sábado, março 02, 2024

A direita sonha em reconquistar a Prefeitura de Aracaju

em 1 mar, 2024 8:13

Adiberto de Souza

 Na oposição desde que em 2016 o saudoso João Alves Filho perdeu as eleições para Edvaldo Nogueira (PDT), a direita quer reconquistar a Prefeitura de Aracaju agora em 2024. Alguns nomes dessa corrente política já se insinuam como postulantes à cadeira ocupada hoje pelo reeleito pedetista.  Os vereadores direitistas Fabiano Oliveira (PP) e Emília Corrêa (PRB) já botaram as cabeças de fora. Outros nomes da direita também prometem concorrer ao comando da capital sergipana, com destaque para a secretária estadual da Mulher, Danielle Garcia (MDB) e as deputadas federais Katarina Feitoza (PSD) e Yandra de André (União Brasil). O pai desta última parlamentar é quem articula o projeto dela e pode provocar um racha na base governista se a herdeira for preterida pelos partidos aliados. Como já ocorreu nas últimas eleições, o principal adversário dos direitistas é a desunião entre eles, que perdem força ao lançarem vários candidatos. Na espreita, os ditos partidos de esquerda torcem justamente por um rompimento da direita visando se fortalecer na disputa pela Prefeitura de Aracaju. Portanto, aguardemos pra saber quem vai com quem ao próximo baile eleitoral. Marminino!

De volta à Câmara

O médico e ex-vereador Doutor Gonzaga (PSD) está retornando à Câmara Municipal de Aracaju. O ex-parlamentar ocupará a vaga aberta por conta da cassação do vereador Zezinho do Bugio (PSB). O pessebista foi cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária ao trocar de partido fora do período permitido. Já o vereador Bigode do Santa Maria (PSD), atualmente ocupando a vacância de Nitinho Vitale (PSD), que se afastou para substituir o deputado Fábio Reis (PSD) na Câmara Federal, passa a ser titular no parlamento aracajuano. Ah, bom!

Promessas vazias

Os pré-candidatos às prefeituras e câmaras municipais já começaram a distribuir promessas vazias a torto e a direito. São as primeiras de um turbilhão de palavras lançadas ao vento para engabelar os incautos.  Ao eleitor, cabe rechaçar as propostas inviáveis e negar o voto aos demagogos. Para eleger políticos comprometidos com as aspirações coletivas, é fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer a atuação dele. Cabe ao cidadão dizer não aos fazedores de promessas vãs. Arre égua!

Quem te viu

Hoje governistas de quatro costados, o senador Alessandro Vieira (MDB) e a secretaria estadual da Mulher, Danielle Garcia (MDB), já foram críticos duros do governador Fábio Mitidieri (PSD). Na campanha eleitoral passada, o emedebista alardeava que o plano de governo do líder pedessista repetia as mesmas propostas feitas por Belivaldo Chagas (PSD) na campanha de 2018: “O grupo volta a usar a palavra ‘avançar’ no slogan, mas está há anos no poder e não fez o que tinha que ser feito”, fustigava Vieira. Já Danielle repetia em 2021 que o seu objetivo era “libertar o povo das mãos do atual grupo político. Somos oposição e vamos para a eleição contra o grupo de Belivaldo Chagas, Edvaldo Nogueira, Jackson Barreto e André Moura. Precisamos libertar nosso Estado do atraso”. Misericórdia!

Hospital visitado

A bancada da oposição foi ver de perto qual o estágio em que se encontra o Hospital de Amor, em Lagarto. Os deputados estaduais Georgeo Passos (Cidadania), Paulo Júnior (PV), Marcos Oliveira (PL) e Linda Brasil (Psol) ficaram impressionados com a grandiosidade da obra. Também lamentaram o fato de o governo de Sergipe não contribuir para que os sergipanos se beneficiem o quanto antes da moderna estrutura oferecida por aquela unidade hospitalar. Na comitiva que visitou o hospital, foram sentidas as ausências dos deputados oposicionistas Ibrain Monteiro (PV) e Chico do Correio (PT). Aff Maria!

