quarta-feira, setembro 03, 2025

A humanidade é mais atraente em silêncio; pode decepcionar se abrir a boca


Na horizontal, na proporção de 13,9 cm x 9,1 cm, a imagem apresenta uma figura humana em preto, de perfil, com braços estendidos para a frente, posicionada diante de um grande livro em pé, do mesmo tamanho que ela. Na capa branca do livro aparece a silhueta de outra pessoa em preto ou seu próprio reflexo, de frente e de braços cruzados. Pequenas formas estrelares espalhadas ao redor; o fundo é bege.

Ilustração de Ricardo Cammarotta (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

 

A quem interessa, afinal, seus gostos sexuais? Homens, mulheres, animais, plantas, ou alguma forma de panteísmo sexual interessa a você e a mais ninguém, inclusive, porque ouvir sobre a vida sexual dos outros é, como dizem os americanos, boring (entediante).

Fala-se do fim da privacidade por culpa das redes sociais, mas a grande culpa das redes sociais é ter trazido à tona as obsessões das pessoas. A humanidade é sempre mais interessante quando em silêncio —quando abre a boca, pode decepcionar. De boca calada parecemos mais interessantes porque desconhecemos o ridículo que passa pela nossa cabeça.

CAIR NO RIDÍCULO – Voltando ao tema da vida sexual dos outros e suas opções. Perdemos a noção do quão ridículo é falar publicamente das suas aventuras ou desventuras sexuais, suas taras e seu posicionamento político quanto ao gozo. A sociedade do espetáculo (Guy Debord) destruiu o gozo sexual.

Portanto, há uma variável política na exposição da vida sexual: só os gêneros oprimidos importam. Os grupos LGBTQIA+ largam na pole position da exposição da vida sexual porque seu gozo é político.

Falar “sou gay”, “sou bi”, “sou trans”, “sou não binário”, é um ato político. O que antes poderia ser visto como um modo de chocar o burguês, como diziam os franceses, “épate le bourgeois”, hoje varia entre ser um ato “revolucionário” e uma constatação entediante.

ATOS POLÍTICOS – Num mundo saturado da pequena política como hoje, até o restaurante que você vai poderá ser um ato político, como frequentar um restaurante aberto por refugiados, mesmo que a comida seja ruim.

Quem você come, para quem você dá, antes, era pauta para imprensa marrom ou revistas de fofoca, porque, no fundo, é pura fofoca. É que hoje, com a saturação do mundo pela ideia de que tudo, até um arroto, pode ser um ato político, até a fofoca é política.

Os fofoqueiros tomaram conta da mídia profissional. O mundo da cultura agora é o paraíso das almas fúteis.

PINTAR O CABELO – Quer ver outro ato político? Muitas mulheres terem deixado de pintar os cabelos desde a pandemia. Então, pintar os cabelos significava buscar cabeleireiros que operavam na clandestinidade, furando o lockdown. Sendo você consciente epidemiologicamente, você mulher, deveria manter os cabelos brancos. Se pintou, era bolsonarista.

De lá pra cá, essa marca dos cabelos brancos —e devo reconhecer que muitas dessas mulheres ficaram lindas com seus cabelos brancos—, assumiram também a velha crítica de se homens podem ter cabelos brancos, por que mulheres não poderiam? A partir de agora, mulheres conscientes não pintam mais os cabelos. Eis um pequeno novo imperativo categórico.

SUPREMA IDIOTICE – Ainda relacionado aos tempos da pandemia, aqueles que tinham tomado a vacina contra a Covid, e se fossem de direita, deveriam esconder dos seus correligionários, caso tivessem “traído” a causa tomando as vacinas. Supremamente idiota, não? A espécie Sapiens é mesmo estruturalmente psicótica.

Hoje, todos devem expor suas vísceras se quiserem engajar e manter seus empregos nas novelas e afins. A miséria de caráter se tornou uma prerrogativa profissional em certos meios. Postar que brochou prova que não é machão, postar que seu casamento não tem sexo, e, se tiver, você não goza, é a prova suprema de que você é uma mulher livre e moderna.

