quinta-feira, março 02, 2023

Ministros dizem que comandantes reagiram bem à decisão de STF julgar militares

Publicado em 1 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Ministro Alexandre de Moraes: “Palmeiras não tem Mundial”

Moraes baseou-se na jurisprudência do próprio Supremo

Vera Magalhães
O Globo

Depois de um início muito tumultuado, eivado de desconfianças de lado a lado, a relação entre o governo Lula e os militares vive uma fase de tentativa de acomodação. Diante desse tênue equilíbrio, uma decisão como a exarada na segunda-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, de que militares envolvidos com o ato terrorista de 8 de janeiro serão julgados no Supremo Tribunal Federal, poderia precipitar um novo solavanco, mas não foi isso que ocorreu.

Integrantes de três pastas com os quais conversei após o despacho relatam que a decisão foi bem aceita. Inclusive, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, se reuniu nesta terça-feira com comandantes de diversas áreas e nem a decisão de Moraes nem o vazamento de áudios seus com alusões ao 8 de janeiro causaram desconforto, segundo participantes do encontro.

JURISPRUDÊNCIA – “Sem solavancos”, resumiu um ministro, a respeito da decisão em que Moraes diz que militares eventualmente envolvidos em crimes comuns, como os vários investigados na invasão da sede dos três Poderes, têm de ser julgados pela Justiça comum, segundo jurisprudência já consagrada no Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação do governo, a relação com as Forças Armadas se pacificou depois que ficou claro que o governo não promoveria uma caça às bruxas entre os militares, nem exporia integrantes da instituição a uma espécie de expiação pública depois do 8 de janeiro.

ACOMODAÇÃO – Não que não tenha havido momentos de extrema gravidade no confronto entre oficiais e representantes civis do governo Lula naquele momento.

Mas a opção foi por proceder a processos disciplinares internos nas próprias Forças, trocar pontualmente alguns nomes e evitar, por exemplo, a realização de uma CPI que significaria a execração pública e midiática dos fardados — entendida no interior das três Forças como uma tentativa tardia de acerto de contas com o período da ditadura militar, pelo fato de o Brasil não ter julgado os integrantes do regime, como fez, por exemplo, a vizinha Argentina.

Moro se descola de Bolsonaro e diz que Lula cria condições para novas crises de corrupção

Publicado em 1 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Moro busca Michel Temer para abrir diálogo com MDB | Exame

É preciso restaurar as leis contra a corrupção, diz Moro

Thiago Resende e Thaísa Oliveira
Folha

Ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou à Folha que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gera condições para novos casos de corrupção. “O governo quer relaxar a Lei das Estatais, que foi um avanço de 2016, uma reação àquele loteamento exacerbado que foi constatado na Lava Jato”, disse.

Na entrevista, Moro também saiu em defesa do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, que nesta terça-feira (28) foi afastado do cargo pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Quais são os planos do sr. na política? Pretende concorrer ao Governo do Paraná ou à Presidência? Isso é muito especulativo. O foco é o mandato do Senado. Tenho uma bandeira histórica que é o combate da corrupção. A corrupção torna o setor público ineficiente e, além disso, acaba enfraquecendo a democracia. Então, é muito além de um sítio, muito além de um tríplex, muito além de desvios da Petrobras. A corrupção é um problema central das democracias modernas e precisa ter vozes no Parlamento que defendam pautas para combatê-la. Por exemplo, a volta da prisão na segunda instância.

O sr. pediu para desarquivar o projeto de prisão em segunda instância. Quando o Senado deve discutir isso?
Esse projeto foi importante porque já tinha sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e depois foi arquivado. Em vez de começar do zero, nós preferimos desarquivar. Agora penso que tenho que esperar o melhor momento político e analisar o cenário. Tem graves casos de injustiça, de pessoas que foram condenadas por crimes às vezes até violentos, e que acabam não sendo punidas porque os processos não chegam ao fim.

Qual seria o melhor momento político? Em alguma crise de corrupção no governo, por exemplo?
Essas crises de corrupção, pelo jeito, são previsíveis, né? Porque esse governo está fazendo a mesma coisa que fez no passado, que é um loteamento completo de cargos públicos, com aumento da estrutura burocrática. Então, esses casos, infelizmente, e com relaxamento dos controles, devem surgir nos próximos anos. Mas, na verdade, o momento político apropriado é quando nós entendermos que o convencimento dos pares [senadores] foi atingido.