Homenagem a Aracaju

(Foto: Cláudio Araújo)

Os 169 anos de Aracaju, comemorados no próximo dia 17, terão uma sessão solene na Câmara Federal. A proposta é de autoria do deputado federal Nitinho Vitalle (PSD): “O brasileiro precisa conhecer, se apropriar e se apaixonar por este grande patrimônio cultural e histórico que é a nossa capital. Vamos levar a história de Aracaju para o centro do Poder do país”, afirma o parlamentar. Satisfeito com a aprovação de seu requerimento pela Mesa Diretora do Legislativo, Nitinho disse que o seu objetivo com a iniciativa é nacionalizar o orgulho de Aracaju. Supimpa!

A desilusão do eleitor

O elevado número de cidadãos que votam nulo, em branco ou simplesmente se abstêm, reflete o desinteresse de parte da população pelas propostas dos candidatos a cargos eletivos. São vários os motivos que levam o suplicante a trocar a obrigação cívica por uma ensolarada praia. O principal deles é o comportamento da maioria dos políticos, envolvidos em escândalos de toda ordem. Tomara que este desinteresse do eleitorado pelas urnas force os partidos a repensarem a forma de fazer política, priorizando a seriedade tão reclamada pelo cidadão de bem. Danôsse!

A dúvida na janela

Os políticos só têm do próximo dia 7 até 5 de abril para trocar de legenda sem o risco de cometer infidelidade partidária. A previsão é que um número considerável de parlamentares use a janela partidária, porém a maioria enfrenta uma dúvida atroz: qual a melhor legenda para garantir a reeleição?  Este dilema afeta boa parte dos vereadores de Aracaju. Segundo a jornalista Rita Oliveira, ao menos 10 deles devem pular a cerca pras bandas de outros partidos. E se depois de mudar de sigla o suplicante se arrepender? Aí já era! O problema é que, indeciso ou não, o indigitado terá que mudar de partido até o dia 5 de abril ou permanecer onde está pra ver como é que fica. Crendeuspai!

Amor bandido

Cuidado com o “golpe do amor” ou “golpe Don Juan”, em que mulheres são induzidas a fazer depósitos em troca de presentes supostamente retidos no aeroporto. Segundo a Receita Federal, os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, se passando por estrangeiros em boas condições financeiras. Após envolverem emocionalmente a vítima, pedem que ela deposite dinheiro em contas para que possa resgatar falsos presentes enviados por eles e, supostamente, retidos pela Receita no aeroporto. Cruz credo!

PP em festa

O Partido Progressista realiza, hoje, um concorrido evento para homologar as fichas dos novos filiados, principalmente daqueles que pretendem disputar as eleições municipais deste ano. De acordo com o presidente do PP em Sergipe, senador Laércio Oliveira, já confirmaram presenças no evento político, entre outros, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, a senadora pepista Tereza Cristina e o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira. A festa de filiação está programada para às 16 horas, no Centro de Convenções de Aracaju. Então, tá!

A vez do lobo

Está chegando a hora de o lobo guará, aquele que aparece na cédula de R$ 200, fazer a sua parte nas eleições municipais. Durante a campanha eleitoral que se avizinha, milhares de notas ilustradas com a imagem do mamífero carnívoro viajarão em malas pretas com o objetivo de mudar votos para prefeituras e câmaras de vereadores. Nos pleitos passados, a queridinha dos cabos eleitorais era a onça, presente na cédulas de R$ 50. Em menor volume, ela também será usada na compra de votos agora em 2024. Claro que o Ministério Público e a Polícia vão tentar impedir a circulação das malas pretas, porém como dinheiro não fala, boa parte chegará ao destino, influenciando criminosamente no resultado das eleições. Só Jesus na causa!

Tarde de autógrafos

O livro “Professora Ana Lúcia, a trajetória de uma intelectual orgânica: múltiplos olhares” será lançado, às 16 horas de hoje, na Praça Tobias Barreto, em Aracaju. Não será um simples lançamento: como a trajetória da professora e ex-deputada estadual tem sido marcada pela luta nos campos sindical, social e cultural, a chegada do livro em homenagem à educadora também envolverá a cultura e os saberes sergipanos. Os textos que compõem o livro foram escritos por pessoas que vivenciaram junto da professora Ana Lúcia momentos marcantes, decisivos e históricos, das lutas travadas. Prestigie!

