quinta-feira, outubro 31, 2019

Em depoimento à CPMI das Fake News, Frota diz que Carlos Bolsonaro coordena milícias digitais


Segundo Frota, Bolsonaroo o repreendeu por ter atacado Queiroz
Danielle Brant
Folha
Em depoimento na  Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News nesta quarta-feira, dia 30, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) disse ter recebido uma ligação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) momentos após discursar no plenário da Câmara defendendo a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.
A conversa teria ocorrido no dia 14 de fevereiro deste ano. Na manhã daquele dia, Frota subiu ao plenário e disse: “Eu também quero o Queiroz preso, e aí?”. A declaração se deu em meio a críticas a partidos de oposição como PT e PSOL. O deputado concluiu o discurso com a frase: “E vou falar que laranja podre, no PSL, será esmagada”. Nesta quarta-feira, Frota disse que, logo depois do discurso, recebeu uma ligação do presidente.
DESAFIADO – O deputado afirmou que decidiu falar sobre Queiroz no plenário após o que qualificou como provocação do líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS). “Ele aponta para o meio do grupo do PSL e fala: ‘Quero saber se vocês, depois de todas as notícias sobre o tal do Queiroz, se alguém vai subir e vai pedir a prisão do Queiroz’”, contou o congressista.
“Subi e pedi a prisão do Queiroz. Meu telefone tocou, era Jair Bolsonaro reclamando que eu teria no plenário pedido a prisão do Queiroz”, prosseguiu Frota, que autorizou a quebra de seu sigilo telefônico para comprovar a existência do diálogo. O deputado disse que, na sequência, o filho mais velho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o abraçou e disse: “Papai ficou chateado com você por você ter se expressado dessa maneira aqui no plenário”.
Em outro episódio, afirmou o deputado, Bolsonaro teria puxado Frota pelo braço em um evento e pedido para ele “calar essa matraca”. A cena foi registrada em vídeo, segundo o congressista. Queiroz é pivô da investigação que foi conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, sobre lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete de Flávio no período em que ele foi deputado estadual.
CASO MARIELLE – Frota também comentou reportagem do Jornal Nacional divulgada na terça-feira, dia 29, com base no depoimento de um porteiro do condomínio onde o presidente tem casa no Rio.
Segundo reportagem, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em março de 2018, disse na portaria que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal, no dia do crime. Os registros de presença da Câmara dos Deputados, no entanto, mostram que Bolsonaro estava em Brasília nesse dia.
Nesta quarta-feira, o MP do Rio de Janeiro disse que há contradição no depoimento e a entrada teria sido autorizada por Ronnie Lessa, suspeito de executar a vereadora e o motorista.
“ESTARRECIDO” – “Fiquei estarrecido como todos. O Rio de Janeiro é minha cidade, cidade maravilhosa, as pessoas dizem ‘nossa, como o Rio é pequeno’. Eu jamais iria imaginar que o suspeito de matar Marielle morasse dentro do condomínio do Bolsonaro. Não poderia imaginar que o filho namorou a filha do Ronnie Lessa, sargento aposentado da Polícia Militar acusado pela morte da política”, disse.
“A pergunta que não quer calar é: quem atendeu o interfone com a voz parecida e autorizou o carro a entrar? Quem? Essa é a pergunta que queremos saber”, disse Frota na CPMI.
IMPULSIONAMENTO – Ainda na CPMI, Frota disse que Bolsonaro e filhos discutiram, durante um almoço, impulsionamento de publicações pelo Facebook durante a campanha eleitoral de 2018. Frota disse que, além dele, também participou do encontro o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), líder do partido na Câmara.
