terça-feira, julho 04, 2023

Outros processos de Bolsonaro serão relatados pelo ministro que votou a favor dele no TSE

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Araújo não deixou se contaminar pelo conjunto da obra

Daniel Haidar
Estadão

Responsável pelo voto mais longo em favor de Jair Bolsonaro (PL) no julgamento que o condenou à inelegibilidade, o ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai assumir a partir de 10 de novembro, a relatoria dos outros 15 processos ajuizados contra o ex-presidente na Corte.

Araújo será relator de ações de investigação eleitoral (AIJE) contra Bolsonaro porque a função só pode ser exercida pelo corregedor do TSE – justamente a próxima cadeira dele na Corte, em substituição ao ministro Benedito Gonçalves, que não terá tempo hábil para julgar todas as peças.

Caso não tenham sido julgados até sua posse como corregedor, Araújo vai controlar o ritmo e a temperatura desses processos em que Bolsonaro responde a várias acusações, como a de abuso de poder político na comemoração oficial do 7 de Setembro e em programas governamentais como o Auxílio Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Raul Araújo deu um voto técnico e bem fundamentado juridicamente, sem se deixar levar por condicionantes de ordem política. Trabalhou apenas as peças do processo e não se deixou contaminar pelo conjunto da obra, conforme o voto espetaculoso do relator Benedito Gonçalves, que precisou de mais de 400 páginas para acusar Bolsonaro. (C.N.)

Crianças trans existem, e o que você fará com elas? Preconceito causa violência e dor

Trata-se de uma realidade que se torna necessário aceitar

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Não entendemos direito por que algumas pessoas não se identificam com o gênero que corresponderia a seu sexo biológico. Mas o fato é que essas pessoas — pessoas trans — existem e, até onde sabemos, sempre existiram e sempre existirão. Em alguns casos, essa identificação com o gênero trans começa já na infância.

Assim, crianças trans existem. Não temos como mudar esse fato. O que podemos escolher é como elas serão tratadas: com aceitação ou marginalização; acolhimento ou surra de cinta.

CARTAZ NA PARADA – Há crianças nascidas com o sexo masculino que desde sempre se veem e se afirmam como meninos. É o comum. Mas há também uma pequena minoria que, por algum motivo, se vê como menina, e só encontrará paz quando conseguir ser reconhecida dessa maneira.

A Parada do Orgulho LGBT gerou reações indignadas por ter um bloco com um cartaz que reconhece isso: “crianças trans existem”.

A indignação está em larga medida equivocada. Argumenta-se, por exemplo, que a criança é jovem demais para tomar decisões definitivas. Imaginam que reconhecer que existem crianças trans seja propor intervenções cirúrgicas desde cedo para fazer a mudança de sexo. Até onde eu saiba, ninguém defende isso.

O QUE SE FAZ – Não se faz nenhuma intervenção médica — muito menos cirúrgica — numa criança que tenha identidade trans.

A intervenção mais precoce que se pode fazer é um tratamento reversível, no início da adolescência, para retardar a puberdade do indivíduo trans enquanto ele passa pelo aconselhamento psicológico para saber se deve ou não deve iniciar um tratamento hormonal mais à frente. E a famosa cirurgia de mudança de sexo, essa só na idade adulta mesmo.

Crianças mudam. Embora incomum, há aquelas que se viam como de um gênero e que, anos depois, se identificarão com outro. Esse processo pode contar com afirmação e apoio psicológico ou pode receber apenas negação e violência dos pais e cuidadores.

NEGACIONISTAS – Está bem claro de que lado estão aqueles que se negam a reconhecer a existência dessas pessoas.

Há, ademais, uma crítica política que tem sido feita à manifestação: se o objetivo é aumentar a aceitação social de crianças trans, um ato que é facilmente lido como provocação pelo grande público conservador — que não está sequer familiarizado com os termos dessa questão complexa (trans, cis, gênero, sexualidade etc.) — talvez não seja a escolha mais estratégica.

É crítica que poderia ser feita a um defensor do livre pensamento na época da Santa Inquisição. Afirmar sua falta de fé ali geraria uma reação contrária violenta e em nada cooperaria para aumentar a tolerância. Não seria nada estratégico. Pode ser. Mas também temos que lembrar que, se a realidade reprimida não aparece, aí é que ela nunca será tolerada.

REAÇÕES À PARADA – A bem da verdade, não faltariam reações violentas à Parada do Orgulho LGBT mesmo sem o tal bloco. Diversos políticos e influenciadores de direita publicaram fotos de supostos absurdos ocorridos na Parada que, na verdade, nem sequer ocorreram no Brasil.