INFONET


PT e apoiadores não se entendem sobre como revidar o ato a favor de Bolsonaro

Publicado em 1 de março de 2024 por Tribuna da Internet

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Gleisi se apressou em mobilizar, sem pensar (?) a respeito

Catia Seabra e Victoria Azevedo
Folha

Integrantes do PT e do governo Lula (PT) se dividem sobre a conveniência de convocação de ato em defesa da democracia já anunciado pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR), e previsto para ocorrer no próximo dia 23.

Embora a cúpula do partido negue que essa seja uma resposta à manifestação que, no último domingo (25), reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo, aliados de Lula afirmam que a comparação do número de participantes será inevitável.

SEM ANISTIA – Flyer compartilhado por Gleisi Hoffmann nas redes sociais nesta quinta-feira (29), convocando para o ato, diz que a manifestação será o Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia e terá como um dos motes o lema “sem anista” — em contraposição ao discurso de Bolsonaro na Paulista, no qual ele pediu anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.

“As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo em conjunto com os partidos do campo democrático e popular e entidades da sociedade civil convocam para a Jornada de Luta em Defesa da Democracia: sem anistia, punição aos golpistas. Golpe nunca mais!”, diz o texto do flyer.

Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o ato terá apoio de partidos de esquerda, como PT, PC do B, PV, Rede, PSOL, PSB e PDT.

DISCUSSÃO DO LEMA – Reportagem da Folha desta quinta (29) mostrou que movimentos e partidos de esquerda decidiram vetar o mote da prisão de Bolsonaro como bandeira da manifestação. A definição em consenso foi a de pregar o lema “sem anistia para golpista” e lembrar os 60 anos do golpe militar de 1964, difundindo a mensagem de que novas tentativas de ruptura devem ser combatidas.

Líderes da mobilização se irritaram com materiais que circularam dando conta de que o pedido de prisão seria um dos chamarizes do ato. O argumento que prevaleceu nos debates fechados foi o de que o direito de defesa e o devido processo legal têm que ser resguardados, assim como se reivindicava para Lula.

OUTRAS MANIFESTAÇÕES – Também há a previsão de manifestações para os dias 8 de março, Dia Internacional da Mulher, 14 de março, data que marca seis anos do assassinato da vereadora Marielle Franco, e 1º de maio, Dia do Trabalhador.

“A defesa da democracia e a punição dos golpistas precisam de mobilização nas ruas. Anistia não”, diz Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP (Central de Movimentos Populares) e integrante da Frente Brasil Popular.

Segundo relatos colhidos pela reportagem, há uma tendência de que o principal ato no dia 23 seja realizado em Salvador, na Bahia, estado governado pelo PT. A ideia é que as principais lideranças possam estar concentradas num mesmo lugar, mas sem inviabilizar que outras manifestações ocorram nas demais capitais do país. A Bahia garantiu expressiva votação ao petista nas eleições de 2022 —Lula teve 72,12% dos votos.

PRINCIPAL ATO – Há uma avaliação de que o partido conseguirá mobilizar um grande número de apoiadores na capital da Bahia. A decisão de concentrar ali o principal ato, no entanto, ainda não foi batida e está sendo discutida.

A tendência é evitar a avenida Paulista como ponto escolhido na capital paulista, pelo temor de que a comparação com o ato bolsonarista seja desfavorável.

Gleisi diz à Folha que a mobilização não é uma resposta ao ato bolsonarista. “Defendo como ação contínua de enfrentamento às mobilizações e ações da extrema direita, também como apoio às políticas que defendemos”, afirma. Sobre o ato convocado por Bolsonaro, ela diz que o ex-presidente reuniu seus apoiadores “para continuar atentando contra a democracia e deve seguir nesse caminho”.

OUTRA OPINIÃO – Com a simpatia de ministros petistas, uma ala do PT avalia que o governo precisa fazer o debate político nas ruas, mas a partir de lançamentos de programas do Executivo, em vez da convocação de ato público. A ideia seria garantir presença popular nas inaugurações e lançamentos de programas, com Lula.

Os petistas também divergem sobre a participação do próprio presidente. Uma ala do partido chega a defender que Lula convoque o ato, o que é rechaçado por parte da equipe ministerial.

