Engana-se quem pensa que o silêncio dos moradores de Jeremoabo é sinônimo de apatia ou conformismo. Muito pelo contrário: esse silêncio tem se mostrado um protesto ensurdecedor. Quando o povo se cala, não significa que aceitou, mas sim que está atento, vigilante e, muitas vezes, profundamente decepcionado. E é bom que os vereadores do município entendam isso: o silêncio também é uma forma legítima e poderosa de protesto.
Prova incontestável dessa mobilização silenciosa está no alcance das informações: apenas três matérias publicadas ontem neste blog, relacionadas à polêmica mudança da data da antecipação política de Jeremoabo, ultrapassaram dez mil acessos. Leitores de todo o Brasil, mas especialmente os jeremoabenses, mostraram-se ávidos por informação e atentos ao que ocorre na política local. Em tempos de internet e redes sociais, o povo está cada vez mais bem informado, crítico e exigente.
Diante disso, é preciso fazer um alerta — ou melhor, um convite — aos vereadores de Jeremoabo: se há, de fato, interesse em apresentar trabalho, buscar soluções e gerar benefícios reais para a população, que seja feito agora. Este é o momento oportuno de atuar com responsabilidade, transparência e compromisso com o bem comum. A função do Legislativo vai muito além de protocolar indicações ou fazer política de conveniência. É dever de cada vereador fiscalizar, propor, cobrar e, acima de tudo, colaborar com a gestão municipal quando esta se alinha ao interesse público.
O prefeito Tista de Deda assumiu uma missão desafiadora: reerguer Jeremoabo após anos de retrocessos. E ele não pode fazer isso sozinho. A união entre os poderes, quando pautada na ética, no respeito e no compromisso com o povo, é o que de fato fortalece a democracia e promove o desenvolvimento.
Fica, portanto, o chamado: que todos os vereadores, sem exceção, estejam firmes e fortes ao lado do povo e da administração municipal, colocando Jeremoabo em primeiro lugar. Porque, no fim das contas, a verdadeira força de uma cidade está na união dos que lutam por ela — e a união, como todos sabem, faz a força.