quarta-feira, junho 04, 2025

Os saudosos do atraso e as Fake News sobre os festejos juninos de Jeremoabo


Mesmo após a esmagadora vitória do povo de Jeremoabo nas urnas, por meio da eleição de Tista de Deda como prefeito, ainda há aqueles que insistem em não aceitar a vontade popular. Os saudosos do atraso, inconformados com a derrota, continuam disseminando fake news e tentando manchar a imagem de uma gestão que tem como pilares o respeito, a responsabilidade e o compromisso com todos os jeremoabenses.

A mais recente mentira que circula entre esses opositores frustrados é a de que o prefeito Tista de Deda estaria priorizando, nas barracas dos festejos juninos, apenas aqueles que votaram nele. Uma narrativa baixa, mesquinha e completamente descolada da realidade.

O povo de Jeremoabo conhece a índole de Tista de Deda. Sabe que ele nunca foi e jamais será um perseguidor. Sua história de vida e sua postura pública sempre foram pautadas pelo respeito às diferenças, pela inclusão e pela construção de um município mais justo para todos. Ele não governa apenas para quem o apoiou, mas para toda a população — pois foi a maioria do eleitorado que o escolheu para essa missão, e ele honra essa confiança todos os dias.

Pequenos pensamentos e atitudes retrógradas não têm espaço na atual gestão. A Jeremoabo de hoje quer progresso, desenvolvimento e dignidade para todos. Inveja, falta de assunto e politicagem são atitudes de quem não tem projeto nem compromisso com o futuro da cidade.

Nas festas juninas que se aproximam, a palavra de ordem é paz, alegria e responsabilidade. E todos serão beneficiados: dos catadores de latas aos grandes comerciantes. A gestão está trabalhando para garantir um São João bonito, seguro e democrático, onde cada cidadão possa sentir orgulho de sua cidade.

Que os inconformados se conformem: Jeremoabo escolheu seguir em frente. E, com Tista de Deda à frente da Prefeitura, o futuro já começou.

"O melhor veneno para a mentira é a verdade".


O Silêncio que Grita: A Voz da Insatisfação em Jeremoabo


Engana-se quem pensa que o silêncio dos moradores de Jeremoabo é sinônimo de apatia ou conformismo. Muito pelo contrário: esse silêncio tem se mostrado um protesto ensurdecedor. Quando o povo se cala, não significa que aceitou, mas sim que está atento, vigilante e, muitas vezes, profundamente decepcionado. E é bom que os vereadores do município entendam isso: o silêncio também é uma forma legítima e poderosa de protesto.

Prova incontestável dessa mobilização silenciosa está no alcance das informações: apenas três matérias publicadas ontem neste blog, relacionadas à polêmica mudança da data da antecipação política de Jeremoabo, ultrapassaram dez mil acessos. Leitores de todo o Brasil, mas especialmente os jeremoabenses, mostraram-se ávidos por informação e atentos ao que ocorre na política local. Em tempos de internet e redes sociais, o povo está cada vez mais bem informado, crítico e exigente.

Diante disso, é preciso fazer um alerta — ou melhor, um convite — aos vereadores de Jeremoabo: se há, de fato, interesse em apresentar trabalho, buscar soluções e gerar benefícios reais para a população, que seja feito agora. Este é o momento oportuno de atuar com responsabilidade, transparência e compromisso com o bem comum. A função do Legislativo vai muito além de protocolar indicações ou fazer política de conveniência. É dever de cada vereador fiscalizar, propor, cobrar e, acima de tudo, colaborar com a gestão municipal quando esta se alinha ao interesse público.

O prefeito Tista de Deda assumiu uma missão desafiadora: reerguer Jeremoabo após anos de retrocessos. E ele não pode fazer isso sozinho. A união entre os poderes, quando pautada na ética, no respeito e no compromisso com o povo, é o que de fato fortalece a democracia e promove o desenvolvimento.

Fica, portanto, o chamado: que todos os vereadores, sem exceção, estejam firmes e fortes ao lado do povo e da administração municipal, colocando Jeremoabo em primeiro lugar. Porque, no fim das contas, a verdadeira força de uma cidade está na união dos que lutam por ela — e a união, como todos sabem, faz a força.