É UMA PESTE – Se você é jornalista e trabalhou para uma emissora X, jamais conseguirá emprego numa Y porque tornou-se portador da peste. E isso numa categoria profissional que costuma jogar pedras nos pecadores do resto do mundo em nome da “ética da informação”.

Cuidado com o que fala, escreve, enfim, cuidado com os gestos. Em bares e restaurantes, cuidado com o que fala ou falam ao seu lado na mesa, pois ninguém sabe quem pode estar te gravando ou filmando. Cortes nas redes destroem vidas.

Sinalize alguma virtude sempre que possível. Seja penetrado ou penetrada por gente cool. E, se gozar, grite “do rio ao mar, Palestina livre!”.

GOSTA DE APANHAR? – Nunca confesse que gosta de apanhar. E se alguém insistir no assunto, diga que ultimamente esse tema não está muito presente na sua agenda porque você tirou um ano sabático para cuidar de moradores de rua.

Sofra de depressão traumática pré-apocalipse climático. Ameace sua família de se matar porque o Trump existe. Seja antissemita. Psicanalistas descolados e feiras literárias chiques são antissemitas, logo, ser antissemita hoje é hype.

Finja, como os inteligentinhos fingem, que você está profundamente preocupado com Gaza, mesmo que tenha vivido toda a sua vida não dando a mínima para qualquer conflito terrível na face da Terra. E, acima de tudo, mande seu pai tomar naquele lugar.


Moraes e Gonet dominam julgamento histórico; advogados entregam vexame no STF

 

 Atualizado em 2 de setembro de 2025 às 21:12



O ministro relator Alexandre de Moraes, na sessão do STF de julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil



Por Washington Araújo

O primeiro dia do julgamento da trama golpista no STF começou com a moldura histórica dada pelo relator. Alexandre de Moraes ancorou o processo na evidência: “Elementos reunidos na instrução são sérios e demonstram materialidade e indícios de autoria”, disse, antes de sublinhar a regra de ouro do devido processo: “Havendo prova da inocência, ou mesmo qualquer dúvida razoável…, os réus serão absolvidos”.

Em paralelo, avisou que “impunidade, covardia e omissão não são caminhos para pacificação” e que “a soberania popular jamais será negociada”. Foi uma abertura que trocou a retórica pela pedra dos autos.

Na sequência, Paulo Gonet, procurador-geral, falou sem floreios. Classificou as articulações como “atos espantosos e tenebrosos” e tratou de afastar a tese de fantasia conspiratória: “Não se está diante de um devaneio utópico: gente de carne e osso planejou, reuniu-se e agiu”.

Ainda, sobre a autoria, lembrou que “não precisamos do autógrafo de ninguém num decreto para saber quem o articulou”. Foi acusação com lastro jurídico e memória de 8 de janeiro, não um panfleto.

À tarde, vieram as sustentações — e nelas se viu muito do país que ainda patina entre a gravidade do crime e a precariedade da defesa. O caso paradigmático foi o do almirante Almir Garnier, defendido por Demóstenes Torres. Em 22 minutos iniciais, ainda não tinha citado o nome de seu cliente e abundaram salamaleques e histórias, com risos de plateia, antes do primeiro argumento técnico.

Do próprio tribuno, com jeito de animador de auditório, saíram pérolas: “É possível gostar do ministro Alexandre de Moraes e ao mesmo tempo gostar do ex-presidente Bolsonaro? Sim, sou eu essa pessoa”; e a imagem picaresca do ex-presidente, “passou… com a mochila… parecendo um soldadinho de chumbo”.

Noutra hora, ofereceu-se a levar “cigarro” a Bolsonaro se preciso fosse. É o juízo que brinca à beira do abismo — e isso diz muito sobre a indigência mental defensiva que se viu.

A defesa de Mauro Cid, por Cezar Bittencourt, alternou estratégia e galanteria. Primeiro, rasgou seda a Luiz Fux: “Sempre saudoso, sempre presente, sempre amoroso, sempre simpático, sempre atraente…”. Mais um pouco e poderia pedir o ministro em casamento. Depois, só voltou ao ponto central: preservar o acordo e a utilidade da colaboração (“Cid jamais faria algo para comprometer o acordo”). Há método — mas também cálculo. Muito cálculo.

