado (PDT-SP). Caso seja aprovado, o substitutivo vai direto ao plenário, sem ter de passar pela CCJ. "Essa foi e sempre será nossa estratégia. Queremos que o acordo comece a valer em 2010", disse Vargas.
Votações na filaPor enquanto, a pauta de votações da Câmara está trancada por conta de medidas provisórias que ainda não foram votadas. O pedido de urgência só será apreciado depois que a pauta estiver livre.
Depois que o substitutivo chegar ao plenário da Câmara, ele poderá ser aprovado ou não. Se passar, seguirá para o plenário do Senado. Caso seja aprovado lá, o projeto (com as mudanças) irá para sanção. O presidente Lula poderá vetá-lo ou sancioná-lo.
Fonte: Agora
Finalmente, alguém lúcido defende o MST atacado pelos picaretas do Congresso Nacional
Deu na revista digital Terra Magazine: “CPI contra o MST é coronelismo do DEM e do PSDB, diz petista”. Terra Magazine entrevistou o deputado federal Emiliano José (PT-BA). Ele se manifesta contrário à CPI, ou melhor, CPMI, proposta pela extrema direita ruralista para “investigar” recursos repassados pelo Governo Federal a entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ao contrário do que prega os radicais de direita, trata-se de um problema social sério enfrentado pelo MST e suas reivindicações devem ser respeitadas. Mesmo que se questione o episódio dos laranjais destruídos em São Paulo, o grau de radicalização revela a gravidade da questão agrária no Brasil. O MST é um movimento legítimo dos trabalhadores do campo, representa os despossuídos da terra e, para além de quaisquer erros cometidos, ele é parte da dinâmica da luta dos trabalhadores no Brasil.Os conservadores – que têm o DNA da Casa Grande – estão querendo chicotear os trabalhadores rurais.LEIA ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato
Bancários da CEF em greve fazem assembleia hoje
Agência Estado
Após 21 dias em greve, os bancários da Caixa Econômica Federal vão realizar na tarde de hoje mais uma assembleia para decidir o rumo da paralisação. A proposta feita pela instituição na tarde de ontem durante a rodada de negociação na sede do banco, em Brasília, não foi aceita pelos representantes da categoria, que orientaram os funcionários pela continuidade da greve.A proposta da Caixa, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, traz modificações em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mas não traz avanços em relação à igualdade de direitos, ao Plano de Cargos Comissionados (PCC) e ao aumento do número de novas contratações.O banco se comprometeu, segundo o sindicato, em pagar de PLR o que for mais vantajoso para cada bancário: a proposta da federação dos bancos (Fenaban) ou a específica da Caixa. Pela regra da Fenaban, os bancários receberiam a regra básica composta por 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024. Além disso, o funcionário receberia valor adicional de 2% do lucro líquido, dividido em partes iguais entre os funcionários, com teto de R$ 2.100. De acordo com a Caixa, por esta regra básica e valor adicional, o bancário receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetado. Pela regra específica da Caixa, a PLR pode variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil de acordo com a função dos bancários, de acordo com informações do sindicato.
Fonte: A Tarde
Após 21 dias em greve, os bancários da Caixa Econômica Federal vão realizar na tarde de hoje mais uma assembleia para decidir o rumo da paralisação. A proposta feita pela instituição na tarde de ontem durante a rodada de negociação na sede do banco, em Brasília, não foi aceita pelos representantes da categoria, que orientaram os funcionários pela continuidade da greve.A proposta da Caixa, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, traz modificações em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mas não traz avanços em relação à igualdade de direitos, ao Plano de Cargos Comissionados (PCC) e ao aumento do número de novas contratações.O banco se comprometeu, segundo o sindicato, em pagar de PLR o que for mais vantajoso para cada bancário: a proposta da federação dos bancos (Fenaban) ou a específica da Caixa. Pela regra da Fenaban, os bancários receberiam a regra básica composta por 90% do salário, mais valor fixo de R$ 1.024. Além disso, o funcionário receberia valor adicional de 2% do lucro líquido, dividido em partes iguais entre os funcionários, com teto de R$ 2.100. De acordo com a Caixa, por esta regra básica e valor adicional, o bancário receberia até R$ 5.649, conforme expectativa de lucro projetado. Pela regra específica da Caixa, a PLR pode variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil de acordo com a função dos bancários, de acordo com informações do sindicato.
Fonte: A Tarde
terça-feira, outubro 13, 2009
A outra parte de Jeremoabo que existe, e o povo não sabe..
Enquanto um ser humano dorme no relento parecendo animal, o prefeito gasta em "publicidade" R$ 67.273,40, sendo R$ 9.752,80 no primeiro trimestre, e R$ 57.520,60 no segundo trimestre, que disparidade hein???
Para bom entendedor e salvo melhor juizo, essa palavra acima, é a tolerância deles para os sem teto, sem alimentação, sem saúde, sem educação, e sem nada... O que sabem muito é ameaçar
Sofá molhado - e alimentos



Única cama existente
Telhado Furado

LOCAL ONDE SE ALIMENTAM TOMADO PELAS AGUAS (PÉ DE JENIPAPO


MOISÉS ESPOSO DE FÁTIMA CONSERTANDO TELHADO
PAREDE CASA VIZINHA CAIU

Esta é a situação da residência de uma mãe de familia com uma prole grande, sem teto, se inscreveu no programa social do governo para receber uma casa, quiseram passar para trás, talvez não passe porque a mesma denunciou ao programa do rádio Vaza-Barris, e assim mesmo ainda teve um pilantra da prefeitura que foi ameaçar a mesma. Se a sofredora já vive em condições sub-humana, num verdadeiro pela vivo, a unica coisa que podem fazer agora é terminar de executar.
A REPORTAGEM DA RÁDIO VAZA BARRIS ESTEVE NO LOCAL COM MEMBRO DA ONG, ANTONIO GAMA, PARA VERIFICAR O ESTADO QUE SE ENCONTRAVA.
DEPLORÁVEL A SITUAÇÃO.
A CASA TODA TOMADA POR ÁGUA, ÚNICO COLCHÃO MOLHADO, ALIMENTOS DOADOS PERDIDOS (MOLHADO), LOCAL ONDE OS MESMOS SE ALIMENTAM TOMADO PELAS AGUAS (PÉ DE JENIPAPO), AS TELHAS FORAM AÇOITADAS LONGE. NÃO SABEM COMO SERÁ À NOITE HOJE. TUDO ESTAVA MOLHADO.