O congressista afirmou que o almoço ocorreu após uma palestra do presidente. “Nesse dia, houve ali uma discussão entre o Carlos [Bolsonaro] e o Flávio, entre o Carlos e o Bolsonaro sobre impulsionamento de Facebook. Não falaram em Twitter. Não falaram em Instagram. Falaram em impulsionamento de Facebook”, disse.
Em uma série de reportagens desde outubro do ano passado, a Folha revelou a contratação durante a campanha eleitoral de empresas de marketing que faziam envios maciços de mensagens políticas, usando de forma fraudulenta CPFs de idosos e até contratando agências estrangeiras.
DISPAROS – A primeira reportagem mostrou que empresas estavam interferindo nas eleições de 2018 ao comprar pacotes de disparos de mensagens contra o PT no WhatsApp. A disseminação funciona por meio do disparo a números de celulares obtidos por agências.
Segundo Frota, o quartel-general da campanha de Bolsonaro à Presidência era a casa de Paulo Marinho, empresário do Rio de Janeiro que foi um dos principais articuladores da candidatura do capitão reformado. Teriam sido usados os serviços de uma empresa de marketing, a M4.
IDEALIZADOR – “Acho que é de grande relevância a informação do próprio Paulo Marinho, que foi um idealizador ali da campanha do Bolsonaro, que geriu ali a campanha, um gerente da campanha”, disse.
O deputado também foi questionado se avaliava que o suposto esquema de “rachadinha” envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, poderia ter sido usado para financiar as milícias digitais que defendem o presidente. “Tudo leva a crer que sim, as investigações caminham para isso, mas ajudou a desestruturar a base do governo, o PSL, o meu ex-partido”, afirmou.
PERFIS FALSOS – Na sessão de quase seis horas, Frota falou ainda sobre os perfis falsos em redes sociais. “Recentemente, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) declarou que existem 1.500 perfis falsos. Acredito que tenha até mais. Acredito que tudo isso que vem acontecendo fere a lei 1.079, que trata do crime de responsabilidade do presidente da República”, afirmou.
Frota sugeriu ainda que os “terroristas virtuais” são pagos com dinheiro público para promover linchamentos nas redes sociais. Aos deputados e senadores que compõem a CPMI, Frota afirmou que o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) seria o responsável por coordenar as milícias digitais que atuam nas redes sociais em defesa do presidente.
“Vem de dentro do Palácio [do Planalto] os três personagens que vieram das redes bolsonaristas, que tiveram oficializada a rede de ataque em ambiente público”, disse, em referência a Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz, grupo de assessores que integrariam o chamado “gabinete da raiva”.
O COORDENADOR – “Quem coordena? Carlos Bolsonaro, realizando reuniões, disparando via WhatsApp os seus comandos”, disse Frota. A sessão da CPMI foi marcada por momentos de tensão. Logo no início, um grupo de dez jovens, alguns com broches do  Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), começou a gritar frases contra Frota enquanto o deputado falava sobre o uso de milícias digitais durante a campanha eleitoral de 2018.
Mais tarde, com quase três horas de sessão, Frota e o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e líder do PSL na Câmara, trocaram farpas. Eduardo afirmou que a presença do ex-colega de partido era um “escárnio com a sociedade brasileira” e perguntou ao deputado do PSDB o que passava por sua cabeça.
“O que passa pela minha cabeça só interessa a mim, não a você”, respondeu o parlamentar convidado. Eduardo rebateu e afirmou que Frota era “menos promíscuo quando fazia filme pornô”. “E o senhor assistia muito, né?”, retorquiu Frota. Eduardo deixou a sessão pouco após o discurso e foi chamado de “neném” e “mimado” pelo ex-colega.