Alexandre Ramagem foi apresentado não como ideólogo, mas como datilógrafo do poder. “Ramagem não era um ensaísta de Jair Messias Bolsonaro”, disse o advogado; “quando muito, era o grande compilador oficial da República”. A narrativa tenta reduzir conteúdo e intenção dos textos localizados, tomando-os por “anotações pessoais”.

STF no primeiro dia de julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista
STF no primeiro dia de julgamento de Bolsonaro e de mais sete réus da trama golpista – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

É uma defesa que mira a atenuação da periculosidade. Saudade daqueles rábulas do passado que, mesmo sem diploma, faziam defesas espetaculares em Tribunais de Júri em dezenas de cidades do Brasil profundo.

Já Anderson Torres apostou no exotismo: a “minuta do golpe” seria apenas “minuta do Google”. A peça, que a PF encontrou em sua casa, virou “rascunho” sem dono; e, confrontado com o áudio “depois que der merda, não muda nada, não”, a defesa tratou de desidratar contexto e autoria. O tribunal, porém, não julga alcunhas, julga fatos.

É nesse ponto que preciso abrir um parêntese pessoal. Sou filho de advogado, irmão de advogado, pai de dois advogados, e essas circunstâncias familiares só fizeram aumentar o tamanho da minha vergonha pela qualidade das defesas apresentadas hoje na Suprema Corte.

Em alguns momentos parecia que eles tinham sido alvo de sucessivas pedradas pontiagudas na cabeça: não falavam coisa com coisa, não tinham noção alguma sobre colocar de pé uma argumentação jurídica.

Alguns se perdiam em devaneios e narrativas surreais, non sense, que nada tinham a ver com a defesa de seus clientes. Parece que foram contratados no laço durante as comemorações dos rodeios de Barretos. Lembram daquelas pessoas que não perdem a oportunidade de passar vergonha? Foi isso que aconteceu.

A qualidade da atuação dos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia e do procurador-geral Paulo Gonet contrastava profundamente com a ausência de atuação adequada por parte dos defensores dos réus. Isso me fez lembrar um episódio surreal no início desse mesmo processo, quando um advogado da defesa, em sua sustentação oral, citou o livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry como sendo de Nicolau Maquiavel.

Nesses momentos, questiono qual a real utilidade da Ordem dos Advogados do Brasil. Sério, a advocacia brasileira precisa de um freio de arrumação urgente.

E, a propósito, no dia do julgamento do mais importante processo para o futuro da democracia no país, a OAB nem se dignou a emitir uma nota se posicionando em favor do Estado Democrático de Direito, em defesa da nossa Constituição cidadã. Saudades de Raymundo Faoro, Sobral Pinto, Vital do Rêgo (pai), Heleno Fragoso. Tristes tempos esses.

E havia o “x” do dia: a corte observou, e os advogados miraram, Luiz Fux. Não por acaso, foi o ministro mais cortejado na tribuna. A aposta é pragmática: Fux (sim, aquele mesmo do brocado latino In Fux, We Trust) pode divergir sobretudo na dosimetria e, eventualmente, na forma de tipificação (absorção entre tentativa de golpe e abolição do Estado de Direito), o que reduziria penas.

Daí a bajulação explícita da defesa de Cid e a diplomacia de outros patronos — olhares interesseiros plantados na possibilidade de um voto parcialmente dissonante.

Em suma: um primeiro dia que separou, com nitidez, o peso da prova da leveza farsesca. Moraes e Gonet falaram pela República — “indícios de autoria”, “não é devaneio” —, enquanto quatro bancas expuseram nervos à flor da pele: uma em tom debochado, outra em modo galanteio, uma terceira reduzindo-se a diário íntimo, e uma quarta apelando à “minuta do Google”.

O julgamento é do Brasil que escolhe se democracia é cláusula pétrea ou papel para rascunho.

terça-feira, setembro 02, 2025

O Papel da Oposição em Jeremoabo: Crítica Construtiva x Desgaste Político

 

O Papel da Oposição em Jeremoabo: Crítica Construtiva x Desgaste Político

Em qualquer democracia, a crítica construtiva da oposição é fundamental. Ela questiona, aponta falhas e sugere caminhos, ajudando a administração a melhorar e a se manter no rumo. Esse tipo de atuação é válido e merece aplausos, pois fortalece a gestão e beneficia a população.

