terça-feira, outubro 07, 2025

Câmara avança contra Eduardo Bolsonaro e mantém impasse sobre Zambelli



Tarcísio não é dono de seu destino e terá de ser candidato ao Planalto


Tarcísio de Freitas é o 14º ministro diagnosticado com covid-19

Na direita, Tarcísio é o único que poderá enfrentar Lula

Ricardo Corrêa
Estadão

Quantas vezes você já ouviu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dizer publicamente que pretende disputar a reeleição ao governo de São Paulo? Foi o que se deu, de novo, no início da semana, ao deixar a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também nos bastidores, vários aliados ouvem o mesmo. Ninguém acredita, porém, e as perguntas sobre o assunto continuam pipocando. E a razão é muito simples: Tarcísio não é mais dono de seu próprio destino.

Eis uma lição clássica que políticos mais antigos sempre repetem quando questionados sobre uma decisão sobre candidatura. Chega um momento em que você vai, empurrado ou não, queira ou não, no sacrifício ou não, para qualquer disputa. É exatamente o que pode se passar com Tarcísio. Por bons e maus motivos. Empurrado ou barrado pelo Centrão de um lado e por Bolsonaro de outro.

ALTA VIISIBILIDADE – O bom motivo é que ninguém é empurrado à cabeça de chapa de uma eleição ao mais importante do País sem que tenha se tornado uma figura de alta viabilidade. Tarcísio conquistou prestígio político e passa a ideia de alguém que pode vencer, razão pela qual as figuras do centrão que orbitavam o bolsonarismo o querem na campanha.

Esses grupos ao centro e na centro-direita, que até chegaram a tolerar a participação em uma gestão petista mas que sempre quiseram mais, veem o governador de São Paulo como o cara capaz de vencer.

Há, porém, a voz forte o suficiente para mexer com os destinos de Tarcísio de Freitas: o ex-presidente Jair Bolsonaro. E é por isso que aliados dizem que, se Bolsonaro pedir, Tarcísio, a contragosto, disputará a Presidência. Está expresso em reportagem de Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo publicada neste Estadão, acerca da visita de Tarcísio a Bolsonaro.

SERIA MISSÃO – Recentemente, um aliado de Tarcísio explicitava com mais detalhes esse raciocínio. Usava como argumento a disciplina militar e o senso de que “missão dada é missão cumprida”.

Dizia ele que, uma vez que Bolsonaro passasse uma missão a Tarcísio, o homem que ele inventou para a política, seja por gratidão ou pelo desafio, Tarcísio não poderia dizer não.

Hoje, o governador diz que tem interesse em disputar a reeleição. Nem poderia ser diferente. Não poderia atropelar a palavra de Bolsonaro e seus familiares, que estrilam apenas com um movimento mais dúbio do governador. Ele não está autorizado a dizer nada diferente.

VITÓRIA TRANQUILA – Além do mais, preferir a disputa do Bandeirantes faz sentido. Tarcísio tem uma eleição considerada bastante viável em São Paulo e se manteria como um nome cotadíssimo para 2030, quando a disputa nacional tende a estar mais aberta.

Na esquerda, não estará mais o único homem que ganhou três eleições nacionais, elegeu aliados outras duas vezes e que, neste século, só viu seu grupo político perder uma disputa ao Planalto quando estava preso. Por mais que enfrente desgaste e uma popularidade claudicante, Lula, candidato a reeleição, é um nome sempre difícil de ser batido.

Há também os dissabores que Tarcísio terá que enfrentar se aceitar a empreitada. Se hoje ele já enfrenta as pressões do bolsonarismo, incluindo uma parcela ainda mais radical comandada por Eduardo Bolsonaro, imagine quando ele não tiver mais o controle do Estado, em abril do ano que vem, quando terá que se desincompatibilizar.

CARTILHA DA FAMÍLIA – Será obrigado a rezar a cartilha da família sem qualquer questionamento, sob o risco de ser abandonado ou traído, sem nada, com o lançamento de uma candidatura com o sobrenome de Jair.