FAKE NEWS – Mais cedo, Frota acusou a deputada Bia Kicis (PSL-DF) de espalhar fake news ao disseminar um vídeo em que um suposto integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs ) faria ameaças ao presidente Bolsonaro e se dirigiria ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “comandante”.
A parlamentar respondeu: “Não postei fake news, postei uma notícia enganosa.” Ao fim, o deputado conversou com jornalistas. Ele avalia que cumpriu seu papel na CPMI.
“Consegui mostrar aqui que existem essas milícias atacando, assassinando as reputações, destruindo nomes, interferindo em processos.”Frota disse não ser favorável à censura, mas defendeu a responsabilização de quem realiza ataques que atrapalham o dia a dia do Congresso. “O Brasil inteiro sabe que nós estamos passando por essa guerra virtual, esse apedrejamento digital”, criticou.

Procure o Procurador da Prefeitura de Jeremoabo e seu conluio

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Prezada, o dinheiro que está faltando para o transporte de seus filhos, está sendo pago para o Procurador da Prefeitura de Jeremoabo, que está ganhando sem trabalhar.
O procurador e seu conluio não tem hora para chegar na prefeitura, só trabalhado no dia que quer, e ainda tem direito a alimentação e combustível, pago com o dinheiro que está faltando para seus filhos e os alunos da Zona Rural.
É tirando do povo de Jeremoabo, para o pessoal da República de Paulo Afonso.

Me aguardem, 2020 está próximo. Com a fé em Deus

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Tenho acompanhado com toda atenção e respeito as pastagens desse grande jornalista de caráter de ética profissional, de aptidão e muita dignidade e responsabilidade no que escreve falo de DEDE Montalvão. O que me revolta é que ouvir do próprio Gestor Municipal dizer que em Jeremoabo não tem ninguém com conhecimentos, com competência, com sabedoria para exercer cargos na Prefeitura. Isto quis justificar em atender o pedido do político de Paulo Afonso para nomear os afilhados dele na Prefeitura de Jeremoabo. O povo de Jeremoabo precisa ser tratado com justiça e respeito. Me aguardem, 2020 está próximo. Com a fé en Deus. Abraços.

Nota da redação deste Blog - O cidadão que enviou essa mensagem um pouco exagerada quando se refere a meu respeito, foi um dos batalhadores que muito trabalhou ajudando o hoje prefeito Deri. tanto na sua campanha, quanto antes, no tempo das vacas magras.

Separei um trecho para comentar o mesmo: O que me revolta é que ouvir do próprio Gestor Municipal dizer que em Jeremoabo não tem ninguém com conhecimentos, com competência, com sabedoria para exercer cargos na Prefeitura. Isto quis justificar em atender o pedido do político de Paulo Afonso para nomear os afilhados dele na Prefeitura de Jeremoabo."
Talvez após a leitura do que irei comentar o companheiro passe uma esponja na sua revolta e, até em parte concorde com o gestor Deri do Paloma.

É comentário geral fora do município, que o povo de Jeremoabo, é um povo alegre, hospitaleiro, festeiro e honesto. as exceções quanto a honestidade são mínimas.
Talvez tenha sido essa a razão, o motivo que levou  o prefeito Deri Do Paloma a se expressar com tamanha enfase e euforia, pois o povo de Jeremoabo tem competência e precisa de emprego, porém, com uma exigência, trabalhar com competência para receber o seu sagrado e suado salário concernente a um trabalho com dignidade e honestidade.
Os jovens, os cidadãos filhos de Jeremoabo abrem mão e declinam essa sabedoria de ser fantasma, de receber o salário sem  comparecer ao recinto de trabalho, de tirar o pão da boca dos filhos dos garis, tirar a saúde, a educação, a água do povo, em benefício povo, como usufruir de restaurante e combustível de forma ilegal e imoral.
O povo de Jeremoabo é cristão respeita os mandamentos da Lei de Deus, não tem coragem de fraudar licitações para beneficiar quem quer que seja, portanto, é aconselhável que o prefeito continue excluindo o povo de Jeremoabo e agracie o Procurador e seu conluio da República de Paulo Afonso, pois estão  no lugar certo e com a pessoa certa.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA É CRIME MORAL E CONTRA A HONRA DO CIDADÃO!