Jeremoabo: Resgatando o Passado, Construindo o Futuro - Um Chamado Urgente aos Vereadores

 

                                  Foto Divulgação - Imagem ilustrativa

Jeremoabo: Resgatando o Passado, Construindo o Futuro - Um Chamado Urgente aos Vereadores


A história de Jeremoabo é um tesouro que merece ser preservado, e a ansiedade dos vereadores em resgatá-la é louvável. No entanto, é fundamental que essa busca comece pelos canais de maior urgência e necessidade, focando em problemas que impactam diretamente a vida dos cidadãos e a memória do município.

Preservação do Patrimônio Histórico: Agir Antes que o Vento Leve Mais uma Vez

A primeira e mais premente ação deve ser o tombamento imediato do Casarão do Coronel João Sá e da Casa Sede da histórica Fazenda do Caritá. Não podemos permitir que esses marcos arquitetônicos e históricos sofram o mesmo destino da primeira Casa de Jeremoabo, onde o "vento levou" junto com parte de nossa memória. É preciso apresentar projetos e soluções que garantam a preservação e restauração desses imóveis, assegurando que as futuras gerações possam conhecer e valorizar suas raízes.

Paralelamente, é imperativo que sejam apresentados projetos e soluções para a recuperação da Pedra Furada. Este é um símbolo natural de Jeremoabo, e sua conservação é essencial para o turismo e para a identidade local.

Infraestrutura Básica: Um Grito de Socorro da População

Com o patrimônio histórico em vias de ser salvo, a atenção deve se voltar para a infraestrutura que afeta diretamente a qualidade de vida da população.

Trânsito Caótico: Necessidade de Ordenamento

As condições precárias do trânsito de Jeremoabo são um problema crônico que exige soluções urgentes. É preciso desenvolver um plano de mobilidade urbana que contemple sinalização adequada, organização do fluxo de veículos, criação de estacionamentos e, se necessário, o desenvolvimento de novas vias. Um estudo detalhado é fundamental para identificar os gargalos e propor as intervenções mais eficazes.

Cemitério Municipal: Dignidade para os Que Partiram

A situação do cemitério oficial de Jeremoabo, onde "os defuntos estão gladiando por uma vaga", é inaceitável. A administração municipal, em conjunto com os vereadores, precisa apresentar um plano de expansão e modernização do cemitério, garantindo um local digno para o sepultamento dos entes queridos e respeitando as normas sanitárias e ambientais.

Ampliando Horizontes: Investimento em Saúde, Educação e Desenvolvimento Regional

Após resolver essas questões emergenciais, é hora de olhar para soluções de maior escopo que impulsionarão o desenvolvimento de Jeremoabo:

Canal do Sertão: Uma Conexão Vital

É fundamental que sejam apresentados estudos da necessidade de enquadrar Jeremoabo no Canal do Sertão. A água é o motor do desenvolvimento no semiárido, e a integração ao Canal traria inúmeros benefícios para a agricultura, pecuária e para a qualidade de vida da população, abrindo novas perspectivas econômicas para o município.

Saúde e Educação: Pilares para o Futuro

A saúde e a educação são direitos básicos e investimentos estratégicos. É urgente que sejam apresentados estudos e que se pressionem as autoridades competentes pela implantação de UTIs no hospital de Jeremoabo. A falta de leitos de terapia intensiva é uma deficiência grave que coloca vidas em risco.

Da mesma forma, a instalação de uma Faculdade em Jeremoabo é um passo crucial para o desenvolvimento educacional e social do município. Isso abriria portas para os jovens locais, atrairia novos talentos e impulsionaria a economia local.

Festejos Juninos: Planejamento Urgente para Evitar Novo Fiasco

Por fim, mas não menos importante, e com a máxima urgência para a próxima semana, é imperativo que sejam apresentados estudos para que a organização dos festejos juninos não seja um fiasco como na Alvorada passada. As reclamações dos visitantes devido à falta de infraestrutura, incluindo a ausência de locais para estacionar veículos e satisfazer necessidades fisiológicas, são um alerta. É preciso planejar com antecedência, garantindo infraestrutura adequada, segurança, organização e um acolhimento digno aos visitantes. O São João é uma festa tradicional que atrai turistas e movimenta a economia local; não podemos negligenciá-lo.