O problema surge quando a crítica perde o fundamento e se torna um mero instrumento de desgaste. Fazer acusações sem provas, apenas para depreciar a administração do prefeito Tista de Deda, é um ato de deslealdade política. É uma atitude que revela falta de caráter e que precisa ser repudiada. O povo de Jeremoabo não merece ser enganado com informações falsas.

Em tempos de globalização, a verdade é apurada em tempo real. Um exemplo disso é o Posto de Saúde do Riacho de Jeremoabo. Enquanto alguns tentam espalhar que falta de tudo, a realidade é que o local está devidamente abastecido com medicamentos. Contra fatos, não há argumentos.

A oposição precisa entender que seu papel é fiscalizar com responsabilidade, e não criar mentiras. O povo, agora mais informado, saberá distinguir a crítica honesta da fofoca política.


Você acredita que a transparência e a velocidade da informação podem ser as principais ferramentas para combater a desinformação política?

Mulheres brasileiras estão indo se cuidar na Bahia: Clínica Corpo e Mente revoluciona saúde feminina com novas técnicas


Espaço comemora 30 anos e faz mulheres do país irem até Vitória da Conquista


Uma nova tendência têm feito mulheres brasileiras viajarem de seus estados até Vitória da Conquista, na Bahia, para o atendimento em uma clínica específica. O principal motivo é a busca por cirurgias para alterar a aparência da vulva. “Mudou minha autoestima como um todo”, relata Adriana Santos, de Belo Horizonte, que também foi até a Clínica Corpo e Mente (@clinicacorpoementevdc).


Esse é um dos serviços que têm crescido de forma expressiva, com o país ocupando posição de destaque. Nos últimos três anos, houve um aumento de 33% nos procedimentos de labioplastia, também conhecida como ninfoplastia, destinada à redução dos pequenos lábios vaginais. O dado é do levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).


A amplitude desses números evidencia transformações culturais e sociais: de um lado, o fortalecimento de discursos estéticos cada vez mais presentes nas redes sociais e na mídia; de outro, a busca legítima de muitas mulheres por conforto, saúde íntima e autonomia sobre o próprio corpo. 


“As mulheres têm se sentido mais à vontade para falar sobre suas necessidades e buscar alternativas para o próprio bem-estar. Isso abre espaço para mais debates sobre sexo e qualidade de vida, que são tópicos que precisam de mais informações compartilhadas para proteção feminina”, explica a Dra. Jacqueline Ferraz (@drajacqueferraz), fundadora da Clínica Corpo e Mente (@clinicacorpoementevdc), pioneira na área em regiões nordestinas.


A médica explica que recebe pacientes de diversos estados não apenas para esse atendimento, mas também para clareamento íntimo e outras frentes. O espaço, que está completando três décadas, reúne um conjunto de procedimentos voltados para a harmonização da região genital feminina. Ninfoplastia e peelings químicos para uniformizar o tom da pele estão inclusos, assim como a radiofrequência íntima, que auxilia na melhora da flacidez, da lubrificação e da elasticidade vaginal.


* O verdadeiro diferencial para o pré e pós-cirúrgico:

Para Amanda Figueira, o principal ponto que faz com que a clínica se destaque não é apenas o pioneirismo nessas áreas de sucesso, mas  também a união com acompanhamento ginecológico para a cirurgia íntima, além de obstetrícia e ultrassonografia, indo até a nutrição e fisioterapia especializada. “A clínica atua de forma multidisciplinar para promover autoestima”, exclama a paciente.


O local também conta com serviços como psicologia, proposta pensada para que além da estética e saúde física, as pacientes possam desenvolver a autoestima e autocuidado de forma profunda durante os procedimentos e tratamentos. 


Outras possibilidades incluem o uso de LED para combater infecções, drenagem linfática para estimular a circulação e um acompanhamento integrado entre ginecologista e nutricionista, o que amplia a visão de cuidado e garante uma abordagem mais completa da saúde íntima feminina.


