Por: Correio da Paraíba
Num discurso que durou mais de uma hora, o líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna, rechaçou ontem as denúncias envolvendo seu nome na operação sanguessuga da Polícia Federal na qual foram presos dois assessores parlamentar do seu gabinete - Marcelo Carvalho e Roberto Miranda - e recebeu a solidariedade de senadores que se encontravam presentes ao plenário. Suassuna leu trechos do grampo onde a ex-funcionária do Ministério da Saúde, Maria da Penha, fala com o empresário Luiz Antonio Vedoin a respeito das emendas de sua autoria. No diálogo, segundo o senador, fica claro que havia um complô, sem seu conhecimento, na utilização das suas emendas junto ao Ministério.
Outra prova apresentada pelo parlamentar foi um oficio encaminhado ao Ministério da Saúde pedindo a liberação de R$ 3,6 milhões para aquisição de material hospitalar para 20 municípios paraibanos, que seriam destinados a duas organizações não governamentais, no qual sua assinatura teria sido comprovadamente falsificada. O laudo grafotécnico do documento será encaminhado ao corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (PFL-SP).
Emendas: 30% para a saúde
Em outro trecho do discurso Suassuna enfatiza que a Paraíba é um Estado onde as ambulâncias são extremamente necessárias, uma vez que o sistema de saúde é precário e os pacientes em estado grave têm que ser transferidos para hospitais em Campina Grande e João Pessoa. "Essa é a maior demanda que temos por aqui e não vou deixar de atender ao povo paraibano. Pedia, peço e não deixarei de pedir, pois essa é a minha obrigação como parlamentar".
A respeito da questão das emendas ao orçamento para ambulâncias, além de reiterar que é a maior demanda dos municípios paraibanos, o líder peemedebista lembrou que a resolução 29/2006 obriga a que pelo menos 30% das emendas ao orçamento sejam destinadas à saúde. "Como não dispomos de hospitais e médicos nos municípios mais carentes a única solução é a liberação de recursos para ambulâncias", enfatizou.
O líder peemedebista ainda esclareceu que não cabe ao parlamentar indicar onde cada município deve realizar a compra e de que forma fará. Ele lembrou que sua atribuição é tão somente liberar a emenda. "Nós apresentamos o projeto e, após o recurso ser liberado pelo Ministério vai direto para a conta da prefeitura. Onde é que o parlamentar participa?" indagou.
Lucro de R$ 200,00
O senador fez questão de enfatizar que as treze prefeituras que fizeram a compra de ambulâncias junto a Planam, adquiriram o veículo pelo preço de mercado. Ney Suassuna ainda informou que todas as suas emendas destinadas à compra de ambulâncias tinham verba com valor determinado de R$ 80 mil, valor real dos veículos.
Por fim o líder lamentou que as acusações lhe foram imputadas sem que ele tivesse o direito de defesa e criticou duramente alguns setores da imprensa que sequer avaliaram os fatos de forma racional, a exemplo da matéria veiculada pelo jornal Folha de São Paulo onde o repórter acusa o senador de se beneficiar da emenda, mas admite que o lucro das empresas com a venda das ambulâncias foi apenas de R$ 200,00.
"Alguém com a mínima noção de matemática vai perceber que não faz qualquer sentido me acusar de desvio de recursos. Num período de dois anos liberei recursos para 29 ambulâncias, das quais apenas 13 foram compradas na empresa suspeita de superfaturar. Com o lucro de apenas R$ 200,00, daria um valor total, num período de dois anos, de R$ 2.600,00. Ninguém de bom senso sujaria sua biografia por tão pouco. Eu jamais desonraria o povo ao qual represento com tanto orgulho aqui no Senado", afirmou o senador com lágrimas nos olhos.
quarta-feira, maio 17, 2006
Suassuna culpa seus assessores por fraude
Por: Luciana Nunes Leal (Estado de São Paulo)
O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), alegou ontem que sua assinatura foi falsificada em um documento enviado por assessores ao Ministério da Saúde, em dezembro passado. O senador deu a sua versão em discurso de uma hora no plenário da Casa.
Suassuna reconheceu a intenção de pedir empenho de R$ 3,6 milhões para compra de equipamentos hospitalares para 20 municípios paraibanos. Disse, porém, que no ofício encaminhado em seu nome, por assessores, foram incluídas indevidamente como intermediárias dos repasses duas instituições, que ele diz desconhecer.
Segundo sua versão, num primeiro momento ele achou que poderia ter assinado o ofício sem ler. Depois, constatou a fraude na assinatura, que atribuiu a assessores. Suassuna, entretanto, disse não ter como provar se os responsáveis pela falsificação foram seus ex-assessores Marcelo Carvalho e Roberto Arruda, presos na Operação Sanguessuga por envolvimento no esquema de compras de ambulâncias.
O senador mostrou laudo que encomendou ao perito José Cândido Neto, atestando a falsificação. Lamentou o "infausto destino" que o fez contratar os dois e disse que, por não ser "centralizador", tem "dificuldade de controle das ações de subordinados".
Citado pela ex-servidora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, que está presa, Suassuna negou ter participado do esquema que garantia compra de ambulâncias graças à aprovação de emendas ao orçamento. O líder do PMDB disse que recebeu 96 pedidos de prefeitos para aquisição de carros. "Não vou deixar de pedir pela Paraíba de jeito nenhum."
Suassuna não será investigado pelo Senado até que esteja concluída a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que o corregedor, Romeu Tuma (PFL-SP), ao final das apurações, faça relatório dizendo se ele deve ou não ser submetido ao Conselho de Ética.
"GENTILEZA"
O líder do PMDB disse que as ambulâncias que ostentam seu nome foram "gentileza dos prefeitos que as receberam" e informou que mandou cartas para todos pedindo que retirassem a inscrição. Segundo ele, em seu primeiro mandato comprou "do próprio bolso" 82 ambulâncias, as quais doou.
O peemedebista afirmou que conseguiu aprovação e liberação de recursos da emenda que permitiu a compra de 29 ambulâncias. Treze delas foram vendidas pela empresa Planam, que, segundo a Polícia Federal, superfaturava o preço dos carros, em conluio com prefeitos e parlamentares autores das emendas. Suassuna garantiu que as compras para suas emendas foram feitas pelo "preço adequado", de R$ 80 mil pelo veículo mais R$ 12 mil para adaptações, como instalação de maca e oxigênio. "Os prefeitos compraram pelo preço justo", defendeu-se. Sobre a fraude, afirmou: "O parlamentar pede ao ministério que libere recursos. Não acompanha o resto. O que o senador tem a ver com isso (o superfaturamento)?"
O documento 375/2005, com a alegada falsa assinatura, remetido ao então ministro Saraiva Felipe em 20 de dezembro passado, aponta as instituições IPPES e Fundação Hip Pereira como repassadoras dos recursos. "Nunca ouvi falar", afirmou Suassuna. Pelas investigações da PF, IPPES seria o Instituto de Pesquisa e Promoção de Educação e Saúde, com sede no Rio. A outra seria a Fundação Hipólito Pereira dos Santos, do Rio Grande do Norte.
A respeito da gravação legal em que Maria da Penha cita "o tio Ney da Paraíba" em conversa com um dos donos da Planam, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Suassuna também se defendeu. "É difícil galgar o poder. Cada vez que a gente sobe um degrau, mais falam em nome da gente. Metralhadoras com lama em vez de bala são lançadas contra nós", lamentou. Várias outras conversas fazem referências a ele, mas o senador alegou desconhecer os interlocutores.
O líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), alegou ontem que sua assinatura foi falsificada em um documento enviado por assessores ao Ministério da Saúde, em dezembro passado. O senador deu a sua versão em discurso de uma hora no plenário da Casa.
Suassuna reconheceu a intenção de pedir empenho de R$ 3,6 milhões para compra de equipamentos hospitalares para 20 municípios paraibanos. Disse, porém, que no ofício encaminhado em seu nome, por assessores, foram incluídas indevidamente como intermediárias dos repasses duas instituições, que ele diz desconhecer.
Segundo sua versão, num primeiro momento ele achou que poderia ter assinado o ofício sem ler. Depois, constatou a fraude na assinatura, que atribuiu a assessores. Suassuna, entretanto, disse não ter como provar se os responsáveis pela falsificação foram seus ex-assessores Marcelo Carvalho e Roberto Arruda, presos na Operação Sanguessuga por envolvimento no esquema de compras de ambulâncias.
O senador mostrou laudo que encomendou ao perito José Cândido Neto, atestando a falsificação. Lamentou o "infausto destino" que o fez contratar os dois e disse que, por não ser "centralizador", tem "dificuldade de controle das ações de subordinados".
Citado pela ex-servidora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, que está presa, Suassuna negou ter participado do esquema que garantia compra de ambulâncias graças à aprovação de emendas ao orçamento. O líder do PMDB disse que recebeu 96 pedidos de prefeitos para aquisição de carros. "Não vou deixar de pedir pela Paraíba de jeito nenhum."
Suassuna não será investigado pelo Senado até que esteja concluída a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que o corregedor, Romeu Tuma (PFL-SP), ao final das apurações, faça relatório dizendo se ele deve ou não ser submetido ao Conselho de Ética.
"GENTILEZA"
O líder do PMDB disse que as ambulâncias que ostentam seu nome foram "gentileza dos prefeitos que as receberam" e informou que mandou cartas para todos pedindo que retirassem a inscrição. Segundo ele, em seu primeiro mandato comprou "do próprio bolso" 82 ambulâncias, as quais doou.
O peemedebista afirmou que conseguiu aprovação e liberação de recursos da emenda que permitiu a compra de 29 ambulâncias. Treze delas foram vendidas pela empresa Planam, que, segundo a Polícia Federal, superfaturava o preço dos carros, em conluio com prefeitos e parlamentares autores das emendas. Suassuna garantiu que as compras para suas emendas foram feitas pelo "preço adequado", de R$ 80 mil pelo veículo mais R$ 12 mil para adaptações, como instalação de maca e oxigênio. "Os prefeitos compraram pelo preço justo", defendeu-se. Sobre a fraude, afirmou: "O parlamentar pede ao ministério que libere recursos. Não acompanha o resto. O que o senador tem a ver com isso (o superfaturamento)?"
O documento 375/2005, com a alegada falsa assinatura, remetido ao então ministro Saraiva Felipe em 20 de dezembro passado, aponta as instituições IPPES e Fundação Hip Pereira como repassadoras dos recursos. "Nunca ouvi falar", afirmou Suassuna. Pelas investigações da PF, IPPES seria o Instituto de Pesquisa e Promoção de Educação e Saúde, com sede no Rio. A outra seria a Fundação Hipólito Pereira dos Santos, do Rio Grande do Norte.
A respeito da gravação legal em que Maria da Penha cita "o tio Ney da Paraíba" em conversa com um dos donos da Planam, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Suassuna também se defendeu. "É difícil galgar o poder. Cada vez que a gente sobe um degrau, mais falam em nome da gente. Metralhadoras com lama em vez de bala são lançadas contra nós", lamentou. Várias outras conversas fazem referências a ele, mas o senador alegou desconhecer os interlocutores.