O sr. acredita que casos de corrupção irão surgir neste governo?
É uma questão de condições. As condições estão presentes ou ausentes? Por exemplo, o governo quer relaxar a Lei das Estatais, que foi um avanço de 2016, uma reação àquele loteamento exacerbado que foi constatado na Lava Jato. Agora o governo está fazendo um movimento contrário, porque quer distribuir cargos das estatais para ganhar apoio político. Muitas vezes isso acaba menosprezando o aspecto técnico. Então você vai gerando as condições para que retornem os casos de corrupção.

Uma estatal que tem denúncias de corrupção, inclusive no governo Bolsonaro, é a Codevasf, que deve continuar sob comando de indicados do seu partido, a União Brasil. Qual sua avaliação sobre a participação da sigla? Sou contra o loteamento político de cargos públicos. Claro que você tem que ter um núcleo de cargos políticos. Por exemplo, o de ministro. Mas quanto mais perfil técnico, melhor. Quando fui ministro da Justiça, em relação à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, orientei que as indicações de todas as superintendências tinham que ser técnicas. Agora, o que a gente vê nas notícias é que a demora para nomeação dos superintendentes da Polícia Rodoviária decorre desses acertos políticos. Não sei se é verdade, mas começar a lotear os cargos de superintendentes de órgãos de polícia é um modelo que não dá certo.

O sr. acredita que haverá interferência na PF nesse governo? Responder isso seria especulativo.

E no governo Bolsonaro?
Eu deixei o governo por conta disso.

E depois que o sr. deixou?
Eu não tive um acompanhamento preciso em relação a isso, mas, quando deixei o governo, eu deixei muito claro as razões da discordância. Eu, na verdade, fiz o apoio ao Bolsonaro no segundo turno [da eleição] por conta da oposição ao Lula. Em nenhum momento eu me retratei daquilo que eu disse.

O sr. se considera bolsonarista? Eu não rotulo as pessoas, assim como não me rotulo. Eu fui um candidato no Paraná que não teve apoio nem de Lula nem de Bolsonaro. Eu fui a terceira via no Paraná e tenho minhas bandeiras próprias. Então eu não me defino em relação a Lula nem a Bolsonaro.

O sr. acredita que a terceira via vai se viabilizar nos próximos anos?
Não sei se terceira via é a melhor expressão, mas eu acho que o Brasil não pode ser simplificado entre dois times: Bolsonaro e Lula. Eu acho que existe um conjunto não só de cidadãos, mas de políticos, que querem ver o país prosperar, mas sem esses rótulos.

Mas qual sua relação hoje com Bolsonaro e com as pessoas do núcleo dele?
Eu não tenho relação próxima. Eu aderi ali na campanha, como uma atuação muito pontual. Eu não voltei a fazer parte do grupo político do Bolsonaro.

O PL do Paraná tenta cassar seu mandato. Como fica a relação com os aliados do ex-presidente?
Isso é uma ação temerária, que foi proposta por dois maus perdedores. Nós temos absoluta segurança quanto à correção do que foi feito na nossa campanha eleitoral. Lamento essa iniciativa, mas a relação com a bancada do PL no Senado transcende essa divergência.

Aliados de Bolsonaro defendem que o ex-presidente volte ao Brasil e coordene a oposição. O sr. concorda?
Essa é uma decisão que cabe a ele. Eu faço minha oposição de maneira independente. Nós temos um grupo aqui que está disposto a fazer oposição a esse governo e acredito que esse grupo vai ser crescente.

A União Brasil e o PP negociam uma federação. Se isso acontecer, o sr. continua no partido?
Nós temos que esperar os desdobramentos desses fatos. Na União Brasil hoje existe uma boa parcela de parlamentares e filiados que não se sentem representados pelo governo Lula e querem fazer oposição. E essa posição tem sido respeitada pela cúpula do partido.

O que o sr. acha que vai acontecer com a Lava Jato? Há risco de novas derrotas?
Nós precisamos recriar as condições na legislação para o combate à corrupção. Eu defendo também o fim do foro privilegiado, a autonomia dos órgãos de controle. Sem isso, é muito difícil retomar o combate à corrupção, seja lá em Curitiba ou em qualquer outro lugar.

O CNJ afastou o juiz Marcelo Bretas. Como o Sr. vê essa situação?
Ele fez um bom trabalho no Rio de Janeiro, desmontou o império de corrupção do Sérgio Cabral. Por conta disso, são muitos interesses contrariados. Pelo que eu vi, não encontrei nada sólido que justifique o afastamento do juiz. Acho que os fatos têm que ser apurados, mas o afastamento me parece uma medida exagerada.

