da Folha Online
Caroline Kennedy, filha do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy (1961-1963), rompeu nesta sexta-feira o silêncio em torno da sua possível indicação para ser senadora pelo Estado americano de Nova York no lugar da ex-primeira-dama Hillary Clinton, que sai para assumir a Secretaria de Estado no governo de Barack Obama.
"Entrei nessa sabendo que teria de trabalhar duas vezes mais que qualquer outra pessoa. Eu sou uma escolha não-convencional", afirmou em entrevista à agência de notícias internacional Associated Press durante um jantar em Manhattan.
Don Heupel/AP
Caroline Kennedy, filha do presidente dos EUA John F. Kennedy, quer ser senadora
Kennedy decidiu falar sobre a vaga apenas dois dias depois de o jornal "The New York Times" ter publicado uma reportagem dizendo que o governador de Nova York, David A. Paterson, a quem cabe a responsabilidade de indicar o sucessor de Hillary, estaria "frustrado" por sentir que Kennedy age como se sua nomeação fosse certa.
Na entrevista, Kennedy afirmou que permaneceu calada diante das especulações sobre seu nome justamente por sentir que a decisão cabe apenas ao governador. "Eu estava tentando respeitar o processo. Não é uma campanha. Mas eu fui mal-interpretada. Se for escolhida, sei que deverei ser acessível."
Em defesa da sua própria candidatura, Kennedy disse que há "muitas formas de servir" e que suas conquistas como escritora, mãe e arrecadadora para as escolas públicas de Nova York a prepararam para o Senado.
Inspiração
Na entrevista, Kennedy citou o legado do pai como um dos motivos pelo qual decidiu tentar ser senadora. "Muitas pessoas se lembram do espírito que o presidente Kennedy evocava. Muitas pessoas olham para mim como alguém que tem aquele senso de possibilidade. Não estou dizendo que sou como ele, mas sim que aquele espírito com o qual eu cresci significa muito para mim."
Kennedy afirmou que a mãe, Jacqueline Kennedy Onassis, também lhe deu coragem para concorrer. "Eu acho que minha mãe deixou claro que é preciso viver a vida pelas próprias regras, sem se preocupar com o que as outras pessoas vão pensar, e que é preciso ter a coragem de fazer o inesperado."
"Entrar para a política é algo que as pessoas sempre me pediram. Quando a oportunidade [a saída de Hillary] surgiu, o que foi um tanto inesperado, eu pensei 'bem, talvez agora. Que tal agora?'", contou Kennedy aos repórteres.
Fonte: Folha Online
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