Júri do filho do “coronel” Elísio Maia sai do Sertão para capital
Por: GILVAN FERREIRA (Gazeta de Alagoas)
HERMES MAIA, ACUSADO NA MORTE DE PREFEITO: JULGAMENTO EM MACEIÓ
O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu acatar o pedido do juiz Otávio Praxedes para transferir para a comarca de Maceió o julgamento do ex-prefeito de São José da Tapera, Hermes dos Anjos Maia, e dos ex-PMs José Elenaldo dos Santos - que está foragido - e Francisco de Assis dos Santos, acusados de envolvimento no assassinato do prefeito do município Ênio Ricardo, executado, em uma emboscada, em 30 de julho de 1995, quando retornava de sua propriedade, na zona rural de São José da Tapera. InfluênciaSegundo o juiz de São José da Tapera, Otávio Praxedes, o desaforamento (transferência) do julgamento seria necessário devido à forte influência “econômica, social e política” que Hermes detém no município de São José da Tapera, que administrou por dois mandatos
HERMES MAIA, ACUSADO NA MORTE DE PREFEITO: JULGAMENTO EM MACEIÓ
O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu acatar o pedido do juiz Otávio Praxedes para transferir para a comarca de Maceió o julgamento do ex-prefeito de São José da Tapera, Hermes dos Anjos Maia, e dos ex-PMs José Elenaldo dos Santos - que está foragido - e Francisco de Assis dos Santos, acusados de envolvimento no assassinato do prefeito do município Ênio Ricardo, executado, em uma emboscada, em 30 de julho de 1995, quando retornava de sua propriedade, na zona rural de São José da Tapera. InfluênciaSegundo o juiz de São José da Tapera, Otávio Praxedes, o desaforamento (transferência) do julgamento seria necessário devido à forte influência “econômica, social e política” que Hermes detém no município de São José da Tapera, que administrou por dois mandatos
Maceió: 97 áreas sob risco iminente de desabamento
Por: MARCOS RODRIGUESRepórter (Gazeta de Alagoas)
Maceió: 97 áreas sob risco iminente de desabamento
Alto do Céu é uma das 23 áreas que registraram desabamento de casas desde a segunda-feira
A Defesa Civil Municipal apresentou, ontem, no fim da tarde os números do caos provocado pela forte chuva que caiu nas últimas 48 horas em Maceió. Somente na última segunda-feira o volume pluviométrico foi de 140 milímetros. A média esperada para todo o mês de maio é de 320 milímetros.“Mesmo diante desta situação a principal coisa que podemos destacar é que não tivemos nenhuma vítima fatal”, observou o coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, durante entrevista coletiva.***Cidade tem 450 mil em pontos críticosAs famílias atingidas por desabamentos e ainda as que moram em áreas de alto risco, estão sendo cadastradas para ser incluídas em programas de habitação popular. Os números de quem vive nessas condições assustam.Segundo o que foi apresentado pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, 450 mil pessoas moram em áreas consideradas de assentamentos precários.
Maceió: 97 áreas sob risco iminente de desabamento
Alto do Céu é uma das 23 áreas que registraram desabamento de casas desde a segunda-feira
A Defesa Civil Municipal apresentou, ontem, no fim da tarde os números do caos provocado pela forte chuva que caiu nas últimas 48 horas em Maceió. Somente na última segunda-feira o volume pluviométrico foi de 140 milímetros. A média esperada para todo o mês de maio é de 320 milímetros.“Mesmo diante desta situação a principal coisa que podemos destacar é que não tivemos nenhuma vítima fatal”, observou o coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, durante entrevista coletiva.***Cidade tem 450 mil em pontos críticosAs famílias atingidas por desabamentos e ainda as que moram em áreas de alto risco, estão sendo cadastradas para ser incluídas em programas de habitação popular. Os números de quem vive nessas condições assustam.Segundo o que foi apresentado pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, Adriano Augusto Araújo, 450 mil pessoas moram em áreas consideradas de assentamentos precários.
Sem luz no fim do túnel
Por:redacao@amazoniahoje.com.br
Apesar do lastimável estado das rodovias, parece que ainda não é dessa vez que o motorista brasileiro vai ver a luz no fim do túnel. Estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima que pelo menos 18 a 20 mil quilômetros de estradas precisariam ser reconstruídos, já que, com a base totalmente comprometida, não seguram mais o material usado em reparos de emergência. Ou seja, se chover o remendo vai para o fundo.
Segundo a CNT, 56,1% da malha - 41,9 mil quilômetros de estradas - está em estado lastimável. Sem contar a falta de sinalização, acostamento e delimitação de faixas, além do número de pistas e mãos de tráfego insuficientes.
E mesmo quando o governo resolve tapar buracos, liberando R$ 500 milhões para o serviço, a coisa não anda, pelo velho problema de sempre: corrupção. O Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades em 47,5% das 103 obras fiscalizadas no programa de recuperação de estradas do governo federal. Por isto, a maioria das obras será paralisada, pois a maior parte teve licitação dispensada sob alegação de que os trabalhos tinham urgência - o que não era verdade, já que muitas rodovias estavam em boas condições de tráfego.
E há outras dezenas de casos nos quais foram usados créditos extraordinários do governo, também sem a menor necessidade, já que tais créditos foram criados apenas para casos de urgência e imprevisibilidade. Este uso indevido foi detectado em 37,7% das obras investigadas. Por estas e outras que o brasileiro vai continuar caindo em buraco.
Apesar do lastimável estado das rodovias, parece que ainda não é dessa vez que o motorista brasileiro vai ver a luz no fim do túnel. Estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estima que pelo menos 18 a 20 mil quilômetros de estradas precisariam ser reconstruídos, já que, com a base totalmente comprometida, não seguram mais o material usado em reparos de emergência. Ou seja, se chover o remendo vai para o fundo.
Segundo a CNT, 56,1% da malha - 41,9 mil quilômetros de estradas - está em estado lastimável. Sem contar a falta de sinalização, acostamento e delimitação de faixas, além do número de pistas e mãos de tráfego insuficientes.
E mesmo quando o governo resolve tapar buracos, liberando R$ 500 milhões para o serviço, a coisa não anda, pelo velho problema de sempre: corrupção. O Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades em 47,5% das 103 obras fiscalizadas no programa de recuperação de estradas do governo federal. Por isto, a maioria das obras será paralisada, pois a maior parte teve licitação dispensada sob alegação de que os trabalhos tinham urgência - o que não era verdade, já que muitas rodovias estavam em boas condições de tráfego.
E há outras dezenas de casos nos quais foram usados créditos extraordinários do governo, também sem a menor necessidade, já que tais créditos foram criados apenas para casos de urgência e imprevisibilidade. Este uso indevido foi detectado em 37,7% das obras investigadas. Por estas e outras que o brasileiro vai continuar caindo em buraco.
É DE ARRANCAR O COURO
Por: Jornaleco - Raymundo Mário Sobral (Amazônia Hoje)
Mais uma ribeirinha foi escalpelada.
Essa é uma trágica rotina que há anos fustiga os barcos papachibés e já estigmatizou com marcas indeléveis centenas de mocinhas paraenses.
A cena é de horror: os cabelos ficam embaraçados no eixo da embarcação e o couro cabeludo é brutalmente arrancado provocando uma dor inenarrável e inimaginável.
O motivo para que esse drama se repita é o mesmo de sempre: as embarcações não possuem a devida proteção para os eixos ou, quando possuem, a carenagem, geralmente, é inadequada porque é feita de madeira.
Esse drama dos escalpelamentos parece não ter fim e é muito fácil atinar porque providências enérgicas não são tomadas para que o problema seja solucionado definitivamente. Ocorre que a totalidade das vítimas dos acidentes são jovens ribeirinhas, uma pobre gente despossuída, humilde, ratatuia, a choldra.
Quem vai dar atenção a esse povo sofrido e abandonado? Ninguém. Por isso, vira e mexe, mais um caso de escalpelamento se registra. Aliás, há, sim, um momento em que os pés rapados são lembrados pelos poderosos.
- É quando chega o tempo de eleição...
Xeroca
Governador Lembo, de SP, deveria pagar direitos autorais para o nosso 'Santinho'. Segundo Lembo, o que existe por lá é só uma 'sensação de insegurança'.
Marcola
Boato: o governo de SP teria feito acordo com os líderes do PCC. Fato: o governo de SP não fez acordo, não: pediu penico...
Justiça
Inquestionável: no Brasil, além de completamente cega e pra lá de morosa a Justiça é tão boazinha com a bandidagem.
Boca de abiu
Sem querer perguntar, mas já perguntando: dos 700 presos liberados em Belém no Dia das Mães, o chefe do Sistema Penal já sabe quantos voltaram?
Ufanismo
E continua o Brasil cada vez mais disparado na frente. Agora, além de petróleo, mostra para o mundo inteiro que é também auto-suficiente no quesito violência urbana.
Pirataria
Ninguém segura a pirataria papachibé, que já está volta às paradas de sucesso com toda corda. Eles são piratas, mas olho de vidro quem têm são as otoridades.
Olímpia
Periga de encruar o projeto de salvamento do Olímpia. Observadores das mumunhas regionais estimam que com o cinema pode acontecer o mesmo que aconteceu com o bondinho.
Garotinho
Na traseira de um carro, a mensagem: 'Perca peso agora. Quer saber como?' - Pergunte ao Garotinho, acrescentou um gaiato.
Motos
Motos sem chapas infestam o trânsito belemita. Meio caminho andado e facilitado para acertar um teco em alguém e ficar impune. 'Citibel', cúmplice da bandalheira.
Soledade
Cemitério da Soledade, sobretudo às segundas, recebe um formigueiro de gente. E, até hoje, ainda não nasceu um gênio no tucupi que inventasse a redenção daquela imensa área.
Recorta essa
Agora, resume-se a apenas dois dias a cansativa semana dos deputados estaduais. Pasmem comigo: mesmo assim as incelensas não dão as caras. Comparecem somente pra receber a grana. Que patifaria!
Sapatinho
Gerente que abre agência bancária pra ladrão, cai no conto do sapatinho. Mas pra polícia há certas histórias de sapatinho que não dão o menor pé...
Bucha
Doentes mentais mandados pelos EUA para o Iraque. Ora, se o pré-requisito é ser de miolo-mole, por que até agora não despacharam o WC Bush, hein?
Teste
Segundo terceiros, existe um projeto de lei que objetiva a obrigatoriedade na rede pública do Estado do teste de PSA, aquele da próstata. Isso, sim, é projeto do cacete.
Qual é o pó?
Segundo terceiros, a loló corre tão livre, leve e solta, que o Ver-o-Peso periga mudar de nome. Passa a se chamar Ver-o-Pó.
Tome nota
Consciência, meus e minhas, é tipo assim a vesícula, a gente só se preocupa com ela quando começa a doer.
Saideira
Minha amiga Denise Rodrigues na pele da Felizmunda volta ao local que ela considera sua casa, o teatro Gasômetro, no Parque da Residência. Vai estar lá sábado e domingo com o show 'PUM - Partido Único das Mulheres'.
Vale dizer que a comediante paraense foi convidada para participar de um festival de humor que vai rolar em Portugal só com comediantes brasileiros. Vai acontecer em outubro que aí vem.