SEGUNDO A FILHA MENOR DE D. FÁTIMA, INFORMOU A REPORTAGEM E AOS PRESENTES, QUE UM FUNCIONÁRIO DEIXOU UM RECADO COM A MESMA PARA TRANSMITIR À MÃE, QUE ELA ESTAVA COM "PAU DE BOSTA" POR ELA TER IDO AO PROGRAMA EXPOR SEU SOFRIMENTO E, SOLICITAR DA PREFEITURA UMA CASA NO PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL. ALEGANDO ELE (FUNCIONÁRIO), QUE D. FÁTIMA HAVIA FALADO MAU DA PRIMEIRA DAMA QUE DEU ÀS COSTAS. DISSE AINDA QUE PROCURASSE UM ADVOGADO PARA SE DEFENDER.
A MESMA ESTÁ INSCRITA NO PROGRAMA PARA RECEBER UMA CASA, MAS FOI ALEGADO QUE OUTRAS PESSOAS ESTÃO MAIS NECESSITADAS DO QUE ELA.
DUAS FILHAS ESTÃO COM OS AVÓS EM PAULO AFONSO, PARA REDUZIR ÀS DESPESAS. HOJE SÃO CINCO DENTRO DESTE ESPAÇO. ESTA É A SITUAÇÃO DA FAMÍLIA.
O MINISTÉRIO PÚBLICO (INFÂNCIA - DR. LEONARDO CÂNDIDO), E CONSELHO TUTELAR JÁ FORAM INFORMADOS. AGUARDAMOS PROVIDÊNCIAS, ANTES QUE ACONTEÇA O PIOR.
Senhor Secretário Municipal do Meio Ambiente em Jeremoabo, explique?
Por: J. MontalvãoPorque essa Secretaria a título de perseguição politiqueira só resolveu fiscalizar um fundo de quintal, quando “o ecossistema urbano é responsável pelos maiores
Impactos ambientais negativos na Terra. A produção
de esgoto doméstico, comercial e industrial, situações.
de disposição final inadequadas de resíduos em locais
como encostas, margens de ruas e rios, fundos de
vale e lotes baldios. A geração e lançamento de
fumaça e gases, a retirada da vegetação para
instalação de edificações e tantas outras formas de
uso humano do ambiente urbano, têm contribuído
para o surgimento ou agravamento desses impactos
tanto na área urbana quanto rural.”
Caso fosse para efetuar uma fiscalização responsável e legal se estenderia até os terrenos de Vicente de Paula Costa, indo até o começo da rua da Alegria.
Deveria penalizar o responsável que passou o trator no pé de Juazeiro nos terrenos de dona Olga, árvore essa centenária que serviu de pousada e abrigo para o pessoal da zona Rural que para a feira se deslocava ou então abrigo por centenas de anos para os ciganos.
Quero reiterar que seria bom fiscalizar o terreno pertencente à dona Olga onde a prefeitura está construindo loteamentos, onde indistintamente não respeitou nem os pés de umbuzeiros, aliás, umbuzeiros aqui no município foram exterminados muitos.
Nos terrenos no pé da Serra da Santa Cruz sua flora e fauna estão sendo destruídas sem nenhum controle ou fiscalização.
Sugiro também que sua Secretária fizesse cumprir a legislação a seguir, pois o Rio Vaza Barris já apelou para SOS:
O Código Florestal ( lei Federal 4.771 , de 1965) que cria as áreas de proteção permanentes(APP). As Florestas existentes nas margens dos rios numa faixa cuja largura varia conforme a largura do rio. Para rios com até 10 metros de largura, deve se preservar permanentemente as florestas numa faixa de no mínimo, 30 metros para cada lado.Para os rios com larguras entre 10 e 50 metros, a APP deve ser no mimino, 50 metros, para rios com largura entre 50 e 200 metros, a faixa de APP deve ser de 100 metros.Quais as áreas com vegetação de preservação permanente.As principais áreas de preservação permanente correspondem à faixa marginal de 30 metros ao lado de rios e córregos com menos de 10 metros de largura e 50 metros ao redor de nascentes, minas e olhos d´água.Podem-se utilizar essas áreas.Sem a licença Ambiental do DEPRN não se deve realizar nenhuma atividade nessas áreas, tais como: construção de açudes, represas, tanques de piscicultura, bebedouros, drenos, captação de água, limpezas de drenos ou leitos de córregos, roçadas, retirada de areia ou argila, cultivos ou plantios e retirada de plantas para ornamentação.Já os loteamentos urbanos devem respeitar:Ao longo das águas correntes e dormentes e das faixas de domínio público das rodovias, ferrovias e dutos, será obrigatória a reserva de uma faixa non edificandi de 15(quinze)metros de cada lado, salvo maiores exigências da legislação especifica.
Queremos citar também que a Prefeitura de Jeremoabo, na ambição de recolher recursos classificou os terrenos do Casarão como urbanos, portanto o Secretário do Meio Ambiente para desviar da atenção da população concernentes às improbidades do seu chefe o prefeito tista de deda, vem tentar vender gato por lebre, indo a emissora de rádio local, falar em imaginária derrubada de árvores em fundo de quintal.
Digo fundo de quintal porque repetindo a prefeitura municipal de Jeremoabo, classificou o terreno do Casarão como urbano, e como prova da verdade abaixo está uma copia do IPTU deste ano cobrado pela prefeitura e ressarcido pelo proprietário.
Portanto senhor Secretário do Meio Ambiente procure outra maneira de desviar atenção do povo, porque esse seu método está muito manjado e ultrapassado.
Não queira imitar Hitler quando dizia: “Quanto maior for a mentira, mais pessoas acreditarão nela”.
Impactos ambientais negativos na Terra. A produção
de esgoto doméstico, comercial e industrial, situações.
de disposição final inadequadas de resíduos em locais
como encostas, margens de ruas e rios, fundos de
vale e lotes baldios. A geração e lançamento de
fumaça e gases, a retirada da vegetação para
instalação de edificações e tantas outras formas de
uso humano do ambiente urbano, têm contribuído
para o surgimento ou agravamento desses impactos
tanto na área urbana quanto rural.”
Caso fosse para efetuar uma fiscalização responsável e legal se estenderia até os terrenos de Vicente de Paula Costa, indo até o começo da rua da Alegria.
Deveria penalizar o responsável que passou o trator no pé de Juazeiro nos terrenos de dona Olga, árvore essa centenária que serviu de pousada e abrigo para o pessoal da zona Rural que para a feira se deslocava ou então abrigo por centenas de anos para os ciganos.
Quero reiterar que seria bom fiscalizar o terreno pertencente à dona Olga onde a prefeitura está construindo loteamentos, onde indistintamente não respeitou nem os pés de umbuzeiros, aliás, umbuzeiros aqui no município foram exterminados muitos.
Nos terrenos no pé da Serra da Santa Cruz sua flora e fauna estão sendo destruídas sem nenhum controle ou fiscalização.
