sexta-feira, dezembro 19, 2008

PF indicia mais cinco prefeitos

Ana Cristina Oliveira, da Sucursal Itabuna
Zeka/Agência A TARDE
Sérgio Alves, prefeito de Jussari, prestou depoimento na quinta
Mais 13 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes de fraudes em licitações e desvio de verbas federais foram ouvidas e indiciadas, na quinta-feira, 18, em Ilhéus, pela força-tarefa da Polícia Federal, que investiga prefeitos, servidores e empresários em 30 prefeituras de municípios do sul, extremo sul e sudoeste da Bahia. Entre os ouvidos estão cinco dos nove prefeitos para os quais a PF pediu prisão preventiva e foi negada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Logo no início da tarde, prestaram depoimento os prefeitos de Itapé, Pedro Jackson Brandão (PMDB); de Ibirataia, Jorge Abdon Fair (DEM); de Itapebi, Cláudio Henrique Ferreira de Carvalho; de Jussari, Sérgio Fontes Magalhães Alves (PR); de Gongogi, Milton Pereira Santos (PMDB), além do prefeito de Ubatã, Adailton Magalhães (PR), interrogado na quarta-feira, 17. Três prefeitos ainda serão ouvidos, um dos quais até ontem não havia sido localizado para receber a intimação.
Desde o início do interrogatório na sede da PF em Ilhéus, 43 pessoas prestaram depoimento, das quais 33 foram indiciadas por crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e formação de quadrilha e prevaricação. Calados – Na quinta, os prefeitos interrogados pouco disseram aos delegados da força-tarefa, porque, segundo seus advogados, ainda não tinham tido acesso ao processo e desconheciam o conteúdo da acusação. O chefe da delegacia da PF, Cristiano Barbosa Sampaio, disse que não iria polemizar, mas afirmou que vários advogados já pediram vistas no Tribunal Regional Federal, para ter acesso às informações. Ele afirmou que a investigação da PF não começou pelos prefeitos, mas seguindo o rastro do crime deixado pelas empresas, reais e de fachadas, que estavam cometendo irregularidade nos contratos e estavam recebendo. “Através delas, chegamos às 30 cidades baianas e aos prefeitos”, explicou o delegado. Segundo Cristiano, os 16 relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) deram as pistas para se chegar às prefeituras e aos prefeitos. As conversas gravadas mostram o envolvimento direto de alguns; por isso foi pedida a prisão preventiva deles. “Todos estão sendo chamados, porque temos convicção da participação deles nas fraudes, que prejudicou populações de municípios pobres, de no máximo 30 mil habitantes”, afirma o delegado. Ainda segundo Cristiano, apesar de só ter chegado a envolvidos graúdos nos pequenos municípios, isso não significa que os dos maiores, como Itabuna e Ilhéus, estejam a salvo, porque só essa semana foi iniciada a análise dos documentos, contratos e conteúdos da CPUs, recolhidos durante a Operação Vassoura-de-bruxa, deflagrada na sexta-feira passada. Cristiano Sampaio diz que não tem dúvidas de que, assim que for feita a análise desses contratos e de outros documentos, ver quem os assinou, checar a movimentação financeira e fazer o cruzamento de informações, vão aparecer novos criminosos, inclusive prefeitos que não foram listados entre as mais de 73 pessoas no início da operação.
Fonte: A Tarde

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