Ao resolver esses problemas prementes, os vereadores de Jeremoabo terão não apenas resgatado parte crucial de sua história, mas também pavimentado o caminho para um futuro mais próspero e digno para todos os jeremoabenses. Somente após a resolução dessas questões fundamentais é que restará tempo e legitimidade para discutir a mudança da data da emancipação política de Jeremoabo.

Qual desses pontos você acredita que os vereadores deveriam priorizar nesta próxima sessão?

terça-feira, junho 03, 2025

Emancipação Política ou Reconstrução de Jeremoabo: Onde Focar as Energias?

 


Emancipação Política ou Reconstrução de Jeremoabo: Onde Focar as Energias?

A recente reunião da Câmara de Vereadores de Jeremoabo reacendeu um debate importante na cidade, especialmente após as ponderações do cidadão José Mário. Em sua fala, José Mário questionou a relevância da discussão sobre a data de emancipação política para o povo jeremoabense, propondo que os vereadores foquem seus esforços na resolução de problemas mais urgentes que afligem o município.

A questão levantada por José Mário é bastante pertinente. Embora a emancipação política seja um marco histórico e cultural para qualquer cidade, a população de Jeremoabo enfrenta desafios diários em áreas cruciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, com destaque para a persistente falta d'água na zona rural e a carência de transporte escolar. Esses problemas foram, inclusive, pautas constantes de cobrança dos próprios vereadores à gestão anterior.


Prioridades em Pauta: A Voz do Cidadão

 Com um toque de ironia  menciono Freud e Dr. Simão Bacamarte, para responder a indagação de José Mário que .trouxe à tona uma reflexão essencial: o que, de fato, a mudança na data da emancipação política traria de melhoria para o povo de Jeremoabo neste momento? Sua sugestão é clara: em vez de "discutir o sexo dos anjos", os vereadores deveriam concentrar seus conhecimentos e esforços em auxiliar o prefeito Tista de Deda na árdua missão de reconstruir o município.


A Urgência da Reconstrução

É inegável que a reconstrução e o avanço de Jeremoabo dependem de uma atuação conjunta e estratégica entre o poder executivo e o legislativo. Seria mais produtivo que os vereadores, com seu conhecimento e representatividade, se empenhassem em auxiliar o prefeito Tista de Deda na missão de reerguer o município. A superação das deficiências em serviços básicos e a garantia de condições dignas para a população deveriam ser a prioridade máxima.

As "feridas" que há anos impactam a vida dos cidadãos de Jeremoabo precisam ser sanadas. A população espera que seus representantes concentrem suas energias em ações concretas que resultem em melhorias tangíveis no cotidiano da cidade. O foco agora deve ser em "ajudar o prefeito Tista de Deda a levantar Jeremoabo", para que, no futuro, a cidade possa celebrar sua história com a certeza de um presente mais próspero e um futuro promissor.


O Futuro Após a Reconstrução

Somente após sanados os problemas mais prementes, aí sim, haveria espaço para discussões de outra natureza, incluindo uma possível alteração na data da emancipação política. A hierarquia das necessidades é clara: primeiro o essencial, depois o simbólico. Que Jeremoabo possa, em breve, virar essa página e focar no que realmente importa para o bem-estar de sua gente.

Bom Senso Prevaleceu na Câmara de Jeremoabo


Nota da Redação deste Blog  - Bom Senso Prevaleceu na Câmara de Jeremoabo

Ainda bem que o presidente da Câmara Municipal de Jeremoabo recorreu ao bom senso e suspendeu a votação do projeto que visava mudar, de forma apressada, a data da emancipação política do nosso município. Caso contrário, estaríamos diante de uma decisão “a toque de caixa”, contrária à vontade da maioria da população jeremoabense.

O que mais chama atenção é que, ao longo da história, tanto a Prefeitura quanto a Câmara já foram ocupadas por pessoas cultas, respeitadas e influentes — não apenas em Jeremoabo, mas em todo o Estado da Bahia. Deputados filhos da terra, com prestígio e conhecimento, jamais ousaram modificar uma data tão simbólica com uma simples canetada. Isso demonstra que a prudência e o respeito à história local sempre foram valores preservados.

Todos nós queremos o melhor para Jeremoabo. Buscamos desenvolvimento, justiça e progresso. No entanto, qualquer mudança que envolva aspectos históricos tão relevantes deve ter fundamento legal, base documental e principalmente embasamento histórico. Para se propor uma nova data para a emancipação política da cidade, é necessário um amplo estudo, consultas a historiadores, análise de documentos públicos e, acima de tudo, ouvir a voz do povo.