Significa dizer que terá que defender a pauta radical que o bolsonarismo exige, gastando imagem e capital político, mesmo sob o risco de se tornar o cabra marcado para perder.

Mesmo sabendo de tudo isso, Tarcísio muito provavelmente precisará dizer sim se essa for a vontade de Bolsonaro. E cada vez mais parece não haver alternativa para o ex-presidente. O plano A da família, decantada a inelegibilidade de Jair, seria Eduardo. A campanha americana do deputado federal tornou essa possibilidade remota. Ele não poderá voltar ao Brasil. Será condenado e tornado inelegível. É carta fora do baralho da urna.

DESTINO DE TARCÍSIO – As ações no exterior em conspiração com Trump para salvar o pai afetaram também qualquer um com o mesmo sobrenome. De Jair a Michelle, passando por Flávio. As pesquisas mostram que a rejeição à família aumentou. Razão pela qual escolher um nome do núcleo se tornou mais difícil. A não ser que a vitória não esteja mais no horizonte.

Se Lula melhorar a ponto de se tornar um favorito mais claro, a família Bolsonaro pode escolher perder com um dos seus para tentar manter o controle da direita. Como fez Lula em 2018, ao se recusar a apoiar um nome viável de outro partido.

Se a disputa estiver aberta, como está hoje ainda, contudo, com qualquer alternativa a anistia ou ruptura por pressão externa fracassando, Bolsonaro terá que escolher quem tem mais chance de seu grupo. Apostando em um indulto, por mais polêmico e difícil que seja. Este nome é Tarcísio. E seu destino será concorrer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente artigo de Ricardo Corrêa, ex-editor de Política de O Tempo, que reforça o time de analistas do Estadão. (C.N.)


Brasil sob ataque digital: a fraude que ameaça a confiança e a democracia

Publicado em 7 de outubro de 2025 por Tribuna da Internet

Marcelo Nilo x José Eduardo: Quando o palco político encontra o microfone da mídia

 

Nota da redação deste Blog Marcelo Nilo x José Eduardo: Quando o palco político encontra o microfone da mídia

A recente troca de declarações entre o ex-deputado Marcelo Nilo e o apresentador José Eduardo (Bocão) incendiou os bastidores políticos e midiáticos da Bahia. Tudo começou com críticas públicas que, rapidamente, tomaram as redes sociais e os programas de rádio, transformando-se em um duelo de narrativas. De um lado, o político experiente, com décadas de vida pública; do outro, o comunicador popular, acostumado a falar diretamente ao povo com o microfone na mão.

O episódio ganhou repercussão instantânea — e promete se arrastar por algum tempo. Por isso, preparem as pipocas, porque essa novela parece longa, repleta de ataques e contra-ataques. Mas, por trás do espetáculo, surge uma pergunta inevitável: será que o estado da Bahia não tem temas mais urgentes para ocupar o centro do debate público?

Enquanto o foco se desloca para essa guerra de vaidades, a população continua à mercê de problemas sérios, como o avanço da violência, o medo nas ruas e a falta de políticas públicas eficazes. A Bahia precisa de diálogo responsável, não de palcos improvisados para duelos pessoais.

Politicamente, o embate pode ser um prenúncio do que vem pela frente. Marcelo Nilo, com seu histórico de articulações, pode estar preparando terreno para voltar à cena em 2026. Já José Eduardo, com seu alcance popular, surge como figura influente no imaginário baiano, capaz de mexer com a opinião pública e até com as futuras composições eleitorais.

O choque entre esses dois mundos — o da política tradicional e o da mídia popular — reflete uma Bahia dividida entre o discurso e a ação, entre o poder e o povo. No fim das contas, quem mais perde é o cidadão, que precisa de segurança, emprego, saúde e esperança.

Que o Senhor do Bonfim abençoe o nosso estado, iluminando governantes, comunicadores e lideranças para que o debate público volte a servir à coletividade, e não à vaidade.

