CURITIBA - Patrono da cirurgia plástica no Brasil, o professor Ivo Pitanguy fez um apelo ontem, no 44º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que se realiza em Curitiba (PR), para que não haja banalização do procedimento.
Segundo ele, evitar a banalização é possível com um contato bem próximo entre o médico e o paciente, qualificado por ele como um "contato mágico". "O médico não deve trair essa magia, deve explicar o que vai fazer, e acho que devemos não operar aqueles que nós sentimos que não compreenderam", disse.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Osvaldo Saldanha, essa questão é uma das que mais preocupam as entidades representativas dos médicos. "Defendemos que a população tenha atendimento especializado e, no entanto, há uma invasão muito grande de médicos não qualificados em diversas especialidades, inclusive a cirurgia plástica", salientou. "É preciso ter muito cuidado, tem que saber procurar o profissional, saber se é mesmo especialista, consultar médicos amigos da família e pacientes."
Para ele, uma das referências do profissional sério é saber o que ele está prometendo ao paciente. "A cirurgia plástica é séria, não pode operar e ir para festas, existe riscos, tem que operar em lugares capacitados para ter uma cirurgia de boa qualidade", afirmou.
Para que haja maior compromisso entre médico e paciente, a SBCP passa a colocar à disposição dos cerca de 4 mil associados um protocolo padronizado, que deve ser assinado por ambos. Nesse protocolo serão discriminados todos os procedimentos da cirurgia, desde o pré até o pós-operatório, inclusive com os cuidados que o paciente deve tomar.
"É importante para que o paciente saiba que é atendido por um profissional e esse vai lhe dar as informações precisas", disse. Pitanguy defendeu o direito de todas as pessoas de procurar a satisfação emocional com o bem-estar de seu corpo ou a correção de alguma deformidade. Mas alertou que o profissional precisa estar preparado para sentir se o desejo do paciente realmente trará essa satisfação. "O narcisismo é para um médico psicoterapeuta", acentuou. "Quando chega para fazer determinada cirurgia não indicada, o médico precisa conversar e encaminhá-lo para quem for indicado."
Por isso, ele aconselha que os pacientes procurem cirurgiões que tenham feito a especialização e possuam uma formação ética profunda. "O cirurgião plástico tem que ser um grande médico e não apenas um robô", acentuou.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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