terça-feira, dezembro 09, 2025

Defesa de Filipe Martins tentou manter Fux no julgamento e Moraes vetou


Silêncio e Legalidade: Quando Cada Poder Faz Sua Parte, o Sossego Vira Realidade em Jeremoabo

                                       Foto Divulgação

Por José Montalvão

A tranquilidade é um direito básico, garantido por lei e indispensável à dignidade humana. Muitos tratam a perturbação do sossego como um incômodo comum do cotidiano, mas ela é, na verdade, uma contravenção penal prevista no Art. 42 da Lei de Contravenções Penais, com pena de prisão de 15 dias a 3 meses ou multa. E mais: não existe horário permitido para incomodar o vizinho. O que importa não é a hora, mas o impacto do barulho sobre quem precisa descansar, trabalhar ou simplesmente viver em paz.

Em Jeremoabo, essa batalha contra a poluição sonora é antiga, e é justo reconhecer quando avanços acontecem. A Prefeitura, por meio da secretaria responsável, tem cumprido seu papel com seriedade: distribuiu decibelímetros, intensificou fiscalizações e já notificou e multou mais de 20 estabelecimentos que insistiam em ultrapassar os limites permitidos. Esse é um passo concreto e importante — prova de que o Executivo municipal está atuando dentro da lei e fazendo sua parte.

No entanto, para que a cidade tenha paz de verdade, não basta apenas o esforço da Prefeitura. A perturbação do sossego é um problema que exige um pacto entre todos os poderes constituídos, porque se trata de um crime que se manifesta tanto na esfera administrativa quanto na esfera penal.

O Papel da Polícia Militar: A Força da Lei no Momento do Fato

A Prefeitura pode fiscalizar e multar, mas é a Polícia Militar que tem a competência para atuar no momento do flagrante, seja em bares, carros com paredões, festas particulares ou eventos clandestinos. A PM pode cessar o barulho imediatamente, conduzir o infrator e registrar a ocorrência para responsabilização criminal. Sem essa resposta rápida, o esforço administrativo perde eficácia.

O Papel do Ministério Público e do Judiciário: Acordes Finais da Justiça

Casos reincidentes, desobediência às notificações, bares que voltam a descumprir a lei e moradores que ignoram as normas precisam ser acompanhados pelo Ministério Público.
O MP pode propor ações civis públicas, pedir interdições, aplicar termos de ajustamento de conduta e judicializar casos persistentes. O Judiciário, por sua vez, é quem garante a punição, quando necessário.

Jeremoabo Faz Parte, Mas Precisa Do Conjunto

A verdade é clara: a Prefeitura está fazendo a sua parte, mas sozinha não resolve.
Sem a PM atuando nos flagrantes e sem o Ministério Público acompanhando e responsabilizando reincidentes, o problema vira um círculo vicioso: multa-se hoje, descumpre-se amanhã.

Um Chamado à Ação Coordenada

O barulho que perturba uma família não é só incômodo — é violência contra o direito ao descanso.
Por isso, a solução exige:

  • Prefeitura firme na fiscalização (como já está fazendo);

  • Polícia Militar presente nas ruas, atendendo às ocorrências e cessando o crime no ato;

  • Ministério Público atuante, especialmente nos casos mais graves;

  • Judiciário ágil nas decisões que restauram a ordem.

Quando cada órgão cumpre seu papel, a lei sai do papel.
E quando a lei funciona, o povo finalmente descansa.

Jeremoabo não quer privilégios, não pede favores — quer apenas o direito ao silêncio, garantido por lei e negado há anos.
Com responsabilidade compartilhada e ação integrada, o sossego deixa de ser promessa e volta a ser realidade.

Operação Paredão apreende veículo por som alto em Barreiras

 

Operação Paredão apreende veículo por som alto em Barreiras

Operação Paredão reforça fiscalização contra poluição sonora e desordem pública, resultando na apreensão de paredão e equipamentos irregulares em Barreiras

Publicado 2 minutos atrás por Osmar Ribeiro

Operação Paredão reforça fiscalização em Barreiras

CPR-O realizou, na noite de domingo (07), mais uma etapa da Operação Paredão, ação integrada que contou com apoio da SematurGuarda Municipal e Juizado do Poder Judiciário. A iniciativa ocorreu em Barreiras e teve como foco o enfrentamento à perturbação do sossegopoluição sonoracrimes de trânsito e outras formas de desordem pública.

