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Por Redação
28/10/2025 às 20:40
Atualizado em 29/10/2025 às 02:00
O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola
Foto: Divulgação
O governo do Estado lamentou profundamente o assassinato de dois produtores rurais em área de conflito agrário no extremo sul do Estado e repudiou as tentativas de exploração política do episódio por parte de parlamentares da oposição. Em declarações recentes, os deputados Tiago Correia e Leandro de Jesus usaram o caso para atacar o governo, demonstrando, segundo o Executivo estadual, insensibilidade diante da dor das famílias enlutadas.
O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, destacou que o momento exige solidariedade e responsabilidade, não oportunismo. “É lamentável que representantes eleitos usem uma tragédia humana para fazer palanque político. O governo está atuando com seriedade e dentro dos limites legais para garantir justiça e segurança à população da região”, afirmou.
Loyola ressaltou que conflitos fundiários no extremo sul da Bahia são questões históricas e complexas, que envolvem aspectos sociais, econômicos e jurídicos, exigindo uma ação integrada entre diferentes esferas de governo. “Tanto o Estado quanto o governo federal acompanham de perto a situação e têm adotado medidas contínuas para prevenir e mediar tensões na área rural”, explicou.
De acordo com o secretário, a Polícia Civil já foi acionada para investigar as circunstâncias do crime, enquanto a Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região. Todas as ações estão sendo realizadas dentro da jurisdição estadual, respeitando os limites legais e a autonomia das autoridades competentes. Um dos criminosos já foi preso.
“O Governo da Bahia não se exime de sua responsabilidade e seguirá atuando para garantir segurança e justiça, mas sem se deixar levar por discursos eleitoreiros que apenas aprofundam divisões e desinformam a sociedade”, concluiu Loyola.
Politica LIvre
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Troca revela que Fux estava frequentando a turma errada
Carolina Brígido
Estadão
Luiz Fux cansou de ser uma ilha. Depois de votar pela absolvição de Jair Bolsonaro e da maioria dos réus da trama golpista, ficou isolado na Primeira Turma e foi alvo de críticas no Supremo Tribunal Federal (STF). De mudança para o colegiado vizinho, o ministro terá a companhia de dois aliados ideológicos: André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
Na nova turma, Fux poderá tentar pautar o julgamento do recurso à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deixou Bolsonaro inelegível. O caso está no gabinete do ministro desde maio do ano passado. A interlocutores, ele chegou a dizer que negaria o pedido, mas ainda não fez isso.
OUTRO CENÁRIO – Na Primeira Turma, as chances de Bolsonaro são nulas. Na Segunda, o cenário ficaria um pouco melhor para ele. Nunes Marques e Mendonça têm se mostrado fieis ao ex-presidente que os escolheu para o Supremo. Quando os processos sobre a tentativa de golpe eram analisados em plenário, ambos defenderam a absolvição de réus do 8 de janeiro.
Em caráter reservado, ministros do STF, inclusive integrantes da Segunda Turma, dizem que não há chance de se reverter a condição do ex-presidente a tempo para as eleições de 2026. Ainda mais agora, com uma condenação criminal nas costas. Mas o debate em torno do assunto pode abrir frestas para a participação de Bolsonaro em eleições futuras.
Em outra frente, Fux deve votar em processos remanescentes da Lava Jato. Embora os casos mais emblemáticos decorrentes da operação já tenham sido analisados, ainda há recursos aguardando julgamento na Segunda Turma. Em um deles, o empresário Marcelo Odebrecht tenta se livrar de uma ação que corre contra ele na Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
REEQUILÍBRIO – Além de Mendonça e Nunes Marques, também estão hoje no colegiado Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Mendonça ficou sozinho na bancada lavajatista depois que Edson Fachin deixou a turma para assumir a presidência do STF. A chegada de Fux reequilibra o jogo.
O placar de três a dois tem se repetido em julgamentos recentes sobre a Lava Jato. Foi assim em agosto, quando a turma anulou condenações impostas ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. A chegada de Fux não vira o placar, mas tira do ministro o desgaste de lutar sozinho em uma batalha perdida – no caso, as condenações dos réus da trama golpista.
O grande problema da vida nova de Fux é que o combo da Segunda Turma inclui Gilmar Mendes, o presidente do colegiado. Na semana passada, Mendes disse que Fux era uma “figura lamentável” pelo voto de 12 horas pró-Bolsonaro. Mendes também teria recomendado a Fux terapia para tentar superar a Lava Jato. Agora, vai ficar mais difícil desapegar.

Aiden, que deu 112 facadas na colega, confessou o crime
Vicente Limongi Netto
A sociedade brada, com indignação e revolta. Passou da hora de trocar o verbo apreender pelo verbo prender. Menores de 16 anos, segundo a lei, estão aptos para votar. Ao mesmo tempo, menores de 16 anos, chegando a 12 e até 10 anos, seguem livres, matando, roubando e sequestrando.
Não são presos, apenas apreendidos. Por isso, são frios. Jamais mostram arrependimento, pois sabem que logo estarão soltos.
PRISÃO PERPÉTUA – Nos Estados Unidos, há pouco tempo, Aiden Fucci, um menor de 16 anos, foi condenado a prisão perpétua, porque matou uma colega de escola quando tinha 14 anos e ela apenas 12 anos. Sem direito a infames saidinhas ou agravos.
O Brasil precisa também de leis duras, severas, justas, para menores bandidos e assassinos. Matam para roubar celular, mochila ou bicicleta.