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Por: Marcelo do Sindicato

A perseguição política é um dos sentimentos mais canalhas e covardes da humanidade. Sentimento que é atribuído a pessoas fracas e de caráter duvidoso. Moralmente baixas e que fazem uma opção de vida para humilhar, rebaixar, oprimir, abater e ferir pela soberba, pela cobiça e pela ganância outrem.
Uma chaga da humanidade! Um crime “moral “! O que  motiva uma pessoa a perseguir outra? O que ela pensa? Na verdade não se torna perseguidora e nem pensa nada sobre. As consequências nefastas da perseguição. Nasce com uma deficiência de caráter. Tem consciência plena de que é assim que deseja ser na vida . E traça a sua própria linha de personalidade com a “senha diabólica “ que lhe convier.
A perseguição tem muitas variáveis. Uma delas é fruto do egoísmo. A pessoa egoísta acha que o mundo foi criado pra ela . Daí persegue uma pessoa ou varias pessoas. O sentimento de prazer a dor do outrem é intenso. Sua arma é silenciar, e aparecer disfarçado, que mal nenhum fez ou faz a ninguém. Com cara de santo sacana.
No campo espírita o “maligno” acompanha a pessoa perseguidora. Justamente pela mania de grandeza dela. Da leitura cristã colhemos uma passagem atribuída a Lúcifer : “ La eu sou duro e covarde! Perseguidor do fraco servil do forte. Impiedoso invejoso e injusto por natureza. Assim são os invejosos, ainda que a natureza os tenha amaldiçoado”.
Resumidamente, a perseguição objetiva a busca pelo “delito moral” contra a uma ou determinadas vítimas, muitas das quais indefesas ou sem condições para se defender. Enquanto a humilhação, enquanto a pessoa perseguida não estiver no chão, a perseguidora não haverá satisfação.
Infelizmente não evoluímos no âmbito do direito penal para punir a perseguição política como “ crime moral”. Ainda que, hoje exista um sem número de “mortos-vivos” vitimados por esse câncer que corrói vidas.
Acompanhado a entrevista do senhor secretário de agricultura de nosso município, ele que é pupilo e capitaneado pelo o atual prefeito de Jeremoabo/ BA, que infelizmente encontra- com sua administração fracassada e mergulhada em varias denúncia de corrupção. Este mesmo “secretário” de forma arbitrária e covarde, fez ataques no decorrer de sua entrevista na rádio local, ao sindicato dos trabalhadores rurais de Jeremoabo/BA. Queria dizer a esse Cidadão que, quer ser dono do mundo, que nós que fazemos o sindicato dos trabalhadores rurais de Jeremoabo/BA, não temos nada contra a sua pessoa, pelo contrário sentimos pena de seu despreparo e arrogância. A sua fala não irá mudar em nada no que se refere aos nossos trabalhos diários que prestamos a mais de quarenta anos ao povo da zona de nosso município, e isso já dá para provar que conquistamos o nosso espaço sem tentar o roubar o espaço de quem quer que seja. Senhor secretário liberte-se do seu ódio e de sua inveja visível a olho nu. Quando poder faça uma pesquisa bíblica e lá você irá ficar a par da razão de “Caim ter matado o seu irmão Abel”. Cometendo assim o primeiro crime da humanidade. Pense nisso!

Nota da redação deste Blog - Presado Marcelo, já que vocês falou em perseguição, não irei comentar essa sua matéria, porém, transcreverei algo importante emora um pouco longo, é um bom ensinamento.



Violência é um sinal de fraqueza e desespero


"  Violência não é um sinal de força. É um sinal de fraqueza e desespero”. Essa frase do Dalai Lama é simplesmente magnífica e tem muito a nos ensinar. Quero lhe levar a refletir um pouco sobre ela junto comigo.