Um bom exemplo vem da vizinha cidade de Jatobá, em Sergipe, onde o prefeito tem conduzido um processo sério e responsável para revisar a data de fundação da cidade. Lá, estão sendo feitos estudos, pesquisas e audiências com a população para garantir que qualquer mudança seja baseada em provas concretas e tenha legitimidade.

É isso que esperamos também da Câmara de Jeremoabo: que não fuja da lógica, da legalidade e da vontade do povo. Que os vereadores não ajam movidos por vaidade, orgulho ou motivações políticas individuais, mas sim pelo interesse coletivo e pelo compromisso com a verdade histórica.

Quero aqui parabenizar o vereador Zé Miúdo, que, mesmo em sua simplicidade, demonstrou grandeza ao declarar que só votaria a favor da mudança se fosse convencido da correção do ato e de que esse desejo partia do povo. Louvo também o posicionamento do vereador Antônio Chaves, que defendeu o diálogo entre os que são a favor e os que são contra, buscando um entendimento democrático.

Isso sim é democracia: ouvir, refletir, debater e só então decidir.

Jeremoabo precisa de responsabilidade, sabedoria e progresso — mas progresso que venha por meio da ação responsável, e não apenas por palavras soltas ou decisões apressadas. O que importa é o bem comum, não interesses pessoais.


 

O Incêndio da Identidade: A Câmara de Vereadores Contra Jeremoabo

 

O Incêndio da Identidade: A Câmara de Vereadores Contra Jeremoabo

A cada dia, a Câmara de Vereadores de Jeremoabo parece empenhada em inscrever seu nome na história do município, não por feitos notáveis, mas por uma série de atos que configuram um verdadeiro escárnio contra a identidade e a memória da cidade. O que antes era uma omissão preocupante, agora se revela uma ofensiva deliberada contra os alicerces culturais e históricos de Jeremoabo, culminando na absurda intenção de mudar a data da Emancipação Política.

O rastro dessa desfaçatez começou com a alteração do nome das "Escolas Reunidas Coronel João", um ato que, na época, passou despercebido pela complacência generalizada. A falta de reação popular, de indignação cívica, parece ter sido o combustível para a ousadia crescente. Agora, a bola da vez é a data da emancipação, um marco que, para qualquer povo com um mínimo de brio, é intocável. Mudar a data é, em essência, reescrever a história à revelia, uma afronta direta aos filhos de Jeremoabo que têm orgulho de suas raízes.

Esse ato, que pode ser tecnicamente legal, mas é profundamente imoral e antiético, fere os brios de cada cidadão de bem. É a evidência mais cristalina de que, uma vez eleitos, alguns vereadores consideram que o povo "que se dane". Não há compromisso com a história, com a tradição, com a memória daqueles que construíram Jeremoabo. Há apenas a conveniência do poder e a indiferença para com o sentimento popular.

Paradoxalmente, essa oposição disfuncional, ao invés de atuar como um contraponto construtivo à administração do prefeito Tista de Deda, joga-o contra o próprio povo, criando um cenário de instabilidade e desconfiança. Elementos que se posicionam contra o governo transparente e competente de Tista de Deda, movidos pela saudade da "mamata" perdida, transformaram-se em Judas de Jeremoabo, sabotando a reconstrução e o progresso da cidade.

Nenhum cidadão verdadeiramente filho desta terra está satisfeito com tamanha imoralidade. A ausência de manifestação popular diante de tais desmandos é preocupante. Contudo, cabe ao prefeito Tista de Deda, como líder de uma gestão que busca a retidão, pautar-se pela sabedoria de Santo Agostinho: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem.” Em tempos de ataques infundados e oportunismos, a solidez dos princípios é o melhor escudo.

Esse nocaute contra Jeremoabo, esse escárnio aviltante contra a história e o povo, faz-nos compreender de forma dolorosa as chamas que, dizem, constam na bandeira do município. A Câmara de Vereadores de Jeremoabo, com sua omissão e seus atos arbitrários, está literalmente incendiando o que ainda resta de bom na cidade, consumindo a memória, a identidade e a confiança.