Agora, em Brasília, a justiça (Eu disse justiça? Perdão, foi mal) soltou um menor que participou do assassinato de uma jovem, em que esquartejaram o corpo da vítima.
MAIS SEVERIDADE – Justiça infame é isso. Menores destroem famílias e continuarão impunes, assassinando sem dó e piedade, homens, mulheres, idosos e jovens da idade deles.
Deputados e senadores precisam tratar do tema com severidade. Alterando a idade penal. O pleito é de interesse público.
Não é possível, será triste e lamentável que só tomem providências quando um conhecido ou membro da família for vítima dos monstros menores de idade.
Publicado em 28/10/2025 às 17:11
Por Henrique Rodrigues - A megaoperaçao desastrosa das forças de segurança pública do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha, desencadeada nas primeiras horas desta terça-feira (28), e que até o momento resulta na morte de pelo menos 60 pessoas, entre elas quatro policiais, sob o pretexto de “combate ao tráfico”, pode ter sido uma mera cartada eleitoral do governador bolsonarista fluminense Cláudio Castro (PL). O que despertou a atenção da imprensa foi uma declaração de Castro, totalmente descabida, açodada e fora de hora na qual o alvo de duras críticas foi o governo federal, liderado pelo presidente Lula (PT).
Ainda com homens no terreno e com uma quantidade de mortes que só aumenta a cada hora, o chefe do Executivo do Rio, responsável pela segurança pública em seu estado, assim como todos os governadores, resolveu sair com uma versão rocambolesca de que “a culpa é do Planalto” porque ações do tipo “não são de segurança urbana, mas sim de defesa” o que seria “responsabilidade das Forças Armadas”. A Constituição Federal é clara ao atribuir aos estados a função de promover a segurança em cada ente federativo do Brasil.
“Essa operação de hoje tem muito pouco a ver com Segurança Pública. É uma operação de defesa, um estado de defesa. É uma guerra que está passando os limites de onde o estado deveria estar sozinho defendendo. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, deveríamos ter um apoio muito maior e, talvez até, das Forças Armadas. É uma luta que já extrapolou toda a ideia de Segurança Pública e daquilo que está na Constituição Federal, quando você tem essa quantidade de armas que vem do tráfico internacional, essa quantidade de poder bélico que vem de um financiamento feito por lavagem de dinheiro. Não é mais só responsabilidade do estado”, começou falando Cláudio Castro, num óbvio tom eleitoral e visando atingir o governo federal antes mesmo de explicar o que ele achava que aconteceria ao enviar 2.500 policiais, sem o menor planejamento, para uma zona dominada por facções do narcotráfico altamente armadas.Alterado em 28/10/2025 às 1
O que despertou ainda mais desconfiança na atitude do governador foi a versão de que ele “já havia pedido emprestado três vezes blindados das Forças Armadas”, mas que “os pedidos foram negados”. Ainda que história seja verdadeira, Castro sabe que não é assim que as coisas funcionam, pois seria necessário que essas unidades militares da União fossem empregadas sob um comando federal, numa Operação de Garantia da Lei e da Ordem, as chamadas GLOs.
“Já entendemos haver a política que é de não ceder (blindados das Forças Armadas). Falaram que tem que ter uma GLO (Garantia de Lei e Ordem). Depois, disseram que poderiam emprestar e voltaram atrás, porque o servidor que opera o blindado é federal e deveria ter a GLO, enquanto o presidente já falou que é contra a GLO”, falou Castro, atacando gratuitamente o presidente da República após uma decisão irresponsável dele próprio ao autorizar a desastrosa ação no Alemão e na Penha.
Jeito de jogada ensaiada com o bolsonarismo
Com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) condenado e contando os dias para ser mandado para cumprir pena numa penitenciária, e com a extrema direita derretendo em pesquisas de intenção de voto, Castro parece ter realizado a megaoperação desorientada nos complexos do Alemão e da Penha para justamente culpar o presidente Lula (PT) pelo fracasso evidente que ele colheria.
Bastião do bolsonarismo, o Rio tem sido usado de forma corriqueira como zona de influência do antigo clã presidencial, que manda e desmanda no estado. Diante de uma crise de popularidade gritante, uma tentativa de criar problemas propositalmente para o governo federal viria em boa hora para o grupo político, que há meses tenta parir uma narrativa que atinja o ocupante do Palácio do Planalto. A segurança pública, no caso do Rio, seria o mote ideal para tal ação.
Por Fábio Zanini, Folhapress
28/10/2025 às 16:45
Atualizado em 28/10/2025 às 21:07
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, do PL
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A cúpula do Ministério da Justiça reagiu com irritação às críticas do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), a uma suposta falta de apoio federal para o combate a facções criminosas no estado.
O primeiro ponto apontado é a falta de coerência de Castro e outros governadores, como Ronaldo Caiado (União-GO), que reclamam da interferência da União na autonomia dos estados prevista na PEC da Segurança, mas depois se queixam de falta de suporte federal em momentos de crise.
Especificamente sobre o governador fluminense, a avaliação é que ele fez uma operação atabalhoada, sem planejamento, e nem ao menos avisar o governo. O número de 64 mortes (até o meio da tarde) é considerado chocantes e evitável, ao menos em parte.
Segundo um membro do ministério, Castro é "contumaz em responsabilizar os outros por suas falhas". Isso seria um modus operandi do governador.
Ainda de acordo com este integrante da pasta da Justiça, para o chefe do Executivo fluminense, "a culpa é sempre do STF, do governo federal, de qualquer um, menos dele".
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