O desejo de agredir a população LGBT sempre que ela se afirma em público fala mais alto do que o compromisso com a verdade factual mais básica.

O preconceito é um fato. Traz muita violência e muita dor desnecessária às famílias. A esperança é que, com a existência pública da população LGBT, ele vá cedendo aos poucos. Seja como for, com ou sem preconceito, indivíduos trans continuarão a existir.


Na vida moderna, cabeças iluminadas quebram tabus e depois clamam por mais decência…


O bairro da luz vermelha em Amsterdam, conheça o Red Light DistrictVou na  Janela | Blog de viagens

Em Amesterdã, as prostitutas se exibem nas ruas aos fregueses

João Pereira Coutinho
Folha

Um desses dias, quando você, leitor, visitar um museu de história natural, não se assuste: é provável que eu esteja lá dentro na condição de artefato, junto aos dinossauros e a outros animais primitivos que percorreram a Terra milhões de anos atrás. A única diferença é que eu estarei vivo, ou semivivo, disposto a tirar fotos com os turistas e a contar algumas histórias do meu tempo.

Uma dessas histórias será a contradição dolorosa que existe em certas cabeças iluminadas. Por um lado, elas desejam quebrar todos os tabus sociais, sexuais, comportamentais. Por outro, quando se confronta com os resultados tangíveis de tanta libertação, a cabeça iluminada recua de horror e clama por mais decência.

ZONA DE MERETRÍCIO – Tempos atrás, lembro-me de escutar a prefeita de Amsterdã falar contra o famoso bairro vermelho da cidade, propondo encerrá-lo. A senhora Femke Halsema, na qualidade de progressista, não negava às mulheres o direito de venderem os seus corpos.

Mas, ao mesmo tempo, entendia que a prática poderia ser problemática: a prostituição está associada ao tráfico de seres humanos e, além disso, os turistas que visitam a cidade nem sempre são respeitosos para com as profissionais nas vitrines. As profissionais, é claro, contestaram os planos da senhora Halsema em encerrar o bairro, e a vida bairro continua.

Agora, chegou a vez da Bélgica. Leio no “Daily Telegraph” que os serviços sociais do país perguntam aos atores desempregados se eles considerariam a hipótese de participar em filmes pornô.

NÃO É DECENTE? – Não pegou bem – e o PTB, de esquerda, exige a remoção imediata de tal pergunta. Não é “decente”, dizem. E, além disso, existe sempre a possibilidade de suspensão do subsídio de desemprego em caso de recusa do candidato.

Que a pergunta não é decente, concordo. Aliás, acrescento que é mesmo doente. Mas eu, convém lembrar, estarei naquele museu, ao lado dos dinossauros, explicando aos turistas que atuar em “O Senhor dos Anéis” não é a mesma coisa que participar em “O Senhor dos Anais”.

Preconceituoso? Sou. Mas nunca esperei que os belgas o fossem, atendendo ao país em questão. A indústria de filmes pornográficos é legal na Bélgica. A prostituição também, desde que praticada por adultos independentes e uma vez respeitadas certas condições sanitárias, fiscais etc. Por outras palavras: o trabalho do sexo, segundo a lei, é uma ocupação como outra qualquer. E, se assim é, por que motivo a pergunta não pode ser formulada, desde que não haja nenhuma ameaça sobre o candidato recalcitrante?

EXISTE UM ESTIGMA – Uma possível resposta seria afirmar, caminhando sobre gelo fino, que existe um “estigma” associado a tais práticas. Mas se o estigma existe, não seria função de uma sociedade verdadeiramente progressista a sua eliminação total?

No limite, a pergunta “está disposto a ser ator de filmes pornô?” deveria ser tão moralmente neutra como “está disposto a trabalhar em novelas?”. Longe de mim defender a proibição da prostituição, da pornografia e de outras ocupações carnais. Não defendo: nem tudo o que é moralmente ambíguo deve ser ilegal.

Mas também não subscrevo a atitude falsamente blasé de considerar que um filho ator pornô ou uma filha nas vitrines de Amsterdã me deixariam cobertos de orgulho.

CONTRA RATAZANAS – Mal por mal, prefiro a coerência dos socialistas parisienses que, segundo o mesmo “Daily Telegraph”, declararam que a estratégia contra as ratazanas que infestam a cidade passará pela coexistência entre moradores e roedores.