Estamos vivenciando, em pleno século XXI, as palavras de Rui Barbosa, proferidas há mais de um século, mas de uma atualidade aterradora para Jeremoabo: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Que a chama na bandeira de Jeremoabo, em vez de representar um incêndio destrutivo, inspire a chama da indignação e da resistência para que a verdadeira identidade da cidade não seja consumida pela inação de seus próprios representantes. O povo de Jeremoabo merece respeito à sua história.

O COMUNICADO DA MALDIÇÃO E O SILÊNCIO ENSURDECEDOR SOBRE O COMBUSTÍVEL DE OURO

 


O COMUNICADO DA MALDIÇÃO E O SILÊNCIO ENSURDECEDOR SOBRE O COMBUSTÍVEL DE OURO

Recebi — como tantos outros cidadãos de Jeremoabo — o famigerado comunicado que oficializa a mudança da data da nossa emancipação política. Um ato inoportuno, desconectado da vontade popular, que só reforça a triste sina que paira sobre nossa terra desde os tempos em que os capuchinhos lançaram sua maldição: “Jeremoabo crescerá como rabo de cavalo — para baixo.” E vejam, o tempo parece lhes dar razão. Mudar a data de fundação de um povo é, no mínimo, um escárnio contra sua história. Aceito, porque não tenho o poder de impedir, mas não concordo. Não me calo.

Mas mais grave que esse episódio simbólico — ainda que doloroso — é o silêncio vergonhoso diante de algo que fere, em cheio, os cofres públicos e a moral do nosso povo: as sucessivas denúncias de superfaturamento de combustível na Câmara de Vereadores de Jeremoabo.

Sim, é isso mesmo. E não é uma denúncia só. São três, no mínimo, cada uma vinda de um vereador diferente, em tempos distintos:

  • A primeira foi feita pelo então vereador Eriks, ainda aliado de Deri do Paloma. Ele, de dentro do grupo, apontou a existência de gastos suspeitos e abusivos com combustíveis.

  • Depois, veio o vereador Zé Miuido, levantando outra denúncia — também envolvendo possíveis irregularidades no abastecimento de veículos e na prestação de contas.

  • E por fim, o vereador Neto engrossou o caldo, citando novos indícios de superfaturamento, como se o combustível em Jeremoabo fosse feito de ouro líquido.

E o que foi feito com essas denúncias? Nada! Absolutamente nada.

O povo continua sem respostas. As notas fiscais não aparecem. Os responsáveis não se explicam. E o mais preocupante: o Ministério Público, que deveria ser a trincheira da legalidade e da moralidade, parece surdo às rádios da cidade, cego às redes sociais e mudo diante do clamor popular.

É revoltante ver vereadores — que deveriam fiscalizar, cobrar e legislar pelo bem da coletividade — se transformarem em cúmplices pelo silêncio. Jogam no lixo o dinheiro suado do contribuinte, enquanto batem no peito para criticar erros da gestão passada com o dedo sujo da própria imundície. Se esquecem que quem mora em vidro não pode atirar pedras.

Chega! Jeremoabo não é terra sem lei. O povo cansou de ser enganado, de ver a corrupção virar rotina e a verdade ser calada por conveniência política.

Se é para falar de emancipação política, que comecem prestando contas ao povo — sobre cada litro de combustível, cada centavo desviado, cada mentira contada. Porque emancipar-se de verdade não é mudar data em calendário, é libertar-se da corrupção institucionalizada.


Processos que afastaram juiz Marcelo Bretas vão a julgamento no CNJ; baiano apresenta relatórios

 Foto: Reprodução/Folha de São Paulo

Juiz federal Marcelo Bretas, condutor da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro03 de junho de 2025 | 06:40

Processos que afastaram juiz Marcelo Bretas vão a julgamento no CNJ; baiano apresenta relatórios

exclusivas

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) julga nesta terça-feira (3) os três processos administrativos disciplinares que levaram ao afastamento temporário do juiz federal Marcelo Bretas, condutor da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

A expectativa é a de que o conselheiro José Rotondano apresente os relatórios dos processos após mais de dois anos de investigação sob sigilo. O CNJ é composto por 15 conselheiros, que podem votar ou pedir vista para analisar os autos, o que adiaria a decisão sobre o caso.

