O Congresso Nacional, ao não votar as reformas política, eleitoral e partidária, “não atende aos reclamos da sociedade”, segundo avaliação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral Carlos Velloso. “Em todo lugar que eu vou, os jornalistas me fazem essa pergunta (sobre os danos da não votação das reformas) e os jornalistas representam a sociedade, de certo modo”, disse. Ministro aposentado do Supremo, Velloso esteve em Salvador ontem participar do Painel Unifacs, evento promovido pela instituição de ensino superior para comemorar 35 anos de funcionamento. Na noite de ontem, na Casa do Comércio, o ministro aposentado proferiu a palestra Reforma Política: voto distrital e reforma partidária.
Para Carlos Velloso, o voto distrital fortalece o partido, indo na mesma direção da decisão do Supremo que – provocado por mandados de segurança do Democratas, PSDB e PPS – determinou que os mandatos proporcionais pertencem aos partidos. “Isso (troca-troca de partidos) vem de longe. Acho que a decisão do Supremo foi moralizadora. O mandato é do partido, mas na minha opinião pessoal não há na legislação brasileira a perda de mandato”, afirmou. Porém, Velloso concordou que as decisões deste ano criaram essa previsão no ordenamento jurídico brasileiro.
Na palestra, Carlos Velloso defendeu a adoção do voto distrital misto, em que metade das vagas para deputado federal e estadual e vereador é preenchida votando-se em um representante por porção geográfica e o restante segue o modelo proporcional. “Aquilo que importa é que o eleitor vote no projeto, no ideário de um partido”, disse. O modelo mesclado é preferível, avalia o ex-presidente do STF, pelo hábito do brasileiro de preferir o político.
Carlos Velloso classificou a corrupção no Brasil de “uma erva daninha que precisa ser erradicada”. “O STF, ao receber a denúncia contra os 40 acusados de mensaleiros sinalizou de que é preciso haver moralidade”, disse. Para ele, a visibilidade adquirida pelo Supremo nos casos da fidelidade partidária e da denúncia contra os mensaleiros deve-se ainda à fraca atuação da Câmara. “Há uma morosidade por parte do parlamento, que não vota”, avalia, citando que já viu o deputado federal baiano José Carlos Aleluia (DEM) criticar o pouco volume de votações na Câmara sem ser rebatido por deputados que presenciaram o desabafo.
Fonte: Correio da Bahia
Em destaque
Salvador recebe Reality by Bahia Gospel Festival nesta terça -feira (16)
Salvador será palco, nesta terça -feira (16), da mais uma edição do Reality by Bahia Gospel Festival, projeto que vem revelando novos talent...
Mais visitadas
-
A coluna Na Mira do Metrópoles acompanhou duas madrugadas de sedução, cifrões elevados dos políticos para o “sexo premium” | PINTEREST ...
-
. Nota da redação deste Blog - Que Deus dê todo conforto, força e serenidade para enfrentar este luto.
-
blog em 7 abr, 2026 3:00 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a ...
-
Os tecnocratas fizeram uma 'lavagem verde' nas suas reputações por meio do compromisso publicamente proclamado com o chamado desenvo...
-
Os tribunais supremos servem à República, não à democracia. Quem serve à democracia são os políticos eleitos pelo povo. Distinção é necessár...
-
Por Coisas da Política GILBERTO MENEZES CÔRTES - gilberto.cortes@jb.com.br COISAS DA POLÍTICA Quem cala consente? ... Publicado em 25/02/2...
-
Compartilhar (Foto: Assessoria parlamentar) Os desembargadores do Grupo I, da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Sergip...
-
Intercept Brasil < newsletter.brasil@emails.theintercept.com > Cancelar inscrição seg., 22 de set., 19:25 (há 11 horas) para mi...
-
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL N. 0600425-35.2024.6.05.0051 – JEREMOABO – BAHIA RELATOR: M...