Sugiro também que sua Secretária fizesse cumprir a legislação a seguir, pois o Rio Vaza Barris já apelou para SOS:
O Código Florestal ( lei Federal 4.771 , de 1965) que cria as áreas de proteção permanentes(APP). As Florestas existentes nas margens dos rios numa faixa cuja largura varia conforme a largura do rio. Para rios com até 10 metros de largura, deve se preservar permanentemente as florestas numa faixa de no mínimo, 30 metros para cada lado.Para os rios com larguras entre 10 e 50 metros, a APP deve ser no mimino, 50 metros, para rios com largura entre 50 e 200 metros, a faixa de APP deve ser de 100 metros.Quais as áreas com vegetação de preservação permanente.As principais áreas de preservação permanente correspondem à faixa marginal de 30 metros ao lado de rios e córregos com menos de 10 metros de largura e 50 metros ao redor de nascentes, minas e olhos d´água.Podem-se utilizar essas áreas.Sem a licença Ambiental do DEPRN não se deve realizar nenhuma atividade nessas áreas, tais como: construção de açudes, represas, tanques de piscicultura, bebedouros, drenos, captação de água, limpezas de drenos ou leitos de córregos, roçadas, retirada de areia ou argila, cultivos ou plantios e retirada de plantas para ornamentação.Já os loteamentos urbanos devem respeitar:Ao longo das águas correntes e dormentes e das faixas de domínio público das rodovias, ferrovias e dutos, será obrigatória a reserva de uma faixa non edificandi de 15(quinze)metros de cada lado, salvo maiores exigências da legislação especifica.
Queremos citar também que a Prefeitura de Jeremoabo, na ambição de recolher recursos classificou os terrenos do Casarão como urbanos, portanto o Secretário do Meio Ambiente para desviar da atenção da população concernentes às improbidades do seu chefe o prefeito tista de deda, vem tentar vender gato por lebre, indo a emissora de rádio local, falar em imaginária derrubada de árvores em fundo de quintal.
Digo fundo de quintal porque repetindo a prefeitura municipal de Jeremoabo, classificou o terreno do Casarão como urbano, e como prova da verdade abaixo está uma copia do IPTU deste ano cobrado pela prefeitura e ressarcido pelo proprietário.
Portanto senhor Secretário do Meio Ambiente procure outra maneira de desviar atenção do povo, porque esse seu método está muito manjado e ultrapassado.
Não queira imitar Hitler quando dizia: “Quanto maior for a mentira, mais pessoas acreditarão nela”.
MORRO DE SÃO PAULO FICOU 24 HORAS SEM ENERGIA NO FERIADÃO

Depois de quase um dia inteiro sem luz elétrica, a ilha de Morro de São Paulo teve o forneceimento de energia reestabelecido na tarde deste domingo (11), por volta das 14h30. As interrupções no abastecimento de eletricidade têm sido constantes desde quinta-feira (8). Além do município de Cairu e da Ilha de Morro de São Paulo, ficaram sem energia elétrica as localidades de Gamboa do Morro e Boipeba. Segundo donos de pousadas, muitos turistas deixaram a ilha por causa do problema com a energia elétrica. Comerciantes e empresários queixam-se de prejuízos e devem se reunir na próxima quarta-feira (14) para analisar formas de serem indenizados pela Coelba.
Fonte: Sudoeste Hoje
No bambolê do PMDB
Dora Kramer
Os aliados da candidatura Dilma Rousseff já não têm com o que se preocupar: aquele problema da falta de jogo de cintura ao qual aludiu certa vez o PMDB oferecendo à ministra de presente um bambolê, está devidamente resolvido. Maleabilidade é o que a ministra-chefe da Casa Civil mais exibe ultimamente. Reza em qualquer altar – seja católico, evangélico, do Senhor do Bonfim ou do Círio de Nazaré –, defende José Sarney com desenvoltura, elogia Jader Barbalho com veemência pedindo mais respeito no trato que se dá ao PMDB e, prova definitiva de que já dança ao ritmo da música exigida, aderiu ao princípio de que aos amigos do poder tudo é permitido.
“Acho que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”, pontificou com originalidade a respeito das gravações da Polícia Federal, reproduzidas pela Folha de S.Paulo, mostrando como parentes e amigos do presidente do Senado, José Sarney, mandam e desmandam na agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão
“No Brasil”, lecionou, “nós temos o hábito de pegar uma denúncia qualquer e sair condenando.”
Inadmissível, não é verdade? “Pegar uma denúncia qualquer” que a Polícia Federal qualifica de tráfico de influência e ilustra em inquérito com as vozes do ex-ministro Silas Rondeau (afastado do cargo por suspeita de corrupção) e do empresário Fernando Sarney (há dois anos investigado pela PF) e “sair condenando” realmente é uma leviandade.
Ainda mais que o ministro em questão fornece uma justificativa bem consistente. Segundo ele, Rondeau e Sarney marcam reuniões e encontros diretamente com a secretária do gabinete do titular da pasta porque os três têm “uma relação de amizade”.
E, com isso, evidentemente ninguém está em condições de condenar Edison Lobão por dar a liberdade aos amigos de “sugerir” audiências, visitas de empresários, temas a serem abordados, caminhos a serem adotados na administração da pasta de Minas e Energia.
Se são amigos, qual é o mal? Estranho é se fossem inimigos. Como se sabe, só os hipócritas, os fariseus, os falsos moralistas, os célebres udenistas invocam o respeito ao princípio da impessoalidade. Os descolados, modernos, ativos, trabalham com outros conceitos. São regidos pela regra mor caciques redivivos, acostumados a usar o Estado como quem dispõe de um patrimônio privado. A essa concepção de administração pública parece ter aderido a ministra, outrora tida com rigorosa gestora.
Ante a explicitação do novo modelo é de se perguntar à ministra se, uma vez eleita, governará o Brasil conforme as convicções que lhe fizeram a fama de gerente com austeridade e competência, se o figurino atual visa apenas à criação de uma ilusão de ótica para não dispersar os aliados ou se, ganhando a Presidência da República, render-se-á à batida do samba e a malemolência do bambolê que lhe deu de presente o PMDB.
Em qualquer das hipóteses há um risco: de Dilma perder as características antigas, adquirir com as novas feições de caricatura e, com isso, agradar aos companheiros de aliança, mas desagradar profundamente ao cidadão de bem que anda farto de demagogia, leniência e dissolução ética.
Cilada
O termo chantagem seria muito forte. Até impróprio por enquanto. Mas digamos que entre os potenciais aliados do PT na eleição presidencial exista uma pressão para que o partido abra mão de suas conveniências político-eleitorais, sob pena de haver um êxodo na “base” com o pretexto de que os petistas são “egoístas”
Se Dilma subir nas pesquisas, tudo corre pacificamente. Se não subir, correm todos para outros caminhos dizendo que não tiveram outra escolha porque foi o PT que os rechaçou.