Bretas foi afastado temporariamente do cargo em fevereiro de 2023 após a aberturas dos três PADs (processos administrativos disciplinares) que avaliam a condução da Lava Jato fluminense. O magistrado, que recebe salários mesmo afastado, sempre negou as suspeitas sobre sua atuação. Procurado, disse que se manifestaria após o julgamento.

Uma das investigações foi aberta para apurar informações do acordo de delação premiada do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, que relatou supostos acordos feitos com o juiz antes do proferimento de sentenças com o envolvimento de procuradores.

Um dos casos se refere à suposta negociação com Bretas e um procurador da força-tarefa fluminense sobre como a confissão do empresário Fernando Cavendish num interrogatório afetaria o acordo de delação ainda em debate.

Nythalmar procurou a PGR para firmar o acordo após ser alvo de busca e apreensão numa investigação do Ministério Público Federal sob suspeita de tráfico de influência e venda de prestígio na captação de clientes.

O acordo, porém, acabou arquivado por falta de provas após decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). A ausência da homologação não interfere diretamente nos processos contra Bretas no CNJ. O órgão analisa os relatos de Nythalmar para identificar eventuais infrações disciplinares, enquanto a colaboração precisa indicar supostos crimes.

O colegiado também avalia uma suposta ingerência do magistrado no setor de perícias da Polícia Federal. Será analisado ainda um suposto abuso na realização de buscas e apreensões em escritórios de advocacia.

Outro processo foi aberto após representação de Eduardo Paes (PSD), sob alegação de atuação político-partidária do magistrado durante as eleições de 2018, quando o atual prefeito do Rio de Janeiro concorreu a governador contra o ex-juiz federal Wilson Witzel, amigo de Bretas.

Paes questiona o fato de o magistrado ter marcado de forma seguida, durante a campanha eleitoral de 2018, interrogatórios de seu ex-secretário de Obras Alexandre Pinto, à época réu confesso da acusação de recebimento de propina.

A quarta e última audiência foi realizada três dias antes do primeiro turno. Após três interrogatórios sem envolver Paes nos atos de corrupção, Pinto afirmou pela primeira vez que soube de acerto de propina por parte do prefeito, que nega a acusação.

Bretas se tornou responsável pela Lava Jato fluminense na primeira instância em 2015, atuando em processos envolvendo corrupção na Eletrobras.

Também assumiu as ações penais sobre o esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral, a quem mandou prender e condenou a mais de 400 anos de prisão em mais de 30 ações penais. Os desdobramentos da investigação levaram à prisão de uma série de empresários, como Eike Batista, e uma rede de mais de 50 doleiros.

Dentro da investigação sobre a estatal Eletronuclear, o magistrado também expediu em 2019 ordem determinando a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB), o que foi revertido posteriormente no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O juiz vem desde 2021 tendo sua atuação questionada em tribunais superiores. Diversos processos foram retirados de suas mãos por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) com o entendimento de que a conexão entre eles não é suficiente para mantê-los obrigatoriamente sob responsabilidade do magistrado.

Depoimentos no caso do golpe indicam ação direta de Bolsonaro e não devem mudar cenário no STF

 Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Ex-presidente Jair Bolsonaro03 de junho de 2025 | 08:50

Depoimentos no caso do golpe indicam ação direta de Bolsonaro e não devem mudar cenário no STF

brasil

Depoimentos das testemunhas convocadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros réus na ação penal sobre tentativa de golpe de Estado indicam que o ex-chefe do Executivo agiu nos bastidores para tentar rever o resultado que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente em 2022.

Três testemunhas relataram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro consultou a possibilidade de “virar a mesa” pelo menos a generais das Forças Armadas, discutiu a possibilidade de prender ministro do STF Alexandre de Moraes e procurou irregularidades que pudessem assegurá-lo no comando do País.

Contaram essas situações o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) Carlos Almeida Baptista Junior, o ex-chefe do Exército Brasileiro Marco Antônio Freire Gomes e o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco.

A oitiva dos depoentes do chamado “primeiro núcleo” acusado de tentativa de golpe de Estado no Brasil foi encerrada nesta segunda-feira, 2, com o depoimento do senador Rogério Marinho (PL-RN).

Bolsonaro foi visto acompanhando alguma das oitivas das testemunhas – isso ocorreu nesta segunda-feira.