Operação Paredão

Veículo tipo paredão e equipamentos de som foram apreendidos durante a Operação Paredão em Barreiras | Fotos: Divulgação CPR-O

Operação Paredão apreende paredão e equipamentos irregulares

Durante as ações na área da 84ª CIPM, a equipe identificou cinco veículos com som automotivo acima dos limites permitidos. Todos foram notificados e tiveram os equipamentos retirados e apreendidos pelas autoridades.
Além disso, um veículo do tipo paredão foi apreendido por descumprir a legislação ambiental e de convivência urbana.

CPR-O destaca integração e compromisso com a ordem pública

Segundo o comando, a Operação Paredão permanece como uma estratégia contínua para coibir práticas que afetam o bem-estar coletivo. A PMBA, junto aos demais órgãos municipais e judiciais, reforça que seguirá atuando de forma integrada para preservar a tranquilidade pública e garantir o direito ao sossego da população de Barreiras.

                                   Foto: Divulgação CPR-O


Fonte: Ascom CPR-O

Falabarreiras, notícia é pra sempre!

Operação Paredão reforça fiscalização em Barreiras


Nota da Redação Deste Blog - Jeremoabo e o Silêncio que Não Chega: Quando a Lei Falha, o Barulho Vence.

Há momentos em que parece que Jeremoabo é uma ilha perdida no meio do oceano — um território isolado das leis que regem o restante do país. A sensação de abandono é tamanha que o cidadão, cansado de reclamar, passa a acreditar que aqui vigora um tipo diferente de física social: quanto mais se protesta, mais silêncio existe apenas no papel, nunca nas ruas.

A perturbação do sossego em Jeremoabo não nasceu na gestão Tista de Deda. Pelo contrário, é um problema antigo, crônico, já incorporado ao cotidiano, como se fosse um “costume” local — quando na verdade é ilegal, nocivo e desrespeitoso. O povo reclama, denuncia, implora… e nada acontece. Em vez de ação efetiva, criam-se leis redundantes, decretos repetidos, normas que não passam de enfeites administrativos. Enquanto isso, o som exagerado sacode madrugadas, famílias, idosos, trabalhadores, enfermos e quem simplesmente deseja viver em paz.

O mais angustiante é constatar que em diversas cidades da Bahia o problema já não encontra complacência. Em Paulo Afonso, o Ministério Público tomou providências firmes. Em Euclides da Cunha, a fiscalização entrou em campo sem titubear. Em tantos outros municípios, a lei saiu do papel e mostrou que funciona quando há vontade das autoridades. Mas em Jeremoabo, parece que as normas têm vida própria: são escritas, publicadas, divulgadas… e ignoradas. A impressão generalizada é que repousa sobre a cidade uma maldição herdada dos capuchinhos, tamanha a dificuldade para agir diante de algo tão simples.

E o contraste se torna ainda mais gritante quando observamos como as instituições funcionam quando querem funcionar. Para comprovar, basta ver o exemplo de Barreiras:


Operação Paredão apreende veículo por som alto em Barreiras

A Operação Paredão, realizada pelo CPR-O com apoio da Sematur, Guarda Municipal e do Juizado do Poder Judiciário, fez em uma única noite aquilo que em Jeremoabo parece impossível há anos: agir.
A integração entre os órgãos resultou na identificação de cinco veículos com som acima do permitido — todos notificados, equipamentos retirados e apreendidos. Um paredão completo também foi recolhido por violar a legislação ambiental e urbana.

A operação não é pontual: trata-se de uma estratégia contínua para combater poluição sonora, crimes de trânsito e desordem pública. Ou seja, quando há compromisso institucional, a tranquilidade do cidadão é prioridade, não um discurso vazio.


Esse exemplo revela uma verdade incômoda: não falta lei, não falta conhecimento, não falta direito. O que falta é atitude. Falta autoridade que cumpra sua função, falta integração entre polícia, prefeitura, Ministério Público e Judiciário, falta coragem institucional para quebrar o ciclo de complacência que transformou a perturbação do sossego em Jeremoabo numa prática quase “normal”.

Mas o que realmente não falta — e nunca faltou — é o sofrimento da população. Todos sabem quem sofre mais: o humilde que acorda cedo para trabalhar, o idoso que busca uma noite tranquila, o enfermo que precisa descansar, o pai e a mãe que tentam pôr seus filhos para dormir. Para essas pessoas, cada madrugada barulhenta é uma agressão, uma violência invisível, porém devastadora.

