A atuação das Forças Armadas na segurança do Rio de janeiro deve começar dentro de duas semanas. A estimativa foi feita pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ontem, no Rio. Segundo ele, o anúncio oficial da data será feito pelo Ministério da Defesa, que analisa desde quarta-feira o plano operacional da Secretaria de Segurança estadual, aprovado pela Justiça depois de alguns ajustes.
"O plano já me foi apresentado. Eu examinei, aprovei e remeti ao ministro Valdir Pires, que vai consultar os comandantes das três Forças para verificar as condições operacionais que vão implementar", declarou Tarso. Isso deve ocorrer "a partir, provavelmente, da semana que vem ou da seguinte", completou. "Eles é que têm que definir".
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, o papel das Forças Armadas na segurança do Rio será apenas de suporte e não inclui ações de enfrentamento ou perseguição de bandidos. Os militares vão cobrir locais estratégicos e dar, por exemplo, apoio logístico, liberando as polícias para o combate ao crime.
"A posição do Ministério da Justiça é de um suporte residual das Forças Armadas, sem nenhuma atuação que implique enfrentamento, já que esse papel é das polícias. A idéia é desonerar as polícias de algumas atividades, como por exemplo a troca de turnos, feita com viaturas de policiamento ostensivo. Se as Forças Armadas nos derem a logística com caminhões, ônibus ou qualquer outro veículo, vamos ter mais policiamento ostensivo".
O secretário não informou o número de militares, pois a definição está a cargo da Defesa. Mas destacou a atuação de outros efetivos, como Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, que vão trabalhar pela segurança durante os Jogos Pan-Americanos, em julho.
Segundo ele, 400 homens da Força Nacional já estão no Estado do Rio e cerca de outros 400 devem chegar nos próximos dias, cumprindo um cronograma progressivo que atingirá o pico durante a competição. "A partir de agora até o Pan, vamos cumprir um cronograma continuado de desembarque até chegarmos aos 6 mil homens só da Força Nacional, além de 3 mil policiais federais, mil policiais rodoviários federais e alguns reforços e especialistas na área de polícia técnica e polícia civil que serão trazidos de outros estados".(Com Agência Brasil)
Fonte: Tribuna da Imprensa
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