Fazem parte do “núcleo 1” oito pessoas: Bolsonaro, o ex-ministro Walter Braga Netto, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno, o deputado federal Alexandre Ramagem, o ex-chefe da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Ao todo, foram ouvidas 52 pessoas em dez dias de sessão entre generais, senadores, ex-ministros, secretários, funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o vice-presidente no governo Bolsonaro, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Das 52 testemunhas, a defesa elencou 50 – outras cinco foram convocadas pela acusação, feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. No total, houve 28 desistências: uma da acusação e 27 da defesa.

Com o que foi ouvido dos depoentes, o cenário ainda complica Bolsonaro, que responde criminalmente organização criminosa (pena de três a oito anos, podendo chegar a 17 com agravantes), abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de quatro a oito anos), golpe de Estado (pena de quatro a 12 anos), dano qualificado com uso de violência e grave ameaça (pena de seis meses a três anos) e deterioração de patrimônio tombado (pena de um a três anos).

Os advogados questionaram as testemunhas, com mais frequência, sobre três episódios: uma reunião ministerial de julho de 2022 – quando Bolsonaro pediu união para “fiscalizar” as urnas eletrônicas e Heleno falou em “virar a mesa” -, as blitze no Nordeste durante o segundo turno e uma live de Bolsonaro de 2021, em que ele atacou as urnas sem provas.

Algumas das testemunhas ouvidas foram indiciadas ou estão sob investigação em outros inquéritos (um, sobre as blitze no Nordeste e, outro da Abin paralela). Nesses casos, Moraes, relator da ação penal, ressalvou que se prejudica a integridade do depoimento dessas pessoas, já que elas podem mentir já que podem virar réus.

O general Freire Gomes – testemunha da acusação e das defesas de Bolsonaro, Cid, Garnier e Oliveira – confirmou que recebeu um plano do governo para impedir a posse de Lula.

Freire Gomes disse que se reuniu com Bolsonaro, os outros dois chefes das Forças Armadas e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, então ministro da Defesa, para discutir o conteúdo da “minuta golpista”. Esse texto foi encontrado pela Polícia Federal (PF) na casa de Anderson Torres.

O general disse que se posicionou contra a tentativa de intervir no processo eleitoral e alertou Bolsonaro que ele poderia ser “enquadrado juridicamente”.

Segundo o ex-comandante, a chamada “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, manifesto foi assinado por 37 militares e recebido por Mauro Cid, foi interpretada como uma pressão para que ele aderisse a uma tentativa de golpe de Estado.

Moraes repreendeu Freire Gomes durante o depoimento na sede da Corte. O magistrado afirmou que o militar mudou a versão dada à PF de que o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos teria concordado com o plano de golpe de Jair Bolsonaro.

No depoimento, o ex-comandante disse não ser possível saber se houve adesão de Garnier à tentativa de golpe. Moraes disse que ele pensasse bem antes de responder, porque “testemunha não pode omitir o que sabe”.

“Se mentiu na polícia, tem que dizer que mentiu na polícia. A testemunha foi comandante do Exército, está preparado para situações de pressão”, disse o ministro relator. “O senhor disse na polícia que Garnier se colocou à disposição do presidente. Ou o senhor falseou na polícia ou está falseando aqui.”

Garnier é apontado pela Polícia Federal como o comandante das Três Forças que teria aderido ao golpe. Delações feitas à PF indicam que o ex-chefe da Marinha chegou a dispor suas tropas para a intentona golpista.

A informação foi confirmada no depoimento de Baptista Júnior, ex-FAB, ao STF. “O almirante Garnier não estava na mesma sintonia, na mesma postura que o general Freire Gomes. Em uma dessas reuniões, chegou a um ponto em que ele falou que as tropas da Marinha estariam à disposição do presidente”, disse.

Nesse mesmo testemunho, Baptista Júnior disse que, na primeira quinzena de novembro de 2022, houve um “brainstorming” sobre a possível prisão de Moraes em uma reunião no Palácio da Alvorada. Essa discussão contou com a presença de Bolsonaro e outros chefes das Forças Armadas.