É uma sinuca: se não atender às exigências, o PT corre o risco de esvaziar o “entorno” de Dilma Rousseff. Se atender a todas elas, o perigo é esvaziar a si próprio nos estados. Exatamente como aconteceu com o partido no Rio de Janeiro, por causa da opção preferencial feita anos atrás pela direção nacional de ceder à política de alianças sem pensar na política do partido.
Ganhou eleições, brigou com todos os aliados durante o governo e transformou-se numa sublegenda das conveniências do eixo São Paulo – Palácio do Planalto.
“Déjà-vu”
Análise do cientista político italiano Luigi Bonanate, da Universidade de Turim, a respeito do sucesso do primeiro ministro Silvio Berlusconi, apesar de todos os pesares. “Berlusconi conseguiu manter sua base de apoio intocável. Seu discurso é claro: ele joga parte da culpa nos comunistas, nos opositores, na mídia, imputando-lhes o rótulo de verdadeiro problema da sociedade italiana. Isso faz efeito, porque nenhum escândalo abala seu respaldo.”
Para Bonanate, o “verdadeiro problema da Itália é a falta de oposição”.
Fonte: Gazeta do Povo
Os aliados da candidatura Dilma Rousseff já não têm com o que se preocupar: aquele problema da falta de jogo de cintura ao qual aludiu certa vez o PMDB oferecendo à ministra de presente um bambolê, está devidamente resolvido. Maleabilidade é o que a ministra-chefe da Casa Civil mais exibe ultimamente. Reza em qualquer altar – seja católico, evangélico, do Senhor do Bonfim ou do Círio de Nazaré –, defende José Sarney com desenvoltura, elogia Jader Barbalho com veemência pedindo mais respeito no trato que se dá ao PMDB e, prova definitiva de que já dança ao ritmo da música exigida, aderiu ao princípio de que aos amigos do poder tudo é permitido.
“Acho que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”, pontificou com originalidade a respeito das gravações da Polícia Federal, reproduzidas pela Folha de S.Paulo, mostrando como parentes e amigos do presidente do Senado, José Sarney, mandam e desmandam na agenda do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão
“No Brasil”, lecionou, “nós temos o hábito de pegar uma denúncia qualquer e sair condenando.”
Inadmissível, não é verdade? “Pegar uma denúncia qualquer” que a Polícia Federal qualifica de tráfico de influência e ilustra em inquérito com as vozes do ex-ministro Silas Rondeau (afastado do cargo por suspeita de corrupção) e do empresário Fernando Sarney (há dois anos investigado pela PF) e “sair condenando” realmente é uma leviandade.
Ainda mais que o ministro em questão fornece uma justificativa bem consistente. Segundo ele, Rondeau e Sarney marcam reuniões e encontros diretamente com a secretária do gabinete do titular da pasta porque os três têm “uma relação de amizade”.
E, com isso, evidentemente ninguém está em condições de condenar Edison Lobão por dar a liberdade aos amigos de “sugerir” audiências, visitas de empresários, temas a serem abordados, caminhos a serem adotados na administração da pasta de Minas e Energia.
Se são amigos, qual é o mal? Estranho é se fossem inimigos. Como se sabe, só os hipócritas, os fariseus, os falsos moralistas, os célebres udenistas invocam o respeito ao princípio da impessoalidade. Os descolados, modernos, ativos, trabalham com outros conceitos. São regidos pela regra mor caciques redivivos, acostumados a usar o Estado como quem dispõe de um patrimônio privado. A essa concepção de administração pública parece ter aderido a ministra, outrora tida com rigorosa gestora.
Ante a explicitação do novo modelo é de se perguntar à ministra se, uma vez eleita, governará o Brasil conforme as convicções que lhe fizeram a fama de gerente com austeridade e competência, se o figurino atual visa apenas à criação de uma ilusão de ótica para não dispersar os aliados ou se, ganhando a Presidência da República, render-se-á à batida do samba e a malemolência do bambolê que lhe deu de presente o PMDB.
Em qualquer das hipóteses há um risco: de Dilma perder as características antigas, adquirir com as novas feições de caricatura e, com isso, agradar aos companheiros de aliança, mas desagradar profundamente ao cidadão de bem que anda farto de demagogia, leniência e dissolução ética.
Cilada
O termo chantagem seria muito forte. Até impróprio por enquanto. Mas digamos que entre os potenciais aliados do PT na eleição presidencial exista uma pressão para que o partido abra mão de suas conveniências político-eleitorais, sob pena de haver um êxodo na “base” com o pretexto de que os petistas são “egoístas”
Se Dilma subir nas pesquisas, tudo corre pacificamente. Se não subir, correm todos para outros caminhos dizendo que não tiveram outra escolha porque foi o PT que os rechaçou.
É uma sinuca: se não atender às exigências, o PT corre o risco de esvaziar o “entorno” de Dilma Rousseff. Se atender a todas elas, o perigo é esvaziar a si próprio nos estados. Exatamente como aconteceu com o partido no Rio de Janeiro, por causa da opção preferencial feita anos atrás pela direção nacional de ceder à política de alianças sem pensar na política do partido.
Ganhou eleições, brigou com todos os aliados durante o governo e transformou-se numa sublegenda das conveniências do eixo São Paulo – Palácio do Planalto.
“Déjà-vu”
Análise do cientista político italiano Luigi Bonanate, da Universidade de Turim, a respeito do sucesso do primeiro ministro Silvio Berlusconi, apesar de todos os pesares. “Berlusconi conseguiu manter sua base de apoio intocável. Seu discurso é claro: ele joga parte da culpa nos comunistas, nos opositores, na mídia, imputando-lhes o rótulo de verdadeiro problema da sociedade italiana. Isso faz efeito, porque nenhum escândalo abala seu respaldo.”
Para Bonanate, o “verdadeiro problema da Itália é a falta de oposição”.
Fonte: Gazeta do Povo
Veja como financiar a reforma da casa
Luciana Lazarinido Agora
Quem planeja reformar a casa, mas não tem grana para pagar tudo à vista, pode parcelar os gastos com a mão de obra e com o material de construção nos bancos.
Confira as opções de financiamento no Agora desta terça-feira, 13 de outubro, nas bancas.
Assine o Agora
Lojas têm desconto para compras à vista
Veja, ao lado, o que cada um oferece, com exemplos de financiamentos de R$ 30 mil para pagar a reforma e de R$ 10 mil para comprar o material de construção diretamente nas lojas.
Os clientes encontram linhas exclusivas para a compra de material de construção no Bradesco, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Quem quer parcelar os gastos com a mão de obra pode pedir um empréstimo no Bradesco, na Nossa Caixa e na Caixa. A menor taxa está na Caixa, com juros anuais a partir de 5,17%, para a construção em até 12 meses. A desvantagem, entretanto, é que a opção só vale para clientes com renda de até R$ 4.900.
Na Nossa Caixa, é possível pedir emprestado até R$ 100 mil, e a reforma não pode demorar mais que oito meses. Já no Bradesco, é preciso ter 30% para a entrada.