Há diferenças do caso de Bretas com os contatos que o sr. tinha com procuradores?
Meus contatos com procuradores não têm nada de ilícito. Nunca teve nada disso. A gente combateu a corrupção. A gente assumiu riscos. A gente colocou pessoas poderosas na cadeia. E a gente quer retomar essa luta. Então, tenho muito orgulho do trabalho que foi feito na Operação Lava Jato. Não tenho nada para lamentar ou me arrepender.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirma que a lavagem cerebral da Lava Jato culminou na resistência das Forças Armadas a Lula. O sr. vê essa relação?
Não. O que existe é que os militares tradicionalmente têm uma visão negativa em relação à corrupção. E, do outro lado, o que existiu nos governos do PT são vários escândalos de corrupção, como o mensalão e o petrolão, que até hoje ninguém fez um mea-culpa dentro do governo do PT. Ou não houve corrupção no governo do PT? Ou a Petrobras não foi roubada, não foi saqueada? Esses são os pontos que eles têm que se preocupar.

Qual deve ser o encaminhamento em relação aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro?
O ministro Alexandre [de Moraes, do STF] decidiu questões difíceis em situações extremas. Passado aquele momento emergencial, acho que as responsabilidades têm que ser individualizadas. Então, quem invadiu e depredou é uma situação. Quem se manifestava é uma situação completamente diferente. Então é importante que as responsabilidades, sim, sejam apuradas, mas feita a diferenciação devida.

O sr. acha que esses casos devem ser julgados pelo STF ou em primeira instância?
É uma questão que cabe ao Supremo.

E sobre o envolvimento do ex-presidente Bolsonaro? Qual teria sido a participação dele?
Não cabe a mim essa avaliação.

O sr. diz que não quer que o combate à corrupção seja sua única bandeira e tem se envolvido com pautas do agronegócio. O sr. se vê como integrante da bancada ruralista?
O Brasil tem problemas na economia, mas, se há um setor que tem competitividade, inclusive internacional, é o agronegócio. Nós temos que valorizar essa parcela da nossa economia. Atualmente, a principal preocupação é ligada ao discurso equivocado do governo federal. Os agricultores foram chamados de fascistas pelo presidente. Eu não me sinto representante do agro propriamente dito, mas defenderei os interesses do agro porque coincidem com os interesses do país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Boa entrevista, com perguntas pertinentes e respostas sensatas e maduras. Mostra que Moro está amadurecendo como político. (C.N.)

Paulo Marinho diz que ‘já sabia que estava sendo bisbilhotado’ pelo governo Bolsonaro

Publicado em 1 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Paulo Marinho afirma que Flávio Bolsonaro foi informado de operação ainda  durante campanha | GZH

Marinho agora quer ser indenizado pela quebra do sigilo


Andréia Sadi
g1 Brasília

O empresário Paulo Marinho, ex-aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que “já sabia que estava sendo bisbilhotado” pelo governo Bolsonaro. Marinho teve o sigilo quebrado em 2019 pelo então chefe de inteligência da Receita Federal, Ricardo Feitosa, e atingiram, além de Marinho, o ex-procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, o e Gustavo Bebianno, ex-ministro do governo do ex-presidente.

Gussem era responsável pelas investigações contra Flavio Bolsonaro por suspeita de rachadinha (desvio de verba de funcionários) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

CONFIRMAÇÃO – A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” nesta quarta-feira (1º) e confirmada ao blog por fontes que acompanham a investigação.

Ao Estúdio i, da GloboNews, Marinho disse que soube pela gerente do banco que seus dados estavam sendo acessados por órgãos do governo em 2019 ou 2020.

“Quando eu disse que não foi surpresa foi porque eu tive esse episódio da minha gerente. Eu já sabia que estava sendo bisbilhotado por órgãos do governo. Acho que eles tinham desejo de encontrar algo que pudesse me constranger, me botar numa posição delicada”, afirmou. Na ocasião, Marinho era pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.

GABINETE DELES – O empresário prosseguiu: “Pegaram minha declaração [de Imposto de Renda] de praticamente 12 anos. A família Bolsonaro trata o Estado como se fosse o gabinete deles”.

O corregedor da Receita Federal, João José Tafner, afirmou ter sofrido pressão para poupar um funcionário do órgão suspeito de, em meados de 2019, quebrar irregularmente os sigilos fiscais de desafetos da família Bolsonaro.

A pressão, segundo Tafner, veio de dois ex-funcionários da Receita que ocupavam cargos da cúpula do órgão durante a gestão do ex-presidente.

FEITOSA PERSEGUIDO – A conduta do então chefe da inteligência, Ricardo Feitosa, de quebrar sigilos foi alvo de uma investigação interna da Receita. Nela, Tafner sugeriu que Feitosa seja demitido. A decisão final cabe ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve aceitar a recomendação.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Receita afirma que, em 3 de janeiro, recebeu “relato de fatos e eventos que podem, em tese, configurar ilícito a ser devidamente apurado”.