Em celebração aos seus 30 anos de história, mais um movimento para o público: a Corpo e Mente realiza, no dia 5 de outubro, uma corrida em Vitória da Conquista. A iniciativa, que busca incentivar o bem-estar e o autocuidado, contará com a presença de influenciadores, reforçando o engajamento da comunidade em torno da saúde.

Pauta enviada pelo Jornalista  Fábio Almeida

O julgamento de Jair Bolsonaro: histórico e necessário


 O julgamento de Jair Bolsonaro: histórico e necessário

 

 

Rodrigo Augusto Prando, Professor e Pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

 

Inicia-se, nesta terça-feira, 02 de setembro, na primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do Núcleo 1, identificado, na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), como o núcleo de comando e é formado pelos principais responsáveis pela articulação política e militar da tentativa de golpe.
 

O famigerado grupo conta com as figuras de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Dado o peso desses indivíduos e suas posições institucionais no governo anterior, o julgamento é apontado – conjugando adjetivações e frases de efeito – o “julgamento do século”, “julgamento histórico”, “inexorável encontro com a Justiça”, “[a] defesa da democracia contra os golpistas”, “o julgamento mais importante da história do STF”, entre tantas outras nomeações.
 

Sabidamente, há, no caso em tela, aspectos fundamentais no campo jurídico, político, sociológico e até pedagógico. Há, inclusive, por não se tratar de ciência exata, teses e teorias para os variados gostos presentes na natureza humana.
 

Politicamente – não ouso tratar do Direito –, Bolsonaro chega derrotado ao julgamento e não apenas pelos crimes que lhe são imputados: associação criminosa armada; golpe de estado; abolição violenta do estado democrático de direito; deterioração de patrimônio tombado; e dano qualificado com uso de violência e grave ameaça. A derrocada de Bolsonaro começa bem antes, já em sua derrota para Lula em 2022; na sua inelegibilidade; nos vários processos em que é investigado, indiciado e réu; e, mesmo agora, durante o julgamento no STF, é apontado, junto com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, por coação no curso do processo, ou, em outras palavras, como um operador que tenta constranger os juízes e, ainda, conspira contra seu país, por meio de tarifaço e sanções a ministros do STF e do governo Lula.
 

Política e sociologicamente, verificaremos se nossas instituições, bem como nossa sociedade e a democracia terão resiliência e passarão por mais esse teste.
 

A sociedade continua dividida, polarizada ou calcificada, como apontam estudiosos. Na recente pesquisa Genial/Quaest, 55% dos brasileiros consideram a prisão domiciliar de Bolsonaro justa e 39% apontam que ela é injusta; já acerca do plano de golpe, 52% afirmam que Bolsonaro participou da orquestração e 36% acreditam que ele não sabia ou participou.
 

O universo político não permite vácuo de poder e os movimentos, seja no Centrão ou de aliados próximos de Bolsonaro, já indicam, de forma clara e evidente, que, ao menos no curto e médio prazo, o ex-presidente não retoma o poder conquistado.
 

O julgamento ocorre em um ambiente saturado, nas redes sociais, de fake news, pós-verdades, negacionismos e teorias da conspiração no plano interno; do exterior, há a força dos EUA e do trumpismo, constrangendo e atacando a soberania brasileira. E, não menos importante, é o uso político que tanto Lula quanto os aliados do clã Bolsonaro usam na confecção de suas narrativas, que são desfavoráveis ao bolsonarismo.
 

Pedagogicamente, enfim, há que se ter de forma límpida qual o ensinamento isso tudo nos trará, individual e coletivamente. Democracia tem, em seu bojo, alternância de poder, uns ganham e outros são derrotados; subsiste, na disputa, adversários e não inimigos; respeitar as regras do jogo democrático é pressuposto para a sobrevivência da própria vida social e do Estado democrático de direito.
 

Esse é, por certo, um julgamento histórico e, mais que isso, necessário, sejam os réus inocentados ou culpados. Tudo dentro da lei e dos princípios republicanos.
 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

 

Informações

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

imprensa.mackenzie@agenciarace.com.br

Eudes Lima, Eduardo Barbosa, Guilherme Moraes e Mariana Chávez
(11) 2766-7254

Celular de plantão: (11) 9.8169-9912

 

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