Para quem quer financiar a lista de material de construção, os juros começam em 5% ao ano na Caixa, com a linha Construcard FGTS.
Essa é uma boa opção para famílias da região metropolitana com renda mensal de até R$ 4.900. Para quem ganha de R$ 455 a R$ 2.325, os juros anuais são de 5%. Famílias com renda de R$ 2.325,01 a R$ 2.790 têm taxa de 6%. Acima disso, os juros cobrados são de 8,16% ao ano.
No Banco do Brasil, o cliente pode pedir um empréstimo de até R$ 50 mil. Os juros anuais vão até 40,10%, para planos de 60 meses --prazo máximo.
A liberação da grana vai depender da análise de crédito do consumidor. A compra é feita diretamente nas lojas conveniadas ao banco.
Já no Bradesco, o cliente tem a linha João de Barro, com empréstimo de até R$ 7.000 para comprar material de construção nas lojas credenciadas.
Fonte: Agora
Quem planeja reformar a casa, mas não tem grana para pagar tudo à vista, pode parcelar os gastos com a mão de obra e com o material de construção nos bancos.
Confira as opções de financiamento no Agora desta terça-feira, 13 de outubro, nas bancas.
Assine o Agora
Lojas têm desconto para compras à vista
Veja, ao lado, o que cada um oferece, com exemplos de financiamentos de R$ 30 mil para pagar a reforma e de R$ 10 mil para comprar o material de construção diretamente nas lojas.
Os clientes encontram linhas exclusivas para a compra de material de construção no Bradesco, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Quem quer parcelar os gastos com a mão de obra pode pedir um empréstimo no Bradesco, na Nossa Caixa e na Caixa. A menor taxa está na Caixa, com juros anuais a partir de 5,17%, para a construção em até 12 meses. A desvantagem, entretanto, é que a opção só vale para clientes com renda de até R$ 4.900.
Na Nossa Caixa, é possível pedir emprestado até R$ 100 mil, e a reforma não pode demorar mais que oito meses. Já no Bradesco, é preciso ter 30% para a entrada.
Para quem quer financiar a lista de material de construção, os juros começam em 5% ao ano na Caixa, com a linha Construcard FGTS.
Essa é uma boa opção para famílias da região metropolitana com renda mensal de até R$ 4.900. Para quem ganha de R$ 455 a R$ 2.325, os juros anuais são de 5%. Famílias com renda de R$ 2.325,01 a R$ 2.790 têm taxa de 6%. Acima disso, os juros cobrados são de 8,16% ao ano.
No Banco do Brasil, o cliente pode pedir um empréstimo de até R$ 50 mil. Os juros anuais vão até 40,10%, para planos de 60 meses --prazo máximo.
A liberação da grana vai depender da análise de crédito do consumidor. A compra é feita diretamente nas lojas conveniadas ao banco.
Já no Bradesco, o cliente tem a linha João de Barro, com empréstimo de até R$ 7.000 para comprar material de construção nas lojas credenciadas.
Fonte: Agora
Um partido posto em frangalhos
Carlos Chagas
Prevista para a próxima semana, dia 21, a reunião do presidente Lula com dirigentes do PMDB marcará o engajamento formal do partido na candidatura Dilma Rousseff. Representará o assassinato explícito da tentativa de as bases peemedebistas se reunirem em novembro, conforme estava combinado, para um Congresso Nacional onde se debateria a hipótese da candidatura própria e a elaboração de um programa mínimo para uni-los na sucessão do ano que vem.
Foi o que denunciou o senador Pedro Simon, no fim de semana, acentuando ter sido a proposta atropelada por obra e graça do presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, na verdade quem ainda manda na legenda. Disposto a tornar-se candidato a vice-presidente na chapa de Dilma, já que por ser paulista, não conseguiria ser vice de Serra, o presidente da Câmara recebeu contundentes críticas do senador gaúcho. Conforme Simon, ficou selado um presente negro e um futuro triste para o PMDB, na humilhante reunião de líderes, semana passada, para a qual não foi convidado e nem iria, se tivesse sido. Lá estava o grupo empenhado em vender o partido em troca de cargos e benesses no futuro governo. De Dilma Rousseff, se ela vencer, ou de José Serra, se o presidente Lula não conseguir transferir sua popularidade para a candidata. Porque um jeito sempre haverá para se aproximarem do governador paulista. Além de Michel Temer, segundo Simon, esse grupo é comandado por Renan Calheiros, ex-ministro de Fernando Henrique e hoje porta-voz do governo atual; Geddel Vieira Lima, líder de Fernando Henrique na Câmara e agora ministro do Lula; Eliseu Padilha, também ministro do governo passado e cheio de paixão pelo presidente da República; José Sarney, capaz de vender a alma ao Lula por conta de sua permanência na presidência do Senado; e outros da mesma estirpe.
Por essas e outras, completou o senador, o PMDB tornou-se insosso, amorfo e inodoro, um arremedo que em breve perderá a condição de maior partido nacional, empenhado em namorar os dois lados da equação sucessória, ou qualquer outro que possa aparecer, sem comprometer-se com a solução natural que seria o lançamento de uma candidatura própria. Seus dirigentes formarão com quem vencer, qualquer que seja.
“Não merecemos o comando que temos”, afirmou, lembrando que todos mantém cargos no governo do PT, como mantinham no governo do PSDB. E terão nos próximos, até o dia em que perceberem estar reduzidos a frangalhos, desprezados pelo eleitorado. Por essas e outras, Simon anunciou que abandonará a vida pública, uma vez encerrado seu mandato, em 2014…
Depois do Estado, a Folha
Seria de fazer corar frades de pedra, se eles ainda existissem, a denúncia publicada ontem pela “Folha de S.Paulo”. Degravações de conversas entre o filho mais velho do senador José Sarney, Fernando Sarney, mostram conversas, pedidos e instruções dadas por ele ao ministro Edison Lobão e assessores, interferindo em audiências e atos do ministério das Minas e Energia.
Lobão defendeu-se, dizendo que amigos podem pedir, mas não são atendidos. Pode ser, mas choca todo mundo a desenvoltura com que Fernando Sarney e o ex-ministro Silas Rondeau, outro integrante do clã do ex-presidente da República, tratam da coisa pública junto a um ministro do governo Lula.
O jornal “O Estado de S. Paulo” já se encontra censurado por ato judicial, proibido de divulgar denúncias envolvendo o filho de Sarney. Pelo jeito, chegará rápido a vez da “Folha de S. Paulo”, já que os processos correm em segredo de justiça. Fica estranho, também, saber que a Polícia Federal monta sistemas de escuta telefônica atingindo o gabinete de um ministro. Bem fazia Tancredo Neves ao recomendar a seus amigos e assessores que, pelo telefone, não abordassem nada além da rotina e do futebol.
