terça-feira, dezembro 09, 2025

ABI REPUDIA AGRESSÃO A JORNALISTAS E PARLAMENTARES E O DESLIGAMENTO DO SINAL DA TV CÂMARA

 

ABI REPUDIA AGRESSÃO A JORNALISTAS E PARLAMENTARES E O DESLIGAMENTO DO SINAL DA TV CÂMARA


09/12/2025


A Câmara dos Deputados viveu, nessa terça-feira (9), cenas nunca vistas, nem nos piores tempos da ditadura militar.

Por determinação do presidente Hugo Motta, a Polícia Legislativa retirou com violência da Mesa da Câmara, o deputado Glauber Braga, que protestava contra a cassação de seu mandato. Mais grave do que isso, desligou o sinal da TV Câmara e expulsou, também com violência, os jornalistas do plenário.

A Associação Brasileira de Imprensa, que nos seus 117 anos de existência sempre lutou em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, repudia com veemência o cerceamento ao trabalho da imprensa, num atentado à liberdade de imprensa e ao direito de informação da população brasileira, bem como as agressões físicas a profissionais da imprensa e a parlamentares.

Mais do que isso, exige explicações do presidente da Câmara, Hugo Motta, e a sua responsabilização direta pelas agressões aos jornalistas, parlamentares e servidores, pelo desligamento do sinal da TV Câmara e pelo cerceamento do trabalho desses profissionais.

Com essas atitudes violentas e autoritárias, Hugo Motta perde todas as condições políticas de continuar presidindo a Câmara dos Deputados.

Esse foi o mais grave atentado à liberdade de imprensa, exatamente na Casa que deveria ser a defensora da democracia.

A ABI também se solidariza com os profissionais agredidos, bem como com os parlamentares, especialmente o deputado Glauber Braga, e servidores.

Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2025

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA


Nota da Redação Deste Blog -

CÂMARA DOS DEPUTADOS AO VIVO! CONFUSÃO EM VOTAÇÃO PARA DIMINUIR PENA DE ...

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CÂMARA DOS DEPUTADOS AO VIVO! CONFUSÃO EM VOTAÇÃO PARA DIMINUIR PENA DE BOLSONARO


 

Estratégia de Vorcaro tentou empurrar caso Master para Nunes Marques


Equipe de Vorcaro acionou manobra jurídica

Malu Gaspar
O Globo

A reclamação dos advogados de defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que fez com que a investigação fosse parar no gabinete de Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedia inicialmente que o processo fosse para outro ministro: Kassio Nunes Marques, relator da Operação Overclean, que apura um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos na execução de emendas parlamentares. Os advogados alegaram conexão com as duas apurações.

Em uma análise preliminar, a Presidência do Supremo, porém, considerou que o caso Master não tinha ligação com a Overclean e determinou o sorteio eletrônico entre os integrantes da Corte. Com isso, a reclamação foi enviada a Dias Toffoli, que decidiu colocá-la sob sigilo.

FORO – A defesa de Vorcaro alegou ao Supremo que a Justiça Federal de Brasília não era o foro competente para cuidar das investigações por conta de um contrato imobiliário apreendido pelos investigadores que menciona uma empresa do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

O argumento utilizado para tentar mandar o caso Master para Nunes Marques foi que, “de acordo com notícias jornalísticas”, Bacelar também seria investigado pela Overclean. A defesa menciona uma reportagem publicada pelo site Bahia Notícias, intitulada “Com prefeito afastado pela Overclean, Boquira recebeu mais de R$ 8 mi em emendas parlamentares”.

A reportagem, publicada em junho de 2025, faz uma única menção a Bacelar para informar que ele está entre os parlamentares que destinaram recursos ao município – R$ 575 mil via emendas pix.

EM SIGILO – “O reclamante [Vorcaro] não conhece detalhes das investigações da Operação Overclean, cujos autos estão em sigilo, mas aparentemente existem instrumentos jurídicos referentes a operações comerciais similares (operações imobiliárias), com registros encontrados de forma semelhante em cumprimento de medidas de busca e apreensão, e investigados comuns, o que sugere uma possível correlação dos feitos”, alega a defesa.

Segundo fontes ligadas à Overclean ouvidas pela equipe da coluna, a alegação do time jurídico do dono do Banco Master, formado por oito escritórios de advocacia, não confere. Embora Bacelar tenha de fato enviado emendas para Boquira, cidade que teve o prefeito preso na operação por desvio de recursos, o deputado não é investigado, pelo menos por enquanto.

Mesmo assim, a tese encontrou respaldo de Toffoli, que determinou na última quarta-feira (3) que o foro competente para cuidar do caso é o STF. Com isso, qualquer nova medida que venha a ser tomada no âmbito da investigação, como a quebra de sigilo e a autorização de novas operações policiais, só pode ser tomada por ele.

