Buenos Aires. A presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, chega hoje ao Brasil para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de fortalecer a relação bilateral entre os países a três semanas de sua posse.
A primeira-dama estará acompanhada do chanceler Jorge Taiana e do ministro do Planejamento Federal, Julio de Vido, ambos confirmados no futuro gabinete. Cristina irá a Brasília, onde também se reunirá com diretores da Petrobras e outros investidores brasileiros. A estatal acaba de descobrir uma gigantesca jazida petrolífera na plataforma submarina da Bacia de Santos.
- Nossas relações com o Brasil são muito boas, e o fato de ter escolhido o país como o primeiro destino é algo simbólico - afirmou Taiana.
Cristina, que toma posse que no dia 10 de dezembro como presidente da Argentina, após o fim do mandato de seu marido, Néstor Kirchner, ficará menos de 24 horas no Brasil. Fontes governamentais informaram que a questão energética estará na agenda, já que os dois países tentam garantir o abastecimento de gás e eletricidade nos próximos meses.
Os porta-vozes afirmaram também que Cristina e Lula falarão sobre as trocas comerciais entre os dois países e as estratégias para fortalecer estas operações na região. Serão analisados mecanismos para fortalecer o desenvolvimento do Mercosul - integrado por Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai - e a futura adoção das moedas locais para as transações do bloco.
Taiana destacou que Argentina e Brasil querem conseguir "avanços rápidos" no abandono do dólar como moeda de intercâmbio comercial entre ambos os países; o comércio bilateral representa para a Argentina 24 bilhões de pesos anuais (7,6 bilhões de dólares).
Estima-se que o ingresso da Venezuela no Mercosul - uma questão que ainda causa polêmica na região - estará presente na agenda do encontro. É comentário geral que tanto a Argentina quanto o Brasil têm interesse em que a adesão da Venezuela se concretize no prazo mais rápido possível, porque isso teria um impacto favorável na segurança energética de toda a região.
Fontes oficiais asseguraram que o convite ao Brasil foi feito por Lula depois que Cristina Kirchner venceu as eleições gerais de 28 de outubro, com 45,29% dos votos. Os freqüentes encontros foram considerados pelos analistas como uma prova do apoio de Lula à gestão do presidente Kirchner e uma aposta na continuidade de suas políticas.
Fonte: JB Online
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