Falar em humor, uma abobrinha televisiva: rola um babado forte nos meiotes que Tom Cavalcante tá doido pra voltar para Globo e o pior é que o pessoal da Record já está ciente do lance. Resta saber se a Globo aceita o 'filho pródigo'.
Como sonhar (ainda) não paga imposto, vamos sonhar com os 35 mi da Mega-Sena, macacada. Afinal de contas, sonhar sempre foi a mega-sina do brasileiro. E isso é tudo, pessoal, porque o resto é só entropia da língua. Abs e T+.
Email: redacao@amazoniahoje.com.br
Mais uma ribeirinha foi escalpelada.
Essa é uma trágica rotina que há anos fustiga os barcos papachibés e já estigmatizou com marcas indeléveis centenas de mocinhas paraenses.
A cena é de horror: os cabelos ficam embaraçados no eixo da embarcação e o couro cabeludo é brutalmente arrancado provocando uma dor inenarrável e inimaginável.
O motivo para que esse drama se repita é o mesmo de sempre: as embarcações não possuem a devida proteção para os eixos ou, quando possuem, a carenagem, geralmente, é inadequada porque é feita de madeira.
Esse drama dos escalpelamentos parece não ter fim e é muito fácil atinar porque providências enérgicas não são tomadas para que o problema seja solucionado definitivamente. Ocorre que a totalidade das vítimas dos acidentes são jovens ribeirinhas, uma pobre gente despossuída, humilde, ratatuia, a choldra.
Quem vai dar atenção a esse povo sofrido e abandonado? Ninguém. Por isso, vira e mexe, mais um caso de escalpelamento se registra. Aliás, há, sim, um momento em que os pés rapados são lembrados pelos poderosos.
- É quando chega o tempo de eleição...
Xeroca
Governador Lembo, de SP, deveria pagar direitos autorais para o nosso 'Santinho'. Segundo Lembo, o que existe por lá é só uma 'sensação de insegurança'.
Marcola
Boato: o governo de SP teria feito acordo com os líderes do PCC. Fato: o governo de SP não fez acordo, não: pediu penico...
Justiça
Inquestionável: no Brasil, além de completamente cega e pra lá de morosa a Justiça é tão boazinha com a bandidagem.
Boca de abiu
Sem querer perguntar, mas já perguntando: dos 700 presos liberados em Belém no Dia das Mães, o chefe do Sistema Penal já sabe quantos voltaram?
Ufanismo
E continua o Brasil cada vez mais disparado na frente. Agora, além de petróleo, mostra para o mundo inteiro que é também auto-suficiente no quesito violência urbana.
Pirataria
Ninguém segura a pirataria papachibé, que já está volta às paradas de sucesso com toda corda. Eles são piratas, mas olho de vidro quem têm são as otoridades.
Olímpia
Periga de encruar o projeto de salvamento do Olímpia. Observadores das mumunhas regionais estimam que com o cinema pode acontecer o mesmo que aconteceu com o bondinho.
Garotinho
Na traseira de um carro, a mensagem: 'Perca peso agora. Quer saber como?' - Pergunte ao Garotinho, acrescentou um gaiato.
Motos
Motos sem chapas infestam o trânsito belemita. Meio caminho andado e facilitado para acertar um teco em alguém e ficar impune. 'Citibel', cúmplice da bandalheira.
Soledade
Cemitério da Soledade, sobretudo às segundas, recebe um formigueiro de gente. E, até hoje, ainda não nasceu um gênio no tucupi que inventasse a redenção daquela imensa área.
Recorta essa
Agora, resume-se a apenas dois dias a cansativa semana dos deputados estaduais. Pasmem comigo: mesmo assim as incelensas não dão as caras. Comparecem somente pra receber a grana. Que patifaria!
Sapatinho
Gerente que abre agência bancária pra ladrão, cai no conto do sapatinho. Mas pra polícia há certas histórias de sapatinho que não dão o menor pé...
Bucha
Doentes mentais mandados pelos EUA para o Iraque. Ora, se o pré-requisito é ser de miolo-mole, por que até agora não despacharam o WC Bush, hein?
Teste
Segundo terceiros, existe um projeto de lei que objetiva a obrigatoriedade na rede pública do Estado do teste de PSA, aquele da próstata. Isso, sim, é projeto do cacete.
Qual é o pó?
Segundo terceiros, a loló corre tão livre, leve e solta, que o Ver-o-Peso periga mudar de nome. Passa a se chamar Ver-o-Pó.
Tome nota
Consciência, meus e minhas, é tipo assim a vesícula, a gente só se preocupa com ela quando começa a doer.
Saideira
Minha amiga Denise Rodrigues na pele da Felizmunda volta ao local que ela considera sua casa, o teatro Gasômetro, no Parque da Residência. Vai estar lá sábado e domingo com o show 'PUM - Partido Único das Mulheres'.
Vale dizer que a comediante paraense foi convidada para participar de um festival de humor que vai rolar em Portugal só com comediantes brasileiros. Vai acontecer em outubro que aí vem.
Falar em humor, uma abobrinha televisiva: rola um babado forte nos meiotes que Tom Cavalcante tá doido pra voltar para Globo e o pior é que o pessoal da Record já está ciente do lance. Resta saber se a Globo aceita o 'filho pródigo'.
Como sonhar (ainda) não paga imposto, vamos sonhar com os 35 mi da Mega-Sena, macacada. Afinal de contas, sonhar sempre foi a mega-sina do brasileiro. E isso é tudo, pessoal, porque o resto é só entropia da língua. Abs e T+.
Email: redacao@amazoniahoje.com.br
Mulher acusada de traficar paraenses
Por: Amazônia Hoje
Francisca Ferreira levava mulheres para casa de prostituição em SP
Com base na denúncia de um Conselho Tutelar do Estado de São Paulo, policiais civis da Divisão de Crimes Contra a Integridade da Mulher (DCCIM) e da Divisão de Atendimento a Adolescente (Data) conseguiram prender uma mulher acusada de levar jovens para se prostituir na cidade de Americana (SP).
Usando vários nomes diferentes, Francisca Nazaré Peniche Ferreira já fez várias remessas de garotas para São Paulo, sendo que a última foi feita no dia 6 deste mês. Na manhã de ontem, ela foi presa na casa de seus familiares, no bairro do Benguí.
A polícia não soube informar se o nome informada pela acusado é verdadeiro. A prisão dela ocorreu por volta das 12h30, em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pelo juiz Paulo Gomes Jussara Júnior, titular da 22ª Vara Penal da Capital.
Segundo a delegada Socorro Maciel, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que integra a Data, Francisca seria intermediária no esquema de prostituição. Ela convidava as mulheres e adolescentes para ir para São Paulo trabalhar como empregadas domésticas. Mas ao chegar ao destino final, a vítima era levada para uma casa de prostituição, que segundo a presa, chama-se 'La Itália Night'.
Francisca, entretanto, nega que enganasse as garotas que levava para a cidade de Americana. A presa afirma que todas as mulheres que ela levava sabiam que trabalhariam como prostitutas. Porém, a versão da presa não convence a polícia, pois a prisão de Francisca é resultado de uma denúncia feita por uma adolescente de 17 anos e uma mulher de 18. As duas conseguiram fugir da casa de prostituição na última leva feita pela acusada, no dia 6 deste mês.
Delegada pedirá preventiva
De acordo com a diretora da DCCIM, delegada Elizabete Santa Rosa, assim que as duas vítimas chegaram ao local e viram que haviam sido enganadas pela acusada, elas fugiram e procuraram ajuda num conselho tutelar. E foi a equipe deste órgão que entrou em contato com a DCCIM, pedindo ajuda para localizar a família das duas garotas.
De forma integrada, DCCIM e Data não só localizaram a família das duas vítimas como também conseguiram identificar e localizar o paradeiro de Francisca, durante a recente estada dela em Belém. A presa mora, na verdade, em Campinas (SP), onde casou-se com o funcionário de um posto de gasolina. As mulheres, segundo a própria presa falou à polícia, eram entregues à dona da casa, de prenome Simone, que custeava todas as despesas delas até São Paulo. Francisca disse que não recebia nenhum pagamento de Simone por levar as garotas.
A única coisa que a intermediária do esquema admitiu que ganhava eram passagens de ida e volta para Belém e dinheiro para o custeio de sua alimentação. 'Eu gosto muito de Belém e sinto saudades de minha família. E como ela (Simone) pagava minhas passagens pra eu arrumar umas mulheres pra ela aqui, eu vinha e aproveitava pra ver meus parentes e amigos', disse a presa.
A delegada Socorro Maciel disse que solicitará à Justiça a prisão preventiva de Francisca pra que ela permaneça presa e não faça outras vítimas. Ontem mesmo, Socorro instaurou um inquérito policial, no qual indiciará a acusada pelos crimes de exploração sexual de adolescentes e tráfico interestadual de mulheres e adolescentes para a prostituição.
Francisca diz que enviou 10 jovens
Após uma semana de investigação, a polícia conseguiu prender Francisca. A informação inicial da polícia era a de que ela viajaria, na manhã de hoje, para São Paulo com um novo grupo de mulheres. De posse dessa informação, policiais foram deslocados para o aeroporto, o terminal rodoviário e portos de Belém. Mas, como a acusada não apareceu em nenhum dos locais, o que resultaria numa prisão em flagrante, a polícia resolveu dar cumprimento ao mandado de prisão temporária.
Francisca disse à reportagem que estava programando viajar de volta para São Paulo amanhã. Mas ela garante que dessa vez não levaria nenhuma garota para Simone. 'Eu disse pra ela (Simone) que não tinha arrumado nenhuma mulher e que iria embora sem ninguém', disse a presa. 'Ela não fica botando pressão em mim pra eu conseguir pessoas pra ela', complementou.
Mais uma vez, a versão de Francisca não convenceu a polícia, que acredita que mais um grupo estaria indo para São Paulo com a acusada, o que foi impedido pela polícia. A acusada disse que só enviou dois grupos, com cerca de dez jovens ao todo, para a dona da casa de prostituição.
No grupo levado para São Paulo do dia 6 deste mês foram três mulheres, sendo duas adultas e uma adolescente de 17 anos. Segundo levantamentos policiais, a adolescente e uma das adultas, de 18 anos, conseguiram fugir. Já a outra, de 20 anos, está sumida.
Ela também se prostituiu
Francisca contou à reportagem que também já foi levada para São Paulo para se prostituir na casa de Simone. 'Eu me prostituí uns meses por lá', contou a presa, destacando que isso foi antes dela se casar. Na época em que atuou como prostituta, a acusada disse que no local havia mulheres do Pará, Ceará e de São Paulo. De acordo com a intermediária do esquema de prostituição, ela já chegou em Americana (SP) devendo R$ 270,00. O preço de um programa com duração de meia hora, segundo ela, variava de R$ 30,00 a R$ 50,00, dependendo da negociação com o cliente.
De acordo com a delegada Elizabete Santa Rosa, todas as mulheres que são levada no esquema mudam de nome e recebem documentos falsos. A polícia ainda vai checar o nome verdadeiro de Francisca e a veracidade dos nomes da casa e de sua proprietária, informados pela presa.