Um episódio a esclarecer
Por falar em Tancredo Neves, um episódio a esclarecer. O presidente eleito mas não empossado encontrava-se internado num hospital de São Paulo, já submetido a diversas operações. Seus médicos divulgavam boletins diários, sempre pessimistas.
Em Brasília, o então ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo, acompanhava com a apreensão o drama do tio, ao tempo em que procurava conduzir a política econômica do presidente interino, José Sarney.
Certa manhã, este que vos escreve recebeu telefonema de Dornelles, pedindo-me comparecer ao seu gabinete, na Esplanada dos Ministérios. Lá, numa pequena sala de reuniões ao lado de sua escrivaninha, estavam dois senhores de aparência modesta, dizendo-se monges de um mosteiro desconhecido do interior de Goiás. Há dias tentavam avistar-se com o ministro para avisa-lo de que a doença de Tancredo ligava-se a “trabalhos” de magia negra. Autorizados por Dornelles, tinham acabado de voltar do apartamento particular do presidente eleito, onde foram investigar. Haviam sido acompanhados por um outro sobrinho de Tancredo, primo de Dornelles, Gastão Neves, hoje falecido. No quarto de dormir, abriram com uma faca o travesseiro,encontrando nele o que, naquela salinha do ministério da Fazenda, encontrava-se sobre pequena mesa redonda: o travesseiro rasgado e, dentro dele, um boneco vudu, todo espetado por espinhos, e mais um terço desses que se vê matronas rezando na Igreja.
Dornelles perguntou-me, entre espantado e cético, o que fazer com aquela estranha composição, ao tempo em que deu a palavra aos dois monges. Eles explicaram que a magia negra era forte, responsável pelo péssimo estado de saúde de Tancredo. Mais ainda, recomendavam duas ações: iriam naquele momento mesmo a algum local próximo de Brasília onde encontrassem uma cachoeira de águas límpidas, para lá depositar as duas peças de feitiçaria, limpando-as. E em seguida queriam ser conduzidos a São Paulo, para rezarem em local o mais próximo de Tancredo, buscando neutralizar o feitiço com orações.
A pergunta que Dornelles me fez já era uma decisão, com a qual obviamente concordei, mesmo sem acreditar na versão dos monges: “devo mandá-los agora mesmo para São Paulo?”
Um telefonema foi providenciado para o então delegado Romeu Tuma, que cuidava da segurança de Tancredo no hospital, informando que o jatinho do ministério da Fazenda levaria dois amigos que deveriam ser obedecidos na medida do possível em tudo o que pleiteassem.
Lá se foram os dois monges, que Tuma não permitiu entrassem no quarto do presidente eleito, mas colocou-os no andar superior, bem em cima dos aposentos do paciente. Lá eles rezaram a noite inteira.
O epílogo do episódio aconteceu no dia seguinte, quando à tarde o professor-doutor encarregado de divulgar o boletim surpreendeu o país, anunciando que o estado geral do dr. Tancredo havia melhorado sensivelmente. Recebi minutos depois telefonema de Dornelles: “você viu?”
Respondi que tinha visto, que não acreditava mas que curvava-me a qualquer fato envolvendo a saúde do presidente. Realmente, mais um dia e voltaram as informações pessimistas, novas operações e, no fim, a morte de Tancredo. Mas que eu tinha visto também o boneco vudu, isso tinha…
Fonte: Tribuna da Imprensa
Prevista para a próxima semana, dia 21, a reunião do presidente Lula com dirigentes do PMDB marcará o engajamento formal do partido na candidatura Dilma Rousseff. Representará o assassinato explícito da tentativa de as bases peemedebistas se reunirem em novembro, conforme estava combinado, para um Congresso Nacional onde se debateria a hipótese da candidatura própria e a elaboração de um programa mínimo para uni-los na sucessão do ano que vem.
Foi o que denunciou o senador Pedro Simon, no fim de semana, acentuando ter sido a proposta atropelada por obra e graça do presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, na verdade quem ainda manda na legenda. Disposto a tornar-se candidato a vice-presidente na chapa de Dilma, já que por ser paulista, não conseguiria ser vice de Serra, o presidente da Câmara recebeu contundentes críticas do senador gaúcho. Conforme Simon, ficou selado um presente negro e um futuro triste para o PMDB, na humilhante reunião de líderes, semana passada, para a qual não foi convidado e nem iria, se tivesse sido. Lá estava o grupo empenhado em vender o partido em troca de cargos e benesses no futuro governo. De Dilma Rousseff, se ela vencer, ou de José Serra, se o presidente Lula não conseguir transferir sua popularidade para a candidata. Porque um jeito sempre haverá para se aproximarem do governador paulista. Além de Michel Temer, segundo Simon, esse grupo é comandado por Renan Calheiros, ex-ministro de Fernando Henrique e hoje porta-voz do governo atual; Geddel Vieira Lima, líder de Fernando Henrique na Câmara e agora ministro do Lula; Eliseu Padilha, também ministro do governo passado e cheio de paixão pelo presidente da República; José Sarney, capaz de vender a alma ao Lula por conta de sua permanência na presidência do Senado; e outros da mesma estirpe.
Por essas e outras, completou o senador, o PMDB tornou-se insosso, amorfo e inodoro, um arremedo que em breve perderá a condição de maior partido nacional, empenhado em namorar os dois lados da equação sucessória, ou qualquer outro que possa aparecer, sem comprometer-se com a solução natural que seria o lançamento de uma candidatura própria. Seus dirigentes formarão com quem vencer, qualquer que seja.
“Não merecemos o comando que temos”, afirmou, lembrando que todos mantém cargos no governo do PT, como mantinham no governo do PSDB. E terão nos próximos, até o dia em que perceberem estar reduzidos a frangalhos, desprezados pelo eleitorado. Por essas e outras, Simon anunciou que abandonará a vida pública, uma vez encerrado seu mandato, em 2014…
Depois do Estado, a Folha
Seria de fazer corar frades de pedra, se eles ainda existissem, a denúncia publicada ontem pela “Folha de S.Paulo”. Degravações de conversas entre o filho mais velho do senador José Sarney, Fernando Sarney, mostram conversas, pedidos e instruções dadas por ele ao ministro Edison Lobão e assessores, interferindo em audiências e atos do ministério das Minas e Energia.
Lobão defendeu-se, dizendo que amigos podem pedir, mas não são atendidos. Pode ser, mas choca todo mundo a desenvoltura com que Fernando Sarney e o ex-ministro Silas Rondeau, outro integrante do clã do ex-presidente da República, tratam da coisa pública junto a um ministro do governo Lula.
O jornal “O Estado de S. Paulo” já se encontra censurado por ato judicial, proibido de divulgar denúncias envolvendo o filho de Sarney. Pelo jeito, chegará rápido a vez da “Folha de S. Paulo”, já que os processos correm em segredo de justiça. Fica estranho, também, saber que a Polícia Federal monta sistemas de escuta telefônica atingindo o gabinete de um ministro. Bem fazia Tancredo Neves ao recomendar a seus amigos e assessores que, pelo telefone, não abordassem nada além da rotina e do futebol.