Enquanto Barreiras, Paulo Afonso, Euclides da Cunha e tantas outras cidades avançam, Jeremoabo continua refém do descompromisso. E até quando?

A pergunta que ecoa é simples: se a lei existe, por que não é cumprida?
E mais grave: quem ganha com o silêncio das autoridades e o barulho dos infratores?

Jeremoabo não é ilha, não é exceção, não é território sem lei.
Falta apenas que quem tem o poder de agir finalmente decida agir.
E quando isso acontecer, a população — tão castigada por anos de descaso — poderá, enfim, ouvir aquilo que mais deseja: o som da tranquilidade.Jeremoabo e o Silêncio que Não Chega: Quando a Lei Falha, o Barulho Vence

TJ-BA instaura processo disciplinar para apurar movimentação irregular de R$ 819 mil em cartório de registros

 

TJ-BA instaura processo disciplinar para apurar movimentação irregular de R$ 819 mil em cartório de registros

Por Política Livre

09/12/2025 às 08:51

Atualizado em 09/12/2025 às 11:51

Foto: Divulgação

Imagem de TJ-BA instaura processo disciplinar para apurar movimentação irregular de R$ 819 mil em cartório de registros

A Corregedoria-Geral da Justiça da Bahia instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar a conduta de um delegatário titular de um cartório baiano, acusado de realizar movimentações financeiras irregulares após ter sido notificado de decisão que determinou sua perda de delegação e o afastamento cautelar das funções. O decreto não revela o nome do investigado. 

A decisão, assinada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Roberto Maynard Frank, foi publicada em 3 de dezembro de 2025. O procedimento tem como base o que consta nos autos do Processo Administrativo Disciplinar PJeCOR nº 0003298-63.2025.2.00.0805.

Segundo a Corregedoria, o titular teria efetuado transferências bancárias que somam R$ 819.630,00, desrespeitando determinação judicial que proibia qualquer movimentação nas contas do cartório. As operações envolveriam valores referentes a DAJEs pagos e não utilizados, o que caracteriza possível apropriação indevida dos recursos.

A conduta em apuração pode configurar violação a dispositivos do Código de Normas e Procedimentos (CNP/BA), da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73) e da Lei dos Cartórios (Lei nº 8.935/94), que estabelecem regras de gestão, transparência e responsabilidade para titulares de serventias extrajudiciais.

Para conduzir o PAD, o corregedor designou o juiz assessor especial da Corregedoria, Marcos Adriano Silva Ledo, que terá prazo de 120 dias para apresentar relatório conclusivo sobre o caso.

Politica Livre

Ciro Nogueira descarta Flávio e tenta impor Tarcísio e Ratinho como eixo da direita


Prisão de Bolsonaro e generais é um “marco”, dizem intelectuais, em carta aberta


Grupo diz que “República brasileira respirou”

Deu na Folha

Intelectuais de diferentes áreas divulgaram uma carta aberta em que afirmam que a prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de quatro militares da mais alta patente representa uma inflexão histórica no país e demonstra que a democracia brasileira está aprendendo a se defender.

No texto, o grupo ressalta o ineditismo do acontecimento do último dia 25 e diz que o fato de a Justiça ter conseguido processar, julgar e responsabilizar “figuras outrora intocáveis revela um aprendizado institucional raro em países com histórico de tutela militar”.

INTERVENÇÃO – “A República brasileira nasceu sob tutela militar, marcada por golpes, intervenções e tentativas reiteradas de limitar o poder civil. […] Sempre pesou sobre nossa democracia o fantasma do pretorianismo: a intervenção abusiva dos militares na vida democrática, seja explícita, seja silenciosa”, diz a carta.

“A condenação desses quatro expoentes militares [os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos] é, portanto, mais do que uma punição individual. É um marco com pelo menos três significados profundos: verdade, justiça e memória.”

VIGILÂNCIA – “Democracia exige vigilância, responsabilização e compromisso público com a ideia simples e revolucionária de que o poder pertence à população e não às armas”, afirmam os signatários. “Ainda assim, no dia 25 de novembro de 2025, a República brasileira respirou.”

O documento foi organizado pela doutora em ciência política e pesquisadora na Universidade de Lisboa Beatriz Rey e pelo advogado e doutor em Direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Lucas Paulino. Também assinam a carta, entre outros, o escritor e sociólogo Sérgio Abranches, o professor de Ciência Política João Roberto Martins Filho, a antropóloga Maria Filomena Gregori, a cientista política Luciana Gross Cunha e o escritor João Paulo Cuenca.

