Produtos eram vendidos ilegalmente e fora dos padrões sanitários nas feiras livres de Salvador
Alan Rodrigues
Uma ação conjunta do Ministério Público Estadual (MPE), vigilância sanitária, polícias Militar e Civil, apreendeu ontem carne, mariscos e laticínios vendidos ilegalmente e fora dos padrões sanitários nas feiras livres de Salvador. Ao todo, quatro feiras foram fiscalizadas e, em apenas uma delas, a de Itapuã, não foi encontrada nenhuma irregularidade. Toda a mercadoria apreendida foi destruída com desinfetante (creolina) e quatro pessoas foram detidas e levadas à delegacia do consumidor (Decon).
À frente da blitz estava a promotora de Defesa do Consumidor do Ministério Público Railda Suzart. Várias kombis da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp) acompanharam os policiais para fazer as apreensões. Uma viatura da Rondesp, da Polícia Militar, e outra da Decon, faziam as abordagens e conduções de detidos. Depois de Itapuã, o segundo local visitado foi a feira de Mussurunga I. Lá, foi apreendida uma quantidade de carne e detidos dois comerciantes, Dílson Cerqueira e Edvaldo Silva, que vendiam o poduto estragado.
A parada seguinte foi em Cosme de Farias, onde um desencontro do comboio impediu que a apreensão fosse maior. “Se a polícia não fosse tão lenta, dava para pegar mais gente em flagrante”, lamentou a promotora. O gerente de fiscalização da Sesp, Braz Pires, encontrou sinais de sangue em algumas barracas, indicando que ali estava sendo vendida carne clandestina, mas apenas uma pequena quantidade foi encontrada.
Na banca de George Pinho, 46, houve discussão. Ele vendia charque (carne salgada) e calabresa. Como já havia tido mercadoria apreendida em outra blitz, retrucou: “charque também? Da outra vez levaram todos os defumados, mas não levaram o charque”. A esposa dele, Elizete Correia, 39 anos, teve uma crise de hipertensão e precisou ser socorrida por populares. Depois de orientar o feirante a cobrir a carne com plástico, a promotora decidiu não autuá-lo nem apreender a mercadoria.
Já na saída da feira, Railda Suzart e a chefe do setor de alimentos da vigilância sanitária, Cristina Passos, pararam numa banca de queijos. Ali, a mercadoria estava coberta, mas elas questionaram a origem do alimento. Cristóvão de Oliveira Filho, 48 anos, disse que fabrica o próprio queijo, com leite que compra no interior do estado. “O senhor não pode fazer queijo para vender, coma se quiser, mas para vender não”, disse Railda Suzart, que anunciou a prisão de Cristóvão. Paralisado, ao lado das filhas, o comerciante despertou a clemência da promotora, que decidiu apenas apreender a mercadoria. Um dos populares, o vigilante Edvaldo Mendes, 46, protestou contra a ação dos fiscais e foi detido por desacato. “Estão dizendo que eu chamei eles de vagabundos, mas eu estava só comentando com os colegas que essa feira existe há 50 anos e a carne nunca matou ninguém”.
Fonte: Correio da Bahia
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