DESPACHO – “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, conforme inclusive já noticiado pela mídia formal, fixada está a competência da corte constitucional”, escreveu Toffoli em seu despacho de apenas três páginas, sem mencionar a que notícia se referia.

“Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior.” No mesmo despacho, decidiu manter o sigilo decretado sob a alegação de “evitar vazamentos que obstaculizem as investigações”.

CONEXÕES –  Toffoli tem ligações com o Master. No ano passado, Toffoli participou de um evento patrocinado pelo banco – o I Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado por uma empresária bolsonarista que já criticou “cidadãos de toga” e o “canetaço” do Supremo Tribunal Federal.

Além dele, também participaram do evento outros ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes – cuja mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, foi contratada pelo Master.

DESPESAS – Na época, os ministros do Supremo silenciaram sobre quem bancou as despesas com hospedagem e passagem de avião para participar do evento, realizado no luxuoso hotel The Peninsula, próximo do Palácio de Buckingham, com diárias que custam cerca de R$ 6 mil.

O STF informou que a livre distribuição é o caminho natural dos processos e que a análise preliminar da presidência constatou que não havia prevenção a Nunes Marques. Já a defesa de Vorcaro não se manifestou. O espaço segue aberto.

Motta diz que Câmara vota redução de penas da trama golpista nesta terça

 

Motta diz que Câmara vota redução de penas da trama golpista nesta terça

Por Carolina Linhares e Raphael Di Cunto, Folhapress

09/12/2025 às 13:13

Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados/Arquivo

Imagem de Motta diz que Câmara vota redução de penas da trama golpista nesta terça

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) no plenário da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), decidiu que o projeto de redução de penas relatado pelo deputado Paulinhop da Força (Solidariedade-SP) será votado nesta terça-feira (9) pelo plenário. Motta comunicou a decisão aos líderes partidários durante reunião no início da tarde.

A anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos presos por participação nos ataques às sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023 foi um dos temas mais importantes na Câmara meses atrás. Depois, uma redução de penas, sem perdão completo, passou a ser debatida em seu lugar. Mas mesmo essa ideia havia perdido força nas últimas semanas.

O relator disse, nesta segunda-feira (8), que a pressão de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela anistia completa, vista por alguns políticos como chantagem, não muda nada na proposta.

"O pessoal do PL voltou a falar nessa história de anistia", disse ele. "No meu relatório não tem anistia. Anistia zero. O que tem é redução de penas", declarou o deputado.

O parlamentar e o presidente da Câmara negociavam há semanas a votação do projeto, sob a condição de que os bolsonaristas se comprometam a não tentar converter a redução de penas em anistia durante a deliberação.

Pré-candidato ao governo da Paraíba com apoio da família Bolsonaro, o senador Efraim Filho (União Brasil) afirmou também na segunda que o lançamento da candidatura de Flávio reacendeu o debate sobre a anistia, mas que os presidentes da Câmara e do Senado e que a pauta "tem um apoio significativo, não dá para avaliar ainda se é majoritário".

Politica Livre

CCJ aprova sabatina de Otto Filho, indicado ao TCE, para esta quarta

 

CCJ aprova sabatina de Otto Filho, indicado ao TCE, para esta quarta

Por Redação

09/12/2025 às 13:20

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de CCJ aprova sabatina de Otto Filho, indicado ao TCE, para esta quarta

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, para esta quarta-feira (10), às 10h, uma reunião extraordinária para apreciação da indicação do deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE).

A sabatina foi aprovada por unanimidade nesta terça (9), durante reunião ordinária do colegiado, no mesmo encontro em que o deputado Vitor Bonfim (PV) foi designado como relator da matéria. No entanto, a confirmação da sabatina e da votação do parecer para o dia seguinte dependerá da leitura da indicação em plenário, na sessão ordinária de votação desta terça.

Segundo o presidente da CCJ, deputado Robinson Almeida (PT), caso a leitura em plenário não ocorra hoje, a sabatina será adiada para o dia 16 de dezembro, em cumprimento às normas regimentais da Casa Legislativa. “Estamos cumprindo o rito estabelecido. A indicação do deputado Otto Alencar Filho para o TCE é uma pauta de grande importância para o estado, dada a relevância da Corte de Contas no acompanhamento da gestão fiscal. A sessão extraordinária visa dar celeridade ao processo, permitindo que os membros da CCJ avaliem de forma técnica e política o nome proposto. É um momento de análise minuciosa do currículo e da trajetória do indicado”, explicou.

A passagem pelo crivo da CCJ é uma etapa crucial no processo de preenchimento da vaga para o TCE. Otto Filho foi indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues no dia 3 de dezembro, em decorrência da vacância deixada pelo conselheiro Antônio Honorato de Castro Neto, aposentado no final de julho deste ano.