Francisca Ferreira levava mulheres para casa de prostituição em SP
Com base na denúncia de um Conselho Tutelar do Estado de São Paulo, policiais civis da Divisão de Crimes Contra a Integridade da Mulher (DCCIM) e da Divisão de Atendimento a Adolescente (Data) conseguiram prender uma mulher acusada de levar jovens para se prostituir na cidade de Americana (SP).
Usando vários nomes diferentes, Francisca Nazaré Peniche Ferreira já fez várias remessas de garotas para São Paulo, sendo que a última foi feita no dia 6 deste mês. Na manhã de ontem, ela foi presa na casa de seus familiares, no bairro do Benguí.
A polícia não soube informar se o nome informada pela acusado é verdadeiro. A prisão dela ocorreu por volta das 12h30, em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pelo juiz Paulo Gomes Jussara Júnior, titular da 22ª Vara Penal da Capital.
Segundo a delegada Socorro Maciel, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que integra a Data, Francisca seria intermediária no esquema de prostituição. Ela convidava as mulheres e adolescentes para ir para São Paulo trabalhar como empregadas domésticas. Mas ao chegar ao destino final, a vítima era levada para uma casa de prostituição, que segundo a presa, chama-se 'La Itália Night'.
Francisca, entretanto, nega que enganasse as garotas que levava para a cidade de Americana. A presa afirma que todas as mulheres que ela levava sabiam que trabalhariam como prostitutas. Porém, a versão da presa não convence a polícia, pois a prisão de Francisca é resultado de uma denúncia feita por uma adolescente de 17 anos e uma mulher de 18. As duas conseguiram fugir da casa de prostituição na última leva feita pela acusada, no dia 6 deste mês.
Delegada pedirá preventiva
De acordo com a diretora da DCCIM, delegada Elizabete Santa Rosa, assim que as duas vítimas chegaram ao local e viram que haviam sido enganadas pela acusada, elas fugiram e procuraram ajuda num conselho tutelar. E foi a equipe deste órgão que entrou em contato com a DCCIM, pedindo ajuda para localizar a família das duas garotas.
De forma integrada, DCCIM e Data não só localizaram a família das duas vítimas como também conseguiram identificar e localizar o paradeiro de Francisca, durante a recente estada dela em Belém. A presa mora, na verdade, em Campinas (SP), onde casou-se com o funcionário de um posto de gasolina. As mulheres, segundo a própria presa falou à polícia, eram entregues à dona da casa, de prenome Simone, que custeava todas as despesas delas até São Paulo. Francisca disse que não recebia nenhum pagamento de Simone por levar as garotas.
A única coisa que a intermediária do esquema admitiu que ganhava eram passagens de ida e volta para Belém e dinheiro para o custeio de sua alimentação. 'Eu gosto muito de Belém e sinto saudades de minha família. E como ela (Simone) pagava minhas passagens pra eu arrumar umas mulheres pra ela aqui, eu vinha e aproveitava pra ver meus parentes e amigos', disse a presa.
A delegada Socorro Maciel disse que solicitará à Justiça a prisão preventiva de Francisca pra que ela permaneça presa e não faça outras vítimas. Ontem mesmo, Socorro instaurou um inquérito policial, no qual indiciará a acusada pelos crimes de exploração sexual de adolescentes e tráfico interestadual de mulheres e adolescentes para a prostituição.
Francisca diz que enviou 10 jovens
Após uma semana de investigação, a polícia conseguiu prender Francisca. A informação inicial da polícia era a de que ela viajaria, na manhã de hoje, para São Paulo com um novo grupo de mulheres. De posse dessa informação, policiais foram deslocados para o aeroporto, o terminal rodoviário e portos de Belém. Mas, como a acusada não apareceu em nenhum dos locais, o que resultaria numa prisão em flagrante, a polícia resolveu dar cumprimento ao mandado de prisão temporária.
Francisca disse à reportagem que estava programando viajar de volta para São Paulo amanhã. Mas ela garante que dessa vez não levaria nenhuma garota para Simone. 'Eu disse pra ela (Simone) que não tinha arrumado nenhuma mulher e que iria embora sem ninguém', disse a presa. 'Ela não fica botando pressão em mim pra eu conseguir pessoas pra ela', complementou.
Mais uma vez, a versão de Francisca não convenceu a polícia, que acredita que mais um grupo estaria indo para São Paulo com a acusada, o que foi impedido pela polícia. A acusada disse que só enviou dois grupos, com cerca de dez jovens ao todo, para a dona da casa de prostituição.
No grupo levado para São Paulo do dia 6 deste mês foram três mulheres, sendo duas adultas e uma adolescente de 17 anos. Segundo levantamentos policiais, a adolescente e uma das adultas, de 18 anos, conseguiram fugir. Já a outra, de 20 anos, está sumida.
Ela também se prostituiu
Francisca contou à reportagem que também já foi levada para São Paulo para se prostituir na casa de Simone. 'Eu me prostituí uns meses por lá', contou a presa, destacando que isso foi antes dela se casar. Na época em que atuou como prostituta, a acusada disse que no local havia mulheres do Pará, Ceará e de São Paulo. De acordo com a intermediária do esquema de prostituição, ela já chegou em Americana (SP) devendo R$ 270,00. O preço de um programa com duração de meia hora, segundo ela, variava de R$ 30,00 a R$ 50,00, dependendo da negociação com o cliente.
De acordo com a delegada Elizabete Santa Rosa, todas as mulheres que são levada no esquema mudam de nome e recebem documentos falsos. A polícia ainda vai checar o nome verdadeiro de Francisca e a veracidade dos nomes da casa e de sua proprietária, informados pela presa.
Mais de um milhão de contribuintes caíram na malha fina
Por: O Liberal
Segundo dados preliminares da Receita Federal, 1,136 milhão de contribuintes já caíram na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física com 85% das declarações processadas. Ao todo, 22 milhões prestaram contas ao órgão até 28 de abril. No ano passado, 900 mil caíram nas garras do Leão, o que representa um aumento de 20,7%. Em 2004, a quantidade tinha sido ainda menor (495 mil).
O supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, ressaltou que o número deste ano ainda pode aumentar ou diminuir. 'Esses números devem mudar porque ainda faltam dados para serem cruzados. Mais gente pode entrar na malha fina como também é possível que esse número caia, em dezembro', argumentou Joaquim Adir.
Das declarações processadas até agora, o maior motivo de retenção foi a omissão de rendimentos, registrado em 573 mil dos casos. As divergências entre as informações dadas pelos contribuintes e a fonte pagadora, gastos médicos e sonegação de recebimento de aluguel também foram citados pela Receita Federal.
Para tentar sair da malha fina, o contribuinte que tiver dúvidas sobre os dados informados ao órgão deve rever as informações. Se houver erro ou omissão, é preciso fazer uma declaração retificadora.
Para isso, basta fazer a declaração como fez da primeira vez, usando inclusive o mesmo modelo: simplificado on-line, simplificado ou completo. O programa, automaticamente, vai perguntar se a declaração é retificadora, e o contribuinte deve assinalar 'sim'. A cada ano, a Receita Federal fecha mais o cerco aos contribuintes, encontrando meios de conferir os dados informados à Receita.
O órgão sabe, por exemplo, qual a movimentação bancária dos contribuintes por causa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) informada pelas instituições financeiras.
Dessa forma, é possível fazer o cruzamento com o total de rendimentos tributáveis. Não adianta deixar de declarar rendimentos tributáveis, por saber que não houve retenção do IR, porque, dependendo do montante, a Receita vai descobrir ao cruzar dados com os da fonte pagadora.
Segundo dados preliminares da Receita Federal, 1,136 milhão de contribuintes já caíram na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física com 85% das declarações processadas. Ao todo, 22 milhões prestaram contas ao órgão até 28 de abril. No ano passado, 900 mil caíram nas garras do Leão, o que representa um aumento de 20,7%. Em 2004, a quantidade tinha sido ainda menor (495 mil).
O supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, ressaltou que o número deste ano ainda pode aumentar ou diminuir. 'Esses números devem mudar porque ainda faltam dados para serem cruzados. Mais gente pode entrar na malha fina como também é possível que esse número caia, em dezembro', argumentou Joaquim Adir.
Das declarações processadas até agora, o maior motivo de retenção foi a omissão de rendimentos, registrado em 573 mil dos casos. As divergências entre as informações dadas pelos contribuintes e a fonte pagadora, gastos médicos e sonegação de recebimento de aluguel também foram citados pela Receita Federal.
Para tentar sair da malha fina, o contribuinte que tiver dúvidas sobre os dados informados ao órgão deve rever as informações. Se houver erro ou omissão, é preciso fazer uma declaração retificadora.
Para isso, basta fazer a declaração como fez da primeira vez, usando inclusive o mesmo modelo: simplificado on-line, simplificado ou completo. O programa, automaticamente, vai perguntar se a declaração é retificadora, e o contribuinte deve assinalar 'sim'. A cada ano, a Receita Federal fecha mais o cerco aos contribuintes, encontrando meios de conferir os dados informados à Receita.
O órgão sabe, por exemplo, qual a movimentação bancária dos contribuintes por causa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) informada pelas instituições financeiras.
Dessa forma, é possível fazer o cruzamento com o total de rendimentos tributáveis. Não adianta deixar de declarar rendimentos tributáveis, por saber que não houve retenção do IR, porque, dependendo do montante, a Receita vai descobrir ao cruzar dados com os da fonte pagadora.
Defesa Civil emite novo alerta por conta de previsão de chuvas
Por: Milena Dantas (Portal Co9rreio)
Chuvas fortes podem ocorrer na Grande João Pessoa nesta quarta e quinta-feira, segundo alerta dado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec). A previsão inclui seis Estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/Recife), Edinaldo Correia de Araújo, as precipitações, de moderadas a fortes, devem se concentrar principalmente no litoral, e nas outras regiões do Estado devem ocorrer em menor intensidade.
Já para o meteorologista Alexandre Magno, da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o alerta é falso. A previsão da Aesa para hoje é de chuvas moderadas, dentro da normalidade. Edinaldo de Araújo disse ainda que das capitais do Nordeste, João Pessoa é a que menos tem registrado chuvas, mas até agosto a freqüência de chuvas vai aumentar, podendo chover até 100 milímetros em menos de 24 horas.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Manoel Duré, informou que o órgão está em alerta permanente desde o início do período chuvoso. As ações de prevenção, segundo Duré, são coordenadas pela Defesa Civil, e executadas por várias secretarias, e órgãos como Saelpa, Emlur e Corpo de Bombeiros.
São 30 áreas de risco de deslizamento, desabamento e alagamento na Capital, 11 delas mais vulneráveis, como a comunidade Jardim Mangueira, em Mandacaru, com risco de alagamento, ou o Monte das Oliveiras, no Cristo Redentor, onde há perigo de deslizamento, já que os moradores estão no topo e no sopé de uma barreira.
O telefone disponibilizado pela Defesa Civil para atender aos chamados da população é o 0800 285 90 20.