Outra ala sugere que Lula seja publicamente convidado, ainda que seja para recusar o convite —o que poderia vir a justificar uma adesão inferior à da manifestação pró-Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A decisão de fazer manifestações por todo o país é uma bobajada dos apoiadores de Lula. É claro que existe o risco de não dar certo, pode chover, e os sindicatos e partidos terão de garantir que encherão as ruas. Mas isso custo caro. Inclui transporte, refeição e pagamento de Pixuleco no valor de R$ 50, pelo menos, a cada manifestante. Menos que consigam encher as ruas, o que isso significaria para os bolsonaristas e os indecisos? Ora, isso não significaria nada, rigorosamente nada. Bolsonaro enche as ruas, e Lula, também. E daí? Quem se interessa? (C.N.)


Freire Gomes explica à Polícia Federal como conseguiu evitar o golpe militar


Depoimento de general à PF nesta sexta é considerado 'chave' para  esclarecer papel de Bolsonaro nas discussões sobre minuta do golpe | Blog  do Valdo Cruz | G1

Freire Gomes foi convidado a depor como testemunha 

Cézar Feitoza
Folha

O general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército no fim do governo Jair Bolsonaro (PL), prestou depoimento por mais de quatro horas à Polícia Federal nesta sexta-feira (1º), na sede da Polícia Federal, em Brasília. Ele não havia terminado o depoimento até a publicação desta reportagem, às 20h02m.

O militar foi intimado a prestar esclarecimentos como testemunha no inquérito que investiga a participação de Bolsonaro, ex-ministros, ex-assessores e militares no planejamento de um golpe de Estado após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022.

CHAMADO A DEPOR – Fontes militares ouvidas pela Folha afirmam que a Polícia Federal informou o Comando do Exército, como cortesia, que Freire Gomes havia sido chamado a depor. A data foi confirmada após conversas entre o general e os investigadores, já que o militar se encontrava na Espanha em visita a familiares.

Freire Gomes conversou com generais antes do depoimento e afirmou que daria sua versão dos fatos aos agentes da PF. Segundo pessoas próximas, isso envolveria contar que a manutenção dos acampamentos golpistas em frente aos quarteis era uma ordem do ex-presidente e que agiu silenciosamente contra os planos antidemocráticos aventados no Palácio da Alvorada.

Generais afirmaram à Folha, sob reserva, que apesar de confiarem na versão de Freire Gomes, já que eles presenciaram a tensão no fim de 2022, restam dúvidas sobre qual será o entendimento da Polícia Federal a respeito da atuação do militar.

NOTA CRÍTICA – Eles destacam que Freire Gomes assinou, na época, com os ex-comandantes da Marinha e Aeronáutica nota em tom crítico ao Judiciário e amistosa com os bolsonaristas que pediam um golpe militar — fato citado em relatório da Polícia Federal que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) buscas contra Bolsonaro e outros investigados.

O ex-comandante foi citado nas investigações também por ter participado de uma reunião no Palácio da Alvorada, em 7 de dezembro de 2022, na qual Bolsonaro teria apresentado uma minuta de decreto para promover um golpe de Estado.

Um dos elementos colhidos pela PF foi um áudio enviado pelo tenente-coronel Mauro Cid ao ex-comandante, dois dias após a reunião.

ÁUDIO REVELADOR – “O presidente tem recebido várias pressões para tomar uma medida mais, mais pesada, onde ele vai, obviamente, utilizando as Forças, né? Mas ele sabe, ele ainda continua com aquela ideia que ele saiu da última reunião, mas a pressão que ele recebe é de todo mundo. Ele está… É cara do agro. São alguns deputados, né? É né… Então é a pressão que ele tem recebido é muito grande. E hoje o que que ele fez hoje de manhã? Ele enxugou o decreto né? Aqueles ‘considerandos’ que o senhor viu e enxugou o decreto, fez um decreto muito mais é resumido, né?”, disse Cid em trecho da mensagem de áudio.

Como mostrou a Folha, Freire Gomes vivia no fim de 2022 entre as pressões golpistas de Bolsonaro e militares e o luto pela morte de sua mãe, Maria Freire Gomes. Em dezembro daquele ano, o general chegou a se afastar do cargo por uma semana para acompanhar os últimos momentos com Maria.

Militares aliados de Bolsonaro usaram o afastamento de Freire Gomes para criticá-lo e acusá-lo de falta de firmeza — já que, no momento em que ele deixou Brasília, era discutido o um plano para um golpe de Estado.

ALTO COMANDO VETA – A crise militar e o luto fizeram Freire Gomes submergir, segundo generais ouvidos pela Folha. As conturbações foram apresentadas pelo ex-comandante como justificativa para entregar o cargo antes da posse de Lula.