São 2 milhões de parisienses. São 6 milhões de ratazanas. Matá-las? Não é realista e, segundo associações de defesa dos direitos dos animais, seria de uma crueldade intolerável.

O caminho passa por latões de lixo impermeáveis à fome das ratazanas e pela disseminação de contraceptivos para reduzir a fertilidade dos bichos.

SENTIMENTOS CONTRADITÓRIOS – Se defendemos os direitos dos animais, não será o acesso à comida um deles? E como respeitar a autonomia sexual das ratazanas, negando a possibilidade de elas se reproduzirem?

Em nome da coexistência pacífica, eu talvez fosse um pouco mais longe, convidando cada parisiense a adotar três ratazanas.

A julgar pela proporção entre moradores e roedores, as ruas de Paris ficavam imaculadas na hora.


As várias faces perversas da inflação que se disfarçam nas perdas salariais

Publicado em 4 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Rômulo Estânrley (Arquivo do Google)

Pedro do Coutto

Na edição desta segunda-feira, na Folha de S. Paulo, o economista Benito Salomão escreve um artigo sobre o que ele considera perspectivas para a desinflação e também, é claro, sobre o processo inflacionário. A inflação, ao contrário do que tentam fazer crer os PHDs de grande cultura econômica, é um meio de lucro para os bancos e para grandes aplicações no mercado financeiro, e também um sistema que tem crescido no Brasil de redução dos salários e aumento permanente dos preços.

Não que os preços não devam aumentar. Isso é uma consequência lógica das atividades humanas, de sua produção, do avanço tecnológico e do aperfeiçoamento que também leva ao progresso. Um tipo de inflação é o reflexo da queda do volume produtivo, criando uma solução social à base do poder aquisitivo. Menor produção com o nível de interesse na escala ascendente produz uma seleção à base de preços. Quem tem mais dinheiro compra, quem tem menos dinheiro não adquire.

ESPECULAÇÃO – Mas há também a face oculta de uma produção que se mantém estável ou cresce, mas com ela avançam os preços. É a especulação. Não havendo pressão maior pela demanda, não se sustenta a regra da competição seletiva à base do maior e menor poder de compra. Há ainda um outro aspecto, e é o que está, provavelmente, acontecendo no Brasil.

A perda dos salários para a inflação é cada vez mais intensa, não há como negar, e isso exclui uma faixa do mercado de compras. Os produtos encalham. Nessa hipótese, o comércio vê-se na obrigação de reduzir a altura dos preços para que parte da população possa adquirir as mercadorias.

Essas faces devem ser apreciadas, mas infelizmente não são, pois os altos especialistas que podem fazer a tradução do que se diz para o que se pratica, não possuem interesse algum em produzir o esclarecimento. Assim, com o passar do tempo, no Brasil, ajudados por uma Selic de 13,75%, os bancos e aplicadores do capital escolhem as atividades financeiras muito mais do que os investimentos na produção econômica. Esse tema é otimamente exposto pelo francês Thomas Piketty no seu livro “O Capital no século XXI”.

SEM RECUO – As aplicações financeiras praticamente não acarretam expansão de mão-de-obra, ao contrário dos investimentos da produção. Ainda em matéria de inflação – a meu ver, se todos perdessem com ela, a mesma já teria acabado – é preciso considerar também que ao contrário dos que tentam iludir a opinião pública, ela não recua.

Ela pode se adicionar menos do que estava sendo adicionada em período comparativo anterior, mas não quer dizer que tenha recuado. Em 2021, por exemplo, a taxa inflacionária bateu 10,50%, segundo o IBGE. Em 2022, ela recuou para 5,7%. Quer dizer que ela baixou? Nada disso. Os 5,7% se adicionaram aos 10,5% do ano anterior.

A inflação serve também para reduzir os salários. A Constituição Federal diz que os salários dos funcionários públicos são irredutíveis. Mas esse não pode ser um conceito apenas nominal. Uma forma de reduzi-los é reajustá-los abaixo do índice inflacionário. Logo, manter a situação atual que se firmou ao longo do governo Jair Bolsonaro constitui uma prática inconstitucional. No caso, é preciso que a Constituição seja observada em sua verdadeira essencialidade. Uma coisa é o valor nominal, outra é o valor real, essa é a questão.