Se você prestar atenção, todas as pessoas que são violentas estão com sentimentos de raiva que foram acumulados e acabaram explodindo. Existem as pessoas que explodem rapidamente e outras que levam mais tempo, mas sempre a raiva externalizada começou no interior de todas elas.
O próprio Dalai Lama sempre fala isso, não há problema nenhum em sentir raiva, é um sentimento que faz parte do ser humano. O grande problema está em se APEGAR À RAIVA. O grande exercício de autoconhecimento com relação à raiva é deixar que ela venha, passe pela gente e depois vá embora da mesma forma que chegou, como se fosse uma nuvem passageira.
Porém, não é do dia para a noite que essa mudança acontece, é preciso haver um mergulho para dentro de si mesmo, no intuito de melhorarmos como um todo, diminuirmos nossos defeitos e reforçarmos nossas qualidades.
Veja o exemplo do Dalai Lama! Ele tem autoridade para falar sobre isso porque já venceu essa barreira há décadas. Ele dedicou toda a sua vida à busca da sabedoria e das vivências dos princípios budistas. Eu me inspiro demais nele e o tenho como uma das minhas principais referências.
Um dos grandes exercícios que ele ensina para que deixemos de ser violentos e comecemos a nos tornar pessoas pacificadas é a COMPAIXÃO, quando eu procuro olhar para o outro com olhos de compaixão, eu sinto a sua raiva interna e consigo entender que a reação de raiva surgiu das muitas dores carregadas em seus corações, então eu retribuo essa raiva e violência com o bem e com o amor.
No cerne desse ensinamento está a belíssima frase de Jesus: “Quando alguém lhe bater na face esquerda, oferece-lhe a outra face”.
Eu fico impressionado no quanto essa mensagem tão profunda de Jesus foi distorcida ao longo dos anos. Na mente das pessoas violentas, esse comportamento é visto como COVARDIA, ou SUBMISSÃO. Percebe como elas não entenderam nada?
Essa reação que Jesus nos ensina é, na realidade, pura sabedoria. O que significa oferecer a outra face? É retribuir o mal com o bem, retribuir a violência com paz, com carinho, com compaixão, entende? Essa era a outra face que Jesus queria que nós oferecêssemos, e não a face do rosto. Ele falava através de metáforas e as pessoas que interpretam suas palavras “ao pé da letra” jamais compreenderão a profundidade dos seus ensinamentos universais.
Antes de concluir, quero falar sobre uma coisa que eu ouvi outro dia e tem tudo a ver com essa sabedoria. Era sobre a filosofia presente nas ARTES MARCIAIS.
Todas elas são extremamente antigas e boa parte surgiu no Oriente como práticas de autoconhecimento e crescimento humano. Infelizmente, por estarmos no Ocidente, com uma cultura voltada para a COMPETIÇÃO, as artes marciais são vistas como práticas de defesa pessoal, ou seja, é uma distorção sem medidas da essência dessas artes milenares.
Na palestra que eu ouvi e falava sobre isso, a palestrante falava sobre os mestres faixa preta. Aqueles que aprendem todas as técnicas, mas acima de tudo, a SABEDORIA, se comportam com serenidade e paz. Se aparece uma pessoa violenta com vontade de brigar, o que eles fazem? Usam o poder do DIÁLOGO.
Eles se fazem de bobos, como se fossem os mais fracos. Eles dizem mais ou menos assim: “Meu amigo, não vamos brigar. Eu sou um cara da paz, conversando tudo dá certo…”.
Mas por que eles se comportam assim? Porque sabem o perigo que é eles utilizarem todas as técnicas aprendidas com perfeição que podem facilmente nocautear o adversário ou podem até mesmo matá-lo. É uma arma poderosíssima que eles têm em mãos e sabem que precisa ser utilizada com sabedoria, para o bem das pessoas.
Um mestre em qualquer arte marcial pode facilmente nocautear um grupo de 10 a 12 pessoas. Mas eles fazem o contrário, se fazem de fracos para se tornarem ainda mais fortes interiormente.
Muito interessante essa compreensão, não acha? Pois é! Portanto, que essa breve reflexão leve você a pensar sobre suas atitudes e busque internalizar essa sabedoria. A fortaleza nasce e cresce dentro da gente, e não do lado de fora, não na forma de violência, a fortaleza interior cresce com o amor, a sabedoria e a compaixão"…

Oposição se mobiliza para pedir cassação de Eduardo Bolsonaro após defesa de "novo AI-5" | Revista Fórum

"O Brasil não vai aceitar a ditadura da milícia", declarou a deputada Sâmia Bonfim ao anunciar que o PSOL irá acionar o STF e pedir a cassação de Eduardo Bolsonaro na Câmara por defender a volta do AI-5. PT, PCdoB e PSB também podem se juntar na ação.

Promotora Bolsonarista tirou foto com deputado que quebrou placa de Marielle Franco

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No condomínio de Bolsonaro, ligações da portaria são feitas para telefones celulares ou fixos

"O porteiro do depoimento está de férias. Mas moradores do condomínio foram, por conta própria, conversar com os demais porteiros. E eles garantiram que a ligação foi feita para Bolsonaro mesmo"

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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