A posição da maioria do Alto Comando do Exército contra o golpe, porém, já estava consolidada — e foi repassada por Freire Gomes para Bolsonaro e aliados que queriam reverter o resultado da eleição de Lula, ainda segundo fontes militares.

“A culpa pelo que está acontecendo e acontecerá e [sic] do Gen FREIRE GOMES. Omissão e indecisão não cabem a um combatente”, escreveu o general Walter Braga Netto em mensagem encontrada pela Polícia Federal. Braga Netto, ex-ministro e ex-candidato a vice de Bolsonaro, ainda chamou o chefe militar de “cagão”.

NO COMANDO – Freire Gomes assumiu o Comando do Exército em 31 de março de 2022 —aniversário do golpe militar de 1964. Para ocupar o principal posto da Força, ele decidiu recusar um acordo preestabelecido para que fosse nomeado ministro do STM (Superior Tribunal Militar).

No comando, teve momentos de aproximação e distanciamento de Bolsonaro. Em agosto de 2022, Dia do Soldado, por exemplo, o general afirmou em evento com o então presidente que “notícias infundadas e tendenciosas” não poderiam manchar a imagem da Força.

O discurso foi lido como um aceno à pauta crítica à imprensa promovida por Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora, temos de aguardar os vazamentos, para saber o que realmente Freire Gomes relatou. Se deve ser considerado um herói que evitou o golpe ou um traidor que não teve coragem de concretizá-lo(C.N.)


Freire Gomes, general herói ou traidor, revela os principais detalhes do golpe

Publicado em 2 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Em mensagem, Braga Netto ataca ex-comandantes do Exército e Aeronáutica por não aderirem ao golpe: "cagão"

Nessa mensagem, Braga Netto chama Gomes de “cagão”

Carlos Newton

O general Marco Antonio Freire Gomes, ex-comandante do Exército no final do governo de Jair Bolsonaro, depois nesta quarta-feira na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, na condição de testemunha.

Quando afirmamos aqui na Tribuna da Internet que o chefe militar precisava ser ouvido o mais rápido possível, para a opinião pública saber se ele se comportou com um herói ou como traidor do golpe, o oficial estava de férias na Espanha. Mas abreviou a viagem para prestar o depoimento.

O GENERAL ERRADO – Ainda não se sabe se a conspiração era liderada por Bolsonaro ou pelo núcleo duro do Planalto, formado por Braga Netto, Augusto Heleno e Mauro Cid, porque o general Eduardo Ramos parece ter sido escanteado, ninguém fala na possibilidade de envolvimento dele, que nem está sendo investigado.

Quando foi convocado para assumir o comando do Exército e passou a ser a peça-chave da conspiração do golpe que não houve, Freire Gomes era tido como ferrenho opositor a Lula da Silva.

Mas isso não representava a menor novidade, porque na corporação a coisa mais difícil é encontrar um oficial simpático a Lula. Aliás, se existir algum, é praticamente impossível identificá-lo, porque ele tem de fingir ser antilulista, para não se prejudicar na carreira.

Escolher Freire Gomes foi um erro de avaliação de Bolsonaro e/ou do núcleo duro, porque na hora da verdade, o general mostrou ser mais legalista do que golpista e levou o Alto Comando a rejeitar a conspiração.

DUAS HIPÓTESES – Há muitas dúvidas sobre o que realmente aconteceu. O comandante do Exército pode ter dado corda aos golpistas e informado passo a passo ao Alto Comando. Se assim fez, estrategicamente, isso evidenciaria uma situação.

Mas Freire Gomes pode ter apoiado inicialmente o golpe e depois refluído, ao perceber que não se tratava de evitar a posse de Lula, mas na verdade de criar uma tempestade ideal para implantar nova ditadura militar e destruir a democracia. E esta seria uma segunda situação.

Na verdade, não importa se o comandante Freire Gomes se infiltrou ou se traiu a conspiração. O importante é que se deve a ele, com sua autoridade no Alto Comando, a posição legalista do Exército, que impediu a derrubada de Lula.

MUITAS DÚVIDAS – Agora, é preciso eliminar as dúvidas. Acusado de ser o único quatro estrelas da ativa a apoiar o golpe, o general Estevam Theóphilo, então chefe do Comando de Operações Terrestres, nega (Coter) ter participado da trama golpista.