Com Bolsonaro após condenação, “Pânico” dá recorde à Jovem Pan e vence a GloboNews

Publicado em 4 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Bolsonaro participa do Pânico na Jovem Pan

Reclamou da perseguição e lançou os “produtos Bolsonaro”

Gabriel Vaquer
Folha

A Jovem Pan conseguiu uma alta audiência na TV por assinatura nesta segunda-feira (3) com a entrevista exclusiva do ex-presidente Jair Bolsonaro —a primeira desde que foi declarada sua inelegibilidade pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última sexta (30). O programa comandado por Emílio Surita chegou a marcar o dobro do Estúdio i, comandado por Andréia Sadi na GloboNews.

Segundo dados prévios de audiência do PNT (Painel Nacional de Televisão) da TV paga, obtidos pelo F5, a Jovem Pan chegou a picos de 0,9 ponto entre 13h e 14h15, quando Bolsonaro estava no ar.

AUDIÊNCIA RECORDE – A GloboNews variou entre 0,4 e 0,5 ponto, ficando em segundo lugar, algo raro no horário em que Andréia Sadi está no ar. O índice foi o recorde de audiência do Pânico na TV paga em 2023. O show costuma marcar 0,4 ponto em média.

Outras concorrentes da Jovem Pan acumularam traço enquanto Bolsonaro falava. A CNN Brasil, que mostrava O Grande Debate, ficou com 0,0 ponto. O mesmo que Record News e Band News.

Na entrevista, Bolsonaro chegou a dizer que a Globo não quis lhe entrevistar por “ter medo”. A reportagem apurou que a emissora vetou exigências feitas por sua equipe. Na conversa, Bolsonaro atacou os juristas que o tornaram inelegível, e lamentou uma “perseguição” que supostamente sofre desde a derrota nas eleições de 2022.

PRODUTOS BOLSONARO – O ex-mandatário também anunciou produtos com seu nome, que pretende colocar no mercado, como um suplemento alimentar de baixa caloria.

Por fim, Bolsonaro agradeceu doações que recebeu para bancar seus processos judiciais.

“A grande maioria das doações foi de R$ 2 e R$ 22. Foi uma iniciativa da população, que quis me ajudar. Vai dar para pagar uns processos, e ainda sobrar para comprar algumas tubaínas”, disse o ex-presidente, que também criticou o pedido do MPF (Ministério Público Federal) de cassação das concessões públicas da Jovem Pan. “A quem interessa calar a Jovem Pan?”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como dizia Seu Cleiton, no programa Casseta & Planeta, “seus problemas alimentares acabaram”. Basta comer Bolsonaro, e suas necessidades estarão satisfeitas… (C.N.)


O conluio do prefeito trata a coisa pública como uma casa de Mãe Joana sem comando;

 

                                             Foto Divulgação


Quem nunca comeu mel, quando come  se lambuza,  trata-se de um provérbio português, que indica que aquele que nunca teve acesso a alguma posição social, quando passa a tê-lo exagera na dose, abusa do tal bem, causando desconfortos, conflitos e peculatos.

Estou referindo-me a certos energúmenos que ao assumir cargos comissionados temporários, talvez por necessidade de valorização começam ar perseguir quem é honesto e não joga na cartilha dos improbos.

Hoje contaram-me um caso que aconteceu no (des)governo Deri do Paloma que, só lamento em Jeremoabo não existir um Sindicato atuante para colocar o prefeito e todo seu conluio no devido lugar.

Hoje um cidadão residente em Jeremoabo indignado contou que certo funcionário trabalhou na Prefeitura Municipal de Jeremoabo  no setor de licitação quando Deri ganhou a primeira vez, porém ao perceber algo estranho, sujeira no setor de licitaçao já é de conhecimento de todo mundo, ontem mesmo foi divulgada através da grande imprensa uma matéria em que o prefeito se torna réu por fraude em contrato de limpeza pública, por esse motivo que o servidor   logo pediu para sair do setor de licitação, sendo assim o conluio achou melhor deixar ele em casa sem trabalhar; quando já iria completar  03 anos, os aloprados   com raiva porque o cidadao usando do seu direito de ir e vir, foi para o aniversário de Tista de Deda,  e consequentemente para o casamento do matuto; sendo essa a gota d'água para os insanos começar a perseguição, desviando o servidor de função após três anos sem trabalhar para retornar ao trabalho no seror de obras onde tem uns carros e restos de carros.

Caso a informação seja verdadeira estamos diante de mais uma caso de desonestidade, órgão público não é propriedade particular de prefeito nem de seus puxa-sacos, isso trata-se de um caso de peculato.

 Será que os vereadores não encontratram esse ato criminoso nas suas "fiscalizações".

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