“Isso era no ‘brainstorming’ das reuniões, isso aconteceu. Eu lembro que houve essa cogitação de prender o ministro Alexandre de Moraes, que era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). ‘Amanhã o STF vai dar o habeas corpus para soltar ele e nós vamos fazer o quê? Vamos prender os outros?'”, afirmou Baptista Júnior, sem dizer quem era o interlocutor.

Também depois de ser derrotado em 2022, Bolsonaro procurou o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco para saber da possibilidade de reverter o resultado eleitoral.

Segundo Bianco relatou ao STF, Bolsonaro perguntou se houve problema jurídico no resultado – a resposta foi negativa, ainda de acordo com ele. O ex-presidente estava novamente acompanhado dos chefes das Forças Armadas.

O ex-presidente também foi acusado de consultar locais de votação em Lula para repassar à Polícia Rodoviária Federal (PRF) O ex-analista de inteligência da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Justiça Clebson Ferreira de Paula Vieira afirmou que recebeu encomendas de estudos sobre a distribuição de agentes da PRF às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

As ordens, segundo ele, partiram da então secretária de Segurança Pública da pasta, Marília Ferreira de Alencar, a única mulher que é ré nessa ação penal. “Recebi duas demandas, que passaram direto dela para mim. A primeira foi a análise de dados de concentração de votos acima de 75%, tanto para Lula quanto para Bolsonaro. Solicitou para mim que eu fizesse algumas impressões e algumas planilhas. A segunda foi a distribuição da Polícia Rodoviária Federal, um painel para possível tomada de decisão”, disse no depoimento.

Estratégia comum da defesa de todos os réus do primeiro núcleo acusado da tentativa de golpe foi ouvir pessoas próximas que negam terem sido procuradas sobre algum plano golpista.

Bolsonaro convocou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o governador Tarcísio de Freitas e Mourão como testemunhas – todos os três relataram não terem sido procurados para reverter a vitória de Lula e relatam que Bolsonaro estava “triste” e “isolado” após ser derrotado por Lula.

Tarcísio disse não ter conhecimento de atos no Planalto que levaram ao 8 de Janeiro, Nogueira afirmou que a transição foi feita para conter caminhoneiros que bloqueavam rodovias no Brasil e Mourão ainda culpou o governo Lula pelos ataques golpistas que depredaram a sede dos Três Poderes.

“Encontrei um presidente triste, resignado”, disse Tarcísio, em breve depoimento. Esse assunto (tentativa de golpe) nunca veio à pauta.”

Ao STF, Mourão disse que se reuniu com Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro e com o então ministro da defesa Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira algumas vezes depois da eleição de 2022, mas tratava apenas de “assuntos meramente do dia a dia da caserna”.

Mourão foi especialmente elogioso a Mauro Cid durante a oitiva. Ele disse que Cid era “um filho que a gente tem na vida militar”

Assim como ocorreu com Freire Gomes, o ministro relator da ação penal, Alexandre de Moraes, chegou a interromper perguntas e o depoimentos de testemunhas durante a oitiva. As queixas foram especialmente a análise dos acontecimentos dos depoentes.

Em um dos episódios, Moraes ameaçou dar voz de prisão ao ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, testemunha de Garnier.

Rebelo disse que a fala de Garnier em “dispor a Marinha” para uma tentativa de golpe não poderia ser interpretada literalmente, provocando uma interrupção de Moraes.

“O senhor estava na reunião quando o almirante Garnier falou essa expressão?”, perguntou o ministro. Rebelo respondeu negativamente. “Então, o senhor não tem condição de avaliar a língua portuguesa naquele momento. Atenha-se aos fatos”, repreendeu Moraes.

“A minha apreciação da língua portuguesa é minha e não admito censura”, retrucou Rebelo. Moraes então ameaçou prender o ex-ministro. “Se o senhor não se comportar, o senhor vai ser preso por desacato”, respondeu o magistrado.

Moraes deu broncas, entre outros, com a defesa de Bolsonaro, quando perguntaram a Mourão sobre a avaliação dele sobre o 8 de Janeiro. “A testemunha não é um perito. Testemunha não pode chegar a nenhuma conclusão”, afirmou.

Isso também ocorreu com o advogado de Anderson Torres, Eumir Novacki. Moraes acusou Novacki de induzir o testemunho de Freire Gomes. “Não vou permitir que a vossa senhoria faça circo no meu tribunal”, chegou a falar Moraes.

Levy Teles / Estadão Conteúdo

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