Vasconcelo Quadros
brasília. Um assessor parlamentar lotado na Secretaria Geral do Senado, Carlos Rudney Mattoso, que trabalhava como fotógrafo no gabinete da presidência, foi preso ontem pela Polícia Federal na operação que desmantelou a quadrilha que dominava o mais tradicional comércio de muamba de Brasília, a Feira dos Importados, conhecida como Feira do Paraguai - que funciona no Setor de Indústrias de Abastecimento (SIA), a cerca de cinco quilômetros do Palácio do Planalto.
Contratado pelo presidente licenciado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e mantido pelo interino Tião Viana (PT-AC), Rudney, segundo a polícia, utilizou cotas de correspondências dos gabinetes de dois deputados do PMDB de Alagoas, Olavo Calheiros (irmão de Renan) e Joaquim Beltrão para enviar produtos contrabandeados pelo grupo chefiado pelo libanês Ali Ismail Diab, que também foi preso ontem.
A Polícia Federal acompanhava as atividades do grupo desde o final do ano passado e, no decorrer das investigações, fez várias apreensões de produtos de informática e eletrônicos trazidos irregularmente do Paraguai para serem distribuídos a comerciantes da Feira do Paraguai e a consumidores de outros Estados. Nos últimos dois meses movimentou cerca de R$ 1 milhão em mercadorias. A ação desencadeada ontem, chamada Operação Sete Erros - uma referência aos sete CPFs adulterados usados pelo grupo para tentar driblar a polícia - resultou na prisão de 19 pessoas, entre eles nove libaneses da família Diab, e no cumprimento de 31 mandados de busca em apreensão. Foi apreendida uma grande quantidade de contrabando, 11 carros de luxo, cerca de R$ 270 mil, 12 mil folhas de cheque com valores preenchidos e interditados pelo menos 10 pontos de comércio na feira. O grupo recebia a proteção de um policial civil do Distrito Federal, Reinaldo de Barros Miranda, e contava com a indiferença do Governo do Distrito Federal, a quem caberia fiscalizar a origem dos produtos comercializados no local. Junto com o grupo foi preso também o empresário José Augusto Cardoso, dono de uma factoring que fazia as operações financeiras usando como fachada uma panificadora da capital.
Durante as investigações a Polícia Federal fez duas apreensões de mercadoria ilegal em poder de Carlos Rudney Mattoso. No total foram 10 Notebooks. Segundo a polícia, numa das ocasiões ele tentava enviar sete computadores a um comprador do Amapá, mas a operação foi interceptada. Ao ser preso ontem, a polícia encontrou na casa do assessor parlamentar em Brasília um revólver calibre 38. Ele foi indiciado por contrabando, facilitação de contrabando e posse ilegal de armas. Rudney disse à polícia que os parlamentares de cujo gabinete ele usava cotas de correspondência nada tinham a ver com suas atividades e nem sabiam do que ele fazia.
O deputado Joaquim Beltrão Siqueira disse que o assessor parlamentar, na verdade, prestava serviços de divulgação para toda bancada alagoana e que as autorizações para uso de cotas de correspondência foram dadas para que ele enviasse material de divulgação aos veículos de comunicação do Estado. O deputado Olavo Calheiros não quis dar declarações. Rudney, na verdade, prestava serviços de free-lancer a vários deputados e senadores. Ajudou como locutor várias campanhas eleitorais de diferentes partidos, entre os quais a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na disputa pelo segundo mandato, e do atual governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho. O presidente interino do Senado, Tião Viana, o demitiu ontem assim que a notícia de sua prisão foi divulgada.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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