A nomeação para a Corte de Contas exige a aprovação da maioria dos membros da CCJ antes de seguir para o plenário da ALBA.

Politica Livre

Pedido para extinguir pena de Mauro Cid segue sem resposta de Moraes

Publicado em 9 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

Cid aguarda há mais de um mês definição de Moraes

Gabriela Boechat
CNN

Mais de um mês após o trânsito em julgado do processo contra o tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não deu uma resposta sobre o pedido da defesa para extinguir a pena do militar.

O primeiro pedido dos advogados veio ainda em setembro, pouco depois de iniciado o julgamento da trama golpista. Naquele mês, Moraes negou o pedido. Ele alegou que aquele não era o momento processual adequado para discutir o assunto. Para o ministro, o tema deveria ser analisado após o trânsito em julgado da ação, que é quando se esgotam as possibilidades de recurso.

DELAÇÃO – Mauro Cid decidiu não recorrer. O militar tinha acordo de delação premiada e foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, além de ter recebido todos os benefícios prometidos no acordo. Pela falta de recurso, seu caso transitou em julgado em 28 de setembro.

Dias depois, em 3 de novembro, a defesa protocolou um novo pedido. O argumento é que o tenente-coronel já cumpriu a pena ao passar cinco meses em prisão preventiva e dois anos sob medidas cautelares que restringem a locomoção, como o uso de tornozeleira eletrônica.

CAUTELARES – O período sob cautelares não costuma ser abatido das penas no STF, apenas o tempo de prisão. Os advogados, porém, citaram decisões anteriores do STJ (Superior Tribunal de Justiça), no qual o cenário foi diferente e as cautelares entraram no cálculo para detração penal.

Dessa vez, Moraes pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Em 19 de novembro, o procurador-geral Paulo Gonet se posicionou de forma contrária ao pedido da defesa. Disse justamente que a jurisprudência do Supremo não permite descontar períodos de medidas cautelares, já que a detração exige “efetiva restrição da liberdade de locomoção”. Desde então, o ministro Moraes não deu uma resposta definitiva sobre o caso de Cid.


A Política da Ameaça: Quando a Falta de Equilíbrio Revela um Gestor Despreparado


Por José Montalvão

Matrícula ABI-C002025

Não há adjetivos suficientes para classificar a atitude nefasta de um prefeito que, antes mesmo de assumir o cargo, declara publicamente que promoverá vingança ou perseguição. Trata-se de um comportamento que desnuda, sem filtros, o despreparo, a falta de maturidade institucional e a ausência completa de compromisso com a democracia. Um gestor público deve ser a figura do equilíbrio, da responsabilidade e do respeito às leis — jamais o arauto do revanchismo.

Quando um candidato eleito ameaça retaliar adversários, ele não atinge apenas aqueles que o criticaram: ele afronta a própria população que confiou seu voto. Demonstra não compreender a grandeza do cargo, não ter domínio emocional e, sobretudo, não possuir o senso de responsabilidade que se espera de quem assume o comando de um município. É o tipo de postura que desautoriza, que envergonha e que sinaliza tempestades antes mesmo do início do governo.

Diante de tamanha imaturidade, talvez fosse prudente esse futuro prefeito de Paulo Afonso procurar orientação com quem entende o que significa governar com equilíbrio e respeito — como o prefeito Tista de Deda, em Jeremoabo. Tista tem demonstrado na prática que administrar é servir, não perseguir; é unir, não dividir; é respeitar tanto simpatizantes quanto opositores, porque todos são munícipes e todos merecem tratamento igualitário, conforme determina a lei. Essa é a essência do governo republicano: governar para todos.

Em Jeremoabo, Tista tem ensinado, com ações e não com ameaças, que o verdadeiro líder é aquele que trata com dignidade até os que lhe fazem oposição. Esse é o tipo de postura que constrói cidades, fortalece instituições e inspira confiança. É o contrário do que se vê quando a promessa de governo é o revanchismo.

Infelizmente, a República brasileira sofre com personagens que transformam a política em palco pessoal de ressentimentos. É como um carro atolado na lama: se continuar acelerando na mesma direção, afunda cada vez mais. É preciso trocar o rumo, ampliar a visão, abandonar o ódio e buscar quem realmente sabe conduzir.

Enquanto alguns revelam despreparo e pequenez, outros mostram que é possível fazer diferente. E é justamente essa diferença que separa o gestor público do mero ocupante de cargo: a capacidade de governar com grandeza, serenidade e respeito — e não com ameaças, impulsos e ressentimentos.

Que o bom senso prevaleça onde a razão ainda não chegou.

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