Um episódio a esclarecer
Por falar em Tancredo Neves, um episódio a esclarecer. O presidente eleito mas não empossado encontrava-se internado num hospital de São Paulo, já submetido a diversas operações. Seus médicos divulgavam boletins diários, sempre pessimistas.
Em Brasília, o então ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo, acompanhava com a apreensão o drama do tio, ao tempo em que procurava conduzir a política econômica do presidente interino, José Sarney.
Certa manhã, este que vos escreve recebeu telefonema de Dornelles, pedindo-me comparecer ao seu gabinete, na Esplanada dos Ministérios. Lá, numa pequena sala de reuniões ao lado de sua escrivaninha, estavam dois senhores de aparência modesta, dizendo-se monges de um mosteiro desconhecido do interior de Goiás. Há dias tentavam avistar-se com o ministro para avisa-lo de que a doença de Tancredo ligava-se a “trabalhos” de magia negra. Autorizados por Dornelles, tinham acabado de voltar do apartamento particular do presidente eleito, onde foram investigar. Haviam sido acompanhados por um outro sobrinho de Tancredo, primo de Dornelles, Gastão Neves, hoje falecido. No quarto de dormir, abriram com uma faca o travesseiro,encontrando nele o que, naquela salinha do ministério da Fazenda, encontrava-se sobre pequena mesa redonda: o travesseiro rasgado e, dentro dele, um boneco vudu, todo espetado por espinhos, e mais um terço desses que se vê matronas rezando na Igreja.
Dornelles perguntou-me, entre espantado e cético, o que fazer com aquela estranha composição, ao tempo em que deu a palavra aos dois monges. Eles explicaram que a magia negra era forte, responsável pelo péssimo estado de saúde de Tancredo. Mais ainda, recomendavam duas ações: iriam naquele momento mesmo a algum local próximo de Brasília onde encontrassem uma cachoeira de águas límpidas, para lá depositar as duas peças de feitiçaria, limpando-as. E em seguida queriam ser conduzidos a São Paulo, para rezarem em local o mais próximo de Tancredo, buscando neutralizar o feitiço com orações.
A pergunta que Dornelles me fez já era uma decisão, com a qual obviamente concordei, mesmo sem acreditar na versão dos monges: “devo mandá-los agora mesmo para São Paulo?”
Um telefonema foi providenciado para o então delegado Romeu Tuma, que cuidava da segurança de Tancredo no hospital, informando que o jatinho do ministério da Fazenda levaria dois amigos que deveriam ser obedecidos na medida do possível em tudo o que pleiteassem.
Lá se foram os dois monges, que Tuma não permitiu entrassem no quarto do presidente eleito, mas colocou-os no andar superior, bem em cima dos aposentos do paciente. Lá eles rezaram a noite inteira.
O epílogo do episódio aconteceu no dia seguinte, quando à tarde o professor-doutor encarregado de divulgar o boletim surpreendeu o país, anunciando que o estado geral do dr. Tancredo havia melhorado sensivelmente. Recebi minutos depois telefonema de Dornelles: “você viu?”
Respondi que tinha visto, que não acreditava mas que curvava-me a qualquer fato envolvendo a saúde do presidente. Realmente, mais um dia e voltaram as informações pessimistas, novas operações e, no fim, a morte de Tancredo. Mas que eu tinha visto também o boneco vudu, isso tinha…
Fonte: Tribuna da Imprensa
Só vai ao Bonfim quem tem: Dilma foi
A foto da ministra-candidata Dilma Rousseff, em impecável vestido branco, enfeitado pelo lenço branco com ricos bordados, recebendo um banho com respingos de folhas de aroeiras sacudidas pelo pai de santo com as roupas do culto, na entrada da Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador, da fé dos baianos é a mais bela foto da campanha e a que promete atrair os votos dos baianos e dos crentes de todo o país.Será difícil outro candidato posar para foto de tal força de expressão, com o esboço de sorriso no rosto iluminado pelo sol de Salvador e até a ajuda da peruca que cobre a cabeça tosada durante as sessões de quimioterapia, com o cacho de cabelos postiços caindo pelos olhos.O Senhor do Bonfim passa a impressão de que, comovido com a fé da candidata lançada pelo presidente Lula e, solta e livre para retomar a pré-campanha, driblando o calendário constitucional. Pelo menos na foto de Marco Aurélio Martins, o fotógrafo de A Tarde, de Salvador, escalado pelo Senhor do Bonfim para encontrar o ângulo perfeito, com as torres da Igreja ao fundo, carimbo da autenticidade.A provável romaria dos outros candidatos, com a exceção da ex-ministra Marina Silva, candidata do Partido Verde, não deverá repetir o sucesso de Dilma. Confesso a minha curiosidade pelo roteiro do governador tucano de São Paulo, José Serra, quando da ida à Bahia e na visita à Igreja do Senhor do Bonfim. É inimaginável que troque o terno ou o blusão por uma roupa branca de pai de santo para o banho de folhas de aroeiras que afasta o azar e abre o caminho do voto.Dilma emenda Salvador com Belém do Pará para acompanhar o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa do país, neste fim de semana. Chegará esta tarde em Belém e à noite tem um jantar com a liderança do PT. Cavacos do ofício, com a atração da deliciosa cozinha paraense. Amanhã acompanhará a procissão da imagem de Nossa Senhora do Nazaré pelas ruas de Belém com mais de um milhão de devotos.Com o presidente viajando mais do que comandante de avião, Dilma enche o vazio como pode. Não consegue evitar as conversas, reuniões, almoços e jantares do festival de comilança de uma campanha tolhida pelos prazos legais e, insossa como dieta de doente. E os incidentes que se sucedem, como a ação criminosa do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra – MST - na invasão da Fazenda Santo Henrique, em São Paulo, com a destruição de milhares de pés de laranja, além de equipamentos como tratores e máquinas agrícolas.O presidente Lula superou o constrangimento para a enérgica censura ao desatino do MST: “Todo mundo sabe que eu sou um defensor das lutas sociais e de que o povo se manifeste. Agora, entre uma manifestação para reivindicar alguma coisa e aquela cena de vandalismo exibida pela televisão, não posso concordar com aquilo. Não tem explicação derrubar tantos pé de laranja apenas para demonstrar que está reivindicando”. E endureceu: “Todo mundo já aprendeu que o Brasil tem lei, tem Constituição. Quem estiver dentro da lei pode fazer qualquer coisa, agora, quem não estiver pagará o preço pelo que fizer”.Ausente, em Salvador e Belém, candidata Dilma Rousseff já tem bons motivos para agradecer ao Senhor do Bonfim e a Nossa Senhora do Nazaré por estar longe da burrice do MST.