Chuvas fortes podem ocorrer na Grande João Pessoa nesta quarta e quinta-feira, segundo alerta dado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec). A previsão inclui seis Estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. De acordo com o chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/Recife), Edinaldo Correia de Araújo, as precipitações, de moderadas a fortes, devem se concentrar principalmente no litoral, e nas outras regiões do Estado devem ocorrer em menor intensidade.
Já para o meteorologista Alexandre Magno, da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o alerta é falso. A previsão da Aesa para hoje é de chuvas moderadas, dentro da normalidade. Edinaldo de Araújo disse ainda que das capitais do Nordeste, João Pessoa é a que menos tem registrado chuvas, mas até agosto a freqüência de chuvas vai aumentar, podendo chover até 100 milímetros em menos de 24 horas.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Manoel Duré, informou que o órgão está em alerta permanente desde o início do período chuvoso. As ações de prevenção, segundo Duré, são coordenadas pela Defesa Civil, e executadas por várias secretarias, e órgãos como Saelpa, Emlur e Corpo de Bombeiros.
São 30 áreas de risco de deslizamento, desabamento e alagamento na Capital, 11 delas mais vulneráveis, como a comunidade Jardim Mangueira, em Mandacaru, com risco de alagamento, ou o Monte das Oliveiras, no Cristo Redentor, onde há perigo de deslizamento, já que os moradores estão no topo e no sopé de uma barreira.
O telefone disponibilizado pela Defesa Civil para atender aos chamados da população é o 0800 285 90 20.
Daniel Dantas
Por Helio Fernandes (Tribuna da Imprensa)
É realmente uma potência. Até a CPI dos Bingos se recusa a ouvi-lo. Por que seria? Certeza ou dúvida?
Anthony Mateus recebeu, surpreendido, a notícia de que o PMDB não fará mais convenção. Nem em 11 nem em 19 de junho. Mas por que surpreendido? Havia alguma dúvida sobre isso? O "pastor" Everaldo pode ser excelente consultor financeiro, mas não entende nada de política. Aos que o criticam, costuma dizer: "Posso não entender de política. Mas se não fosse eu, vocês não teriam condições de fazer campanha".
Não há dúvida que não está mentindo. Mas Anthony Mateus errou muito. Teve três fases no PMDB.
1 - Acreditou em Michel Temer, que passou a ser o seu porta-voz. Temer só queria ficar ligado a Mateus, ninguém era.
2 - Se "encostou" em Germano Rigotto, estava convencido que ele fosse mesmo candidato a presidente. Prometeu tudo a Rigotto, não tinha nada. Até que este veio a público e disse: "Fui enganado pelo governador Garotinho".
3 - E finalmente insistiu no erro e na observação equivocada, com Itamar Franco. Foi a Juiz de Fora conversar com ele, Itamar não era nem candidato nem partidário de qualquer candidatura. Principalmente a de Mateus.
Agora, politicamente ridicularizado pelo "reality-fome", e fisicamente desgastado pela aventura de trocar a comida sólida por soro na veia, Anthony Mateus perdeu o caminho de casa. Se é que ele sabe onde mora, onde gostaria de morar, no Rio ou em Brasília.
Como o PMDB é o partido das grandes antecipações, já discutem se Anthony Mateus continuará na legenda. Não devia ter entrado, agora não deve sair. Tem 4 anos para decidir. Praticamente o mesmo tempo de Aecio para resolver se fica no PSDB ou se se transfere para o PMDB.
Com todo terror que domina São Paulo, Orestes Quercia parece ser o único paulista sem problemas. No meio de todo aquele tumulto, o ex-governador jantava com amigos. E ainda disse: "No meu tempo não havia nada disso".
Verdade seja dita: não está mentindo. E a satisfação de Quercia tem toda razão de ser. Passou de "disque Quercia para a corrupção", agora é disputado por amigos e ex-inimigos. Que transformação.
O que eu disse na segunda-feira, anteontem, ficou comprovado: o candidato a vice de Alckmin vai depender muito da decisão do PMDB para o mesmo cargo. Se for Jarbas Vasconcellos, José Jorge será candidato ao Senado.
Se Jarbas disputar o Senado com 99% de chances de se eleger, José Jorge prefere a vice, mesmo sabendo que Alckmin não ganha de ninguém.
Agora, as CPIs resolveram jogar "bola na lagoa". (Como se dizia em 1945, quando o Flamengo foi tricampeão de verdade).
Querem ouvir Delubio novamente. Se antes ele já não disse coisa com coisa, imaginem agora? Aí vão ouvir: Duda, Dirceu, Marcos Valério. Todos os corruptos?
Exatamente há 30 dias revelei aqui: José Roberto Arruda será o candidato do PFL a governador do Distrito Federal, como franco favorito. E "se compromete" a não disputar a reeeleição em 2010, indo para o Senado.
Isso resolve o problema agora. Mas em 2010, mesmo com o "compromisso cumprido", Paulo Otavio terá que enfrentar Roriz, ávido pelo quinto mandato. 4 anos é muito tempo para qualquer análise ou conclusão. Para todos.
Mão Santa, ex-governador que se julgava absoluto no Piauí, recebeu um choque: o PMDB no estado tem outro candidato, que domina a convenção. Esse trabalhava, enquanto Mão Santa fazia discursos ridículos no Senado.
Heraclito Fortes, que também queria ser governador do Piauí e pensava (?) que controlava a convenção, só tem 2 votos. O dele e um outro não tão firme assim. É o drama das convenções.
Depois que o presidente Lula publicou artigo assinado em O Globo, ele vem sendo disputado por jornais. Dizem que o próximo artigo assinado sairá no Correio Braziliense. É mais um "coleguinha" (ou companheiro?) de sucesso. Há quem diga que escreverá em São Paulo.
Surpreendentemente e contradizendo este repórter, Sarney e Itamar Franco estão na lista do PMDB para uma possível vice com Lula.
Não acredito, já disse isso. E ainda não falaram com Lula. Mas como é que Lula (ou qualquer outro presidente) poderia aceitar como vice dois personagens que já ocuparam o cargo? Alguém dormiria tranqüilo?
A partir de 2003, o vice quase racional ou natural seria o governador Requião. Declarou: "Votei 4 vezes em Lula". Depois, as coisas mudaram muito. E parece que o PMDB ficou com medo de Lula não completar o segundo mandato. E terem que "agüentar" 4 anos de Requião.
Agora, Requião e Renan são os únicos não citáveis, são inelegíveis. Eles e os dois vices que já assumiram. Além de Jarbas, quem sobrou? Mas o governador de Pernambuco quer Jarbas como senador.
Daniel Dantas é realmente poderoso, sobre isso nenhuma dúvida. Fora de quadros políticos, sem mandatos obtidos por meio de eleição (o que caracteriza normalmente o chamado homem público), nunca ninguém foi tão acusado quanto ele. E repetidamente.
As acusações contra Daniel Dantas e seu "opportunity" (o nome certo para a arapuca certa) se sobrepõem, se acumulam, nada acontece.
Agora, Daniel Dantas ataca ao mesmo tempo: o presidente da República, o ministro da Justiça e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça. Não é investigado, acusado, indiciado.
E dá indiscutível demonstração de força. A CPI dos Bingos, tranqüilamente e sem qualquer explicação, resolve não convocá-lo.
O próprio relator da CPI, ex e quase futuro governador, Garibaldi Alves, disse simplesmente: "Não há tempo para convocá-lo e investigá-lo". E o líder do PSDB, furioso, afirmou: "É preciso outra CPI para investigar todas as acusações contra Daniel Dantas".
XXX
O simpático e inexpressivo Flavio Saretta joga hoje a segunda partida em Hamburgo. Depois da primeira vitória em mais de 1 ano, tudo é possível.
E num master esvaziado, sem Nadal, Federer, os argentinos, Roddick, só com jogadores do segundo e terceiro time, Saretinha enfrentará José Ferrer, pior do que ele.
XXX Vendo a reportagem da Folha sobre Daniel Dantas, concordo com o senador Garibaldi Alves: ele não precisa ser ouvido em nenhuma CPI, tem que ser indiciado.
Ou ele desmente tudo o que está na Folha de ontem ou tem que ser indiciado.
XXX O PT-PT não vai fazer convenção nenhuma. Motivo: medo de que Lula aproveite e diga: "Não sou candidato de maneira alguma".
Haveria então mais mortos do que na guerra de São Paulo, que o vice em exercício disse que estava "sob controle". Só que na convenção os mortos seriam por suicídio ou haraquiri.
XXX Se o Brasil não ganhar a Copa, Parreira não tem alternativa: passará outros 20 anos no mundo árabe.
É realmente uma potência. Até a CPI dos Bingos se recusa a ouvi-lo. Por que seria? Certeza ou dúvida?
Anthony Mateus recebeu, surpreendido, a notícia de que o PMDB não fará mais convenção. Nem em 11 nem em 19 de junho. Mas por que surpreendido? Havia alguma dúvida sobre isso? O "pastor" Everaldo pode ser excelente consultor financeiro, mas não entende nada de política. Aos que o criticam, costuma dizer: "Posso não entender de política. Mas se não fosse eu, vocês não teriam condições de fazer campanha".
Não há dúvida que não está mentindo. Mas Anthony Mateus errou muito. Teve três fases no PMDB.
1 - Acreditou em Michel Temer, que passou a ser o seu porta-voz. Temer só queria ficar ligado a Mateus, ninguém era.
2 - Se "encostou" em Germano Rigotto, estava convencido que ele fosse mesmo candidato a presidente. Prometeu tudo a Rigotto, não tinha nada. Até que este veio a público e disse: "Fui enganado pelo governador Garotinho".
3 - E finalmente insistiu no erro e na observação equivocada, com Itamar Franco. Foi a Juiz de Fora conversar com ele, Itamar não era nem candidato nem partidário de qualquer candidatura. Principalmente a de Mateus.
Agora, politicamente ridicularizado pelo "reality-fome", e fisicamente desgastado pela aventura de trocar a comida sólida por soro na veia, Anthony Mateus perdeu o caminho de casa. Se é que ele sabe onde mora, onde gostaria de morar, no Rio ou em Brasília.
Como o PMDB é o partido das grandes antecipações, já discutem se Anthony Mateus continuará na legenda. Não devia ter entrado, agora não deve sair. Tem 4 anos para decidir. Praticamente o mesmo tempo de Aecio para resolver se fica no PSDB ou se se transfere para o PMDB.
Com todo terror que domina São Paulo, Orestes Quercia parece ser o único paulista sem problemas. No meio de todo aquele tumulto, o ex-governador jantava com amigos. E ainda disse: "No meu tempo não havia nada disso".
Verdade seja dita: não está mentindo. E a satisfação de Quercia tem toda razão de ser. Passou de "disque Quercia para a corrupção", agora é disputado por amigos e ex-inimigos. Que transformação.
O que eu disse na segunda-feira, anteontem, ficou comprovado: o candidato a vice de Alckmin vai depender muito da decisão do PMDB para o mesmo cargo. Se for Jarbas Vasconcellos, José Jorge será candidato ao Senado.
Se Jarbas disputar o Senado com 99% de chances de se eleger, José Jorge prefere a vice, mesmo sabendo que Alckmin não ganha de ninguém.
