VÉSPERA DO DIA DOS PAIS: A Dor da Ausência, a Saudade sem Fim e a Inevitável Vontade de Deus
Por José Montalvão
Neste sábado, 8 de agosto de 2026, véspera de mais uma celebração do Dia dos Pais, o calendário nos convida ao abraço, à reunião familiar e à festa. Contudo, não sei se por mero acaso ou por uma profunda ironia do destino, deparei-me hoje com uma narrativa tocante e dolorosa da minha amiga Shyrley, na qual ela expõe com crua sensibilidade o significado devastador de perder pai e mãe e ter que recomeçar a vida com essas duas grandes ausências.
Aqueles comentários tocaram o fundo da minha alma. Eles reabriram uma cicatriz profunda que, há poucos meses, já havia sido dolorosamente mexida com a partida do meu saudoso irmão, Fernando Montalvão.
A verdade é uma só: só entende e sente a dimensão dessa dor quem já passou ou passa por essa falta irreparável.
O Vácuo Que o Tempo Não Apaga
A sabedoria popular costuma dizer que o tempo cura tudo. Mas a vida nos ensina que, diante do luto pelos nossos pais e entes queridos, a realidade é bem diferente. A gente até se acostuma a conviver com a perda, aprende a caminhar com a dor, mas nunca esquece.
Cria-se um vácuo no peito, uma lacuna na mesa e no coração que jamais será preenchida por nada nem por ninguém. A saudade é uma visita silenciosa que não pede licença e que se faz ainda mais presente em datas comemorativas como esta.
No entanto, diante do mistério da existência e da finitude humana, curva-mo-nos à soberania divina: que seja feita a vontade de Deus. A morte é uma triste hora que nenhum ser humano, por mais recursos ou poder que possua, consegue protelar ou evitar. É a sentença inevitável de todos nós.
Um Recado aos Que Ainda Podem Abraçar
Para mim e para tantos outros amigos que hoje olham para o céu com os olhos marejados de saudade, o Dia dos Pais é um dia de oração, de doces lembranças e de gratidão pelo legado de honra, caráter e amor que os nossos pais nos deixaram.
Aos meus leitores e amigos que ainda têm a benção de ter seus pais vivos ao seu lado, deixo um conselho do fundo do coração: aproveitem cada segundo. Abrace, perdoe, visite, diga que ama e valorize essa presença enquanto há tempo. A vida é um sopro e o amanhã pode não permitir o abraço que ficou para depois.
Um abençoado e Feliz Dia dos Pais a todos os pais de Jeremoabo, da Bahia e do Brasil — e um abraço fraterno e cheio de solidariedade a todos aqueles que, assim como eu, hoje convivem com a dolorosa e eterna saudade dos seus velhos guerreiros!
José Montalvão
Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).
Blog de Dede Montalvão: Rendendo homenagens à família, preservando a memória dos nossos entes queridos e celebrando os valores que nos sustentam!