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Por que não no Polo Norte ou no Saara?
É ridículo, inaceitável, contra toda a lógica e a nobreza do esporte impor aos clubes e seleções disputar partidas decisivas de futebol ou de qualquer esporte nas alturas dos 3.660m de La Paz, a simpática capital boliviana, onde a Seleção Brasileira, ontem, perdeu a sua invencibilidade de 19 jogos na era Dunga, com a classificação garantida para a próxima Copa do Mundo.O que assistimos pela televisão foi uma ridícula, anti-esportiva e patusca parida entre uma seleção com jogadores que nasceram, cresceram, brincaram, correram, jogaram as suas peladas quase tocando no céu contra a adversária cinco vezes campeã do mundo, com craques disputados por milhões de dólares pelos principais times europeus, submetidos ao ridículo de disputar uma vaga, felizmente já garantida, como se entrasse em campo com as narinas tapadas e um bola de gude na boca.O comentarista Neto, da TV Bandeirante, antes da bola rolar, avisou que não faria crítica a nenhum jogador brasileiro, pois não se poderia exigir uma atuação satisfatória de uma Seleção que chegara horas antes, desembarcando com a alma saindo pela boca. Ora, coisas dos velhinhos da FIFA, que não dariam uma volta em marcha lenta pelo gramado de La Paz.Apelando para óbvio exagero, se a Fifa pode impor às seleções que disputem vaga para a Copa do Mundo, a 3.660 m da altitude de La Paz, por quenão experimenta o que poderá ser uma atração turística, com a realização de partidas da fase eliminatória nas areias do Saara no nas geleiras do Pólo Norte?Pois, se não se envergonham de impor decisões com a desigualdade que favorece a Seleção da Venezuela contra todas as demais seleções do mundo, se o que prevalece é exotismo que excita a curiosidade dos turistas endinheirados, vale tudo.A cúpula que comanda o futebol brasileiro tem a palavra para o oportuno e indispensável protesto. Ouvindo o técnico Dunga, punido com a perda da invencibilidade em 19 partidas ou 16 meses. E desculpando-se pelas falhas dos craques enganados pela velocidade da bola. Como o super-goleiro Júlio César que falhou nos dois gols dos bolivianos, visivelmente traído pela descaída da bola. Pelas medíocres atuações de quase todos, com raras exceções que não devem ser destacadas.
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Fonte: Villas Bôas Corrêa
Censura é medida fascista, diz escritor
Agência Estado
O escritor e jornalista Fernando Jorge, autor do livro "Cale a Boca, Jornalista", que relata a trajetória dos desmandos e agressões contra jornalistas e jornais na história do Brasil, não consegue conter a indignação ao comentar a censura imposta ao Grupo Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). "É uma medida fascista ou nazista, que remete às ditaduras de Benito Mussolini e de Adolf Hitler, inimigas ferozes da democracia e da liberdade", alerta. "Basta ver que uma das medidas de Hitler para controlar a imprensa era censurá-la, sem oferecer chance à defesa."Desde 31 de julho, o Grupo Estado está proibido de publicar qualquer informação referente à Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou negócios sob responsabilidade do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A atual censura, na avaliação de Fernando Jorge, remete a outros dois momentos, que ele descreve em seu livro, da imprensa sob o jugo de ditaduras. "A primeira foi em 1937, quando se instalou o Estado Novo de Getúlio Vargas, em que o Estado foi, injustamente, acusado de conspirar contra o regime, por força de seus ideais democráticos." A segunda foi durante a ditadura militar, quando o então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, divulgou uma cartilha "de moldes fascistas" que pregava a censura à imprensa. "O então diretor do Jornal da Tarde, Ruy Mesquita, hoje diretor de Opinião do Estado, escreveu uma carta que é um verdadeiro primor de coragem, lamentando que o Brasil tivesse se rebaixado à condição de uma republiqueta de bananas por causa da censura", relembrou. A Academia Paulista de Letras (APL), no entanto, aceitou o ministro como um dos seus acadêmicos no mesmo ano em que ele determinou as restrições à imprensa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
O escritor e jornalista Fernando Jorge, autor do livro "Cale a Boca, Jornalista", que relata a trajetória dos desmandos e agressões contra jornalistas e jornais na história do Brasil, não consegue conter a indignação ao comentar a censura imposta ao Grupo Estado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). "É uma medida fascista ou nazista, que remete às ditaduras de Benito Mussolini e de Adolf Hitler, inimigas ferozes da democracia e da liberdade", alerta. "Basta ver que uma das medidas de Hitler para controlar a imprensa era censurá-la, sem oferecer chance à defesa."Desde 31 de julho, o Grupo Estado está proibido de publicar qualquer informação referente à Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou negócios sob responsabilidade do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A atual censura, na avaliação de Fernando Jorge, remete a outros dois momentos, que ele descreve em seu livro, da imprensa sob o jugo de ditaduras. "A primeira foi em 1937, quando se instalou o Estado Novo de Getúlio Vargas, em que o Estado foi, injustamente, acusado de conspirar contra o regime, por força de seus ideais democráticos." A segunda foi durante a ditadura militar, quando o então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, divulgou uma cartilha "de moldes fascistas" que pregava a censura à imprensa. "O então diretor do Jornal da Tarde, Ruy Mesquita, hoje diretor de Opinião do Estado, escreveu uma carta que é um verdadeiro primor de coragem, lamentando que o Brasil tivesse se rebaixado à condição de uma republiqueta de bananas por causa da censura", relembrou. A Academia Paulista de Letras (APL), no entanto, aceitou o ministro como um dos seus acadêmicos no mesmo ano em que ele determinou as restrições à imprensa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
Assinar:
Comentários (Atom)
Em destaque
TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno
TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...
Mais visitadas
-
É com profundo pesar que tomo conhecimento do falecimento de José Aureliano Barbosa , conhecido carinhosamente pelos amigos como “Zé de Or...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
Tiro no pé : É de se notar que nem os Estados Unidos fizeram barulho sobre o assunto pelo qual se entranhou a mídia tupiniquim
-
O problema econômico do nosso vizinho vai requerer um bom caldeirão de feijão e uma panela generosa de arroz. Voltar ao básico Por Felipe Sa...
-
O mundo perdeu uma pessoa que só andava alegre, cuja sua ação habitual era o riso, um pessoa humilde que demonstrava viver bem com a vida...
-
Por`ESTADÃO O País assistiu, estarrecido, ao sequestro das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado por parlamentares bolsonaristas que decidir...
-
Foto Divulgação - Francisco(Xico)Melo É com profunda tristeza que recebi a notícia do falecimento do ...
-
É com profunda indignação, tristeza e dor que registro o falecimento do meu amigo, o farmacêutico Pablo Vinicius Dias de Freitas , aos 46...