Agora, as CPIs resolveram jogar "bola na lagoa". (Como se dizia em 1945, quando o Flamengo foi tricampeão de verdade).
Querem ouvir Delubio novamente. Se antes ele já não disse coisa com coisa, imaginem agora? Aí vão ouvir: Duda, Dirceu, Marcos Valério. Todos os corruptos?
Exatamente há 30 dias revelei aqui: José Roberto Arruda será o candidato do PFL a governador do Distrito Federal, como franco favorito. E "se compromete" a não disputar a reeeleição em 2010, indo para o Senado.
Isso resolve o problema agora. Mas em 2010, mesmo com o "compromisso cumprido", Paulo Otavio terá que enfrentar Roriz, ávido pelo quinto mandato. 4 anos é muito tempo para qualquer análise ou conclusão. Para todos.
Mão Santa, ex-governador que se julgava absoluto no Piauí, recebeu um choque: o PMDB no estado tem outro candidato, que domina a convenção. Esse trabalhava, enquanto Mão Santa fazia discursos ridículos no Senado.
Heraclito Fortes, que também queria ser governador do Piauí e pensava (?) que controlava a convenção, só tem 2 votos. O dele e um outro não tão firme assim. É o drama das convenções.
Depois que o presidente Lula publicou artigo assinado em O Globo, ele vem sendo disputado por jornais. Dizem que o próximo artigo assinado sairá no Correio Braziliense. É mais um "coleguinha" (ou companheiro?) de sucesso. Há quem diga que escreverá em São Paulo.
Surpreendentemente e contradizendo este repórter, Sarney e Itamar Franco estão na lista do PMDB para uma possível vice com Lula.
Não acredito, já disse isso. E ainda não falaram com Lula. Mas como é que Lula (ou qualquer outro presidente) poderia aceitar como vice dois personagens que já ocuparam o cargo? Alguém dormiria tranqüilo?
A partir de 2003, o vice quase racional ou natural seria o governador Requião. Declarou: "Votei 4 vezes em Lula". Depois, as coisas mudaram muito. E parece que o PMDB ficou com medo de Lula não completar o segundo mandato. E terem que "agüentar" 4 anos de Requião.
Agora, Requião e Renan são os únicos não citáveis, são inelegíveis. Eles e os dois vices que já assumiram. Além de Jarbas, quem sobrou? Mas o governador de Pernambuco quer Jarbas como senador.
Daniel Dantas é realmente poderoso, sobre isso nenhuma dúvida. Fora de quadros políticos, sem mandatos obtidos por meio de eleição (o que caracteriza normalmente o chamado homem público), nunca ninguém foi tão acusado quanto ele. E repetidamente.
As acusações contra Daniel Dantas e seu "opportunity" (o nome certo para a arapuca certa) se sobrepõem, se acumulam, nada acontece.
Agora, Daniel Dantas ataca ao mesmo tempo: o presidente da República, o ministro da Justiça e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça. Não é investigado, acusado, indiciado.
E dá indiscutível demonstração de força. A CPI dos Bingos, tranqüilamente e sem qualquer explicação, resolve não convocá-lo.
O próprio relator da CPI, ex e quase futuro governador, Garibaldi Alves, disse simplesmente: "Não há tempo para convocá-lo e investigá-lo". E o líder do PSDB, furioso, afirmou: "É preciso outra CPI para investigar todas as acusações contra Daniel Dantas".
XXX
O simpático e inexpressivo Flavio Saretta joga hoje a segunda partida em Hamburgo. Depois da primeira vitória em mais de 1 ano, tudo é possível.
E num master esvaziado, sem Nadal, Federer, os argentinos, Roddick, só com jogadores do segundo e terceiro time, Saretinha enfrentará José Ferrer, pior do que ele.
XXX Vendo a reportagem da Folha sobre Daniel Dantas, concordo com o senador Garibaldi Alves: ele não precisa ser ouvido em nenhuma CPI, tem que ser indiciado.
Ou ele desmente tudo o que está na Folha de ontem ou tem que ser indiciado.
XXX O PT-PT não vai fazer convenção nenhuma. Motivo: medo de que Lula aproveite e diga: "Não sou candidato de maneira alguma".
Haveria então mais mortos do que na guerra de São Paulo, que o vice em exercício disse que estava "sob controle". Só que na convenção os mortos seriam por suicídio ou haraquiri.
XXX Se o Brasil não ganhar a Copa, Parreira não tem alternativa: passará outros 20 anos no mundo árabe.
A guerra urbana de São Paulo
Por: Helio Fernandes (Tribuna da Imprensa)
Alckmin e Lembo massacrados
Essa tragédia de São Paulo, verdadeira guerra, tem a marca indiscutível do PSDB. No governo do estado, o PSDB está no Poder há 12 anos. Alckmin foi vice desde 1994, assumindo com as sucessivas doenças de Covas, ficando até à morte. De Covas e da competência administrativa.
Na capital, houve revezamento PSDB-PT, com a mesma ineficiência. Não cuidaram de coisa alguma, não investiram, só pensavam na própria carreira. Tanto isso é verdade que Alckmin foi vice em exercício, Claudio Lembo é vice em exercício, o prefeito da capital é vice em exercício.
É coincidência? Ou apenas a constatação da falta de representatividade, de voto, de eleição? Qual desses personagens pode dizer com orgulho: "Eu represento a coletividade, me coloquei diante do povo, que me escolheu entre vários candidatos".
E se está provado que a representatividade direta e com voto é lastimável e melancólica, o que dizer dessa representatividade sem voto, sem urna, sem povo?
A guerra não acabou, isso é óbvio. Houve uma trégua, os bandidos voltarão ao ataque, isso é certo, é garantido. Do lado do governo de São Paulo, além da incompetência, muita irresponsabilidade, querendo jogar a culpa em cima dos órgãos de comunicação. Queriam o quê? Que não se noticiassem os fatos?
Na Primeira Guerra Mundial, Erich Maria Remarque ficou famoso com seu livro "Nada de novo no front ocidental". Não significava exatamente isso, mas as "autoridades" de São Paulo, que naturalmente não conhecem o livro, tentaram transformá-lo e concretizá-lo como realidade, quase 90 anos depois. Irresponsáveis e mentirosos.
O comandante da Polícia Militar, veemente, foi para a televisão e acusou os diretores de colégios e de universidades de I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E. Qual a razão? Ele mesmo explicou: "Havia total condição de funcionamento desses estabelecimentos, que levaram pânico à capital e algumas cidades do interior". Como é que um comandante da Polícia Militar diz leviandades como essa?
Mas a irresponsabilidade do comandante militar está precedida e respaldada pela irresponsabilidade do próprio vice-governador em exercício. Claudio Lembo mostrou que não pode ocupar o cargo de governador de São Paulo, nem por 9 meses improrrogáveis. Tomou duas decisões inacreditáveis, que repercutiram negativamente no seu próprio grupo político.
As duas decisões de Lembo, condenadíssimas.
1 - Recusar o apoio federal com medo de que esse reforço favorecesse as forças de Lula. Um evidente despropósito e total falta de espírito público.
2 - Afirmação de Lembo na televisão: "Não haverá toque de recolher". Não havia "necessidade". Lembo, refugiado e escondido no Palácio Bandeirantes, não sabia o que estava acontecendo.
A própria televisão que transmitia a irresponsabilidade do governador em exercício, "não haverá toque de recolher", mostrava às 8 e 9 horas da noite, no momento de maior engarrafamento, as grandes avenidas completamente vazias. Os que puderam foram para casa cedo, outros nem saíram. Milhares e milhares não conseguiram táxi ou ônibus, ficaram pelas ruas, sem saber o que fazer. Só sabiam que o governador em exercício estava em segurança no Bandeirantes.
PS - Essas "autoridades" irresponsáveis e ocasionais só pensam (?) em mais penitenciárias, mais repressão, mais violência. Nem se voltam para o problema que está acima do dia-a-dia: em São Paulo, 30 mil homens são presos a cada ano. O problema será de mais penitenciárias?
PS 2 - No entendimento de Alckmin e de Lembo, a construção de penitenciárias resolverá o problema. Nem percebem que os problemas surgiram precisamente das penitenciárias. De dentro para fora.
Alckmin e Lembo massacrados
Essa tragédia de São Paulo, verdadeira guerra, tem a marca indiscutível do PSDB. No governo do estado, o PSDB está no Poder há 12 anos. Alckmin foi vice desde 1994, assumindo com as sucessivas doenças de Covas, ficando até à morte. De Covas e da competência administrativa.
Na capital, houve revezamento PSDB-PT, com a mesma ineficiência. Não cuidaram de coisa alguma, não investiram, só pensavam na própria carreira. Tanto isso é verdade que Alckmin foi vice em exercício, Claudio Lembo é vice em exercício, o prefeito da capital é vice em exercício.
É coincidência? Ou apenas a constatação da falta de representatividade, de voto, de eleição? Qual desses personagens pode dizer com orgulho: "Eu represento a coletividade, me coloquei diante do povo, que me escolheu entre vários candidatos".
E se está provado que a representatividade direta e com voto é lastimável e melancólica, o que dizer dessa representatividade sem voto, sem urna, sem povo?
A guerra não acabou, isso é óbvio. Houve uma trégua, os bandidos voltarão ao ataque, isso é certo, é garantido. Do lado do governo de São Paulo, além da incompetência, muita irresponsabilidade, querendo jogar a culpa em cima dos órgãos de comunicação. Queriam o quê? Que não se noticiassem os fatos?
Na Primeira Guerra Mundial, Erich Maria Remarque ficou famoso com seu livro "Nada de novo no front ocidental". Não significava exatamente isso, mas as "autoridades" de São Paulo, que naturalmente não conhecem o livro, tentaram transformá-lo e concretizá-lo como realidade, quase 90 anos depois. Irresponsáveis e mentirosos.
O comandante da Polícia Militar, veemente, foi para a televisão e acusou os diretores de colégios e de universidades de I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E. Qual a razão? Ele mesmo explicou: "Havia total condição de funcionamento desses estabelecimentos, que levaram pânico à capital e algumas cidades do interior". Como é que um comandante da Polícia Militar diz leviandades como essa?
Mas a irresponsabilidade do comandante militar está precedida e respaldada pela irresponsabilidade do próprio vice-governador em exercício. Claudio Lembo mostrou que não pode ocupar o cargo de governador de São Paulo, nem por 9 meses improrrogáveis. Tomou duas decisões inacreditáveis, que repercutiram negativamente no seu próprio grupo político.
As duas decisões de Lembo, condenadíssimas.
1 - Recusar o apoio federal com medo de que esse reforço favorecesse as forças de Lula. Um evidente despropósito e total falta de espírito público.
2 - Afirmação de Lembo na televisão: "Não haverá toque de recolher". Não havia "necessidade". Lembo, refugiado e escondido no Palácio Bandeirantes, não sabia o que estava acontecendo.
A própria televisão que transmitia a irresponsabilidade do governador em exercício, "não haverá toque de recolher", mostrava às 8 e 9 horas da noite, no momento de maior engarrafamento, as grandes avenidas completamente vazias. Os que puderam foram para casa cedo, outros nem saíram. Milhares e milhares não conseguiram táxi ou ônibus, ficaram pelas ruas, sem saber o que fazer. Só sabiam que o governador em exercício estava em segurança no Bandeirantes.