Em seu depoimento, Theóphilo teria afirmado que cumpriu ordens do então comandante Freire Gomes, ao se encontrar com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, em dezembro de 2022, após a derrota eleitoral.

Seu advogado diz que o general Theóphilo “nunca cogitou, nunca participou, nunca colaborou, nunca manifestou, nunca influenciou e nunca concordou com nenhum ato ou atitude golpista”. Mas isso não afasta a possibilidade de Freire Gomes ter usado o general Theóphilo para obter informações sobre o andamento da trama.

P.S. – De qualquer forma, essas dúvidas e outras mais serão esclarecidas no decorrer do período, como dizem os meteorologistas. É preciso ter calma e esperar os vazamentos, que logo começarão a acontecer. (C.N.)


Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias globais

Publicado em 2 de março de 2024 por Tribuna da Internet


A FÁBULA DO IMBECIL

 

A FÁBULA DO IMBECIL


 


     “Dizem que, numa pequena cidade, um grupo de pessoas se divertia com o "imbecil" local, um pobre coitado, de "pouca inteligência", que vivia fazendo pequenas tarefas e pedindo esmolas.


     Todos os dias, alguns homens chamavam o "estúpido" para o bar onde se encontravam e ofereciam-lhe para escolher entre duas moedas: uma grande, de menor valor, e a outra menor, valendo cinco vezes mais.


     Ele levava sempre a maior e a menos valiosa, o que era uma risada para todos.


     Um dia, alguém a assistir à diversão do grupo com o homem "inocente", chamou-o de lado e perguntou-lhe se ele ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos e ele respondeu:


     "Eu sei, eu não sou tão estúpido. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra, o jogo termina e eu não vou mais ganhar moeda alguma."


      Essa história podia terminar aqui, como uma piada simples, mas várias conclusões podemos tirar desta fábula: 

Autoria desconhecida.

https://acentelha-morenope.blogspot.com/


Nota da redação deste Blog - A fábula do imbecil, com sua analogia perspicaz, retrata de forma impecável a situação atual em Jeremoabo, principalmente com a imposição da candidatura do sobrinho do prefeito Deeri do Paloma como pré-candidato a prefeito, contrariando a vontade popular e até mesmo de seus próprios vereadores.

Um retrato da manipulação:

  • Engodo e promessas vazias: A promessa de cinco mil empregos na última eleição, que nunca se concretizou, serve como um lembrete da manipulação e da falta de compromisso com o bem-estar da população.
  • Festas luxuosas e sacrifícios: As bandas caras dos festejos juninos, que contrastam com os salários atrasados dos funcionários, demonstram a priorização de interesses próprios em detrimento do bem-estar dos trabalhadores.
  • Direitos usurpados e perseguição: A falta de valorização dos agentes de saúde, com seus direitos usurpados, e a perseguição aos professores evidenciam o descaso com aqueles que são essenciais para o bom funcionamento da cidade.
  • Cabresto político e incompetência: A máquina municipal lotada com parentes e amigos, muitos dos quais incompetentes ou corruptos, revela a utilização de cargos públicos para fins pessoais e políticos, em vez de buscar o desenvolvimento da cidade.

A falsa escolha:

Assim como o "imbecil" da fábula, o povo de Jeremoabo é apresentado a uma falsa escolha:

  • Aceitar a imposição do candidato do prefeito: Significa perpetuar um sistema de manipulação, nepotismo e descaso com as necessidades da população.
  • Rejeitar a candidatura imposta: Corre o risco de perder os "benefícios" momentâneos, como os pequenos favores e benesses utilizados para comprar o voto popular.

A lição da fábula:

A fábula nos ensina que a ambição desmedida pode levar à perda daquilo que nos sustenta. O povo de Jeremoabo precisa ter consciência de que a escolha do próximo prefeito é crucial para o futuro da cidade.

Um chamado à ação:

É hora de romper o ciclo de manipulação e dizer basta à imposição de candidaturas que não representam os interesses da população. É hora de buscar um futuro melhor, com um líder honesto, competente e comprometido com o desenvolvimento de Jeremoabo.

O futuro de Jeremoabo está em jogo.

#JeremoaboMereceMais
#NaoAoCabresto
#VotoConsciente

Junte-se à luta por um futuro melhor para Jeremoabo!

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