Desta vez, é mesmo para valer: nunca na história deste país, desde a queda do Estado Novo do ditador Getúlio Vargas, passando pelo medíocre mandato do Presidente Dutra, a volta triunfal de Getúlio em 30 de janeiro de 1951 e o seu suicídio na imolação que o salvou da humilhação de depor no Inquérito do Galeão, ao desastrado governo de Café Filho, a eleição de JK com o erro da inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, antes de ficar pronta, dos sete meses do governicho do embirutado Jânio Quadros, a calamitosa incompetência de Jango Goulart e os quase 21 anos da ditadura militar dos cinco generais-presidente passamos pelo vexame que nos impõe o presidente Lula. Repita-se: nunca na história deste país passamos pelo constrangimento de uma campanha eleitoral antecipada pelo governo, com o descaramento do uso e abuso da máquina administrativa e do deboche do presidente Lula com a ministra-candidata Dilma Rousseff correndo o país com o pretexto de uma visita às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da transposição das águas do rio São Francisco para as regiões secas do Nordeste. Ora inundadas pela chuvarada de derruba casas, pontes, barreiras que fecham estradas em péssimo estado de conservação e mais as obras do Minha Casa Minha Vida para a construção de um milhão de residências populares.A ditadura militar não teve limites no uso e abuso da violência. O circo das eleições indiretas por um Congresso de joelhos, desfibrado pelas cassações, os senadores biônicos, os recessos como castigo de menino de escola, a troca dos generais-presidente no quartel, com a articulação do presidente de plantão e a tropa em forma batendo continência.Depois da tragédia da morte do presidente Tancredo Neves,antes de tomar ponto, do seis anos do presidente José Sarney, com o deputado Ulysses Guimarães, presidente da legenda majoritária, criando todos os constrangimentos de dono do governo, da eleição do presidente Fernando Collor de Melo, cassado por denúncia de corrupção e hoje senador eleito por Alagoas e amigo de infância do presidente Lula, do correto governo do presidente Itamar Franco que não influiu na sucessão, quando foi eleito pelo Plano Real o seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que cometeu o erro da ambição da emenda constitucional para criar o segundo mandato, praga mais daninha que a saúva, o presidente Lula bate todos os recordes de desrespeito à Constituição, com o obsceno usa da máquina do governo para eleger a candidata que retirou do bolso do seu elegante colete.O PT, que não foi ouvido e nem palpitou sobre a escolha da Chefe do Gabinete Civil e siquer mereceu a cortesia de indicar um candidato de mentira para salvar as aparências.O maior líder popular do mundo, ungido pelo presidente Barack Obama, dos Estados Unidos e reverenciado por reis, rainha, presidentes, que não cabe em si de vaidade depois da grande vitória com a escolha do Rio para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, convocou a ministra Dilma Rousseff para acompanhá-lo como candidata a sua sucessão num giro eleitoral programado com capricho, com trechos em helicóptero, barca e carro. Um programa e tanto, de encher os olhos e justificar a inveja dos pobres mortais, fregueses do Bolsa-Família, do Bolsa-Escola e demais benemerências oficiais.A visita não vai durar muito para não estafar a comitiva oficial e a candidata. Serão três dias de campanha em tempo integral de amanhã à próxima sexta-feira. O presidente vai vistoriar as obras de transposição do Velho Chico e os eleitores, despejando o verbo nos improvisos em cada parada.A oposição sustentará a fogueira na retaguarda com a prometida série de discursos nas duas Casas do Congresso, que deve reviver os seus dias de tumultos, xingamentos e demais números do espetáculo. Seus olheiros ao longo do percurso foram alertados para acompanhar a caravana eleitoral e enviar informações.E no torneio do cinismo o vencedor até aqui é o líder do PT na Câmara, deputado Candido Vaccarezza (SP) que justificou a indispensável presença da ministra Dilma Rousseff, qualificada como “absolutamente normal, já que ela é a coordenadora do PAC”.Deputado, controle a língua. Elogio demais, enjoa, embrulha o estômago, como doce em calda de batata doce.
Fonte: Villas Bôas Corrêa
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