PS - Essas "autoridades" irresponsáveis e ocasionais só pensam (?) em mais penitenciárias, mais repressão, mais violência. Nem se voltam para o problema que está acima do dia-a-dia: em São Paulo, 30 mil homens são presos a cada ano. O problema será de mais penitenciárias?
PS 2 - No entendimento de Alckmin e de Lembo, a construção de penitenciárias resolverá o problema. Nem percebem que os problemas surgiram precisamente das penitenciárias. De dentro para fora.
Advogada nega acordo entre governo e facção
Por: Tribuna da Imprensa
A advogada Iracema Vasciaveo, que representa a Nova Ordem, organização que trabalha na ressocialização de detentos em São Paulo, confirmou ontem, em entrevista coletiva, que foi ao presídio de Presidente Bernardes acompanhada de três representantes dos sistema de segurança do estado, num avião da Polícia Militar. Mas negou ter sido firmado qualquer acordo para pôr fim aos ataques e rebeliões do PCC.
Segundo Iracema, a visita foi requisitada por ela, após pedidos dos familiares dos presos Marcola (principal líder do PCC) e mais sete líderes da facção criminosa para averiguar a situação física dos criminosos.
"Foi uma demonstração de boa vontade (do governo de São Paulo)", disse Iracema, em referência ao atendimento rápido do pedido - a demanda foi apresentada no sábado de manhã e o encontro ocorreu no domingo à tarde - e ao empréstimo do avião para ir ao presídio.
Apesar de negar o acordo, Iracema deixou escapar que "havia uma instabilidade emocional dos familiares". "Os detentos que estão em Presidente Bernardes seriam a cúpula do PCC, então os familiares aqui fora devem ter, provavelmente, como articular alguma coisa caso essa informação não chegasse (do bom estado físico dos presos)", disse a advogada.
O presidente da Nova Ordem, o ex-carcereiro e ex-investigador Ivan Barbosa, disse, na entrevista, que "poderia ter morrido mais gente se a doutora não tivesse ido lá". Iracema disse não ter considerado estranho o grupo que a acompanhou ao presídio - formado pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, o delegado da Polícia Civil José Luiz Ramos Cavalcante e o comandante do Comando de Policiamento Interior, coronel Ailton Araújo Brandão.
De acordo com ela, a indicação do corregedor do sistema penitenciário foi do próprio secretário da SAP, Nagashi Furukawa. Ela disse que o encontro com os presos foi de cerca de 40 minutos e, nesse tempo, verificou-se apenas as suas condições físicas e passadas algumas informações. "Queriam saber por que estavam lá, já que reinava a paz no sistema", informou, sugerindo o desconhecimento dos presos sobre as rebeliões e os ataques a policiais.
Na entrevista, Iracema insistiu que não advoga para o "partido" (PCC) nem para seus líderes, mas pode já ter defendido algum de seus membros.
A advogada Iracema Vasciaveo, que representa a Nova Ordem, organização que trabalha na ressocialização de detentos em São Paulo, confirmou ontem, em entrevista coletiva, que foi ao presídio de Presidente Bernardes acompanhada de três representantes dos sistema de segurança do estado, num avião da Polícia Militar. Mas negou ter sido firmado qualquer acordo para pôr fim aos ataques e rebeliões do PCC.
Segundo Iracema, a visita foi requisitada por ela, após pedidos dos familiares dos presos Marcola (principal líder do PCC) e mais sete líderes da facção criminosa para averiguar a situação física dos criminosos.
"Foi uma demonstração de boa vontade (do governo de São Paulo)", disse Iracema, em referência ao atendimento rápido do pedido - a demanda foi apresentada no sábado de manhã e o encontro ocorreu no domingo à tarde - e ao empréstimo do avião para ir ao presídio.
Apesar de negar o acordo, Iracema deixou escapar que "havia uma instabilidade emocional dos familiares". "Os detentos que estão em Presidente Bernardes seriam a cúpula do PCC, então os familiares aqui fora devem ter, provavelmente, como articular alguma coisa caso essa informação não chegasse (do bom estado físico dos presos)", disse a advogada.
O presidente da Nova Ordem, o ex-carcereiro e ex-investigador Ivan Barbosa, disse, na entrevista, que "poderia ter morrido mais gente se a doutora não tivesse ido lá". Iracema disse não ter considerado estranho o grupo que a acompanhou ao presídio - formado pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, o delegado da Polícia Civil José Luiz Ramos Cavalcante e o comandante do Comando de Policiamento Interior, coronel Ailton Araújo Brandão.
De acordo com ela, a indicação do corregedor do sistema penitenciário foi do próprio secretário da SAP, Nagashi Furukawa. Ela disse que o encontro com os presos foi de cerca de 40 minutos e, nesse tempo, verificou-se apenas as suas condições físicas e passadas algumas informações. "Queriam saber por que estavam lá, já que reinava a paz no sistema", informou, sugerindo o desconhecimento dos presos sobre as rebeliões e os ataques a policiais.
Na entrevista, Iracema insistiu que não advoga para o "partido" (PCC) nem para seus líderes, mas pode já ter defendido algum de seus membros.
Falta coragem
Por: Carlos Chagas
BRASÍLIAA - Ninguém duvida da premissa, que é de entrar para rachar. Pau neles! Os presos e os soltos. As rebeliões em penitenciárias precisam ser debeladas horas depois de deflagradas pela invasão armada, pelo bombardeio, pela presença de tanques, helicópteros e, se necessário, pela resposta, à bala, de quantos resistirem. Os reféns? Ora, o risco é deles, mas seria bom, por um largo tempo, proibir visitas a estabelecimentos penais. Quanto aos funcionários e agentes penitenciários, que se defendam e evitem cair em poder dos bandidos. Ou não dispõem de armas? Ou não sabiam do risco, ao aceitar o emprego?
É claro que essa receita deve valer para os sentenciados irrecuperáveis, os que realmente precisam ser encarcerados e enjaulados: autores de crimes hediondos, do tipo assalto à mão armada, latrocínio, seqüestros, assassinatos de toda ordem, envolvimento com narcotráfico e contrabando de armas. Quem estiver preso por passar cheque sem fundo ou roubar um pacote de manteiga pode muito bem ser devolvido à sociedade. Se reincidir, deve ficar recluso com os outros.
Risco de desagregação nacional
Quanto aos que estão soltos, como esses animais que agora promovem o pavor em São Paulo, a solução será mobilizar os serviços policiais e militares de inteligência. Identificá-los, mesmo que demore um pouco mais, apelar para a sociedade abandonada no sentido de denunciá-los. Caçá-los.
Repetir que a solução está na educação e em investimentos sociais maciços pode se constituir na fórmula ideal, necessária, a ser buscada a médio e longo prazos. Como a questão é aguda e imediata, importa haver coragem do poder público para mobilizar todas as forças ao seu dispor.
Se as guardas e as polícias civil e militar dos municípios e dos estados mostram-se insuficientes, como se vêm mostrando, que entre a União, convocada ou não pelos governadores. Até mesmo com estado de sítio, estado de defesa ou estado de emergência. Através da Força Nacional de Segurança Pública, do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e dos Fuzileiros Navais. Trata-se de uma guerra, e os soldados estão preparados para ela, mesmo sem treinamento para subir favelas.
Não dá é para assistir ao desdobramento do horror em São Paulo e já se alastrando por outros estados. O problema é de direitos humanos, mas não dos animais que matam nas ruas e nos presídios, senão da população e dos agentes do poder público, hoje sendo assassinados em progressão inadmissível.
Se for preciso mudar a Constituição, que se mude. Alterar os Códigos Penal e de Processo Penal? O Congresso jamais se negaria a cooperar. Convencer a Justiça e o Ministério Público da necessidade de agilizar medidas para punir os culpados e de salvar as instituições? Eles já parecem convencidos. É preciso coragem. Ou o poder público se articula e começa a agir, ou pela primeira vez desde as revoltas separatistas do Império o risco será da desagregação nacional.
Lições da Alemanhã
Depois da queda de Berlim e do fim da II Guerra Mundial, espantaram-se os alemães. A população do extinto III Reich alegava não saber de nada, em se tratando dos campos de concentração, dos assassinatos, das perseguições e da violência das tropas nazistas nos territórios ocupados.
Não foi bem assim. O povo alemão fechou os olhos àquelas barbaridades. Se não tinha conhecimento detalhado, sabia bem estarem acontecendo. Se tudo corria bem para eles, nos primeiros anos da conflagração, por que se preocupar?
Toda moeda tem duas faces. Guardadas as proporções, algo parecido com o que se passou na Alemanha acontece com boa parte dos paulistas. Para eles, a moda tornou-se só competir, enriquecer e trabalhar, sem maiores considerações para com aqueles que não conseguiam enriquecer, nem competir, muito menos trabalhar.
Frustraram-se estes, em número maior do que os vitoriosos. Naturais do Estado, assim como emigrantes dos demais estados, foram sendo segregados pela minoria fechada em suas metas. Sem emprego, entregues à própria sorte, sem que ninguém deles cuidasse, muitos encontraram seus próprios caminhos na marginalidade. São os que se lançam agora nessa animalesca demonstração de revolta. Devem ser contidos? Claro.
Mas seria bom que os paulistas de sucesso acordassem para a responsabilidade no que ocorre. Tivessem olhado mais para as agruras do semelhante e talvez não assistíssemos ao espetáculo de horror. Solidariedade é o produto mais em falta nas prateleiras do Estado mais rico.
BRASÍLIAA - Ninguém duvida da premissa, que é de entrar para rachar. Pau neles! Os presos e os soltos. As rebeliões em penitenciárias precisam ser debeladas horas depois de deflagradas pela invasão armada, pelo bombardeio, pela presença de tanques, helicópteros e, se necessário, pela resposta, à bala, de quantos resistirem. Os reféns? Ora, o risco é deles, mas seria bom, por um largo tempo, proibir visitas a estabelecimentos penais. Quanto aos funcionários e agentes penitenciários, que se defendam e evitem cair em poder dos bandidos. Ou não dispõem de armas? Ou não sabiam do risco, ao aceitar o emprego?
É claro que essa receita deve valer para os sentenciados irrecuperáveis, os que realmente precisam ser encarcerados e enjaulados: autores de crimes hediondos, do tipo assalto à mão armada, latrocínio, seqüestros, assassinatos de toda ordem, envolvimento com narcotráfico e contrabando de armas. Quem estiver preso por passar cheque sem fundo ou roubar um pacote de manteiga pode muito bem ser devolvido à sociedade. Se reincidir, deve ficar recluso com os outros.
Risco de desagregação nacional
Quanto aos que estão soltos, como esses animais que agora promovem o pavor em São Paulo, a solução será mobilizar os serviços policiais e militares de inteligência. Identificá-los, mesmo que demore um pouco mais, apelar para a sociedade abandonada no sentido de denunciá-los. Caçá-los.
Repetir que a solução está na educação e em investimentos sociais maciços pode se constituir na fórmula ideal, necessária, a ser buscada a médio e longo prazos. Como a questão é aguda e imediata, importa haver coragem do poder público para mobilizar todas as forças ao seu dispor.