Segundo o órgão, o caso foi registrado em ata, que foi enviada à Corregedoria do Ministério da Fazenda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O empresárioPaulo Marinho disse que vai pedir indenização à Receita pela quebra de seu sigilo bancário. Espera-se que a Justiça reconheça seus direitos de cidadão-contribuinte-eleitor, como dizia Helio Fernandes(C.N.)

Afinal, por que Juscelino Filho ainda não foi demitido do Ministério das Comunicações?


Papel dos Correios na cidadania será reforçado, diz Juscelino Filho

Enquanto deixarem, Juscelino Filho vai ficando no cargo…

Matheus Pichonelli
Yahoo Notícias

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, se tornou uma fonte de transtorno para o governo federal. Indicado pelo União Brasil em troca de apoio (ainda incerto) no Congresso, o (ainda) ministro das Comunicações protagoniza uma série de episódios que deveriam tornar sua permanência no cargo insustentável.

Um deles é o montante de diárias recebidas pelos dias sem agenda em que viajou para o exterior e cidades como São Paulo e São Luís, a capital do seu estado, o Maranhão, no total de R$ 34 mil.

LEILÕES DE CAVALOS – Em uma dessas viagens, para a capital paulista, ele recebeu R$ 3 mil em diárias para quatro dias, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. Ele viajou em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e, chegando a São Paulo, participou de leilões de cavalo no fim de semana.

Detalhe é que, pouco depois, foi revelado que ele omitiu em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral a posse de cavalos de raça avaliados em R$ 2,2 milhões.

Mais suspeitas ainda são as emendas parlamentares destinadas em seus tempos de deputado para empresas investigadas pela Polícia Federal – algumas delas envolvidas em suspeitas envolvendo a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

ORÇAMENTO SECRETO – Uma das empresas beneficiadas por Juscelino Filho com emendas do orçamento secreto, a Engefort, recebeu R$ 22,8 milhões em contratos. Trata-se da mesma empresa que dominou licitações da estatal em 2021 vencendo a concorrência de empresas de fachada.

Seria ótimo que o ministro viesse a público explicar as razões para priorizar tal empresa.

O deputado beneficiado também já enviou emendas para pavimentar estradas que cortam suas fazendas no interior do Maranhão. E nada disso impediu que o representante do centrão tivesse assento garantido na administração federal.

SEM CURRÍCULO – Com exceção dos bens omitidos na declaração à Justiça Eleitoral, o fato concreto é que o governo se descuidou ao nomear esse tipo de político para o Ministério

Não custava ao RH do governo Lula ter levantado algumas informações básicas sobre o currículo de seu ministro das Comunicações.

Agora o estrago está feito. A dúvida hoje não é mais sobre as razões que levaram Juscelino Filho a integrar o Ministério. O que se pergunta é por que ele ainda segue lá, criando problemas para a administração federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Juscelino Filho se tornou um estorvo, que desmoraliza o governo do PT. Sua demissão deveria ser considerada “para ontem”, como se dizia antigamente, mas parece que vai ficar “para nunca”. (C.N.)

Decisão de Moraes sobre o julgamento de militares está inteiramente prevista na Lei

Publicado em 1 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Moraes barra investigações contra institutos de pesquisa – DW – 14/10/2022

Moraes seguiu estritamente o que a legislação determina

José Carlos Werneck

Foi acertadíssima, necessária e inteiramente apoiada em sólidos argumentos legais a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, ao transferir ao STF os julgamentos de militares que possam estar envolvidos nos episódios ocorridos em Brasília no dia 08 de janeiro, quando as sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário foram alvo de invasões e destruições.

A Justiça Militar da União é um órgão nacional especializado na aplicação da lei na categoria dos militares das Forças Armadas :Marinha, Exército e Aeronáutica e julga somente os crimes militares definidos na legislação, o Código Penal Militar.

SEM CONTROVÉRSIAS – Não há nada a se discutir da decisão do ministro. Os militares, nesse caso do 8 de janeiro, não cometeram crimes militares, mas crimes comuns tipificados em Lei. Portanto, devem ser julgados pela Justiça Comum.

Desta vez, não existem quaisquer dúvidas quanto ao acerto e solidez da decisão proferida por Alexandre de Moraes, bastando para isso consultar a Constituição Federal e os Códigos Penal e Processual Militar, que esclarecem de maneira clara o assunto.

Parodiando Fernando Pessoa: “Ignorar não é preciso. Estudar é Preciso”. Discussão encerrada! Ponto Final!


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