Marcelo Nilo denuncia “sumiço” de edição da revista Veja que traz denúncia de respiradores sobre Rui Costa

 Foto: Reprodução/YouTube

O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos)06 de outubro de 2025 | 22:16

Marcelo Nilo denuncia “sumiço” de edição da revista Veja que traz denúncia de respiradores sobre Rui Costa

exclusivas

O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) denunciou o que chamou de “sumiço” da edição recente da revista Veja nas bancas e pontos de vendas na Bahia.

O periódico trouxe esta semana atualização do inquérito que apura a participação do ministro da Casa Civil Rui Costa na compra de 300 respiradores na época da pandemia, quando ele era governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste. A compra custou R$ 48 milhões, mas os respiradores nunca chegaram. Rui nega envolvimento nos desvios.

“A revista tomou chá de sumiço das bancas, estranhamente desapareceu. O povo da Bahia quer saber onde foram parar os R$ 48 milhões dos respiradores que nunca chegaram. O povo está sedento por Justiça”, disse Nilo.

Segundo a revista, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu prosseguimento das apurações sobre a eventual participação de Rui e defendeu que o caso continue no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação, segundo Veja, está concentrada na delação premiada de Cristiana Prestes Taddeo, dona da empresa que vendeu, mas não entregou os respiradores. “Além de contar o que sabia em troca de benefícios judiciais, a delatora devolveu R$ 10 milhões do dinheiro desviado pela quadrilha”, diz trecho da matéria.

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Colégio de Aplicação da UFS abre inscrições para sorteio de vagas

 As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, pela internet


(Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (Codap/UFS) está com inscrições abertas, desta segunda-feira, 6, até as 16h do dia 10 de outubro, para o sorteio público com 50 vagas para início imediato e 50 para cadastro reserva do 6º ano do Ensino Fundamental, referente ao ano letivo de 2026.

As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, pela internet, por um responsável maior de 18 anos. O candidato precisa ter CPF regular e ativo.

O sorteio público ocorrerá no dia 30 de outubro, às 9h30, na sala de reuniões dos Conselhos Superiores da UFS (1º andar do prédio da Reitoria), no campus de São Cristóvão, com transmissão ao vivo pelo Canal da TV UFS no Youtube.

O edital está disponível no site do Codap UFS.

Fonte: Ascom UFS

 

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Prefeitura de Aracaju anuncia comissão do concurso municipal unificado

 O concurso será o primeiro a reunir, em um único processo seletivo, as demandas de diferentes órgãos e entidades da Prefeitura de Aracaju


(Foto: Karla Tavares/ Secom PMA)

 

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, oficializou nesta segunda-feira, 6, por meio do Decreto nº 8.320, a criação da Comissão de Trabalho responsável pelo acompanhamento, organização e fiscalização do Concurso Municipal Unificado (CMU).

Segundo o decreto, a comissão terá a função de centralizar todas as etapas do certame, desde os estudos de necessidade de pessoal até a definição das diretrizes do concurso. Entre as atribuições estão coordenar o planejamento, revisar processos, priorizar contratações de acordo com o interesse público, padronizar procedimentos e acompanhar o cumprimento das normas previstas em edital.

A equipe será composta por representantes de diversas áreas da gestão municipal e atuará sob a coordenação de um membro designado pela Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog). O trabalho será realizado de forma não remunerada, sendo considerado de relevante interesse público.

“Acabei de assinar aqui o Decreto nº 8.320, que dispõe sobre a constituição de uma comissão de trabalho responsável pelo acompanhamento, organização e fiscalização do Concurso Municipal Unificado. Isso aqui é uma ação muito importante, pois com essa comissão teremos a oportunidade de corrigir irregularidades, de organizar melhor as vagas e cargos, além de planejar todas as ações da Prefeitura em relação ao serviço público”, destacou a prefeita.

O Concurso Municipal Unificado de Aracaju será o primeiro a reunir, em um único processo seletivo, as demandas de diferentes órgãos e entidades da Prefeitura de Aracaju.

Com informações da PMA

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