Se as guardas e as polícias civil e militar dos municípios e dos estados mostram-se insuficientes, como se vêm mostrando, que entre a União, convocada ou não pelos governadores. Até mesmo com estado de sítio, estado de defesa ou estado de emergência. Através da Força Nacional de Segurança Pública, do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e dos Fuzileiros Navais. Trata-se de uma guerra, e os soldados estão preparados para ela, mesmo sem treinamento para subir favelas.
Não dá é para assistir ao desdobramento do horror em São Paulo e já se alastrando por outros estados. O problema é de direitos humanos, mas não dos animais que matam nas ruas e nos presídios, senão da população e dos agentes do poder público, hoje sendo assassinados em progressão inadmissível.
Se for preciso mudar a Constituição, que se mude. Alterar os Códigos Penal e de Processo Penal? O Congresso jamais se negaria a cooperar. Convencer a Justiça e o Ministério Público da necessidade de agilizar medidas para punir os culpados e de salvar as instituições? Eles já parecem convencidos. É preciso coragem. Ou o poder público se articula e começa a agir, ou pela primeira vez desde as revoltas separatistas do Império o risco será da desagregação nacional.
Lições da Alemanhã
Depois da queda de Berlim e do fim da II Guerra Mundial, espantaram-se os alemães. A população do extinto III Reich alegava não saber de nada, em se tratando dos campos de concentração, dos assassinatos, das perseguições e da violência das tropas nazistas nos territórios ocupados.
Não foi bem assim. O povo alemão fechou os olhos àquelas barbaridades. Se não tinha conhecimento detalhado, sabia bem estarem acontecendo. Se tudo corria bem para eles, nos primeiros anos da conflagração, por que se preocupar?
Toda moeda tem duas faces. Guardadas as proporções, algo parecido com o que se passou na Alemanha acontece com boa parte dos paulistas. Para eles, a moda tornou-se só competir, enriquecer e trabalhar, sem maiores considerações para com aqueles que não conseguiam enriquecer, nem competir, muito menos trabalhar.
Frustraram-se estes, em número maior do que os vitoriosos. Naturais do Estado, assim como emigrantes dos demais estados, foram sendo segregados pela minoria fechada em suas metas. Sem emprego, entregues à própria sorte, sem que ninguém deles cuidasse, muitos encontraram seus próprios caminhos na marginalidade. São os que se lançam agora nessa animalesca demonstração de revolta. Devem ser contidos? Claro.
Mas seria bom que os paulistas de sucesso acordassem para a responsabilidade no que ocorre. Tivessem olhado mais para as agruras do semelhante e talvez não assistíssemos ao espetáculo de horror. Solidariedade é o produto mais em falta nas prateleiras do Estado mais rico.
terça-feira, maio 16, 2006
Inventor brasileiro é premiado em evento nos EUA
Um sistema inovador para dessalinização de água desenvolvido por estudante brasileiro é premiado em duas categorias na Feira Internacional de Engenharia e Ciências (Intel ISEF 2006), nos Estados Unidos. A feira, que terminou na última sexta-feira, é o maior evento mundial para projetos científicos e tecnológicos desenvolvidos por estudantes dos níveis fundamental, médio e técnico.
Chamado de Aram (em tupi-guarani, Sol), a técnica se fundamenta na utilização da energia solar convertida em energia térmica para separar o sal da água do mar, e foi idealizado para atender regiões carentes do País.
Denilson Luz Freitas, autor do projeto vencedor, concorreu com 1.450 jovens de 47 países. Natural de Vitória da Conquista (BA), recebeu U$ 2 mil pelos prêmios. E foi o único entrevistado, de fora dos EUA, por Craig R. Barret, presidente do conselho administrativo da Intel Corporation, em sua visita aos estandes da ISEF.
Os critérios das premiações correspondem à relação do projeto com o desenvolvimento e a preservação das fontes hídricas, incluindo hidroeletricidade, construção de materiais, irrigação, conservação da qualidade da água, pesca e preservação ecológica dos elementos hídricos. O Aram destacou-se, ainda, pela criatividade, inovação tecnológica e viabilidade comercial.
JB Online
Chamado de Aram (em tupi-guarani, Sol), a técnica se fundamenta na utilização da energia solar convertida em energia térmica para separar o sal da água do mar, e foi idealizado para atender regiões carentes do País.
Denilson Luz Freitas, autor do projeto vencedor, concorreu com 1.450 jovens de 47 países. Natural de Vitória da Conquista (BA), recebeu U$ 2 mil pelos prêmios. E foi o único entrevistado, de fora dos EUA, por Craig R. Barret, presidente do conselho administrativo da Intel Corporation, em sua visita aos estandes da ISEF.
Os critérios das premiações correspondem à relação do projeto com o desenvolvimento e a preservação das fontes hídricas, incluindo hidroeletricidade, construção de materiais, irrigação, conservação da qualidade da água, pesca e preservação ecológica dos elementos hídricos. O Aram destacou-se, ainda, pela criatividade, inovação tecnológica e viabilidade comercial.
JB Online
Bandidos ignoram cessar-fogo do PCC e voltam a atacar
Por: Ricardo Valota (Estadão)
Criminosos atiraram contra conjunto habitado por policiais civis e militares na zona norte da capital paulista e atacaram base da PM e prédio de Fórum em Osasco
Ricardo Valota
Veja também
¤ Governo negociou fim das rebeliões com Marcola ¤ Especial: PCC ataca ¤ Mãe e irmão de líder do PCC são mortos ¤ Guerra do PCC: 96 mortos, 63 ônibus queimados e uma metrópole acuada pelo medo
SÃO PAULO - Apesar de o Primeiro Comando da Capital (PCC) ter ordenado o fim das rebeliões nos presídios do Estado e a suspensão dos atentados a quartéis, delegacias policiais, fóruns, agências bancárias e estações do metrô, na noite de segunda-feira e na madrugada desta terça três ataques deixaram três criminosos mortos.
Por volta das 20h30 de segunda-feira, homens armados atiraram contra alguns prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) localizados no final da Rua Santa Lucrécia de Aguiar, no Jardim Bela Vista, região de Vila Santa Amália, na zona norte da capital paulista.
Segundo informações obtidas por policiais militares do 9º Batalhão de testemunhas, entre as armas usadas pelos criminosos havia um fuzil. Nos prédios, moram policiais civis e militares. Ninguém ficou ferido nem foi preso. Até a 1 hora da madrugada desta terça-feira a ocorrência não havia sido registrada no 38º Distrito Policial, o mais próximo do local do ataque.
Fórum de Osasco
No final da noite de segunda-feira, dois homens seqüestraram o motorista de uma caminhonete em São Paulo e seguiram, com a vítima, em direção a Osasco, na Grande São Paulo, onde um terceiro homem se juntou a eles.
Em seguida, os três foram até o Fórum do município, localizado na Avenida das Flores, 703, no Jardim das Flores, e efetuaram disparos contra o prédio. Um motociclista testemunhou o ataque e avisou a PM.
Houve perseguição e troca de tiros, quando os três criminosos acabaram baleados. Dois deles morreram no pronto-socorro Pestana, onde o terceiro está internado.
Ainda no final da noite de segunda-feira, o cabo PM Duca deixou a sede da 1ª Companhia do 14º Batalhão da PM, localizada na Avenida João de Andrade, no Jardim Santo Antonio, também em Osasco, após o dia de trabalho, e seguiu para casa em seu Fiat Uno cinza.
A um quilômetro e meio da base, dois bandidos interceptaram o veículo e anunciaram o assalto. O policial, que estava à paisana, entregou o Uno e voltou para a base da companhia. Os criminosos estavam armados com uma granada, uma espingarda calibre 12 e um revólver 38.
Granada
Os bandidos seguiram então para a base comunitária da mesma companhia, localizada na Rua Expedito Izídio de Andrade, 518, no Conjunto dos Metalúrgicos, onde atiraram três vezes e jogaram a granada, que explodiu, mas os policiais não se feriram.
Os dois fugiram, mas quando seguiam por uma via lateral do Rodoanel Mário Covas, na região de Carapicuíba, eles cruzaram com um carro das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Houve tiroteio e um dos criminosos acabou baleado.
Ele foi levado para o pronto-socorro Santo Antônio, no município de Osasco, onde morreu. O outro criminoso fugiu. As armas foram apreendidas e o veículo foi recuperado. Os dois ataques foram registrados no 1º Distrito Policial de Osasco.
Criminosos atiraram contra conjunto habitado por policiais civis e militares na zona norte da capital paulista e atacaram base da PM e prédio de Fórum em Osasco
Ricardo Valota
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Por volta das 20h30 de segunda-feira, homens armados atiraram contra alguns prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) localizados no final da Rua Santa Lucrécia de Aguiar, no Jardim Bela Vista, região de Vila Santa Amália, na zona norte da capital paulista.
Segundo informações obtidas por policiais militares do 9º Batalhão de testemunhas, entre as armas usadas pelos criminosos havia um fuzil. Nos prédios, moram policiais civis e militares. Ninguém ficou ferido nem foi preso. Até a 1 hora da madrugada desta terça-feira a ocorrência não havia sido registrada no 38º Distrito Policial, o mais próximo do local do ataque.
Fórum de Osasco
No final da noite de segunda-feira, dois homens seqüestraram o motorista de uma caminhonete em São Paulo e seguiram, com a vítima, em direção a Osasco, na Grande São Paulo, onde um terceiro homem se juntou a eles.
Em seguida, os três foram até o Fórum do município, localizado na Avenida das Flores, 703, no Jardim das Flores, e efetuaram disparos contra o prédio. Um motociclista testemunhou o ataque e avisou a PM.
Houve perseguição e troca de tiros, quando os três criminosos acabaram baleados. Dois deles morreram no pronto-socorro Pestana, onde o terceiro está internado.
Ainda no final da noite de segunda-feira, o cabo PM Duca deixou a sede da 1ª Companhia do 14º Batalhão da PM, localizada na Avenida João de Andrade, no Jardim Santo Antonio, também em Osasco, após o dia de trabalho, e seguiu para casa em seu Fiat Uno cinza.
A um quilômetro e meio da base, dois bandidos interceptaram o veículo e anunciaram o assalto. O policial, que estava à paisana, entregou o Uno e voltou para a base da companhia. Os criminosos estavam armados com uma granada, uma espingarda calibre 12 e um revólver 38.
Granada
Os bandidos seguiram então para a base comunitária da mesma companhia, localizada na Rua Expedito Izídio de Andrade, 518, no Conjunto dos Metalúrgicos, onde atiraram três vezes e jogaram a granada, que explodiu, mas os policiais não se feriram.
Os dois fugiram, mas quando seguiam por uma via lateral do Rodoanel Mário Covas, na região de Carapicuíba, eles cruzaram com um carro das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Houve tiroteio e um dos criminosos acabou baleado.
Ele foi levado para o pronto-socorro Santo Antônio, no município de Osasco, onde morreu. O outro criminoso fugiu. As armas foram apreendidas e o veículo foi recuperado. Os dois ataques foram registrados no 1º Distrito Policial de Osasco.
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