CARTA ABERTA SOBRE O SIGNIFICADO HISTÓRICO DE 25 DE NOVEMBRO DE 2025

No dia 25 de novembro de 2025, o Brasil viveu um acontecimento inédito: pela primeira vez em nossa história, militares de alta patente foram presos para cumprir pena por crimes contra a ordem democrática. Os generais da reserva Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, assim como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, passaram oficialmente para a condição de condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com a confirmação do trânsito em julgado do processo que reconheceu a responsabilidade criminal deles pela participação ativa na tentativa golpista que buscou reverter o resultado legítimo das eleições presidenciais de 2022 e usurpar o poder de forma autoritária.

A este grupo soma-se Walter Braga Netto, general quatro estrelas, ex-ministro da Defesa e ex-ministro da Casa Civil, que em 2022 concorreu à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro (PL), derrotada por Lula e Alckmin. Em setembro de 2025, Braga Netto já havia sido condenado a 26 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Esse fato não pode ser tratado como rotina institucional nem como mero desdobramento processual. Ele representa uma inflexão histórica.

A República brasileira nasceu sob tutela militar, marcada por golpes, intervenções e tentativas reiteradas de limitar o poder civil. Mesmo após 1988, a separação entre o governo eleito e a estrutura militar nunca esteve plenamente consolidada. Sempre pesou sobre nossa democracia o fantasma do pretorianismo: a intervenção abusiva dos militares na vida democrática, seja explícita, seja silenciosa.

A tentativa golpista de 2022 foi o ponto mais recente e mais grave dessa história. Durante o governo de Jair Bolsonaro, setores militares e civis tramaram ações para fragilizar o processo eleitoral, desacreditar a Justiça Eleitoral e fomentar a ruptura institucional. A estratégia incluiu desinformação, sabotagem institucional, uso político das Forças Armadas e estímulo a manifestações antidemocráticas. Não foi improviso: foi projeto.

A condenação desses quatro expoentes militares é, portanto, mais do que uma punição individual. É um marco com pelo menos três significados profundos: verdade, justiça e memória.

Primeiro, o fato do Supremo Tribunal Federal conseguir processar, julgar e responsabilizar figuras outrora intocáveis revela um aprendizado institucional raro em países com histórico de tutela militar. Não estamos diante de uma democracia plena, mas de uma democracia que, aos poucos, está aprendendo a se defender.

Segundo, tentativas de golpe não podem ser tratadas como divergência política ou erro administrativo. São crimes contra a soberania popular. Responsabilizar seus líderes (e não apenas os executores) é condição para quebrar o ciclo histórico de impunidade que, em 1964, custou ao Brasil 21 anos de ditadura.

Terceiro, o ato do dia 25 de novembro não repara o passado sozinho, mas ajuda a construir o futuro. Uma democracia se mantém não apenas por votos, mas também pela memória dos riscos enfrentados e pela coragem de proteger sua integridade institucional.

A condenação desses militares, por mais relevante que seja, não é suficiente para encerrar o ciclo golpista. A permanência do pretorianismo nas Forças Armadas exige reformas profundas, institucionais e culturais, para que a ruptura democrática deixe de ser uma tentação permanente ou um recurso disponível. Sem essa transformação estrutural, o risco de repetição permanecerá vivo, apenas à espera de uma nova oportunidade.

Reconhecer isso é parte do mesmo compromisso democrático que torna possível responsabilizar quem atacou a República. Porque responsabilizar é um passo; transformar é o desafio. E se há algo que a história tem tentado ensinar ao Brasil —e que tantas vezes recusamos aprender— é que nenhuma democracia sobrevive quando seus cidadãos passam a tratá-la como garantida. Não é. Democracia exige vigilância, responsabilização e compromisso público com a ideia simples e revolucionária de que o poder pertence à população e não às armas.

Ainda assim, no dia 25 de novembro de 2025, a República brasileira respirou. Ainda com cicatrizes, ainda com ameaças, ainda com dúvidas, mas respirou. Que este fato não seja exceção. Que seja início. Porque nenhuma democracia sobrevive quando os que a atacam acreditam estar livres de consequências.

Em destaque

Políticos na marcha de Nikolas são acusados por 10 crimes e podem pegar mais de 40 anos de prisão

  . Publicado por   Vinicius Segalla  -  Atualizado em  21 de janeiro de 2026 às 20:41 A marcha de Minas Gerais a Brasília organizada pelo d...

Mais visitadas